Português
- Gêneros Textuais
- Prova de 2010
- UNICENTRO
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: FEE5CCCE-B0
O texto em evidência caracteriza-se como carta pessoal por uma série de razões dentre as quais se excetua a indicada em
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O texto em evidência caracteriza-se como carta pessoal por uma série de razões dentre as quais se excetua a indicada em
“A degradação de recursos naturais incorre em perda das características desejáveis dos recursos. A perda de produtividade na produção de mercadorias, tais como madeira e carne bovina, representa uma forma óbvia de degradação, assim como declínios em indicadores de produção em potencial, tais como a fertilidade do solo e o volume de madeira. No contexto da Amazônia, a forma mais importante de degradação é a perda da renda em potencial dos serviços ambientais, tais como a manutenção de biodiversidade (FEARNSIDE, 1999), a ciclagem de água (FEARNSIDE, 2004) e o armazenamento de carbono (FEARNSIDE; BARBOSA, 2003). ”
Fearnside, P.M. 2009. Degradação dos recursos naturais na Amazônia brasileira: Implicações para o uso de sistemas agroflorestais. In: R. Porro (ed.) Alternativa Agroflorestal na Amazônia em Transformação. World Agroforestry Centre (ICRAF) & EMBRAPA Amazônia Oriental, Belém, Pará.
Considerando a temática do trecho acima, que trata da degradação ambiental no contexto da Amazônia brasileira, atente para as seguintes afirmações:
I. Os sistemas agroflorestais (SAFs) são
importantes para pequenos agricultores, por
serem formas de produção mais
sustentáveis e ambientalmente menos
danosas do que a pastagem na região.
II. O desmatamento é a forma mais óbvia de degradação na Amazônia; além do desmatamento, há degradação significativa através de fogos de superfície, especialmente em anos de El Niño.
III. A exploração de madeireira, além de causar degradação direta da floresta por remoção de biomassa, também aumenta a vulnerabilidade da floresta a incêndios.
É correto o que se afirma em
[...] Nesse dia voltaram juntos pela mesma estrada, conversando. Isso é, o irmão conversava. Ele ia calado. Tinha três palavras na garganta, nada mais: orgulho, ganância, ingratidão. Três desgraças juntas numa mesma pessoa, ali ao seu lado. — Vamos, diga. Quanto você quer pela propriedade? — o velho não ouvia a voz do outro, pensava em coisas distintas, talvez numa ordem a que o universo estivesse sujeito e que ninguém podia quebrá-la. Deus fez a terra, a água e o sal, o sol e a lua, os bichos e os homens — e os homens eram todos irmãos e os irmãos de sangue eram ainda mais irmãos, porque vieram do sofrimento de uma mesma mulher.
TORRES, Antônio. Essa Terra. 21 ed. Rio de Janeiro: Record, 2005. p. 88.
Marque com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas. O trecho, inserido no todo da obra, permite afirmar:
( ) A narrativa, ao enfocar relações familiares, supera limites geográficos e trata da natureza humana.
( ) O personagem “o velho”, no relacionamento com o irmão, é dominado pelo sentimento fraterno e pela gratidão.
( ) O irmão representa a atitude solidária habitualmente presente nas relações dentro da família.
( ) O Mestre é portador de uma visão conservadora acerca das mulheres, o que provoca uma relação de conflito com a esposa.
( ) O pensamento do velho, direcionado para o texto de caráter bíblico, acentua o contraste entre a doutrina religiosa e a prática das relações humanas.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para
baixo, é a
(S. Bernardo, 1996.)

MOVIMENTO pró-democracia. Disponível em: <www.pró-democracia.com/comunidadeorkut.movimentopró-democracia> . Acesso em: 19 jun. 2010.
O principal objetivo desse texto é
“Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são!” (Trecho de Macunaíma, de Mário de Andrade).
Assinale a alternativa que se relaciona à saúva, sem nenhum erro.
Os relevos e as feições cársticas se originam em rochas solúveis, afetadas pela ação da água. Sua evolução é comandada por processos geoquímicos e físicos. Considerando este tipo de relevo e suas feições, analise as seguintes afirmações:
I. Entre as rochas mais favoráveis à carstificação, encontram-se as carbonática, como os calcários, os mármores, os granitos e a dolomita.
II. Os relevos cársticos evoluem segundo os mesmos processos, que geram outras feições não cársticas, porém somam-se os processos de dissolução e abatimentos, condicionados pela natureza da rocha e pelo sistema hídrico.
III. O desenvolvimento do carste é favorecido quando a região carbonática possui topografia, no mínimo, moderadamente acidentada.
É correto o que se afirma somente em
(S. Bernardo, 1996.)
Eu me vi vivendo o melhor que nossa realidade. Estela me sorria, corria de mim, eu não tinha pressa de apanhá-la, era talvez picula. O nosso quintal se alargava, o caminho de plantas, paus e pedras ia-se margeando em nuvens sem um fim que se avistasse. Eu tinha o saber de tudo, mas não me importava, o sorriso de Estela me preenchia e me fazia leve, que então voávamos. Eu queria alcançar minha irmã, mas não podia lhe pedir que parasse. Estela tinha um voo firme e certo, e eu, me parece que só voava no seu vácuo. Mas eu queria, buscava-a para um abraço que faltava em mim, um toque que me transmitisse os seus modos de sorrir.
FONSECA, Aleilton. O sorriso da estrela. O desterro dos mortos: Contos. 3. ed. Itabuna: Via Litterarum, 2012. p. 13.
Considerando-se o fragmento no todo do conto O sorriso da estrela, está em desacordo com a narrativa o que se afirma em


“Amplo estudo envolvendo 600 pesquisadores de 60 países mostrou que mais de 30% dos solos do mundo estão degradados [...]. A erosão em solo agrícola e de pastagem intensiva varia entre cem a mil vezes a taxa de erosão natural e o custo anual de fertilizantes para substituir os nutrientes perdidos pela erosão chega a US $ 150 bilhões”.
Fonte: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias /-/noticia/14343883/estudo-revela-que-30-dos-solos-do-mundo-estao-degradados. Acessado em 22/10/2018
O texto acima traz informações preocupantes sobre a conservação dos solos em nível mundial. As alternativas que se seguem trazem sugestões para preservação dos solos ou para diminuir a perda econômica por erosão deles, EXCETO a alternativa:
“A contextualização geoambiental da Região do Baixo Jaguaribe contempla a caracterização dos componentes naturais e a setorização dos principais sistemas ambientais. [...] A configuração espacial da área comporta duas unidades morfoestruturais compreendidas pela superfície de aplainamento talhada no embasamento cristalino (Depressão Sertaneja) e por parte da bacia potiguar cretácea (Chapada do Apodi). Além dessas unidades, cabe referências às coberturas sedimentares cenozoicas, incluindo sedimentos plio-pleistocênicos das Formações Faceira e Barreiras e sedimentos de neoformação que compõem as planícies fluviais, dentre as quais, as que têm maior expressão espacial são formadas pelos Rios Jaguaribe e Banabuiú.”
Contexto geoambiental das bacias hidrográficas dos Rios Acaraú, Curu e Baixo Jaguaribe - Estado do Ceará / Marcos José Nogueira de Souza... [et al]. - Fortaleza: Embrapa Agroindústria Tropical, 2005. 52 p. (Embrapa Agroindústria Tropical. Documentos, 101). ISSN 1677-1915.
Considerando o contexto geoambiental da Região do Baixo Jaguaribe, é correto afirmar que
(S. Bernardo, 1996.)
[...] Vinham vindo, com o trazer de comitiva.
Aí, paravam. A filha–a moça–tinha pegado a cantar, levantando os braços, a cantiga não vigorava certa, nem no tom nem no se-dizer das palavras–o nenhum. A moça punha os olhos no alto, que nem os santos e os espantados, vinha enfeitada de disparates, num aspecto de admiração. Assim com panos e papéis, de diversas cores, uma carapuça em cima dos espantados cabelos, e enfunada em tantas roupas ainda de mais misturas, tiras e faixas, dependuradas– virundangas: matéria de maluco. A velha só estava de preto, com um fichu preto, ela batia com a cabeça, nos docementes. Sem tanto que diferentes, elas se assemelhavam.
Soroco estava dando o braço a elas, uma de cada lado.Em mentira, parecia entrada em igreja, num casório. Era uma tristeza. Parecia enterro. Todos ficavam de parte, a chusma de gente não querendo afirmar as vistas, por causa daqueles trasmodos e despropósitos, de fazer risos, e por conta de Soroco–para não parecer pouco caso. Ele hoje estava calçado de botinas, e de paletó, com chapéu grande, botara sua roupa melhor, os maltrapos. E estava reportado e atalhado, humildoso. Todos diziam a ele seus respeitos, de dó. Ele espondia: – “Deus vos pague essa despesa...”
O que os outros diziam: que Soroco tinha tido muita paciência. Sendo que não ia sentir falta dessas transtornadas pobrezinhas, era até um alívio. [...]
Tomara aquilo acabasse. O trem chegando, a máquina manobrando sozinha para vir pegar o carro. O trem apitou, e passou, se foi, o de sempre. [...]
Ele se sacudiu, de um jeito arrebentado, desacontecido, e virou, pra ir-s’ embora. Estava voltando para casa, como se estivesse indo para longe, fora de conta.
Mas parou. Em tanto que se esquisitou, parecia que ia perder o de si, parar de ser. Assim num excesso de espírito, fora de sentido. E foi o que não se podia prevenir: quem ia fazer siso naquilo?. Num rompido — ele começou a cantar, alterando, forte, mas sozinho para si-e era a cantiga, mesma de desatino, que as duas tanto tinham cantado. Cantava continuando.
ROSA, João Guimarães. Soroco sua mãe, sua filha. Primeiras estórias. 4. ed. Rio de Janeiro: José Olyimpio, s.d. p. 16-18. Guimarães Rosa, escritor inserido na chamada Geração de 45 — Modernismo Brasileiro —, apresenta uma obra de cunho universalista.
O texto comprova isso porque
“A água não acaba, não vai sumir do planeta. O ciclo hidrológico faz com que a gente tenha a possibilidade de renovação, por isso é que há como planejar e gerenciar para o uso sustentável. O que acaba é a possibilidade do uso quantitativo ou não podermos utilizar devido à má qualidade, portanto a possibilidade de uso se esgota”
fonte: https://www.campograndenews.com.br/meio-ambiente/ uso-sustentavel-da-agua-na-agricultura-e-caminho-para-driblar-a-crise-hidrica. Acessado em 22/10/2018
Assinale a alternativa que concorda com as ideias contidas no texto des sa questão e com os conhecimentos sobre conservação da água.