Questões do ENEM 2010

Questões aplicadas na prova de 2010, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

4.416 questões encontradas. Mostrando a página 215 de 221.

  • 02D83E52-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: As questões de 15 a 17 tomam por base o fragmento.

     (...) Um poeta dizia que o menino é o pai do homem. Se isto é verdade, vejamos alguns lineamentos do menino.
      Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de “menino diabo”; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso. Por exemplo, um dia quebrei a cabeça de uma escrava, porque me negara uma colher do doce de coco que estava fazendo,
    e, não contente com o malefício, deitei um punhado de cinza ao tacho, e, não satisfeito da travessura, fui dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce “por pirraça”; e eu tinha apenas seis anos. Prudêncio, um moleque de casa, era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos no chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa de freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na mão, fustigava-o, dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia, – algumas vezes gemendo – mas obedecia sem dizer palavra, ou, quando muito, um – “ai, nhonhô!” – ao que eu retorquia: “Cala a boca, besta!” – Esconder os chapéus das visitas, deitar rabos de papel a pessoas graves, puxar pelo rabicho das cabeleiras, dar beliscões nos braços das matronas, e outras muitas façanhas deste jaez, eram mostras de um gênio indócil, mas devo crer que eram também expressões de um espírito robusto, porque meu pai tinha-me em grande admiração; e se às vezes me repreendia, à vista de gente, fazia-o por simples formalidade: em particular dava-me beijos.
     Não se conclua daqui que eu levasse todo o resto da minha vida a quebrar a cabeça dos outros nem a esconder-lhes os chapéus; mas opiniático, egoísta e algo contemptor dos homens, isso fui; se não passei o tempo a esconder-lhes os chapéus, alguma vez lhes puxei pelo rabicho das cabeleiras.

    (Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.)

    É correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 02d83e52-46
  • 0123EF87-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: As questões de 15 a 17 tomam por base o fragmento.

     (...) Um poeta dizia que o menino é o pai do homem. Se isto é verdade, vejamos alguns lineamentos do menino.
      Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de “menino diabo”; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso. Por exemplo, um dia quebrei a cabeça de uma escrava, porque me negara uma colher do doce de coco que estava fazendo,
    e, não contente com o malefício, deitei um punhado de cinza ao tacho, e, não satisfeito da travessura, fui dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce “por pirraça”; e eu tinha apenas seis anos. Prudêncio, um moleque de casa, era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos no chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa de freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na mão, fustigava-o, dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia, – algumas vezes gemendo – mas obedecia sem dizer palavra, ou, quando muito, um – “ai, nhonhô!” – ao que eu retorquia: “Cala a boca, besta!” – Esconder os chapéus das visitas, deitar rabos de papel a pessoas graves, puxar pelo rabicho das cabeleiras, dar beliscões nos braços das matronas, e outras muitas façanhas deste jaez, eram mostras de um gênio indócil, mas devo crer que eram também expressões de um espírito robusto, porque meu pai tinha-me em grande admiração; e se às vezes me repreendia, à vista de gente, fazia-o por simples formalidade: em particular dava-me beijos.
     Não se conclua daqui que eu levasse todo o resto da minha vida a quebrar a cabeça dos outros nem a esconder-lhes os chapéus; mas opiniático, egoísta e algo contemptor dos homens, isso fui; se não passei o tempo a esconder-lhes os chapéus, alguma vez lhes puxei pelo rabicho das cabeleiras.

    (Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.)

    Indique a frase que, no contexto do fragmento, ratifica o sentido de o menino é o pai do homem, citação inicial do narrador.
    Escolha uma alternativa para a questão 0123ef87-46
  • FF6F6DF3-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: As questões de números 13 e 14 tomam por base o texto.

      Amaro lia até tarde, um pouco perturbado por aqueles períodos sonoros, túmidos de desejo; e no silêncio, por vezes, sentia em cima ranger o leito de Amélia; o livro escorregava-lhe das mãos, encostava a cabeça às costas da poltrona, cerrava os olhos, e parecia-lhe vê-la em colete diante do toucador desfazendo as tranças; ou, curvada, desapertando as ligas, e o decote da sua camisa entreaberta descobria os dois seios muito brancos.
      Erguia-se, cerrando os dentes, com uma decisão brutal de a possuir.
    Começara então a recomendar-lhe a leitura dos Cânticos a Jesus.
    – Verá, é muito bonito, de muita devoção! Disse ele, deixando-lhe o livrinho uma noite no cesto da costura.
    Ao outro dia, ao almoço, Amélia estava pálida, com as olheiras até o meio da face. Queixou-se de insônia, de palpitações.
    – E então, gostou dos Cânticos?
    – Muito. Orações lindas! respondeu.
     Durante todo esse dia não ergueu os olhos para Amaro. Parecia triste – e sem razão, às vezes, o rosto abrasava-se-lhe de sangue.
    (Eça de Queirós. O crime do padre Amaro.)

    O texto permite afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão ff6f6df3-46
  • FDA8D84E-46

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNIFESP · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: As questões de números 13 e 14 tomam por base o texto.

      Amaro lia até tarde, um pouco perturbado por aqueles períodos sonoros, túmidos de desejo; e no silêncio, por vezes, sentia em cima ranger o leito de Amélia; o livro escorregava-lhe das mãos, encostava a cabeça às costas da poltrona, cerrava os olhos, e parecia-lhe vê-la em colete diante do toucador desfazendo as tranças; ou, curvada, desapertando as ligas, e o decote da sua camisa entreaberta descobria os dois seios muito brancos.
      Erguia-se, cerrando os dentes, com uma decisão brutal de a possuir.
    Começara então a recomendar-lhe a leitura dos Cânticos a Jesus.
    – Verá, é muito bonito, de muita devoção! Disse ele, deixando-lhe o livrinho uma noite no cesto da costura.
    Ao outro dia, ao almoço, Amélia estava pálida, com as olheiras até o meio da face. Queixou-se de insônia, de palpitações.
    – E então, gostou dos Cânticos?
    – Muito. Orações lindas! respondeu.
     Durante todo esse dia não ergueu os olhos para Amaro. Parecia triste – e sem razão, às vezes, o rosto abrasava-se-lhe de sangue.
    (Eça de Queirós. O crime do padre Amaro.)

    O trecho em que a ação de uma personagem se demonstra impregnada de determinismo biológico e permite associar o romance de Eça de Queirós ao movimento estético denominado Naturalismo é:
    Escolha uma alternativa para a questão fda8d84e-46
  • FBF8E641-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Leia o excerto para responder às questões de números 11 e 12.

       Ontem a Serra Leoa,
    A guerra, a caça ao leão,
    O sono dormido à toa
    Sob as tendas d’amplidão!
    Hoje... o porão negro, fundo,
    Infecto, apertado, imundo,
    Tendo a peste por jaguar...
    E o sono sempre cortado
    Pelo arranco de um finado,
    E o baque de um corpo ao mar...

    Ontem plena liberdade,
    A vontade por poder...
    Hoje... cúm’lo de maldade,
    Nem são livres p’ra morrer...
    Prende-os a mesma corrente
    – Férrea, lúgubre serpente –
    Nas roscas da escravidão.
    E assim roubados à morte,
    Dança a lúgubre coorte
    Ao som do açoite... Irrisão!...

    (Castro Alves. Fragmento de O navio negreiro – tragédia no mar.)

    Nesse fragmento do poema,
    Escolha uma alternativa para a questão fbf8e641-46
  • F8926B78-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Leia o texto para responder às questões de números 08 a 10.

     Por causa do assassinato do caminhoneiro Pascoal de Oliveira, o Nego, pelo – também caminhoneiro – japonês Kababe Massame, após uma discussão, em 31 de julho de 1946, a população de Osvaldo Cruz (SP), que já estava com os nervos à flor da pele em virtude de dois atentados da Shindô-Renmei* na cidade, saiu às ruas e invadiu casas, disposta a maltratar “impiedosamente”, na palavra do historiador local José Alvarenga, qualquer japonês que encontrasse pela frente. O linchamento dos japoneses só foi totalmente controlado com a intervenção de um destacamento do Exército, vindo de Tupã, chamado pelo médico Oswaldo Nunes, um herói daquele dia totalmente atípico na história de Osvaldo Cruz e das cidades brasileiras.

       Com o final da Segunda Guerra Mundial, o eclipse do Estado Novo e o desmantelamento da Shindô-Renmei, inicia-se um ciclo de emudecimento, de ambos os lados, sobre as quatro décadas de intolerância vividas pelos japoneses. Do lado local, foi sedimentando-se no mundo das letras a ideia do país como um “paraíso racial”. Do lado dos imigrantes, as segundas e terceiras gerações de filhos de japoneses se concentraram, a partir da década de 1950, na construção da sua ascensão social. A história foi sendo esquecida, junto com o idioma e os hábitos culturais de seus pais e avós.
     (Matinas Suzuki Jr. Folha de S.Paulo, 20.04.2008. Adaptado.)

     * Shindô-Renmei foi uma organização nacionalista, que surgiu no Brasil após o término da Segunda Guerra Mundial, formada por japoneses que não acreditavam na derrota do Japão na guerra. Possuía alguns membros mais fanáticos que cometiam atentados, tendo matado e ferido diversos cidadãos nipo-brasileiros.

    No texto, os termos à flor da pele e eclipse trazem as ideias de, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão f8926b78-46
  • F6D8C615-46

    Português

    Orações subordinadas adjetivas: Restritivas, Explicativas
    UNIFESP · 2010FácilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Leia o texto para responder às questões de números 08 a 10.

     Por causa do assassinato do caminhoneiro Pascoal de Oliveira, o Nego, pelo – também caminhoneiro – japonês Kababe Massame, após uma discussão, em 31 de julho de 1946, a população de Osvaldo Cruz (SP), que já estava com os nervos à flor da pele em virtude de dois atentados da Shindô-Renmei* na cidade, saiu às ruas e invadiu casas, disposta a maltratar “impiedosamente”, na palavra do historiador local José Alvarenga, qualquer japonês que encontrasse pela frente. O linchamento dos japoneses só foi totalmente controlado com a intervenção de um destacamento do Exército, vindo de Tupã, chamado pelo médico Oswaldo Nunes, um herói daquele dia totalmente atípico na história de Osvaldo Cruz e das cidades brasileiras.

       Com o final da Segunda Guerra Mundial, o eclipse do Estado Novo e o desmantelamento da Shindô-Renmei, inicia-se um ciclo de emudecimento, de ambos os lados, sobre as quatro décadas de intolerância vividas pelos japoneses. Do lado local, foi sedimentando-se no mundo das letras a ideia do país como um “paraíso racial”. Do lado dos imigrantes, as segundas e terceiras gerações de filhos de japoneses se concentraram, a partir da década de 1950, na construção da sua ascensão social. A história foi sendo esquecida, junto com o idioma e os hábitos culturais de seus pais e avós.
     (Matinas Suzuki Jr. Folha de S.Paulo, 20.04.2008. Adaptado.)

     * Shindô-Renmei foi uma organização nacionalista, que surgiu no Brasil após o término da Segunda Guerra Mundial, formada por japoneses que não acreditavam na derrota do Japão na guerra. Possuía alguns membros mais fanáticos que cometiam atentados, tendo matado e ferido diversos cidadãos nipo-brasileiros.

    No texto, as orações (...) que já estava com os nervos à flor da pele em virtude de dois atentados da Shindô-Renmei na cidade (...) e (...) que encontrasse pela frente (...) são exemplos, respectivamente, de oração subordinada adjetiva explicativa e subordinada adjetiva restritiva, porque:
    Escolha uma alternativa para a questão f6d8c615-46
  • F4DE0AF5-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Leia o texto para responder às questões de números 08 a 10.

     Por causa do assassinato do caminhoneiro Pascoal de Oliveira, o Nego, pelo – também caminhoneiro – japonês Kababe Massame, após uma discussão, em 31 de julho de 1946, a população de Osvaldo Cruz (SP), que já estava com os nervos à flor da pele em virtude de dois atentados da Shindô-Renmei* na cidade, saiu às ruas e invadiu casas, disposta a maltratar “impiedosamente”, na palavra do historiador local José Alvarenga, qualquer japonês que encontrasse pela frente. O linchamento dos japoneses só foi totalmente controlado com a intervenção de um destacamento do Exército, vindo de Tupã, chamado pelo médico Oswaldo Nunes, um herói daquele dia totalmente atípico na história de Osvaldo Cruz e das cidades brasileiras.

       Com o final da Segunda Guerra Mundial, o eclipse do Estado Novo e o desmantelamento da Shindô-Renmei, inicia-se um ciclo de emudecimento, de ambos os lados, sobre as quatro décadas de intolerância vividas pelos japoneses. Do lado local, foi sedimentando-se no mundo das letras a ideia do país como um “paraíso racial”. Do lado dos imigrantes, as segundas e terceiras gerações de filhos de japoneses se concentraram, a partir da década de 1950, na construção da sua ascensão social. A história foi sendo esquecida, junto com o idioma e os hábitos culturais de seus pais e avós.
     (Matinas Suzuki Jr. Folha de S.Paulo, 20.04.2008. Adaptado.)

     * Shindô-Renmei foi uma organização nacionalista, que surgiu no Brasil após o término da Segunda Guerra Mundial, formada por japoneses que não acreditavam na derrota do Japão na guerra. Possuía alguns membros mais fanáticos que cometiam atentados, tendo matado e ferido diversos cidadãos nipo-brasileiros.

    O texto permite afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão f4de0af5-46
  • F346B9A2-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Leia o texto para responder às questões de números 05 a 07

           Nos últimos três anos foram assassinadas mais de 140 mil pessoas no Brasil. Uma média de 47 mil pessoas por ano. Uma parcela expressiva destas mortes, que varia de região para região, é atribuída à ação da polícia, que se respalda na impunidade para continuar cometendo seus crimes. São 25 assassinatos ao ano por cada 100 mil pessoas, índice considerado de violência epidêmica, segundo organismos internacionais.

           Se os assassinatos com armas de fogo são uma face da violência vivida na nossa sociedade, ela não é a única. Logo atrás, em termos de letalidade, estão os acidentes fatais de trânsito, com cerca de 33 mil mortos em 2002 e 35 mil mortes por ano em 2004 e 2005. Isto, sem falar nos acidentados não fatais socorridos pelo Sistema Único de Saúde, que multiplicam muitas vezes os números aqui apresentados e representam um custo que o IPEA estima em R$ 5,3 bilhões para o ano de 2002.

           A lista da violência alonga-se incrivelmente. Sobre as mulheres, os negros, os índios, os gays, sobre os mendigos na rua, sobre os movimentos sociais etc. Uma discussão num botequim de periferia pode  terminar em morte. A privação do emprego, do salário digno, da educação, da saúde, do transporte público, da moradia, da segurança alimentar, tudo isso pode ser compreendido, considerando que incide sobre direitos assegurados por nossa Constituição, como tantas outras formas de violência.

      (Silvio Caccia Bava. Le Monde Diplomatique Brasil, agosto 2010. Adaptado.)


    Considere as afirmações.

    I. A falta de empregos, a baixa remuneração e o déficit habitacional raramente são compreendidos como forma de violência.

    II. O não-oferecimento de educação, saúde e transporte público a toda a população também pode ser visto como uma forma de violência.

    III. Uma briga de bar que resulta em morte é um ingrediente a mais a engrossar o caldo da violência no país.

    As ideias apresentadas no texto encontram-se em
    Escolha uma alternativa para a questão f346b9a2-46
  • F1A4A6DE-46

    Português

    Coesão e coerência
    UNIFESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Leia o texto para responder às questões de números 05 a 07

           Nos últimos três anos foram assassinadas mais de 140 mil pessoas no Brasil. Uma média de 47 mil pessoas por ano. Uma parcela expressiva destas mortes, que varia de região para região, é atribuída à ação da polícia, que se respalda na impunidade para continuar cometendo seus crimes. São 25 assassinatos ao ano por cada 100 mil pessoas, índice considerado de violência epidêmica, segundo organismos internacionais.

           Se os assassinatos com armas de fogo são uma face da violência vivida na nossa sociedade, ela não é a única. Logo atrás, em termos de letalidade, estão os acidentes fatais de trânsito, com cerca de 33 mil mortos em 2002 e 35 mil mortes por ano em 2004 e 2005. Isto, sem falar nos acidentados não fatais socorridos pelo Sistema Único de Saúde, que multiplicam muitas vezes os números aqui apresentados e representam um custo que o IPEA estima em R$ 5,3 bilhões para o ano de 2002.

           A lista da violência alonga-se incrivelmente. Sobre as mulheres, os negros, os índios, os gays, sobre os mendigos na rua, sobre os movimentos sociais etc. Uma discussão num botequim de periferia pode  terminar em morte. A privação do emprego, do salário digno, da educação, da saúde, do transporte público, da moradia, da segurança alimentar, tudo isso pode ser compreendido, considerando que incide sobre direitos assegurados por nossa Constituição, como tantas outras formas de violência.

      (Silvio Caccia Bava. Le Monde Diplomatique Brasil, agosto 2010. Adaptado.)


    No período Uma parcela expressiva destas mortes, que varia de região para região, é atribuída à ação da polícia, que se respalda na impunidade para continuar cometendo seus crimes, as palavras sublinhadas referem-se, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão f1a4a6de-46
  • EFD7CCDE-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Instrução: Leia o texto para responder às questões de números 05 a 07

           Nos últimos três anos foram assassinadas mais de 140 mil pessoas no Brasil. Uma média de 47 mil pessoas por ano. Uma parcela expressiva destas mortes, que varia de região para região, é atribuída à ação da polícia, que se respalda na impunidade para continuar cometendo seus crimes. São 25 assassinatos ao ano por cada 100 mil pessoas, índice considerado de violência epidêmica, segundo organismos internacionais.

           Se os assassinatos com armas de fogo são uma face da violência vivida na nossa sociedade, ela não é a única. Logo atrás, em termos de letalidade, estão os acidentes fatais de trânsito, com cerca de 33 mil mortos em 2002 e 35 mil mortes por ano em 2004 e 2005. Isto, sem falar nos acidentados não fatais socorridos pelo Sistema Único de Saúde, que multiplicam muitas vezes os números aqui apresentados e representam um custo que o IPEA estima em R$ 5,3 bilhões para o ano de 2002.

           A lista da violência alonga-se incrivelmente. Sobre as mulheres, os negros, os índios, os gays, sobre os mendigos na rua, sobre os movimentos sociais etc. Uma discussão num botequim de periferia pode  terminar em morte. A privação do emprego, do salário digno, da educação, da saúde, do transporte público, da moradia, da segurança alimentar, tudo isso pode ser compreendido, considerando que incide sobre direitos assegurados por nossa Constituição, como tantas outras formas de violência.

      (Silvio Caccia Bava. Le Monde Diplomatique Brasil, agosto 2010. Adaptado.)


    Segundo o texto,
    Escolha uma alternativa para a questão efd7ccde-46
  • EE11210B-46

    Português

    Morfologia - Pronomes
    UNIFESP · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto.

      Dimitria cursava a oitava série no colégio e desapareceu durante as férias de julho de 2008. Segundo a polícia, a garota avisou que iria viajar em companhia do caseiro, mas nunca mais foi vista. (...) De acordo com a polícia, [o caseiro] Silva disse que matou a menina porque era apaixonado
    por ela, mas ela não o correspondia.
    (Folha de S.Paulo, 16.08.2010.)

    No texto, há um erro gramatical. O tipo de erro e a versão que o corrige estão, respectivamente, em

    Escolha uma alternativa para a questão ee11210b-46
  • EC68FB43-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2010FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto.
     
    O cyberbullying é um problema crescente justamente porque os jovens usam cada vez mais a tecnologia. Ana, 13 anos, já era perseguida na escola – e passou a ser acuada, prisioneira de seus agressores via internet. Hoje, vive com medo e deixou de adicionar “amigos” em seu perfil no Orkut. Além disso, restringiu o acesso ao MSN. Mesmo assim, o tormento continua. As meninas de sua sala enviam mensagens depreciativas, com apelidos maldosos e recados humilhantes, para amigos comuns. Os qualificativos mais leves são “nojenta, nerd e lésbica”. Outros textos dizem: “Você deveria parar de falar com aquela piranha” e “A emo já mudou a sua cabeça, hein? Vá pro inferno”. Ana, é claro, fica arrasada. “Uso preto, ouço rock e pinto o cabelo. Curto coisas diferentes e falo de outros assuntos. Por isso, não me aceitam.”
    (Beatriz Santomauro. Nova Escola, junho/julho 2010. Adaptado.)

    Conforme o texto


    Escolha uma alternativa para a questão ec68fb43-46
  • EAB310E7-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2010FácilEntre para guardar nos favoritos

    A palavra bullying ainda é pouco conhecida do grande público brasileiro. De origem inglesa e ainda sem tradução no Brasil, é utilizada para qualificar comportamentos violentos no âmbito escolar, tanto de meninos quanto de meninas. Dentre esses comportamentos podemos destacar as agressões, os assédios e as ações desrespeitosas, todos realizados de maneira recorrente e intencional por parte dos agressores. É fundamental explicitar que as atitudes tomadas por um ou mais agressores contra um ou alguns estudantes, geralmente, não apresentam motivações específicas ou justificáveis. Isso significa dizer que, de forma quase “natural”, os mais fortes utilizam os mais frágeis como meros objetos de diversão, prazer e poder, com o intuito de maltratar, intimidar, humilhar e amedrontar suas vítimas. E isso,  invariavelmente, produz, alimenta e até perpetua muita dor e sofrimento nos vitimados.


    De acordo com o texto,
    Escolha uma alternativa para a questão eab310e7-46
  • E8C7ADEF-46

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2010FácilEntre para guardar nos favoritos

    A palavra bullying ainda é pouco conhecida do grande público brasileiro. De origem inglesa e ainda sem tradução no Brasil, é utilizada para qualificar comportamentos violentos no âmbito escolar, tanto de meninos quanto de meninas. Dentre esses comportamentos podemos destacar as agressões, os assédios e as ações desrespeitosas, todos realizados de maneira recorrente e intencional por parte dos agressores. É fundamental explicitar que as atitudes tomadas por um ou mais agressores contra um ou alguns estudantes, geralmente, não apresentam motivações específicas ou justificáveis. Isso significa dizer que, de forma quase “natural”, os mais fortes utilizam os mais frágeis como meros objetos de diversão, prazer e poder, com o intuito de maltratar, intimidar, humilhar e amedrontar suas vítimas. E isso,  invariavelmente, produz, alimenta e até perpetua muita dor e sofrimento nos vitimados.


    Segundo o texto,
    Escolha uma alternativa para a questão e8c7adef-46
  • 15C934A4-BC

    Biologia

    Qualidade de vida das populações humanas
    ENEM · 2010MédioEntre para guardar nos favoritos
    imagem-retificada-texto-027.jpg A partir dos resultados obtidos pelos pesquisadores em relação ao uso de nanocristais de dióxido de titânio na produção de tecidos e considerando uma possível utilização dessa substância no combate às infecções hospitalares, pode-se associar que os nanocristais de dióxido de titânio


    Escolha uma alternativa para a questão 15c934a4-bc
  • 12ECDBB0-BC

    Química

    Equilíbrio Químico
    ENEM · 2010FácilEntre para guardar nos favoritos
    imagem-retificada-texto-025.jpg Suponha que uma indústria objetiva separar determinados sais de uma amostra de água do mar a 25 °C, por meio da precipitação fracionada. Se essa amostra contiver somente os sais destacados na tabela, a seguinte ordem de precipitação será verificada:


    Escolha uma alternativa para a questão 12ecdbb0-bc
  • 0CF6B90E-BC

    Química

    Fórmulas, Balanceamento e Leis ponderais das reações químicas
    ENEM · 2010FácilEntre para guardar nos favoritos
    imagem-retificada-texto-021.jpg Supondo-se que o esmalte dentário seja constituído exclusivamente por hidroxiapatita, o ataque ácido que dissolve completamente 1 mg desse material ocasiona a formação de, aproximadamente,


    Escolha uma alternativa para a questão 0cf6b90e-bc
  • 0B6D4EFA-BC

    Biologia

    Ecologia e ciências ambientais
    ENEM · 2010FácilEntre para guardar nos favoritos
    imagem-retificada-texto-020.jpg A fim de combater a praga-branca, a medida mais apropriada, segura e de efeitos mais duradouros seria
    Escolha uma alternativa para a questão 0b6d4efa-bc