Questões do ENEM 2019

Questões aplicadas na prova de 2019, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

6.587 questões encontradas. Mostrando a página 27 de 330.

  • 82205DEF-FF

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Capítulo XXXVIII: Que Susto, Meu Deus!

    Quando Pádua, vindo pelo interior, entrou na sala de visitas, Capitu, em pé, de costas para mim, inclinada sobre a costura, como a recolhê-la, perguntava em voz alta:
    — Mas, Bentinho, que é protonotário apostólico?
    — Ora, vivam! exclamou o pai.
    — Que susto, meu Deus!
    Agora é que o lance é o mesmo; mas se conto aqui, tais quais, ou dois lances de há quarenta anos, é para mostrar que Capitu não se dominava só em presença da mãe; o pai não lhe meteu mais medo. No meio de uma situação que me atava a língua, usava da palavra com a maior ingenuidade deste mundo. A minha persuasão é que o coração não lhe batia mais nem menos. Alegou susto, e deu à cara um ar meio enfiado; mas eu, que sabia tudo, vi que era mentira e fiquei com inveja. Foi logo falar ao pai, que apertou a minha mão, e quis saber por que a filha falava em protonotário apostólico. Capitu repetiu-lhe o que ouvira de mim, e opinou logo que o pai devia ir cumprimentar o padre em casa dele; ela iria à minha. E coligindo os petrechos da costura, enfiou pelo corredor, bradando infantilmente:
    — Mamãe, jantar, papai chegou!

    (Machado de Assis – Dom Casmurro.)

    O romance realista machadiano alcançou grande destaque na literatura, sendo Machado de Assis reconhecido como o autor que marcou o início do Realismo no Brasil, em 1881.

    De acordo com o trecho, é possível reconhecer em sua obra:
    Escolha uma alternativa para a questão 82205def-ff
  • 821D089B-FF

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Considerando que a intertextualidade pode se apresentar de formas diversas, leia os textos a seguir.

    Canção do exílio

    Minha terra tem palmeiras
    Onde canta o sabiá,
    As aves que aqui gorjeiam
    Não gorjeiam como lá.

    (Gonçalves Dias.)

    Europa, França e Bahia

    Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
    Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
    Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
    Eu tão esquecido de minha terra...
    Ai terra que tem palmeiras Onde canta o sabiá!

    (Carlos Drummond de Andrade.)

    Está correto o que se afirma em:
    Escolha uma alternativa para a questão 821d089b-ff
  • 8218D890-FF

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Descobrimento

    Abancado à escrivaninha em São Paulo
    Na minha casa da rua Lopes Chaves
    De supetão senti um friúme por dentro.
    Fiquei trêmulo, muito comovido
    Com o livro palerma olhando pra mim.

    Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus!
    muito longe de mim,
    Na escuridão ativa da noite que caiu
    Um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos olhos
    Depois de fazer uma pele com a borracha do dia,
    Faz pouco se deitou, está dormindo.
    Esse homem é brasileiro que nem eu...

    (ANDRADE, Mário de. Poesias completas. Belo Horizonte – São Paulo: Itatiaia – Edusp, 1987.)

    Mário de Andrade, autor do poema anterior, fez parte do grupo que idealizou a Semana de Arte Moderna. Acerca da linguagem empregada pelo poeta em “Descobrimento”, pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 8218d890-ff
  • 8215236F-FF

    Literatura

    Escolas Literárias
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    A terceira fase do Modernismo, 1945 a 1960, é vista como o “apuro da forma”, entre os autores que se destacam estão: João Cabral de Melo Neto, Guimarães Rosa, Clarice Lispector, Nelson Rodrigues e Ariano Suassuna. Assinale, a seguir, a alternativa concernente à terceira fase modernista.
    Escolha uma alternativa para a questão 8215236f-ff
  • 8212125D-FF

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    O que é prevenção de suicídio, afinal?

       Dia mundial de prevenção de suicídio, 10 de setembro. De um tempo para cá todo ano voltamos ao tema. Mas ainda estamos encontrando o tom.
       Após uma vida inteira ignorando o assunto os meios de comunicação resolveram finalmente abordá-lo. Mas, presos aos modelos de campanhas de conscientização habituais focaram-se nos números, taxas de crescimento, histórias individuais, entrevistas com pessoas afetadas pela questão. Tudo muito importante para que a sociedade fique mais esclarecida sobre o panorama local, nacional e até mundial sobre o suicídio. Mas inócuo para prevenção de fato.
      O que é prevenção, afinal? A prevenção em saúde se dá em três níveis:
       Prevenção primária: estratégias para evitar o adoecimento, retirando fatores de risco.
      Prevenção secundária: detecção precoce de pessoas acometidas por um problema, se possível antes de ele se manifestar.
      Prevenção terciária: intervenções para evitar sequelas depois que o problema acontece.
       De trás para frente, quando se fala em suicídio, não é possível fazer prevenção terciária, a não ser tratar das feridas emocionais de quem ficou (na chamada pósvenção).
      E o que seria a prevenção secundária nesses casos? Evitar que pessoas já com intenções ou planos suicidas cometam o ato. Tal situação normalmente se dá quando existe um transtorno mental que agrava uma situação de crise – por estar doente ela não vê outra saída que não a morte. É preciso então dissuadi-las disso, mostrando que o ser humano consegue superar qualquer coisa se tiver ajuda suficiente e se suas emoções não estiverem adoecidas. Não adianta apresentar números, contar histórias tristes. Ninguém nessa situação vai pensar “Puxa, quanta gente já se matou, né? Melhor eu não fazer isso”. Ao contrário, tais dados podem até normalizar para elas esse comportamento. Faremos prevenção se ensinarmos todo mundo a detectar sintomas de depressão, a diferenciar uso e dependência de substâncias; se combatermos o preconceito com psiquiatria, psicologia, estimulando em quem precisa a busca de ajuda e apresentando caminhos para atendimento em crises (como o CVV – fone 188). Se a sociedade inteira compreender que essas são formas eficazes de se buscar saídas para situações aparentemente insolúveis e insuportáveis, poderemos prevenir alguns casos.
      Evidentemente o ideal é que a gente não chegue a ponto de considerar seriamente o suicídio. Como já vimos que isso normalmente ocorre quando crises parecem insuportáveis e insolúveis em função do adoecimento emocional, esse último deveria ser o alvo da prevenção primária. É ingênuo achar ser possível prevenir crises. Mas evitar o adoecimento é um alvo a ser perseguido com afinco. Atividade física regular, sono de qualidade, alimentação saudável, desenvolvimento de vínculos afetivos, criação de uma rede de suporte, tudo isso – de preferência ao mesmo tempo – oferece boa proteção ao adoecimento ou ao agravamento dos transtornos mentais. Falar disso – que aparentemente nada tem a ver com o suicídio – talvez seja uma das formas mais importantes de prevenir novos casos.
        Ah, e apesar de óbvio, vale a pena lembrar: não adianta voltarmos a esses temas apenas ano que vem, ok?
      Já percebeu como diante das mesmas situações – mesmo as dramáticas – tem gente que desmorona, outros sofrem por um tempo mas seguem em frente, e ainda há quem não se abale? Isso mostra que boa parte do problema diante de eventos negativos não está neles, mas em nós – como nossa história, nossos pensamentos, pressupostos e crenças interferem na forma com que lidamos com as adversidades. Em O poder da resiliência (Sextante, 2019) o psicólogo Rick Hanson se uniu ao consultor Forrest Hanson para mostrar, baseado em pesquisas científicas e exemplos práticos, como resiliência vai além da capacidade de absorver os golpes e ficar em pé (o que já é bastante). Ela também coopera para termos mais qualidade de vida e um bem-estar efetivo. Habilidades que vêm muito a calhar tanto para prevenção primária como para secundária e pósvenção.

    (Daniel Martins de Barros, 10/09/2019. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/o-que-eprevencao-de-suicidio-afinal/.)
    De acordo com a estrutura textual apresentada, assinale a indicação correta acerca do principal objetivo comunicacional do texto em análise.
    Escolha uma alternativa para a questão 8212125d-ff
  • 820F1650-FF

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    O que é prevenção de suicídio, afinal?

       Dia mundial de prevenção de suicídio, 10 de setembro. De um tempo para cá todo ano voltamos ao tema. Mas ainda estamos encontrando o tom.
       Após uma vida inteira ignorando o assunto os meios de comunicação resolveram finalmente abordá-lo. Mas, presos aos modelos de campanhas de conscientização habituais focaram-se nos números, taxas de crescimento, histórias individuais, entrevistas com pessoas afetadas pela questão. Tudo muito importante para que a sociedade fique mais esclarecida sobre o panorama local, nacional e até mundial sobre o suicídio. Mas inócuo para prevenção de fato.
      O que é prevenção, afinal? A prevenção em saúde se dá em três níveis:
       Prevenção primária: estratégias para evitar o adoecimento, retirando fatores de risco.
      Prevenção secundária: detecção precoce de pessoas acometidas por um problema, se possível antes de ele se manifestar.
      Prevenção terciária: intervenções para evitar sequelas depois que o problema acontece.
       De trás para frente, quando se fala em suicídio, não é possível fazer prevenção terciária, a não ser tratar das feridas emocionais de quem ficou (na chamada pósvenção).
      E o que seria a prevenção secundária nesses casos? Evitar que pessoas já com intenções ou planos suicidas cometam o ato. Tal situação normalmente se dá quando existe um transtorno mental que agrava uma situação de crise – por estar doente ela não vê outra saída que não a morte. É preciso então dissuadi-las disso, mostrando que o ser humano consegue superar qualquer coisa se tiver ajuda suficiente e se suas emoções não estiverem adoecidas. Não adianta apresentar números, contar histórias tristes. Ninguém nessa situação vai pensar “Puxa, quanta gente já se matou, né? Melhor eu não fazer isso”. Ao contrário, tais dados podem até normalizar para elas esse comportamento. Faremos prevenção se ensinarmos todo mundo a detectar sintomas de depressão, a diferenciar uso e dependência de substâncias; se combatermos o preconceito com psiquiatria, psicologia, estimulando em quem precisa a busca de ajuda e apresentando caminhos para atendimento em crises (como o CVV – fone 188). Se a sociedade inteira compreender que essas são formas eficazes de se buscar saídas para situações aparentemente insolúveis e insuportáveis, poderemos prevenir alguns casos.
      Evidentemente o ideal é que a gente não chegue a ponto de considerar seriamente o suicídio. Como já vimos que isso normalmente ocorre quando crises parecem insuportáveis e insolúveis em função do adoecimento emocional, esse último deveria ser o alvo da prevenção primária. É ingênuo achar ser possível prevenir crises. Mas evitar o adoecimento é um alvo a ser perseguido com afinco. Atividade física regular, sono de qualidade, alimentação saudável, desenvolvimento de vínculos afetivos, criação de uma rede de suporte, tudo isso – de preferência ao mesmo tempo – oferece boa proteção ao adoecimento ou ao agravamento dos transtornos mentais. Falar disso – que aparentemente nada tem a ver com o suicídio – talvez seja uma das formas mais importantes de prevenir novos casos.
        Ah, e apesar de óbvio, vale a pena lembrar: não adianta voltarmos a esses temas apenas ano que vem, ok?
      Já percebeu como diante das mesmas situações – mesmo as dramáticas – tem gente que desmorona, outros sofrem por um tempo mas seguem em frente, e ainda há quem não se abale? Isso mostra que boa parte do problema diante de eventos negativos não está neles, mas em nós – como nossa história, nossos pensamentos, pressupostos e crenças interferem na forma com que lidamos com as adversidades. Em O poder da resiliência (Sextante, 2019) o psicólogo Rick Hanson se uniu ao consultor Forrest Hanson para mostrar, baseado em pesquisas científicas e exemplos práticos, como resiliência vai além da capacidade de absorver os golpes e ficar em pé (o que já é bastante). Ela também coopera para termos mais qualidade de vida e um bem-estar efetivo. Habilidades que vêm muito a calhar tanto para prevenção primária como para secundária e pósvenção.

    (Daniel Martins de Barros, 10/09/2019. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/o-que-eprevencao-de-suicidio-afinal/.)
    De acordo com o contexto, o elemento destacado em “Mas inócuo para prevenção de fato.” (2º§) tem o seu significado corretamente expresso em:
    Escolha uma alternativa para a questão 820f1650-ff
  • 820B81D5-FF

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    O que é prevenção de suicídio, afinal?

       Dia mundial de prevenção de suicídio, 10 de setembro. De um tempo para cá todo ano voltamos ao tema. Mas ainda estamos encontrando o tom.
       Após uma vida inteira ignorando o assunto os meios de comunicação resolveram finalmente abordá-lo. Mas, presos aos modelos de campanhas de conscientização habituais focaram-se nos números, taxas de crescimento, histórias individuais, entrevistas com pessoas afetadas pela questão. Tudo muito importante para que a sociedade fique mais esclarecida sobre o panorama local, nacional e até mundial sobre o suicídio. Mas inócuo para prevenção de fato.
      O que é prevenção, afinal? A prevenção em saúde se dá em três níveis:
       Prevenção primária: estratégias para evitar o adoecimento, retirando fatores de risco.
      Prevenção secundária: detecção precoce de pessoas acometidas por um problema, se possível antes de ele se manifestar.
      Prevenção terciária: intervenções para evitar sequelas depois que o problema acontece.
       De trás para frente, quando se fala em suicídio, não é possível fazer prevenção terciária, a não ser tratar das feridas emocionais de quem ficou (na chamada pósvenção).
      E o que seria a prevenção secundária nesses casos? Evitar que pessoas já com intenções ou planos suicidas cometam o ato. Tal situação normalmente se dá quando existe um transtorno mental que agrava uma situação de crise – por estar doente ela não vê outra saída que não a morte. É preciso então dissuadi-las disso, mostrando que o ser humano consegue superar qualquer coisa se tiver ajuda suficiente e se suas emoções não estiverem adoecidas. Não adianta apresentar números, contar histórias tristes. Ninguém nessa situação vai pensar “Puxa, quanta gente já se matou, né? Melhor eu não fazer isso”. Ao contrário, tais dados podem até normalizar para elas esse comportamento. Faremos prevenção se ensinarmos todo mundo a detectar sintomas de depressão, a diferenciar uso e dependência de substâncias; se combatermos o preconceito com psiquiatria, psicologia, estimulando em quem precisa a busca de ajuda e apresentando caminhos para atendimento em crises (como o CVV – fone 188). Se a sociedade inteira compreender que essas são formas eficazes de se buscar saídas para situações aparentemente insolúveis e insuportáveis, poderemos prevenir alguns casos.
      Evidentemente o ideal é que a gente não chegue a ponto de considerar seriamente o suicídio. Como já vimos que isso normalmente ocorre quando crises parecem insuportáveis e insolúveis em função do adoecimento emocional, esse último deveria ser o alvo da prevenção primária. É ingênuo achar ser possível prevenir crises. Mas evitar o adoecimento é um alvo a ser perseguido com afinco. Atividade física regular, sono de qualidade, alimentação saudável, desenvolvimento de vínculos afetivos, criação de uma rede de suporte, tudo isso – de preferência ao mesmo tempo – oferece boa proteção ao adoecimento ou ao agravamento dos transtornos mentais. Falar disso – que aparentemente nada tem a ver com o suicídio – talvez seja uma das formas mais importantes de prevenir novos casos.
        Ah, e apesar de óbvio, vale a pena lembrar: não adianta voltarmos a esses temas apenas ano que vem, ok?
      Já percebeu como diante das mesmas situações – mesmo as dramáticas – tem gente que desmorona, outros sofrem por um tempo mas seguem em frente, e ainda há quem não se abale? Isso mostra que boa parte do problema diante de eventos negativos não está neles, mas em nós – como nossa história, nossos pensamentos, pressupostos e crenças interferem na forma com que lidamos com as adversidades. Em O poder da resiliência (Sextante, 2019) o psicólogo Rick Hanson se uniu ao consultor Forrest Hanson para mostrar, baseado em pesquisas científicas e exemplos práticos, como resiliência vai além da capacidade de absorver os golpes e ficar em pé (o que já é bastante). Ela também coopera para termos mais qualidade de vida e um bem-estar efetivo. Habilidades que vêm muito a calhar tanto para prevenção primária como para secundária e pósvenção.

    (Daniel Martins de Barros, 10/09/2019. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/o-que-eprevencao-de-suicidio-afinal/.)
    De acordo com as ideias e fatos apresentados no texto, indique a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 820b81d5-ff
  • 8207C794-FF

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    O que é prevenção de suicídio, afinal?

       Dia mundial de prevenção de suicídio, 10 de setembro. De um tempo para cá todo ano voltamos ao tema. Mas ainda estamos encontrando o tom.
       Após uma vida inteira ignorando o assunto os meios de comunicação resolveram finalmente abordá-lo. Mas, presos aos modelos de campanhas de conscientização habituais focaram-se nos números, taxas de crescimento, histórias individuais, entrevistas com pessoas afetadas pela questão. Tudo muito importante para que a sociedade fique mais esclarecida sobre o panorama local, nacional e até mundial sobre o suicídio. Mas inócuo para prevenção de fato.
      O que é prevenção, afinal? A prevenção em saúde se dá em três níveis:
       Prevenção primária: estratégias para evitar o adoecimento, retirando fatores de risco.
      Prevenção secundária: detecção precoce de pessoas acometidas por um problema, se possível antes de ele se manifestar.
      Prevenção terciária: intervenções para evitar sequelas depois que o problema acontece.
       De trás para frente, quando se fala em suicídio, não é possível fazer prevenção terciária, a não ser tratar das feridas emocionais de quem ficou (na chamada pósvenção).
      E o que seria a prevenção secundária nesses casos? Evitar que pessoas já com intenções ou planos suicidas cometam o ato. Tal situação normalmente se dá quando existe um transtorno mental que agrava uma situação de crise – por estar doente ela não vê outra saída que não a morte. É preciso então dissuadi-las disso, mostrando que o ser humano consegue superar qualquer coisa se tiver ajuda suficiente e se suas emoções não estiverem adoecidas. Não adianta apresentar números, contar histórias tristes. Ninguém nessa situação vai pensar “Puxa, quanta gente já se matou, né? Melhor eu não fazer isso”. Ao contrário, tais dados podem até normalizar para elas esse comportamento. Faremos prevenção se ensinarmos todo mundo a detectar sintomas de depressão, a diferenciar uso e dependência de substâncias; se combatermos o preconceito com psiquiatria, psicologia, estimulando em quem precisa a busca de ajuda e apresentando caminhos para atendimento em crises (como o CVV – fone 188). Se a sociedade inteira compreender que essas são formas eficazes de se buscar saídas para situações aparentemente insolúveis e insuportáveis, poderemos prevenir alguns casos.
      Evidentemente o ideal é que a gente não chegue a ponto de considerar seriamente o suicídio. Como já vimos que isso normalmente ocorre quando crises parecem insuportáveis e insolúveis em função do adoecimento emocional, esse último deveria ser o alvo da prevenção primária. É ingênuo achar ser possível prevenir crises. Mas evitar o adoecimento é um alvo a ser perseguido com afinco. Atividade física regular, sono de qualidade, alimentação saudável, desenvolvimento de vínculos afetivos, criação de uma rede de suporte, tudo isso – de preferência ao mesmo tempo – oferece boa proteção ao adoecimento ou ao agravamento dos transtornos mentais. Falar disso – que aparentemente nada tem a ver com o suicídio – talvez seja uma das formas mais importantes de prevenir novos casos.
        Ah, e apesar de óbvio, vale a pena lembrar: não adianta voltarmos a esses temas apenas ano que vem, ok?
      Já percebeu como diante das mesmas situações – mesmo as dramáticas – tem gente que desmorona, outros sofrem por um tempo mas seguem em frente, e ainda há quem não se abale? Isso mostra que boa parte do problema diante de eventos negativos não está neles, mas em nós – como nossa história, nossos pensamentos, pressupostos e crenças interferem na forma com que lidamos com as adversidades. Em O poder da resiliência (Sextante, 2019) o psicólogo Rick Hanson se uniu ao consultor Forrest Hanson para mostrar, baseado em pesquisas científicas e exemplos práticos, como resiliência vai além da capacidade de absorver os golpes e ficar em pé (o que já é bastante). Ela também coopera para termos mais qualidade de vida e um bem-estar efetivo. Habilidades que vêm muito a calhar tanto para prevenção primária como para secundária e pósvenção.

    (Daniel Martins de Barros, 10/09/2019. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/o-que-eprevencao-de-suicidio-afinal/.)
    Quanto à linguagem empregada no texto, assinale a afirmativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 8207c794-ff
  • 82043543-FF

    Português

    Análise sintática
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    O que é prevenção de suicídio, afinal?

       Dia mundial de prevenção de suicídio, 10 de setembro. De um tempo para cá todo ano voltamos ao tema. Mas ainda estamos encontrando o tom.
       Após uma vida inteira ignorando o assunto os meios de comunicação resolveram finalmente abordá-lo. Mas, presos aos modelos de campanhas de conscientização habituais focaram-se nos números, taxas de crescimento, histórias individuais, entrevistas com pessoas afetadas pela questão. Tudo muito importante para que a sociedade fique mais esclarecida sobre o panorama local, nacional e até mundial sobre o suicídio. Mas inócuo para prevenção de fato.
      O que é prevenção, afinal? A prevenção em saúde se dá em três níveis:
       Prevenção primária: estratégias para evitar o adoecimento, retirando fatores de risco.
      Prevenção secundária: detecção precoce de pessoas acometidas por um problema, se possível antes de ele se manifestar.
      Prevenção terciária: intervenções para evitar sequelas depois que o problema acontece.
       De trás para frente, quando se fala em suicídio, não é possível fazer prevenção terciária, a não ser tratar das feridas emocionais de quem ficou (na chamada pósvenção).
      E o que seria a prevenção secundária nesses casos? Evitar que pessoas já com intenções ou planos suicidas cometam o ato. Tal situação normalmente se dá quando existe um transtorno mental que agrava uma situação de crise – por estar doente ela não vê outra saída que não a morte. É preciso então dissuadi-las disso, mostrando que o ser humano consegue superar qualquer coisa se tiver ajuda suficiente e se suas emoções não estiverem adoecidas. Não adianta apresentar números, contar histórias tristes. Ninguém nessa situação vai pensar “Puxa, quanta gente já se matou, né? Melhor eu não fazer isso”. Ao contrário, tais dados podem até normalizar para elas esse comportamento. Faremos prevenção se ensinarmos todo mundo a detectar sintomas de depressão, a diferenciar uso e dependência de substâncias; se combatermos o preconceito com psiquiatria, psicologia, estimulando em quem precisa a busca de ajuda e apresentando caminhos para atendimento em crises (como o CVV – fone 188). Se a sociedade inteira compreender que essas são formas eficazes de se buscar saídas para situações aparentemente insolúveis e insuportáveis, poderemos prevenir alguns casos.
      Evidentemente o ideal é que a gente não chegue a ponto de considerar seriamente o suicídio. Como já vimos que isso normalmente ocorre quando crises parecem insuportáveis e insolúveis em função do adoecimento emocional, esse último deveria ser o alvo da prevenção primária. É ingênuo achar ser possível prevenir crises. Mas evitar o adoecimento é um alvo a ser perseguido com afinco. Atividade física regular, sono de qualidade, alimentação saudável, desenvolvimento de vínculos afetivos, criação de uma rede de suporte, tudo isso – de preferência ao mesmo tempo – oferece boa proteção ao adoecimento ou ao agravamento dos transtornos mentais. Falar disso – que aparentemente nada tem a ver com o suicídio – talvez seja uma das formas mais importantes de prevenir novos casos.
        Ah, e apesar de óbvio, vale a pena lembrar: não adianta voltarmos a esses temas apenas ano que vem, ok?
      Já percebeu como diante das mesmas situações – mesmo as dramáticas – tem gente que desmorona, outros sofrem por um tempo mas seguem em frente, e ainda há quem não se abale? Isso mostra que boa parte do problema diante de eventos negativos não está neles, mas em nós – como nossa história, nossos pensamentos, pressupostos e crenças interferem na forma com que lidamos com as adversidades. Em O poder da resiliência (Sextante, 2019) o psicólogo Rick Hanson se uniu ao consultor Forrest Hanson para mostrar, baseado em pesquisas científicas e exemplos práticos, como resiliência vai além da capacidade de absorver os golpes e ficar em pé (o que já é bastante). Ela também coopera para termos mais qualidade de vida e um bem-estar efetivo. Habilidades que vêm muito a calhar tanto para prevenção primária como para secundária e pósvenção.

    (Daniel Martins de Barros, 10/09/2019. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/o-que-eprevencao-de-suicidio-afinal/.)
    Considerando o trecho destacado “Após uma vida inteira ignorando o assunto os meios de comunicação resolveram finalmente abordá-lo.”, (2º§) pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 82043543-ff
  • 81FFB4DE-FF

    Português

    Análise sintática
    Faculdades Integradas Aparício Carvalho · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    O que é prevenção de suicídio, afinal?

       Dia mundial de prevenção de suicídio, 10 de setembro. De um tempo para cá todo ano voltamos ao tema. Mas ainda estamos encontrando o tom.
       Após uma vida inteira ignorando o assunto os meios de comunicação resolveram finalmente abordá-lo. Mas, presos aos modelos de campanhas de conscientização habituais focaram-se nos números, taxas de crescimento, histórias individuais, entrevistas com pessoas afetadas pela questão. Tudo muito importante para que a sociedade fique mais esclarecida sobre o panorama local, nacional e até mundial sobre o suicídio. Mas inócuo para prevenção de fato.
      O que é prevenção, afinal? A prevenção em saúde se dá em três níveis:
       Prevenção primária: estratégias para evitar o adoecimento, retirando fatores de risco.
      Prevenção secundária: detecção precoce de pessoas acometidas por um problema, se possível antes de ele se manifestar.
      Prevenção terciária: intervenções para evitar sequelas depois que o problema acontece.
       De trás para frente, quando se fala em suicídio, não é possível fazer prevenção terciária, a não ser tratar das feridas emocionais de quem ficou (na chamada pósvenção).
      E o que seria a prevenção secundária nesses casos? Evitar que pessoas já com intenções ou planos suicidas cometam o ato. Tal situação normalmente se dá quando existe um transtorno mental que agrava uma situação de crise – por estar doente ela não vê outra saída que não a morte. É preciso então dissuadi-las disso, mostrando que o ser humano consegue superar qualquer coisa se tiver ajuda suficiente e se suas emoções não estiverem adoecidas. Não adianta apresentar números, contar histórias tristes. Ninguém nessa situação vai pensar “Puxa, quanta gente já se matou, né? Melhor eu não fazer isso”. Ao contrário, tais dados podem até normalizar para elas esse comportamento. Faremos prevenção se ensinarmos todo mundo a detectar sintomas de depressão, a diferenciar uso e dependência de substâncias; se combatermos o preconceito com psiquiatria, psicologia, estimulando em quem precisa a busca de ajuda e apresentando caminhos para atendimento em crises (como o CVV – fone 188). Se a sociedade inteira compreender que essas são formas eficazes de se buscar saídas para situações aparentemente insolúveis e insuportáveis, poderemos prevenir alguns casos.
      Evidentemente o ideal é que a gente não chegue a ponto de considerar seriamente o suicídio. Como já vimos que isso normalmente ocorre quando crises parecem insuportáveis e insolúveis em função do adoecimento emocional, esse último deveria ser o alvo da prevenção primária. É ingênuo achar ser possível prevenir crises. Mas evitar o adoecimento é um alvo a ser perseguido com afinco. Atividade física regular, sono de qualidade, alimentação saudável, desenvolvimento de vínculos afetivos, criação de uma rede de suporte, tudo isso – de preferência ao mesmo tempo – oferece boa proteção ao adoecimento ou ao agravamento dos transtornos mentais. Falar disso – que aparentemente nada tem a ver com o suicídio – talvez seja uma das formas mais importantes de prevenir novos casos.
        Ah, e apesar de óbvio, vale a pena lembrar: não adianta voltarmos a esses temas apenas ano que vem, ok?
      Já percebeu como diante das mesmas situações – mesmo as dramáticas – tem gente que desmorona, outros sofrem por um tempo mas seguem em frente, e ainda há quem não se abale? Isso mostra que boa parte do problema diante de eventos negativos não está neles, mas em nós – como nossa história, nossos pensamentos, pressupostos e crenças interferem na forma com que lidamos com as adversidades. Em O poder da resiliência (Sextante, 2019) o psicólogo Rick Hanson se uniu ao consultor Forrest Hanson para mostrar, baseado em pesquisas científicas e exemplos práticos, como resiliência vai além da capacidade de absorver os golpes e ficar em pé (o que já é bastante). Ela também coopera para termos mais qualidade de vida e um bem-estar efetivo. Habilidades que vêm muito a calhar tanto para prevenção primária como para secundária e pósvenção.

    (Daniel Martins de Barros, 10/09/2019. Disponível em: https://emais.estadao.com.br/blogs/daniel-martins-de-barros/o-que-eprevencao-de-suicidio-afinal/.)
    Na organização das ideias do texto, pode-se afirmar que está correto o que se afirma em:
    Escolha uma alternativa para a questão 81ffb4de-ff
  • CF43D930-FA

    Matemática

    Análise de Tabelas e Gráficos
    UFRGS · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O gráfico abaixo representa a quantidade de dados armazenados no mundo inteiro, em zettabytes.

    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2019

    Com base nos dados do gráfico, considere as afirmações abaixo.

    I - Em relação a 2019, a expectativa é que a quantidade de dados armazenados cresça mais de 20% em 2020.
    II - De 2017 a 2019, em termos percentuais, a quantidade de dados armazenados cresceu mais de 100%.
    III - Em termos percentuais, pode-se afirmar que a quantidade de dados armazenados cresceu mais no período de 2012 a 2016 do que no período de 2016 a 2019.

    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão cf43d930-fa
  • CF3F5BF5-FA

    Matemática

    Estatística
    UFRGS · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Após a aplicação de uma prova de Matemática, em uma turma de Ensino Médio com 30 estudantes, o professor organizou os resultados, conforme a tabela a seguir.

    Número de estudantes Nota
    5 3,0
    10 6,0
    7 8,0
    8 9,5
    A nota mediana dessa prova de Matemática é
    Escolha uma alternativa para a questão cf3f5bf5-fa
  • CF3AF3E5-FA

    Matemática

    Probabilidade
    UFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    Um jogador, ao marcar números em um cartão de aposta, como o representado na figura abaixo, decidiu utilizar apenas seis números primos.

    [01]  [02]  [03]  [04]  [05]  [06]  [07]  [08]  [09]  [10]
    [11]  [12]  [13]  [14]  [15]  [16]  [17]  [18]  [19]  [20]
    [21]  [22]  [23]  [24]  [2-5] [26]  [27]  [28]  [29]  [30]
    [31]  [32]  [33]  [34]  [35]  [36]  [37]  [38]  [39]  [40]
    [41]  [42]  [43]  [44]  [45]  [46]  [47]  [48]  [49]  [50]
    [51]  [52]  [53]  [54]  [55]  [56]  [57]  [58]  [59]  [60]

    A probabilidade de que os seis números sorteados no cartão premiado sejam todos números primos é  
    Escolha uma alternativa para a questão cf3af3e5-fa
  • CF363E27-FA

    Matemática

    Análise Combinatória em Matemática
    UFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos

    Um aplicativo de transporte disponibiliza em sua plataforma a visualização de um mapa com ruas horizontais e verticais que permitem realizar deslocamentos partindo do ponto A e chegando ao ponto B, conforme representado na figura abaixo.


    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2019


    O número de menores caminhos possíveis que partem de A e chegam a B, passando por C, é

    Escolha uma alternativa para a questão cf363e27-fa
  • CF290F51-FA

    Matemática

    Geometria Plana
    UFRGS · 2019FácilEntre para guardar nos favoritos
    Considere dois círculos tangentes entre si, de centros A e B sobre a reta r, e tais que o raio de cada um tenha medida 10.

    Os segmentos Imagem da questão de Matemática, da prova de 2019 são tangentes aos círculos e têm extremidades nos pontos de tangência e, D, E e F, como representado na figura a seguir. 

    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2019

    A área da região sombreada é  
    Escolha uma alternativa para a questão cf290f51-fa
  • CF17977C-FA

    Matemática

    Geometria Analítica
    UFRGS · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos
    A figura a seguir é formada por quadrados de lados Imagem da questão de Matemática, da prova de 2019, e assim sucessivamente.

    A construção é tal que os pontos P1, P2, P3, ... , B são colineares, e as bases dos quadrados têm medidas Imagem da questão de Matemática, da prova de 2019 e assim por diante. O ponto A é vértice do quadrado de lado Imagem da questão de Matemática, da prova de 2019 como representado na figura abaixo.

    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2019

    A medida do segmento Imagem da questão de Matemática, da prova de 2019 é
    Escolha uma alternativa para a questão cf17977c-fa