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  • 58.062 questões
  • 160 instituições
  • 23 anos de prova

Resultados: 58.062 questões

Página 2.497 de 2.904

  • Linguagens

    Literatura

    Ainda em relação à narrativa de Jorge Amado, leia o trecho de carta a seguir:

    Sr redator, Desculpe os erros e a letra pois não sou costumeira nestas coisas de escrever e se hoje venho a vossa presença é para botar os pingos no ii. Vi no jornal uma notícia sobre os furtos dos Capitães da areia e logo depois veio a polícia e disse que ia perseguir eles e então o doutor dos menores veio com uma conversa dizendo que era uma pena que eles não se emendavam no reformatório para onde ele mandava os pobres. É pra falar no tal do reformatório que eu escrevo estas mal traçadas linhas. Eu queria que seu jornal mandasse uma pessoa ver o tal do reformatório para ver como são tratados os filhos dos pobres que têm a desgraça de cair nas mãos daqueles guardas sem alma.

    AMADO, Jorge. Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. p. 12.

    Examine as seguintes proposições e classifique-as como V (verdadeira) ou F (falsa).

    ( ) A obra inicia-se com os textos divulgados no Jornal da Tarde e dá seguimento com a publicação de cartas de leitores como a da costureira Maria Ricardina, cujo filho foi maltratado no reformatório.
    ( ) As cartas do padre e da costureira denunciam as péssimas condições humanas a que os adolescentes são submetidos no reformatório, enquanto que a carta do juiz de menores manifesta-se a favor da educação repressora.
    ( ) O fragmento de texto caracteriza-se por uma linguagem extremamente formal, um rigor gramatical e o uso de expressões típicas da língua culta como “botar os pingos no ii”.

    Agora, aponte a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão 9dedb81b-b5
  • Linguagens

    Português

    Leia o conto “No Retiro da Figueira”, do escritor Moacyr Scliar, e responda à questão

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais 2016, Interpretação de Textos

    SCLIAR, Moacyr. No Retiro da Figueira. Contos contemporâneos. São Paulo: Moderna, 2005. p. 76. Adaptado. 

    Sabe-se que o mal-estar desencadeado pela criminalidade e a sensação de caos gerada nos centros urbanos levam muitas pessoas a almejarem a segurança dos condomínios fechados. A respeito disso, é CORRETO afirmar que Moacyr Scliar critica:
    Escolha uma alternativa para a questão 9dce5806-b5
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul 2016, Interpretação de Textos

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 402eccd7-b5
  • Matemática

    Matemática

    Um cone com altura igual a 30/π dm e raio de 1 dm é colocado com o vértice para baixo a fim de coletar a água de uma torneira que pinga 1 litro de água a cada hora, sendo o intervalo entre um pingo e outro constante. Qual é o tempo necessário para que a água atinja a metade da altura do cone?
    Escolha uma alternativa para a questão 3fa502d2-b5
  • Ciências Humanas

    História

    “Um projeto de República perdeu-se em 1964. Nacionalista, baseado no protagonismo do Estado em aliança com as classes populares das cidades e dos campos, o programa das chamadas ‘reformas de base’ experimentou estranha derrota, saindo de cena sem travar nenhum combate”
    REIS, Daniel Aarão. A Ditadura faz cinquenta anos: história e cultura política nacional-estadista. In: REIS (org.). A Ditadura que mudou o Brasil. RJ: Zahar. 2014, p.11.

    Sobre a Ditadura Militar iniciada com o Golpe político-militar de 1964, é CORRETO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 5803a542-b5
  • Ciências da Natureza

    Física

    Devido à estiagem, uma pequena central hidroelétrica (PCH) teve a altura de queda bruta (diferença entre o nível do reservatório e o nível da saída de água da hidroelétrica) reduzida em 40%. Levando em consideração que a potência de uma usina depende principalmente da altura de queda bruta e da vazão e desconsiderando outros fatores, podemos estimar a potência pela relação:
    Potência = η . Aceleração da gravidade . Altura de queda bruta . vazão . densidade

    Onde: η é o rendimento do conjunto turbina gerador.
    Antes da estiagem, a hidroelétrica tinha uma vazão constante de 400 m³/s e uma altura de queda bruta de 25 metros. Mantendo a mesma vazão, devido à água armazenada no reservatório, e assumindo η = 0,7 , a aceleração da gravidade g=10 m/s², a densidade da água como 1 g/cm³ e 1 watt como sendo 1 J/s, a nova potência da usina será:
    Escolha uma alternativa para a questão 57e10f1f-b5
  • Ciências da Natureza

    Química

    Em 1999, o Ministério da Saúde recebeu o pedido de registro para comercialização da primeira pílula anticoncepcional masculina do mundo. O medicamento é feito a partir do gossipol, uma substância natural extraída da semente do algodão, que desativa a enzima responsável pelo amadurecimento dos espermatozóides. Sobre a estrutura molecular do gossipol, mostrada na fi gura a seguir, pode-se afirmar:
    Imagem da questão de Química, IF Sul - MG 2016, Cadeias Carbônicas: Características e Classificações do Átomo do Carbono, Tipos de Ligação e Hibridação. Tipos de Cadeias Carbônicas e Fórmulas. Séries: Homóloga, Isóloga e Heteróloga.
    I – A fórmula molecular do gossipol é C30H30O8.
    II – A estrutura apresenta os grupos funcionais característicos das funções álcool, aldeído e cetona
    III – O gossipol pode se apresentar sob a forma de mistura racêmica.
    IV – A acidez dos hidrogênios das hidroxilas ligadas aos anéis aromáticos é equivalente à acidez dos hidrogênios da hidroxila presente no metanol.
    V – Considerando-se as interações intermoleculares características dos compostos orgânicos, o gossipol apresenta interações intermoleculares relativamente fortes.
    Estão CORRETAS as alternativas:
    Escolha uma alternativa para a questão 57c5a01c-b5
  • Linguagens

    Inglês

    Brexit 'means economy faces 50/50 recession chance' 
    3 August 2016
    The National Institute of Economic and Social Research (NIESR) says the UK will go through a "marked economic slowdown" this year and next. It says inflation will also pick up, rising to 3% by the end of next year. "This is the short-term economic consequence of the vote to leave the EU", said Simon Kirby of the NIESR.
    Overall the institute forecasts that the UK economy will probably grow by 1.7% this year but will expand by just 1% in 2017. This would see the UK avoid a technical recession, typically defined as two consecutive quarters of economic contraction.
    Mr. Kirby argued that the June referendum vote had led to such financial and political uncertainty that this would bear directly on the spending and investment decisions of both businesses and households. "We expect the UK to experience a marked economic slowdown in the second half of this year and throughout 2017," he said. "There is an even chance of a 'technical' recession in the next 18 months, while there is an elevated risk of further deterioration in the near term."
    The pick-up in inflation to 3% will mainly be due to the recent fall in the value of the pound, but that should be ignored by the Bank of England, the Institute said. "The Monetary Policy Committee should 'look through' this temporary rise in inflation and ease monetary policy substantially in the coming months", Mr. Kirby said. The institute forecasts that the Bank will reduce interest rates to just 0.1% eventually, after cutting them to 0.25% later this week.
    Falling optimism
    In a separate report, the CBI business lobby group says that the UK's small and medium-sized manufacturers (SMEs) fear they will be hit by a fall in orders in the next three months. Its latest quarterly survey of SMEs says business optimism has fallen at its fastest rate since January 2009, when the UK economy was falling into recession. Now, the culprit is the uncertainty following June's Brexit vote. Despite this, the 472 firms surveyed said that current orders were stable.
    Rain Newton-Smith, the CBI's director for economics, said: "The UK's SME manufacturers reported higher production, more staff hired and now expect to sell more of their world-class goods overseas over the next quarter, with a weaker sterling having a hand in this. "But overall they do feel less optimistic and are scaling back some investment plans in machinery and plants".
    The CBI's survey is just the latest to suggest that the effect of the June referendum vote may be, in the short term at least, to depress business activity. On Monday the Markit/CIPS manufacturing purchasing managers' index suggested that activity among UK manufacturers in July had shrunk at its fastest pace for three years.
    Meanwhile shoppers continue to benefit from falling prices in the UK's shops, stores and supermarkets. According to the latest survey from the trade body the British Retail Consortium, overall prices fell by 1.6% in the year to July. Food was 0.8% cheaper than a year ago and non-food items were 2.2% lower.
    Adapted from http://www.bbc.com/news/business-36953247.
    A palavra “despite” em “Despite this, the 472 firms surveyed said that current orders were stable” (5º parágrafo):
    Escolha uma alternativa para a questão 577d2bb0-b5
  • Linguagens

    Inglês

    Brexit 'means economy faces 50/50 recession chance' 
    3 August 2016
    The National Institute of Economic and Social Research (NIESR) says the UK will go through a "marked economic slowdown" this year and next. It says inflation will also pick up, rising to 3% by the end of next year. "This is the short-term economic consequence of the vote to leave the EU", said Simon Kirby of the NIESR.
    Overall the institute forecasts that the UK economy will probably grow by 1.7% this year but will expand by just 1% in 2017. This would see the UK avoid a technical recession, typically defined as two consecutive quarters of economic contraction.
    Mr. Kirby argued that the June referendum vote had led to such financial and political uncertainty that this would bear directly on the spending and investment decisions of both businesses and households. "We expect the UK to experience a marked economic slowdown in the second half of this year and throughout 2017," he said. "There is an even chance of a 'technical' recession in the next 18 months, while there is an elevated risk of further deterioration in the near term."
    The pick-up in inflation to 3% will mainly be due to the recent fall in the value of the pound, but that should be ignored by the Bank of England, the Institute said. "The Monetary Policy Committee should 'look through' this temporary rise in inflation and ease monetary policy substantially in the coming months", Mr. Kirby said. The institute forecasts that the Bank will reduce interest rates to just 0.1% eventually, after cutting them to 0.25% later this week.
    Falling optimism
    In a separate report, the CBI business lobby group says that the UK's small and medium-sized manufacturers (SMEs) fear they will be hit by a fall in orders in the next three months. Its latest quarterly survey of SMEs says business optimism has fallen at its fastest rate since January 2009, when the UK economy was falling into recession. Now, the culprit is the uncertainty following June's Brexit vote. Despite this, the 472 firms surveyed said that current orders were stable.
    Rain Newton-Smith, the CBI's director for economics, said: "The UK's SME manufacturers reported higher production, more staff hired and now expect to sell more of their world-class goods overseas over the next quarter, with a weaker sterling having a hand in this. "But overall they do feel less optimistic and are scaling back some investment plans in machinery and plants".
    The CBI's survey is just the latest to suggest that the effect of the June referendum vote may be, in the short term at least, to depress business activity. On Monday the Markit/CIPS manufacturing purchasing managers' index suggested that activity among UK manufacturers in July had shrunk at its fastest pace for three years.
    Meanwhile shoppers continue to benefit from falling prices in the UK's shops, stores and supermarkets. According to the latest survey from the trade body the British Retail Consortium, overall prices fell by 1.6% in the year to July. Food was 0.8% cheaper than a year ago and non-food items were 2.2% lower.
    Adapted from http://www.bbc.com/news/business-36953247.
    A referência do pronome “its” em “Its latest quarterly survey of SMEs says business optimism has fallen at its fastest rate since January 2009” (5º parágrafo) é:
    Escolha uma alternativa para a questão 5778769e-b5
  • Linguagens

    Inglês

    Brexit 'means economy faces 50/50 recession chance' 
    3 August 2016
    The National Institute of Economic and Social Research (NIESR) says the UK will go through a "marked economic slowdown" this year and next. It says inflation will also pick up, rising to 3% by the end of next year. "This is the short-term economic consequence of the vote to leave the EU", said Simon Kirby of the NIESR.
    Overall the institute forecasts that the UK economy will probably grow by 1.7% this year but will expand by just 1% in 2017. This would see the UK avoid a technical recession, typically defined as two consecutive quarters of economic contraction.
    Mr. Kirby argued that the June referendum vote had led to such financial and political uncertainty that this would bear directly on the spending and investment decisions of both businesses and households. "We expect the UK to experience a marked economic slowdown in the second half of this year and throughout 2017," he said. "There is an even chance of a 'technical' recession in the next 18 months, while there is an elevated risk of further deterioration in the near term."
    The pick-up in inflation to 3% will mainly be due to the recent fall in the value of the pound, but that should be ignored by the Bank of England, the Institute said. "The Monetary Policy Committee should 'look through' this temporary rise in inflation and ease monetary policy substantially in the coming months", Mr. Kirby said. The institute forecasts that the Bank will reduce interest rates to just 0.1% eventually, after cutting them to 0.25% later this week.
    Falling optimism
    In a separate report, the CBI business lobby group says that the UK's small and medium-sized manufacturers (SMEs) fear they will be hit by a fall in orders in the next three months. Its latest quarterly survey of SMEs says business optimism has fallen at its fastest rate since January 2009, when the UK economy was falling into recession. Now, the culprit is the uncertainty following June's Brexit vote. Despite this, the 472 firms surveyed said that current orders were stable.
    Rain Newton-Smith, the CBI's director for economics, said: "The UK's SME manufacturers reported higher production, more staff hired and now expect to sell more of their world-class goods overseas over the next quarter, with a weaker sterling having a hand in this. "But overall they do feel less optimistic and are scaling back some investment plans in machinery and plants".
    The CBI's survey is just the latest to suggest that the effect of the June referendum vote may be, in the short term at least, to depress business activity. On Monday the Markit/CIPS manufacturing purchasing managers' index suggested that activity among UK manufacturers in July had shrunk at its fastest pace for three years.
    Meanwhile shoppers continue to benefit from falling prices in the UK's shops, stores and supermarkets. According to the latest survey from the trade body the British Retail Consortium, overall prices fell by 1.6% in the year to July. Food was 0.8% cheaper than a year ago and non-food items were 2.2% lower.
    Adapted from http://www.bbc.com/news/business-36953247.
    Verifique se as alternativas abaixo são verdadeiras ou falsas de acordo com o texto:
    ( ) A chance de o Reino Unido sofrer recessão após sua saída da União Europeia é maior que 50%.
    ( ) Estima-se que até o final de 2017 a inflação diminuirá em 3%.
    ( ) O Instituto Nacional de Pesquisa Social e Econômica prevê que o Reino Unido conseguirá evitar uma “recessão técnica”.
    ( ) Mr. Kirby prevê um pequeno crescimento econômico na segunda metade de 2016.
    ( ) Alimentos no Reino Unido estão 0.8% mais caros do que a um ano atrás.
    ( ) O Índice de Gestores de Compras divulgado na segunda-feira sugere que as atividades dos fabricantes britânicos sofreram a retração de ritmo mais acelerada dos últimos 3 anos.

    Assinale a sequência correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 577451aa-b5
  • Linguagens

    Português

    Ao longo da história de “Teoria do medalhão”, o pai enumera algumas ações e certos comportamentos que devem ser adotados pelo filho a fim de que este se torne um medalhão:
    I - adotar um regime debilitante que consiste em “ler compêndios de retórica”, a fim de que o discurso de Janjão seja persuasivo.
    II - realizar atividades físicas para “repousar o cérebro” e restituir à mente “as atividades perdidas”
    III - fazer uso da publicidade dos jornais, divulgando nesses as descobertas científicas que o filho realizar, para apresentar-se aos “olhos do mundo”.
    IV - utilizar “brocados jurídicos” e “máximas”, para que Janjão consiga expressar-se de modo convincente.
    V - frequentar livrarias, entrar por elas “não às escuras, mas às escancaras” para falar de assuntos do cotidiano, tais como “o boato do dia”, “a anedota da semana”.
    VI - fazer uso da ironia – “feição própria dos céticos e desabusados” – a fim de atribuir confiabilidade às opiniões que expressar.

    São sugestões apresentadas pelo pai ao filho:
    Escolha uma alternativa para a questão 576389e5-b5
  • Linguagens

    Português

    Levando-se em consideração o texto “Teoria do medalhão”, de Machado de Assis, quanto à estrutura e sua funcionalidade, NÃO se pode afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 575ff122-b5
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I
    ‘Educação: reprovada’, um artigo de Lya Luft
    Há quem diga que sou otimista demais. Há quem diga que sou pessimista. Talvez eu tente apenas ser uma pessoa observadora habitante deste planeta, deste país. Uma colunista com temas repetidos, ah, sim, os que me impactam mais, os que me preocupam mais, às vezes os que me encantam particularmente. Uma das grandes preocupações de qualquer ser pensante por aqui é a educação. Fala-se muito, grita-se muito, escreve-se, haja teorias e reclamações. Ação? Muito pouca, que eu perceba. Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.
    Há coisa de trinta anos, eu ainda professora universitária, recebíamos as primeiras levas de alunos saídos de escolas enfraquecidas pelas providências negativas: tiraram um ano de estudo da meninada, tiraram latim, tiraram francês, foram tirando a seriedade, o trabalho: era a moda do “aprender brincando”. Nada de esforço, punição nem pensar, portanto recompensas perderam o sentido. Contaram-me recentemente que em muitas escolas não se deve mais falar em “reprovação, reprovado”, pois isso pode traumatizar o aluno, marcá-lo desfavoravelmente. Então, por que estudar, por que lutar, por que tentar?
    De todos os modos facilitamos a vida dos estudantes, deixando-os cada vez mais despreparados para a vida e o mercado de trabalho. Empresas reclamam da dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, médicos e advogados quase não sabem escrever, alunos de universidades têm problemas para articular o pensamento, para argumentar, para escrever o que pensam. São, de certa forma, analfabetos. Aliás, o analfabetismo devasta este país. Não é alfabetizado quem sabe assinar o nome, mas quem o sabe assinar embaixo de um texto que leu e entendeu. Portanto, a porcentagem de alfabetizados é incrivelmente baixa.
    Agora sai na imprensa um relatório alarmante. Metade das crianças brasileiras na terceira série do elementar não sabe ler nem escrever. Não entende para o que serve a pontuação num texto. Não sabe ler horas e minutos num relógio, não sabe que centímetro é uma medida de comprimento. Quase a metade dos mais adiantados escreve mal, lê mal, quase 60% têm dificuldades graves com números. Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito. Parafraseando um especialista, estamos produzindo estudantes analfabetos.
    Naturalmente, a boa ou razoável escolarização é muito maior em escolas particulares: professores menos mal pagos, instalações melhores, algum livro na biblioteca, crianças mais bem alimentadas e saudáveis – pois o estado não cumpre o seu papel de garantir a todo cidadão (especialmente a criança) a necessária condição de saúde, moradia e alimentação.
    Faxinar a miséria, louvável desejo da nossa presidenta, é essencial para nossa dignidade. Faxinar a ignorância – que é uma outra forma de miséria – exigiria que nos orçamentos da União e dos estados a educação, como a saúde, tivesse uma posição privilegiada. Não há dinheiro, dizem. Mas políticos aumentam seus salários de maneira vergonhosa, a coisa pública gasta nem se sabe direito onde, enquanto preparamos gerações de ignorantes, criados sem limites, nada lhes é exigido, devem aprender brincando. Não lhes impuseram a mais elementar disciplina, como se não soubéssemos que escola, família, a vida sobretudo, se constroem em parte de erro e acerto, e esforço. Mas, se não podemos reprovar os alunos, se não temos mesas e cadeiras confortáveis e teto sólido sobre nossa cabeça nas salas de aula, como exigir aplicação, esforço, disciplina e limites, para o natural crescimento de cada um?
    Cansei de falas grandiloquentes sobre educação, enquanto não se faz quase nada. Falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça. Precisamos de atos e fatos, orçamentos em que educação e saúde (para poder ir à escola, prestar atenção, estudar, render e crescer) tenham um peso considerável: fora isso, não haverá solução. A educação brasileira continuará, como agora, escandalosamente reprovada.
    http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/educacao-reprovada-um-artigo-de-lya-luft/
    Observe o período abaixo, retirado do 4º parágrafo do texto de Lya Luft.

    “Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito.”


    Assinale a alternativa em que a reescritura do período não comprometa a ideia pretendida pela autora: 
    Escolha uma alternativa para a questão 574fb905-b5
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I
    ‘Educação: reprovada’, um artigo de Lya Luft
    Há quem diga que sou otimista demais. Há quem diga que sou pessimista. Talvez eu tente apenas ser uma pessoa observadora habitante deste planeta, deste país. Uma colunista com temas repetidos, ah, sim, os que me impactam mais, os que me preocupam mais, às vezes os que me encantam particularmente. Uma das grandes preocupações de qualquer ser pensante por aqui é a educação. Fala-se muito, grita-se muito, escreve-se, haja teorias e reclamações. Ação? Muito pouca, que eu perceba. Os males foram-se acumulando de tal jeito que é difícil reorganizar o caos.
    Há coisa de trinta anos, eu ainda professora universitária, recebíamos as primeiras levas de alunos saídos de escolas enfraquecidas pelas providências negativas: tiraram um ano de estudo da meninada, tiraram latim, tiraram francês, foram tirando a seriedade, o trabalho: era a moda do “aprender brincando”. Nada de esforço, punição nem pensar, portanto recompensas perderam o sentido. Contaram-me recentemente que em muitas escolas não se deve mais falar em “reprovação, reprovado”, pois isso pode traumatizar o aluno, marcá-lo desfavoravelmente. Então, por que estudar, por que lutar, por que tentar?
    De todos os modos facilitamos a vida dos estudantes, deixando-os cada vez mais despreparados para a vida e o mercado de trabalho. Empresas reclamam da dificuldade de encontrar mão de obra qualificada, médicos e advogados quase não sabem escrever, alunos de universidades têm problemas para articular o pensamento, para argumentar, para escrever o que pensam. São, de certa forma, analfabetos. Aliás, o analfabetismo devasta este país. Não é alfabetizado quem sabe assinar o nome, mas quem o sabe assinar embaixo de um texto que leu e entendeu. Portanto, a porcentagem de alfabetizados é incrivelmente baixa.
    Agora sai na imprensa um relatório alarmante. Metade das crianças brasileiras na terceira série do elementar não sabe ler nem escrever. Não entende para o que serve a pontuação num texto. Não sabe ler horas e minutos num relógio, não sabe que centímetro é uma medida de comprimento. Quase a metade dos mais adiantados escreve mal, lê mal, quase 60% têm dificuldades graves com números. Grande contingente de jovens chega às universidades sem saber redigir um texto simples, pois não sabem pensar, muito menos expressar-se por escrito. Parafraseando um especialista, estamos produzindo estudantes analfabetos.
    Naturalmente, a boa ou razoável escolarização é muito maior em escolas particulares: professores menos mal pagos, instalações melhores, algum livro na biblioteca, crianças mais bem alimentadas e saudáveis – pois o estado não cumpre o seu papel de garantir a todo cidadão (especialmente a criança) a necessária condição de saúde, moradia e alimentação.
    Faxinar a miséria, louvável desejo da nossa presidenta, é essencial para nossa dignidade. Faxinar a ignorância – que é uma outra forma de miséria – exigiria que nos orçamentos da União e dos estados a educação, como a saúde, tivesse uma posição privilegiada. Não há dinheiro, dizem. Mas políticos aumentam seus salários de maneira vergonhosa, a coisa pública gasta nem se sabe direito onde, enquanto preparamos gerações de ignorantes, criados sem limites, nada lhes é exigido, devem aprender brincando. Não lhes impuseram a mais elementar disciplina, como se não soubéssemos que escola, família, a vida sobretudo, se constroem em parte de erro e acerto, e esforço. Mas, se não podemos reprovar os alunos, se não temos mesas e cadeiras confortáveis e teto sólido sobre nossa cabeça nas salas de aula, como exigir aplicação, esforço, disciplina e limites, para o natural crescimento de cada um?
    Cansei de falas grandiloquentes sobre educação, enquanto não se faz quase nada. Falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça. Precisamos de atos e fatos, orçamentos em que educação e saúde (para poder ir à escola, prestar atenção, estudar, render e crescer) tenham um peso considerável: fora isso, não haverá solução. A educação brasileira continuará, como agora, escandalosamente reprovada.
    http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/educacao-reprovada-um-artigo-de-lya-luft/
    Segundo o texto de Lya Luft, a porcentagem de analfabetos é extremamente alta porque:
    Escolha uma alternativa para a questão 57488f59-b5
  • Ciências Humanas

    História

    Leia com atenção o texto a seguir sobre o fim do período medieval.

    ... o final do milênio medieval costuma ser visto sob a forma de uma crise profunda e generalizada. Brutal, a mortalidade provocada pelo bacilo da peste espalha-se rápida e maciçamente. Os doentes sucumbem em alguns dias, sem remédio nem alívio possíveis. No dizer das testemunhas, toda organização social, até os laços familiares, foi violentamente perturbada por isso.

    BASCHET, J. A civilização feudal: do ano mil à colonização da América. São Paulo: Globo, 2006, p.247-248. Adaptado.

    Acerca da chamada “Crise do século XIV”, assinale a alternativa CORRETA:

    Escolha uma alternativa para a questão b1c71cb7-b4
  • Ciências da Natureza

    Física

    Se necessário, utilize: g = 10 m/s2 .

    A figura ao lado mostra um garoto balançando numa corda passando pelo ponto A no sentido anti-horário. Um observador, parado no solo, observa o garoto e supõe existir quatro forças atuando sobre ele nesse momento. Do ponto de vista deste observador, quais das forças abaixo estão, de fato, atuando sobre o garoto na posição A?

    Imagem da questão de Física, Universidade Federal de Juiz de Fora - MG 2016, Movimento Harmônico

    1. Uma força vertical para baixo, exercida pela Terra.

    2. Uma força apontando de A para O, exercida pela corda.

    3. Uma força na direção do movimento do garoto, exercida pela velocidade.

    4. Uma força apontando de O para A, exercida pelo garoto. 

    Escolha uma alternativa para a questão b1ae4f1a-b4
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Em relação ao tecido conjuntivo, leia as afirmativas a seguir:


    I. É o mais diversificado de todos, com ampla distribuição pelo corpo dos animais; apresenta-se com diversos aspectos e funções.

    II. Sendo uma estrutura complexa, pode ser formado por vários tipos de fibras como colágenas, elásticas e reticulares.

    III. A doença escorbuto ocasiona uma degeneração dos tecidos conjuntivos.

    IV. O sangue é considerado um tecido conjuntivo cujas células estão imersas no plasma sanguíneo.

    V. O tecido conjuntivo que resiste a forças da tração é o tipo de tecido denso não modelado.

    Assinale a alternativa com as afirmativas CORRETAS:  

    Escolha uma alternativa para a questão b19b5dc8-b4
  • Ciências da Natureza

    Biologia

     A pressão de turgência mantém a célula vegetal em sua forma, impedindo a plasmoptise. Quanto ao processo da osmose em células vegetais, assinale a alternativa CORRETA: 
    Escolha uma alternativa para a questão b1970bdf-b4
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I



    A televisão

    (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Belloto)



    A televisão

    Me deixou burro

    Muito burro demais

    Oh! Oh! Oh!

    Agora todas coisas

    Que eu penso

    Me parecem iguais

    Oh! Oh! Oh!



    O sorvete me deixou gripado

    Pelo resto da vida

    E agora toda noite

    Quando deito

    É boa noite, querida



    Oh! Cride, fala pra mãe

    Que eu nunca li num livro

    Que o espirro

    Fosse um vírus sem cura

    Vê se me entende

    Pelo menos uma vez

    Criatura!

    Oh! Cride, fala pra mãe!

    A mãe diz pra eu fazer

    Alguma coisa

    Mas eu não faço nada

    Oh! Oh! Oh!

    A luz do sol me incomoda

    Então deixa

    A cortina fechada

    Oh! Oh! Oh!



    É que a televisão

    Me deixou burro

    Muito burro demais

    E agora eu vivo

    Dentro dessa jaula

    Junto dos animais



    Oh! Cride, fala pra mãe

    Que tudo que a antena captar

    Meu coração captura

    Vê se me entende

    Pelo menos uma vez

    Criatura!

    Oh! Cride, fala pra mãe!

    Titãs. Televisão. Lp. Gravadora WEA, 1985.




    TEXTO II



    Estorvo (fragmento)



    Vejo tumulto defronte ao edifício do meu amigo. Aglomeração, um camburão, duas joaninhas, um rabecão, vários carros de reportagem, guardas desviando o trânsito. No meio do povo, compreendo que houve um crime, alguém morreu esfaqueado e estrangulado. Vem chegando a sirene de um segundo camburão, e o empurra-empurra acaba por me levar ao miolo do acontecimento. Uma corda vermelha isola a calçada do velho prédio, formando uma espécie de ringue. A televisão entrevista o zelador sob a marquise da portaria. Deve estar ruim de filmar, pois o zelador olha para o chão e não fala direito, parece um condenado. Penso que é ele o criminoso, mas em seguida me convenço de que está somente muito envergonhado pelo seu edifício. O repórter pergunta se a vítima costumava receber rapazes, e o zelador faz sim com a cabeça, mais confessando que assentindo. A entrevista é prejudicada por uma baixinha com cara de índia e lenço na cabeça, que se desvencilha de um policial e investe contra o zelador, gritando "diga que conhece meu filho, miserável!". O policial levanta a índia baixinha e deposita-a fora do cordão de isolamento. Ela passa outra vez sob o cordão e agora se dirige ao público. Diz "não tem televisão aí?" e diz "ninguém vai me entrevistar?". Um rapaz que se apresenta como repórter do Diário Vigilante pergunta o que fazia o suspeito no local do crime. Ela diz "que suspeito o quê" e "que local do crime o quê", e diz "meu filho veio me ver, foi detido entrando no prédio, se fosse suspeito estaria fugindo", e diz "onde é que já se viu suspeito fugir para dentro?". Sem mais nem mais, começo a ficar a favor da mãe índia. O do Diário Vigilante vai fazer outra pergunta, mas ela o interrompe e diz que trabalha no 204 há quinze anos, que todo mundo sabe quem ela é, que aquele miserável ali conhece o filho dela e não o defende porque tem preconceito de cor. Vai atacar de novo o zelador, mas é suspensa pelo policial. Outro repórter de tevê indaga do zelador se a vítima era homossexual. O zelador resmunga "isso aí eu não sei porque nunca vi". A índia responde à Rádio Primazia que prenderam o filho porque ele estava sem documento. Diz "meu filho estava voltando da praia, não é crime ir na praia, ninguém vai na praia com carteira de trabalho metida no calção". Um sujeito atrás de mim diz que também é de jornal e pergunta “afinal a bichona era artista ou o quê?''. Ela responde "a bichona sei lá, parece que era professor de ginástica". Aproxima-se o repórter da TV Promontório dizendo "ouvimos também a mãe do principal suspeito". Aí a índia perde a razão, agarra as lapelas do repórter e desata a chorar no microfone e berrar "ele não é criminoso!, meu filho é um moço decente!", mas o cameraman, que está trepado no capô da camionete, grita "não valeu, não gravou nada, troca a bateria!". A índia para de chorar, olha para o setor da imprensa e diz "imagine meu filho, que até é doente, estrangulando um professor de ginástica". Volta o repórter da TV Promontório e pede-lhe para repetir a fala anterior, que ele achou bem forte.


    BUARQUE, Chico. Estorvo. São Paulo: Cia. das Letras, 1991.

    Leia o texto abaixo e responda:

    O mito ou “Alegoria” da caverna é uma das passagens mais clássicas da história da Filosofia, sendo parte constituinte do livro VI de “A República” onde Platão discute sobre teoria do conhecimento, linguagem e educação na formação do Estado ideal. A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc. são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às coisas) e também à regularidade de aparições destas.

    Fonte: Disponível em http://brasilescola.uol.com.br/filosofia/mito-caverna-platao.htm. Acessado em 18/10/2016.

    A passagem do texto I que melhor se articula com a ideia central do “mito da caverna” é:

    Escolha uma alternativa para a questão b18fa803-b4
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I



    A televisão

    (Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Tony Belloto)



    A televisão

    Me deixou burro

    Muito burro demais

    Oh! Oh! Oh!

    Agora todas coisas

    Que eu penso

    Me parecem iguais

    Oh! Oh! Oh!



    O sorvete me deixou gripado

    Pelo resto da vida

    E agora toda noite

    Quando deito

    É boa noite, querida



    Oh! Cride, fala pra mãe

    Que eu nunca li num livro

    Que o espirro

    Fosse um vírus sem cura

    Vê se me entende

    Pelo menos uma vez

    Criatura!

    Oh! Cride, fala pra mãe!

    A mãe diz pra eu fazer

    Alguma coisa

    Mas eu não faço nada

    Oh! Oh! Oh!

    A luz do sol me incomoda

    Então deixa

    A cortina fechada

    Oh! Oh! Oh!



    É que a televisão

    Me deixou burro

    Muito burro demais

    E agora eu vivo

    Dentro dessa jaula

    Junto dos animais



    Oh! Cride, fala pra mãe

    Que tudo que a antena captar

    Meu coração captura

    Vê se me entende

    Pelo menos uma vez

    Criatura!

    Oh! Cride, fala pra mãe!

    Titãs. Televisão. Lp. Gravadora WEA, 1985.




    TEXTO II



    Estorvo (fragmento)



    Vejo tumulto defronte ao edifício do meu amigo. Aglomeração, um camburão, duas joaninhas, um rabecão, vários carros de reportagem, guardas desviando o trânsito. No meio do povo, compreendo que houve um crime, alguém morreu esfaqueado e estrangulado. Vem chegando a sirene de um segundo camburão, e o empurra-empurra acaba por me levar ao miolo do acontecimento. Uma corda vermelha isola a calçada do velho prédio, formando uma espécie de ringue. A televisão entrevista o zelador sob a marquise da portaria. Deve estar ruim de filmar, pois o zelador olha para o chão e não fala direito, parece um condenado. Penso que é ele o criminoso, mas em seguida me convenço de que está somente muito envergonhado pelo seu edifício. O repórter pergunta se a vítima costumava receber rapazes, e o zelador faz sim com a cabeça, mais confessando que assentindo. A entrevista é prejudicada por uma baixinha com cara de índia e lenço na cabeça, que se desvencilha de um policial e investe contra o zelador, gritando "diga que conhece meu filho, miserável!". O policial levanta a índia baixinha e deposita-a fora do cordão de isolamento. Ela passa outra vez sob o cordão e agora se dirige ao público. Diz "não tem televisão aí?" e diz "ninguém vai me entrevistar?". Um rapaz que se apresenta como repórter do Diário Vigilante pergunta o que fazia o suspeito no local do crime. Ela diz "que suspeito o quê" e "que local do crime o quê", e diz "meu filho veio me ver, foi detido entrando no prédio, se fosse suspeito estaria fugindo", e diz "onde é que já se viu suspeito fugir para dentro?". Sem mais nem mais, começo a ficar a favor da mãe índia. O do Diário Vigilante vai fazer outra pergunta, mas ela o interrompe e diz que trabalha no 204 há quinze anos, que todo mundo sabe quem ela é, que aquele miserável ali conhece o filho dela e não o defende porque tem preconceito de cor. Vai atacar de novo o zelador, mas é suspensa pelo policial. Outro repórter de tevê indaga do zelador se a vítima era homossexual. O zelador resmunga "isso aí eu não sei porque nunca vi". A índia responde à Rádio Primazia que prenderam o filho porque ele estava sem documento. Diz "meu filho estava voltando da praia, não é crime ir na praia, ninguém vai na praia com carteira de trabalho metida no calção". Um sujeito atrás de mim diz que também é de jornal e pergunta “afinal a bichona era artista ou o quê?''. Ela responde "a bichona sei lá, parece que era professor de ginástica". Aproxima-se o repórter da TV Promontório dizendo "ouvimos também a mãe do principal suspeito". Aí a índia perde a razão, agarra as lapelas do repórter e desata a chorar no microfone e berrar "ele não é criminoso!, meu filho é um moço decente!", mas o cameraman, que está trepado no capô da camionete, grita "não valeu, não gravou nada, troca a bateria!". A índia para de chorar, olha para o setor da imprensa e diz "imagine meu filho, que até é doente, estrangulando um professor de ginástica". Volta o repórter da TV Promontório e pede-lhe para repetir a fala anterior, que ele achou bem forte.


    BUARQUE, Chico. Estorvo. São Paulo: Cia. das Letras, 1991.

    As estrofes 1 e 5 do texto I permitem afirmar que a inteligência do sujeito está, respectivamente, relacionada:
    Escolha uma alternativa para a questão b1852d74-b4