Todas as questões do ENEM

Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

58.062 questões encontradas. Mostrando a página 38 de 2904.

  • 39FBA699-69

    História

    História do Brasil
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    [...] historicamente, os quilombos foram comunidades dinâmicas forjadas não fora, mas dentro da sociedade escravista; comunidades que simultaneamente transformaram o mundo no qual todos viviam. As geografias insurgentes [...] foram claramente baseadas na existência de laços e práticas econômicas forjadas dentro da escravidão e motivadas por camaradagem, medo ou oportunismo. Nenhum deles expressou uma explícita ideologia antiescravista, mas suas ações desestabilizaram a escravidão por dentro. Para os quilombolas, abandonar seus senhores e trabalhar como pessoas livres diante dos olhos dos proprietários foi uma forma de rejeitar a escravidão.

    (Yuko Miki. “Fugir para a escravidão: as geografias insurgentes dos quilombolas brasileiros, 1880-1881”. In: Flávio Gomes e Petrônio Domingues (orgs.). Políticas da raça: experiências e legados da abolição e da pós-emancipação no Brasil, 2014.)

    O excerto caracteriza a ação dos quilombos no Brasil pré-abolição como
    Escolha uma alternativa para a questão 39fba699-69
  • 39F941C0-69

    História

    Construção de Estados e o Absolutismo
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    A importância das cortes está ligada à formação do Estado moderno, lento processo que produz a concentração de poder à volta de um rei ou de um grande príncipe. A constituição dos novos Estados não se dá sem conflitos: contra os senhores feudais, que se valem da fragmentação política e econômica; mas também entre reis e grandes senhores, que lutam por hegemonia ou mesmo pelo trono.

    (Renato Janine Ribeiro. A etiqueta no Antigo Regime: do sangue à doce vida, 1987.)

    A “concentração de poder” descrita no excerto marca uma transformação social e política decisiva na Europa. Tal transformação
    Escolha uma alternativa para a questão 39f941c0-69
  • 39F6B35E-69

    História

    Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
            [...] as colônias cartaginesas só poderiam comprar e vender produtos com os mercadores de Cartago. Todas as embarcações de povos estrangeiros eram consideradas intrusas, e algumas delas chegaram a ser afundadas pela forte marinha cartaginesa.

            A preocupação em não deixar que gregos, romanos e outros povos atravessassem suas rotas comerciais tinha suas razões. Além do rico comércio do Mediterrâneo, estudos arqueológicos indicam que os cartagineses conseguiram estabelecer relações comerciais com povos do Sudão e passaram a negociar o ouro que vinha de lá. Alguns estudiosos acreditam que tropas cartaginesas mantiveram contato com grupos que viviam na África Subsaariana.

    (Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017.)

    O excerto demonstra que a importância de Cartago nos séculos VI e V a.C. devia-se, principalmente, a 
    Escolha uma alternativa para a questão 39f6b35e-69
  • 39F4489E-69

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos

    Read the informational guide provided by Biosphere 2.


    Imagem da questão de Inglês, Ensino Einstein 2025, Interpretação de texto | Reading comprehension


    The guide informs potential visitors to the Biosphere 2 project about

    Escolha uma alternativa para a questão 39f4489e-69
  • 39F1E555-69

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, Ensino Einstein 2025, Interpretação de texto | Reading comprehension       

            In the middle of the vast Arizona desert, in the United States, there’s a structure that seems taken straight out of the pages of science fiction. Inside a massive complex of glass pyramids and towers, spread across 1.2 hectares, stands a tropical rainforest topped by a 7.6-meter-high waterfall, a savannah and a fog desert. It’s seemingly a little capsule of Earth, which is why the structure is called Biosphere 2 — named after our own planet, Biosphere 1.

            The scenery forms the perfect background for the futuristic experiment that once took place here. In the early 1990s, eight people locked themselves inside, sealed off from the outside world for two years, to explore the challenges of living in a self-contained system — a prerequisite for building colonies in outer space. They fed themselves from the crops they grew, they recycled their own wastewater and they cared for the plants that produced their oxygen.

            In terms of sustaining human life, the experiment did not go well. Oxygen levels fell significantly, making the inhabitants sick, while carbon dioxide (CO2) levels increased. Countless animals died, including the pollinators the plants needed to reproduce. And although the “biospherians” did survive on their homegrown food, they lost weight to the point where they became a case study for calorie restriction. When supplementary oxygen needed to be brought in, commentators blamed the project as a failure, calling it a “new-age silliness masquerading as science”. In recent years, however, many experts have come to see the Biosphere 2 experiment in a new light, with valuable lessons about ecology, atmospheric science and importantly, the irreplaceability of our own planet.

    (Katarina Zimmer. www.bbc.com, 05.07.2025. Adapted.)
    According to the third paragraph, one major ecological imbalance that compromised human habitability in Biosphere 2 was the
    Escolha uma alternativa para a questão 39f1e555-69
  • 39EEEE83-69

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, Ensino Einstein 2025, Interpretação de texto | Reading comprehension       

            In the middle of the vast Arizona desert, in the United States, there’s a structure that seems taken straight out of the pages of science fiction. Inside a massive complex of glass pyramids and towers, spread across 1.2 hectares, stands a tropical rainforest topped by a 7.6-meter-high waterfall, a savannah and a fog desert. It’s seemingly a little capsule of Earth, which is why the structure is called Biosphere 2 — named after our own planet, Biosphere 1.

            The scenery forms the perfect background for the futuristic experiment that once took place here. In the early 1990s, eight people locked themselves inside, sealed off from the outside world for two years, to explore the challenges of living in a self-contained system — a prerequisite for building colonies in outer space. They fed themselves from the crops they grew, they recycled their own wastewater and they cared for the plants that produced their oxygen.

            In terms of sustaining human life, the experiment did not go well. Oxygen levels fell significantly, making the inhabitants sick, while carbon dioxide (CO2) levels increased. Countless animals died, including the pollinators the plants needed to reproduce. And although the “biospherians” did survive on their homegrown food, they lost weight to the point where they became a case study for calorie restriction. When supplementary oxygen needed to be brought in, commentators blamed the project as a failure, calling it a “new-age silliness masquerading as science”. In recent years, however, many experts have come to see the Biosphere 2 experiment in a new light, with valuable lessons about ecology, atmospheric science and importantly, the irreplaceability of our own planet.

    (Katarina Zimmer. www.bbc.com, 05.07.2025. Adapted.)
    In the excerpt from the second paragraph “The scenery forms the perfect background for the futuristic experiment that once took place here”, the underlined term refers to
    Escolha uma alternativa para a questão 39eeee83-69
  • 39EC6F57-69

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, Ensino Einstein 2025, Interpretação de texto | Reading comprehension       

            In the middle of the vast Arizona desert, in the United States, there’s a structure that seems taken straight out of the pages of science fiction. Inside a massive complex of glass pyramids and towers, spread across 1.2 hectares, stands a tropical rainforest topped by a 7.6-meter-high waterfall, a savannah and a fog desert. It’s seemingly a little capsule of Earth, which is why the structure is called Biosphere 2 — named after our own planet, Biosphere 1.

            The scenery forms the perfect background for the futuristic experiment that once took place here. In the early 1990s, eight people locked themselves inside, sealed off from the outside world for two years, to explore the challenges of living in a self-contained system — a prerequisite for building colonies in outer space. They fed themselves from the crops they grew, they recycled their own wastewater and they cared for the plants that produced their oxygen.

            In terms of sustaining human life, the experiment did not go well. Oxygen levels fell significantly, making the inhabitants sick, while carbon dioxide (CO2) levels increased. Countless animals died, including the pollinators the plants needed to reproduce. And although the “biospherians” did survive on their homegrown food, they lost weight to the point where they became a case study for calorie restriction. When supplementary oxygen needed to be brought in, commentators blamed the project as a failure, calling it a “new-age silliness masquerading as science”. In recent years, however, many experts have come to see the Biosphere 2 experiment in a new light, with valuable lessons about ecology, atmospheric science and importantly, the irreplaceability of our own planet.

    (Katarina Zimmer. www.bbc.com, 05.07.2025. Adapted.)
    In the fragment from the first paragraph “It’s seemingly a little capsule of Earth”, the underlined expression means 
    Escolha uma alternativa para a questão 39ec6f57-69
  • 39EA2D21-69

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Inglês, Ensino Einstein 2025, Interpretação de texto | Reading comprehension       

            In the middle of the vast Arizona desert, in the United States, there’s a structure that seems taken straight out of the pages of science fiction. Inside a massive complex of glass pyramids and towers, spread across 1.2 hectares, stands a tropical rainforest topped by a 7.6-meter-high waterfall, a savannah and a fog desert. It’s seemingly a little capsule of Earth, which is why the structure is called Biosphere 2 — named after our own planet, Biosphere 1.

            The scenery forms the perfect background for the futuristic experiment that once took place here. In the early 1990s, eight people locked themselves inside, sealed off from the outside world for two years, to explore the challenges of living in a self-contained system — a prerequisite for building colonies in outer space. They fed themselves from the crops they grew, they recycled their own wastewater and they cared for the plants that produced their oxygen.

            In terms of sustaining human life, the experiment did not go well. Oxygen levels fell significantly, making the inhabitants sick, while carbon dioxide (CO2) levels increased. Countless animals died, including the pollinators the plants needed to reproduce. And although the “biospherians” did survive on their homegrown food, they lost weight to the point where they became a case study for calorie restriction. When supplementary oxygen needed to be brought in, commentators blamed the project as a failure, calling it a “new-age silliness masquerading as science”. In recent years, however, many experts have come to see the Biosphere 2 experiment in a new light, with valuable lessons about ecology, atmospheric science and importantly, the irreplaceability of our own planet.

    (Katarina Zimmer. www.bbc.com, 05.07.2025. Adapted.)
    The text is mainly about
    Escolha uma alternativa para a questão 39ea2d21-69
  • 39E7570D-69

    Literatura

    Estilística
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto. 

    No avesso das palavras
    na contrária face
    da minha solidão
    eu te amei
    e acariciei
    o teu imperceptível crescer
    como carne da lua
    nos noturnos lábios entreabertos

    E amei-te sem saberes
    amei-te sem o saber
    amando de te procurar
    amando de te inventar

    No contorno do fogo
    desenhei o teu rosto
    e para te reconhecer
    mudei de corpo
    troquei de noites
    juntei crepúsculo e alvorada

    Para me acostumar
    à tua intermitente ausência
    ensinei às timbilas1
    a espera do silêncio

    (Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)

    1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.
    Dizia Obermann no Senancour: “Eu sinto: eis a única palavra do homem que exige verdades. Eu sinto, eu existo para me consumir em desejos indomáveis, para me embeber na sedução de um mundo fantástico, para viver aterrado com o seu voluptuoso engano.”

    (Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 2022.)

    A citação estabelece uma aproximação do poema de Mia Couto à estética do movimento
    Escolha uma alternativa para a questão 39e7570d-69
  • 39E5166A-69

    Português

    Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação
    Ensino Einstein · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto. 

    No avesso das palavras
    na contrária face
    da minha solidão
    eu te amei
    e acariciei
    o teu imperceptível crescer
    como carne da lua
    nos noturnos lábios entreabertos

    E amei-te sem saberes
    amei-te sem o saber
    amando de te procurar
    amando de te inventar

    No contorno do fogo
    desenhei o teu rosto
    e para te reconhecer
    mudei de corpo
    troquei de noites
    juntei crepúsculo e alvorada

    Para me acostumar
    à tua intermitente ausência
    ensinei às timbilas1
    a espera do silêncio

    (Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)

    1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.
    Em um processo de formação de palavras, uma palavra pode mudar de classe gramatical sem sofrer alteração em sua forma. A este processo de enriquecimento vocabular pela mudança de classe das palavras chama-se derivação imprópria.

    (Celso Cunha e Luís F. Lindley Cintra. Nova Gramática do Português Contemporâneo, 2007. Adaptado.)

    A palavra sublinhada que é um exemplo de derivação imprópria é:
    Escolha uma alternativa para a questão 39e5166a-69
  • 39E2848A-69

    Literatura

    Gênero Lírico
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto. 

    No avesso das palavras
    na contrária face
    da minha solidão
    eu te amei
    e acariciei
    o teu imperceptível crescer
    como carne da lua
    nos noturnos lábios entreabertos

    E amei-te sem saberes
    amei-te sem o saber
    amando de te procurar
    amando de te inventar

    No contorno do fogo
    desenhei o teu rosto
    e para te reconhecer
    mudei de corpo
    troquei de noites
    juntei crepúsculo e alvorada

    Para me acostumar
    à tua intermitente ausência
    ensinei às timbilas1
    a espera do silêncio

    (Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)

    1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.
    A situação amorosa descrita pelo eu lírico envolve
    Escolha uma alternativa para a questão 39e2848a-69
  • 39E01761-69

    Português

    Adjetivos
    Ensino Einstein · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.

            O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.

            O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.

            Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.

    (Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1   cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.
    Tem valor adjetivo a expressão sublinhada no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 39e01761-69
  • 39DD95F1-69

    Português

    Análise sintática
    Ensino Einstein · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.

            O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.

            O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.

            Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.

    (Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1   cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.
    Anacoluto é a mudança de construção sintática no meio do enunciado. Um fenômeno muito comum, especialmente na linguagem falada, que ocorre quando aquele que fala abstrai-se do começo do enunciado e continua a exprimir-se como se iniciasse uma nova frase.

    (Celso Cunha e Luís F. Lindley Cintra. Nova Gramática do Português Contemporâneo, 2007. Adaptado.)

    Um trecho do texto em que é possível identificar a presença de anacoluto é:
    Escolha uma alternativa para a questão 39dd95f1-69
  • 39DB250A-69

    Português

    Interpretação de Textos
    Ensino Einstein · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.

            O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.

            O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.

            Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.

    (Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1   cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.
    No último parágrafo, o autor faz uma analogia que utiliza as imagens da “queda” e do “paraquedas”. Ao propor que fabriquemos paraquedas, Krenak sugere 
    Escolha uma alternativa para a questão 39db250a-69
  • 39D8D80C-69

    Português

    Interpretação de Textos
    Ensino Einstein · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.

            O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.

            O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.

            Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.

    (Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1   cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.
    No primeiro parágrafo do texto, o autor estabelece uma contraposição simbólica entre o feminino e o masculino para
    Escolha uma alternativa para a questão 39d8d80c-69
  • 39D66C67-69

    Português

    Interpretação de Textos
    Ensino Einstein · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.

            O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.

            O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.

            Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.

    (Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1   cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.
    Segundo as ideias do autor, o “fim do mundo” é representado
    Escolha uma alternativa para a questão 39d66c67-69
  • 39D3A526-69

    Português

    Interpretação de Textos
    Ensino Einstein · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia a tirinha de Fernando Gonsales, publicada pelo perfil @niquel.nausea no Instagram, em 23.05.2025.

    Imagem da questão de Português, Ensino Einstein 2025, Interpretação de Textos
    A tirinha faz uma crítica, sobretudo,
    Escolha uma alternativa para a questão 39d3a526-69
  • 39CF21AA-69

    Português

    Figuras de Linguagem
    Ensino Einstein · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia a tirinha de Fernando Gonsales, publicada pelo perfil @niquel.nausea no Instagram, em 23.05.2025.

    Imagem da questão de Português, Ensino Einstein 2025, Figuras de Linguagem
    No comentário “Até as árvores ficam ansiosas com tanta propaganda”, foram empregadas duas figuras de linguagem, fundamentais para a construção do efeito de humor da tirinha. São elas:
    Escolha uma alternativa para a questão 39cf21aa-69
  • 14907B8C-69

    Matemática

    Aritmética e Problemas
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos

    Considere que, ao soltar uma bola de borracha verticalmente de uma altura de 40 m, ela sempre recupera 50% de sua altura após bater no solo.


    Imagem da questão de Matemática, Ensino Einstein 2025, Aritmética e Problemas


    Ao bater no solo pela 4a vez, essa bola terá percorrido, desde seu lançamento,

    Escolha uma alternativa para a questão 14907b8c-69
  • 148DD751-69

    Matemática

    Funções
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos

    Em um carrossel de cavalinhos de um parque de diversões, a altura de um determinado cavalinho que sobe e desce durante o funcionamento do brinquedo foi modelada pela função: 


    Imagem da questão de Matemática, Ensino Einstein 2025, Funções


    Nessa função, A(t) representa a altura dos cavalinhos, em centímetros, em relação ao solo, e t representa o tempo desde o início do funcionamento de uma sessão do carrossel, em segundos.


    Se o tempo de funcionamento de uma sessão do carrossel é de 1 minuto, o número de vezes em que a cavalinho atinge a altura máxima em relação ao solo durante uma sessão é

    Escolha uma alternativa para a questão 148dd751-69