Banco de questões
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- 58.062 questões
- 160 instituições
- 23 anos de prova
- Ciências da NaturezaEm uma missão de pesquisa na Antártida, uma equipe de cientistas enfrenta uma situação logística urgente. Um caixote contendo equipamentos eletrônicos sensíveis, com massa total de 60 kg, precisa ser movido do hangar de armazenamento até o laboratório principal. O caixote está sobre uma vasta planície de gelo que, devido à temperatura ambiente de -25°C, apresenta uma superfície extremamente lisa, tornando a força de atrito entre o caixote e o gelo desprezível para os cálculos. Para realizar o transporte, um membro da equipe utiliza um pequeno veículo trator que puxa o caixote por meio de um cabo esticado horizontalmente. O motor do veículo é calibrado para exercer uma força de tração constante, resultando em uma força resultante horizontal sobre o caixote de 132 N. O manual dos equipamentos eletrônicos especifica que, para evitar danos por vibrações, a aceleração durante o transporte não deve exceder 2,5 m/s². Para garantir a integridade dos instrumentos e validar o procedimento de transporte, é fundamental calcular a aceleração exata produzida pela força aplicada. Com base no Princípio Fundamental da Dinâmica (Segunda Lei de Newton), qual é o módulo da aceleração produzida no caixote de suprimentos?
- Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2021
- UNESP
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: FE5AF8CA-6A
Examine o meme publicado pela comunidade “The Language Nerds” em sua conta no Instagram em 28.02.2020.
Para se evitar o qualificativo de “psicopata”, seria aconselhável seguir a recomendação do meme e inserir uma vírgula logo após
- Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2014
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: FE5BE75F-E7
Poema 1
o bicho alfabeto
tem vinte e três patas
ou quase
por onde ele passa
nascem palavras
e frases
com frases
se fazem asas
palavras
o vento leve
o bicho alfabeto
passa
fica o que não se escreve
Poema 2
operação de vista
De uma noite, vim.
Para uma noite, vamos,
uma rosa de Guimarães
nos ramos de Graciliano.
Finnegans Wake à direita
un coup de dés à esquerda
que coisa pode ser feita
que não seja pura perda?
Poema 3
Um bom poema
leva anos cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto
Os três poemas de Paulo Leminski reproduzidos acima apresentam um forte conteúdo: - Ciências da Natureza
Física
Para um estudo sobre a cinemática de projéteis, analisa-se o movimento de um objeto lançado verticalmente em um campo gravitacional uniforme. O objetivo é determinar os parâmetros da trajetória, como a altitude máxima, com base nas condições iniciais do movimento. Um projétil, com massa de 4,5 kg, é disparado a partir de um ponto de referência no solo. O lançamento ocorre em uma trajetória retilínea e vertical, com uma velocidade inicial, medida no instante em que o projétil perde contato com o dispositivo lançador, de 40 m/s.Para a análise do modelo, são adotadas as seguintes hipóteses simplificadoras: o movimento ocorre em condições onde a resistência do ar é desprezível, e o campo gravitacional é considerado constante, resultando em uma aceleração de módulo g = 10 m/s² que se opõe ao movimento de subida. O ponto culminante da trajetória, conhecido como apogeu, é caracterizado pela inversão do sentido do movimento, momento em que a velocidade do projétil se anula instantaneamente. A determinação desta altitude é um dado fundamental na análise do movimento. Sendo assim, calcule a altura máxima, em metros, atingida pelo projétil em relação ao seu ponto de partida. - Matemática
Matemática
- Aritmética e Problemas
- Prova de 2018
- UEA
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: FE5C3601-D1
Gustavo tem duas contas correntes bancárias, A e B. Fazendo cálculos, ele constatou que se depositar R$ 1.260,00 na conta B, esta passará a ter um saldo correspondente ao dobro do saldo da conta A. Entretanto, se depositar R$ 1.260,00 na conta A, ambas ficarão com saldos iguais. Originalmente, as duas contas têm, juntas, um total de - Ciências da Natureza
Física
- Dinâmica
- Prova de 2025
- Centro Universitário FAESA
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: FE5E718B-F2
Uma companhia de teatro está na fase final de ensaios para sua nova produção. Uma das cenas mais impactantes da peça exige que um "caldeirão mágico" suba do fosso do palco, que está a 3 metros abaixo do nível principal, até uma altura de 2 metros acima dele (um percurso total de 5 metros). A diretora de engenharia cênica projetou um mecanismo baseado em uma máquina de Atwood para realizar o movimento de forma suave e controlada.O sistema é composto por uma polia de rolamento suíço, fabricada em um polímero de baixo atrito, considerada ideal para este cálculo (sem massa e sem atrito). Um fio de fibra de carbono, com comprimento total de 12 metros e uma resistência à tração testada de 50 N, é utilizado. O fio é considerado inextensível e de massa desprezível.O Corpo 1 (o "caldeirão" cenográfico) possui uma massa de 20 g (0,02 kg).O Corpo 2 (um contrapeso de chumbo) possui uma massa de 30 g (0,03 kg).O sistema parte do repouso no início da cena. Para o relatório técnico de segurança, a engenheira cênica precisa validar os cálculos da dinâmica do sistema, considerando a aceleração da gravidade local como g = 10 m/s².
Com base na análise das forças que governam o sistema (Peso e Tração), e aplicando a Segunda Lei de Newton para corpos interligados, determine o módulo da aceleração com que o "elevador" (caldeirão) sobe. - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2021
- UNESP
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: FE5ED6C3-6A
Leia o texto extraído da primeira parte, intitulada “A terra”, da obra Os sertões, de Euclides da Cunha. A obra resultou da cobertura jornalística da Guerra de Canudos, realizada por Euclides da Cunha para o jornal O Estado de S.Paulo de agosto a outubro de 1897, e foi publicada apenas em 1902.Percorrendo certa vez, nos fins de setembro [de 1897], as cercanias de Canudos, fugindo à monotonia de um canhoneio1 frouxo de tiros espaçados e soturnos, encontramos, no descer de uma encosta, anfiteatro irregular, onde as colinas se dispunham circulando um vale único. Pequenos arbustos, icozeiros2 virentes viçando em tufos intermeados de palmatórias3 de flores rutilantes, davam ao lugar a aparência exata de algum velho jardim em abandono. Ao lado uma árvore única, uma quixabeira alta, sobranceando a vegetação franzina.O sol poente desatava, longa, a sua sombra pelo chão e protegido por ela — braços largamente abertos, face volvida para os céus — um soldado descansava.Descansava... havia três meses.Morrera no assalto de 18 de julho [de 1897]. A coronha da Mannlicher 4 estrondada, o cinturão e o boné jogados a uma banda, e a farda em tiras, diziam que sucumbira em luta corpo a corpo com adversário possante. Caíra, certo, derreando- -se à violenta pancada que lhe sulcara a fronte, manchada de uma escara preta. E ao enterrarem-se, dias depois, os mortos, não fora percebido. Não compartira, por isto, a vala comum de menos de um côvado de fundo em que eram jogados, formando pela última vez juntos, os companheiros abatidos na batalha. O destino que o removera do lar desprotegido fizera-lhe afinal uma concessão: livrara-o da promiscuidade lúgubre de um fosso repugnante; e deixara-o ali há três meses – braços largamente abertos, rosto voltado para os céus, para os sóis ardentes, para os luares claros, para as estrelas fulgurantes...E estava intacto. Murchara apenas. Mumificara conservando os traços fisionômicos, de modo a incutir a ilusão exata de um lutador cansado, retemperando-se em tranquilo sono, à sombra daquela árvore benfazeja. Nem um verme — o mais vulgar dos trágicos analistas da matéria — lhe maculara os tecidos. Volvia ao turbilhão da vida sem decomposição repugnante, numa exaustão imperceptível. Era um aparelho revelando de modo absoluto, mas sugestivo, a secura extrema dos ares.(Os sertões, 2016.)1 canhoneio: descarga de canhões.2 icozeiro: arbusto de folhas coriáceas, flores de tom verde-pálido e frutos bacáceos.3 palmatória: planta da família das cactáceas, de flores amarelo-esverdeadas, com a parte inferior vermelha, ou róseas, e bagas vermelhas.4 Mannlicher: rifle projetado por Ferdinand Ritter von Mannlicher.
A linguagem do texto pode ser caracterizada como - Ciências Humanas
História
- História do Brasil
- Prova de 2014
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: FE603E51-E7
“Perante mil sargentos das Forças Armadas e Auxiliares, o Sr. João Goulart, em violento discurso, pronunciado na noite de segunda, tornou irreversível sua posição de esquerda e desencadeou, graças a essa definição, feita em termos candentes, a movimentação das forças que o derrubaram. Consideraram os chefes da revolta que, transigir mais com a posição ostensiva do Sr. Goulart, seria decretar a morte da democracia. O discurso de Jango, a 30 de março, foi o começo do fim.”O texto acima, publicado na revista O Cruzeiro, em 10 de abril de 1964, indica - Ciências da Natureza
Química
- Termoquímica: Energia Calorífica, Calor de reação, Entalpia, Equações e Lei de Hess.
- Prova de 2025
- Centro Universitário FAESA
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: FE6115E1-F2
No campo da fisiologia e da bioquímica, a glicose (C6H12O6) é a principal fonte de energia para as células humanas. Através do complexo processo de respiração celular, que em termos energéticos é análogo a uma combustão completa, a glicose reage com o oxigênio transportado pela hemoglobina para produzir dióxido de carbono, água e, crucialmente, energia. Essa energia liberada é utilizada para a síntese de ATP (trifosfato de adenosina), a "moeda energética" que alimenta todas as funções vitais, desde a contração muscular até a transmissão de impulsos nervosos. Estudos calorimétricos detalhados sobre o metabolismo celular indicam que a oxidação da glicose no corpo libera uma quantidade de energia de aproximadamente 1 x 10² kcal por cada mol de oxigênio (O2) consumido no processo. Um paciente em recuperação metabólica está recebendo uma dieta controlada que, ao longo de um dia, fornece uma quantidade de carboidratos que, após a digestão e absorção, equivale a 5 mols de glicose disponíveis para a respiração celular. Para avaliar o balanço energético diário deste paciente, o nutricionista precisa calcular a energia total que será disponibilizada para o corpo a partir dessa quantidade de glicose. Considerando a reação de combustão completa da glicose como um modelo preciso para a respiração celular, qual é a energia total liberada, em kcal, a partir da metabolização completa dos 5 mols de glicose? - Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2017
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: FE61591B-EF
Pintor da soledade nos vestíbulosde mármore e losango, onde as colunasse deploram silentes, sem que as pombasvenham trazer um pouco do seu ruflo;traça das finas torres consumidasno vazio mais branco e na insolvênciade arquiteturas não arquitetadas,porque a plástica é vã, se não comove,ó criador de mitos que sufocam,desperdiçando a terra, e já recuampara a noite, e no charco se constelam,por teus condutos flui um sangue vago,e nas tuas pupilas, sob o tédio,é a vida um suspiro sem paixão.Sobre o poema “A tela contemplada”, presente em Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, reproduzido acima, é correto afirmar: - Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2010
- UECE
- Dificuldade: Difícil
- Com imagem
- Código da questão: FE63160C-A6
As to criticism toward the Academy, the author of the text says that they tend not to take into account
- Ciências Humanas
História
- Crise de 1929 e seus desdobramentos
- Prova de 2014
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Muito fácil
- Com imagem
- Código da questão: FE633F89-E7
“Fotojornalismo é uma modalidade iconográfica que narra, por meio da imagem, uma situação ou fato. A foto a seguir mostra o contexto de Florence Thompson, uma agricultora, durante a Grande Depressão nos Estados Unidos. A foto foi tirada por Dorothea Lang, em 1936.” (Blog foto na historia).
A interpretação da imagem de Florence leva-nos a concluir que - Ciências da Natureza
Química
- Representação das transformações químicas
- Prova de 2025
- Centro Universitário FAESA
- Dificuldade: Fácil
- Com imagem
- Código da questão: FE63C909-F2
Durante a calibração de um sistema automatizado para produção de fertilizantes nitrogenados, um técnico supervisiona a síntese de amônia a partir de nitrogênio e hidrogênio em um reator fechado. A reação entre os dois gases ocorre em condições controladas de temperatura e pressão, e a eficiência do processo depende da correta proporção dos reagentes conforme a equação química balanceada. Considerando que o controle da produção exige o monitoramento preciso das quantidades de matéria envolvidas em cada etapa, inclusive em termos de mols, massa, volume e número de partículas, avalie as interpretações quantitativas da reação e assinale a alternativa correta.Reação de Síntese da Amônia (Processo de Haber-Bosch):N2(g) + 3H2(g) → 2NH3(g)As relações entre os participantes dessa reação podem ser lidas das seguintes maneiras:Em Proporção de Moléculas:A nível microscópico, 1 molécula de gás nitrogênio reage com 3 moléculas de gás hidrogênio para formar 2 moléculas de amônia.Em Proporção de Mols:Para quantidades molares, 1 mol de gás nitrogênio reage com 3 mols de gás hidrogênio, produzindo 2 mols de amônia.Em Proporção de Massa:Considerando as massas molares, 28 gramas de gás nitrogênio reagem com 6 gramas de gás hidrogênio para produzir 34 gramas de amônia, o que demonstra a conservação da massa.Em Proporção de Volume (CNTP):Nas Condições Normais de Temperatura e Pressão, 22,4 litros de gás nitrogênio reagem com 67,2 litros de gás hidrogênio para formar 44,8 litros de amônia.Em Proporção de Número de Partículas:Utilizando a constante de Avogadro, 6,02 x 1023 moléculas de gás nitrogênio reagem com três vezes esse número de moléculas de gás hidrogênio (aproximadamente 18,06 x 1023 moléculas) para formar duas vezes esse número de moléculas de amônia (aproximadamente 12,04 x 1023 moléculas).
- Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2021
- UNESP
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: FE64829C-6A
Leia o texto extraído da primeira parte, intitulada “A terra”, da obra Os sertões, de Euclides da Cunha. A obra resultou da cobertura jornalística da Guerra de Canudos, realizada por Euclides da Cunha para o jornal O Estado de S.Paulo de agosto a outubro de 1897, e foi publicada apenas em 1902.Percorrendo certa vez, nos fins de setembro [de 1897], as cercanias de Canudos, fugindo à monotonia de um canhoneio1 frouxo de tiros espaçados e soturnos, encontramos, no descer de uma encosta, anfiteatro irregular, onde as colinas se dispunham circulando um vale único. Pequenos arbustos, icozeiros2 virentes viçando em tufos intermeados de palmatórias3 de flores rutilantes, davam ao lugar a aparência exata de algum velho jardim em abandono. Ao lado uma árvore única, uma quixabeira alta, sobranceando a vegetação franzina.O sol poente desatava, longa, a sua sombra pelo chão e protegido por ela — braços largamente abertos, face volvida para os céus — um soldado descansava.Descansava... havia três meses.Morrera no assalto de 18 de julho [de 1897]. A coronha da Mannlicher 4 estrondada, o cinturão e o boné jogados a uma banda, e a farda em tiras, diziam que sucumbira em luta corpo a corpo com adversário possante. Caíra, certo, derreando- -se à violenta pancada que lhe sulcara a fronte, manchada de uma escara preta. E ao enterrarem-se, dias depois, os mortos, não fora percebido. Não compartira, por isto, a vala comum de menos de um côvado de fundo em que eram jogados, formando pela última vez juntos, os companheiros abatidos na batalha. O destino que o removera do lar desprotegido fizera-lhe afinal uma concessão: livrara-o da promiscuidade lúgubre de um fosso repugnante; e deixara-o ali há três meses – braços largamente abertos, rosto voltado para os céus, para os sóis ardentes, para os luares claros, para as estrelas fulgurantes...E estava intacto. Murchara apenas. Mumificara conservando os traços fisionômicos, de modo a incutir a ilusão exata de um lutador cansado, retemperando-se em tranquilo sono, à sombra daquela árvore benfazeja. Nem um verme — o mais vulgar dos trágicos analistas da matéria — lhe maculara os tecidos. Volvia ao turbilhão da vida sem decomposição repugnante, numa exaustão imperceptível. Era um aparelho revelando de modo absoluto, mas sugestivo, a secura extrema dos ares.(Os sertões, 2016.)1 canhoneio: descarga de canhões.2 icozeiro: arbusto de folhas coriáceas, flores de tom verde-pálido e frutos bacáceos.3 palmatória: planta da família das cactáceas, de flores amarelo-esverdeadas, com a parte inferior vermelha, ou róseas, e bagas vermelhas.4 Mannlicher: rifle projetado por Ferdinand Ritter von Mannlicher.
Anteriormente ao texto transcrito, Euclides da Cunha menciona a existência de “higrômetros inesperados e bizarros” na paisagem. Constitui exemplo de higrômetro inesperado e bizarro no texto transcrito: - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2008
- UERJ
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: FE671E55-BC
Os textos que defendem uma opinião possuem diversos mecanismos para garantir sua eficácia ou poder de convencimento.
Pode-se dizer que a estrutura geral do texto contribui para sua eficácia argumentativa porque: - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2021
- UNESP
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: FE68D19D-6A
Leia o texto extraído da primeira parte, intitulada “A terra”, da obra Os sertões, de Euclides da Cunha. A obra resultou da cobertura jornalística da Guerra de Canudos, realizada por Euclides da Cunha para o jornal O Estado de S.Paulo de agosto a outubro de 1897, e foi publicada apenas em 1902.Percorrendo certa vez, nos fins de setembro [de 1897], as cercanias de Canudos, fugindo à monotonia de um canhoneio1 frouxo de tiros espaçados e soturnos, encontramos, no descer de uma encosta, anfiteatro irregular, onde as colinas se dispunham circulando um vale único. Pequenos arbustos, icozeiros2 virentes viçando em tufos intermeados de palmatórias3 de flores rutilantes, davam ao lugar a aparência exata de algum velho jardim em abandono. Ao lado uma árvore única, uma quixabeira alta, sobranceando a vegetação franzina.O sol poente desatava, longa, a sua sombra pelo chão e protegido por ela — braços largamente abertos, face volvida para os céus — um soldado descansava.Descansava... havia três meses.Morrera no assalto de 18 de julho [de 1897]. A coronha da Mannlicher 4 estrondada, o cinturão e o boné jogados a uma banda, e a farda em tiras, diziam que sucumbira em luta corpo a corpo com adversário possante. Caíra, certo, derreando- -se à violenta pancada que lhe sulcara a fronte, manchada de uma escara preta. E ao enterrarem-se, dias depois, os mortos, não fora percebido. Não compartira, por isto, a vala comum de menos de um côvado de fundo em que eram jogados, formando pela última vez juntos, os companheiros abatidos na batalha. O destino que o removera do lar desprotegido fizera-lhe afinal uma concessão: livrara-o da promiscuidade lúgubre de um fosso repugnante; e deixara-o ali há três meses – braços largamente abertos, rosto voltado para os céus, para os sóis ardentes, para os luares claros, para as estrelas fulgurantes...E estava intacto. Murchara apenas. Mumificara conservando os traços fisionômicos, de modo a incutir a ilusão exata de um lutador cansado, retemperando-se em tranquilo sono, à sombra daquela árvore benfazeja. Nem um verme — o mais vulgar dos trágicos analistas da matéria — lhe maculara os tecidos. Volvia ao turbilhão da vida sem decomposição repugnante, numa exaustão imperceptível. Era um aparelho revelando de modo absoluto, mas sugestivo, a secura extrema dos ares.(Os sertões, 2016.)1 canhoneio: descarga de canhões.2 icozeiro: arbusto de folhas coriáceas, flores de tom verde-pálido e frutos bacáceos.3 palmatória: planta da família das cactáceas, de flores amarelo-esverdeadas, com a parte inferior vermelha, ou róseas, e bagas vermelhas.4 Mannlicher: rifle projetado por Ferdinand Ritter von Mannlicher.
Considerando o contexto histórico de produção do texto, o soldado abandonado e seu “adversário possante” podem ser identificados, em termos políticos, como - Ciências da Natureza
Química
- Soluções e Substâncias Inorgânicas
- Prova de 2025
- Centro Universitário FAESA
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: FE692F52-F2
A preparação de soluções com concentrações específicas é uma rotina fundamental em laboratórios de química. Frequentemente, soluções diluídas são preparadas a partir de um estoque de reagentes mais concentrados, um processo conhecido como diluição, que envolve a adição de solvente a uma alíquota da solução-estoque. Neste procedimento, a quantidade de matéria do soluto permanece constante, enquanto o volume da solução aumenta e, consequentemente, a concentração diminui. Para realizar essa tarefa com precisão, é crucial relacionar as diferentes formas de expressar a concentração, como a porcentagem em massa, a densidade e a molaridade. Com base nesses princípios, analise o procedimento laboratorial descrito e assinale a alternativa que indica o volume correto da solução-estoque a ser utilizado.No laboratório você dispõe de uma solução-estoque que apresenta 70%(m/m) de HNO3 e cuja densidade é 1,42 g cm-3. Calcule o volume dessa solução necessário para preparar 500 mL de uma solução diluída de HNO3(aq) 1,5 mol L-1. - Ciências Humanas
História
- Construção do Estado Liberal: Independência das Treze Colônias (EUA)
- Prova de 2014
- UFG
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: FE6A8B07-AB
Thomas Jefferson é considerado um dos promotores do republicanismo norte-americano que, após a Guerra da Independência, norteou a Constituição dos Estados Unidos. Esse republicanismo de inspiração iluminista se expressou por meio - Ciências Humanas
Geografia
“O Brasil tem uma unidade em sua diversidade. A gente respeita a cultura gaúcha, nordestina, amazônica. O que é ruim é este achatamento cosmopolita. Você liga a televisão e não consegue distinguir se um cantor é alemão, brasileiro ou americano, porque todos cantam e se vestem do mesmo jeito.” (Ariano Suassuna).A citação do escritor Ariano Suassuna (falecido em 2014) é crítica em relação - Ciências da Natureza
Química
- Transformações Químicas
- Prova de 2025
- Centro Universitário FAESA
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: FE6BF24C-F2
A Tabela Periódica organiza os elementos químicos em ordem crescente de número atômico, revelando uma repetição periódica em suas propriedades físicas e químicas. Essas tendências, como raio atômico, energia de ionização e afinidade eletrônica, variam de forma previsível ao longo dos períodos e grupos. A compreensão dessas propriedades é fundamental para prever o comportamento químico dos elementos. Com base na análise das tendências periódicas, assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta.