Questões do ENEM 2025
Questões aplicadas na prova de 2025, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
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615 questões encontradas. Mostrando a página 18 de 31.
AFD90441-00 Para responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.(https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)“O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.” (2o parágrafo)Os termos sublinhados referem-se, respectivamente, aAFD20601-00 Português
Interpretação de TextosUNESP · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.(https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)Para Jorge Coli, “artista marginal” seria sinônimo deAFCF37E8-00 Português
Interpretação de TextosUNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.(https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)Caracteriza-se por uma menor impessoalidade o seguinte trecho do ensaio:
AFCB9C0D-00 Português
Interpretação de TextosUNESP · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia o início do ensaio “Bom dia, senhor Courbet!” do crítico de arte Jorge Coli (1947- ).Gustave Courbet (1819-1877) e sua obra revelam uma relação intrincada entre aquilo que é subjetivo e aquilo que é coletivo; entre aquilo que é biografia individual e aquilo que é pintura propriamente dita. Não se trata de uma obra, à primeira vista, sedutora. Ao contrário, ela elimina o fascínio mais imediato — o fascínio das belas cores, por exemplo; o fascínio dos temas, torturados ou felizes. Contraditória com o modo de ser do artista — que era truculento, tagarela, escandaloso, barulhento —, essa obra é grave e silenciosa. Ela exige recolhimento, meditação, ela exige a frequentação persistente, ela exige o olhar prolongado. Os quadros de Courbet dão a impressão de conterem elementos destinados a afugentar o olhar superficial e mesmo, algumas vezes, a horrorizá-lo.Mas essa obra e seu autor, de modo cúmplice, promoveram o desgarramento dos vínculos que submetiam os artistas a valores que estavam constituídos fora deles. Até Courbet, os artistas dependiam de um universo ético que estavam encarregados de veicular — por exemplo, Jacques-Louis David (1748-1825) celebra a Revolução Francesa, ou celebra o Império napoleônico; Eugène Delacroix (1798-1863) tratará de temas que envolvem a liberdade política. O que nós assistimos com a arte de Courbet é ao seu afastamento desses critérios externos que possuem valores já constituídos, e ao estabelecimento, para o artista, de um lugar que é independente e que lhe é próprio: este lugar é o da marginalidade. Courbet circunscreve pela primeira vez o campo da marginalidade, e o define como um território de eleição, um território privilegiado em relação ao dos outros homens.O artista marginal é aquele que não deve mais nada nem ao mundo, nem a ninguém — a não ser a si próprio. Ao mesmo tempo independente e consciente da elevação de sua tarefa artística, é obrigado, para manter-se à altura de si mesmo, a estabelecer os seus próprios valores. Isto é, ele é obrigado a construir uma ética para si.(https://artepensamento.ims.com.br, 1992. Adaptado.)De acordo com Jorge Coli, a obra de Courbet, em contradição com o modo de ser do artista, caracteriza-se
AFC85E72-00 Português
Interpretação de TextosUNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosExamine o post publicado pela comunidade “The Language Nerds” em sua conta no Facebook em 01.09.2019.
Estereótipo é uma generalização simplificada e preconcebi da, que reduz a complexidade de indivíduos a características padronizadas, com base em ideias repetidas sobre determinado grupo. O post explora o estereótipo de queAFC5936E-00 Português
Figuras de LinguagemUNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosPara responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.Não creias, Lídia, que nenhum estio1Por nós perdido possa regressarOferecendo a florQue adiamos colher.Cada dia te é dado uma só vezE no redondo círculo da noiteNão existe piedadePara aquele que hesita.Mais tarde será tarde e já é tarde.O tempo apaga tudo menos esseLongo indelével rasto2Que o não-vivido deixa.Não creias na demora em que te medes.Jamais se detém Kronos3 cujo passoVai sempre mais à frenteDo que o teu próprio passo.(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)1 estio: verão.2 rasto: rastro.3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.Com a intenção de obter maior expressividade, o eu lírico lança mão de uma construção pleonástica no seguinte verso:AFC32975-00 Literatura
Teoria LiteráriaUNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosPara responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.Não creias, Lídia, que nenhum estio1Por nós perdido possa regressarOferecendo a florQue adiamos colher.Cada dia te é dado uma só vezE no redondo círculo da noiteNão existe piedadePara aquele que hesita.Mais tarde será tarde e já é tarde.O tempo apaga tudo menos esseLongo indelével rasto2Que o não-vivido deixa.Não creias na demora em que te medes.Jamais se detém Kronos3 cujo passoVai sempre mais à frenteDo que o teu próprio passo.(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)1 estio: verão.2 rasto: rastro.3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.Depreende-se das reflexões do eu lírico uma visão de mundo influenciada, sobretudo, pelaAFC08468-00 Português
Interpretação de TextosUNESP · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosPara responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.Não creias, Lídia, que nenhum estio1Por nós perdido possa regressarOferecendo a florQue adiamos colher.Cada dia te é dado uma só vezE no redondo círculo da noiteNão existe piedadePara aquele que hesita.Mais tarde será tarde e já é tarde.O tempo apaga tudo menos esseLongo indelével rasto2Que o não-vivido deixa.Não creias na demora em que te medes.Jamais se detém Kronos3 cujo passoVai sempre mais à frenteDo que o teu próprio passo.(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)1 estio: verão.2 rasto: rastro.3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.Conforme sugerido pelo próprio título da seção, trata-se de um poema escrito à maneira de Ricardo Reis, o heterônimo neoclássico do poeta Fernando Pessoa (1888-1935). A exemplo do que ocorre com frequência na poética de Ricardo Reis, o eu lírico configura aqui o seguinte tópico clássico:AFBE19C7-00 Português
Interpretação de TextosUNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosPara responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.Não creias, Lídia, que nenhum estio1Por nós perdido possa regressarOferecendo a florQue adiamos colher.Cada dia te é dado uma só vezE no redondo círculo da noiteNão existe piedadePara aquele que hesita.Mais tarde será tarde e já é tarde.O tempo apaga tudo menos esseLongo indelével rasto2Que o não-vivido deixa.Não creias na demora em que te medes.Jamais se detém Kronos3 cujo passoVai sempre mais à frenteDo que o teu próprio passo.(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)1 estio: verão.2 rasto: rastro.3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.“O tempo apaga tudo menos esseLongo indelével rastoQue o não-vivido deixa.” (3a estrofe)Depreende-se desses versos queAFBBA88F-00 Literatura
Gêneros LiteráriosUNESP · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosPara responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.Não creias, Lídia, que nenhum estio1Por nós perdido possa regressarOferecendo a florQue adiamos colher.Cada dia te é dado uma só vezE no redondo círculo da noiteNão existe piedadePara aquele que hesita.Mais tarde será tarde e já é tarde.O tempo apaga tudo menos esseLongo indelével rasto2Que o não-vivido deixa.Não creias na demora em que te medes.Jamais se detém Kronos3 cujo passoVai sempre mais à frenteDo que o teu próprio passo.(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)1 estio: verão.2 rasto: rastro.3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.Logo na estrofe inicial do poema, o eu lírico ressalta o caráter
AFB89541-00 Português
Interpretação de TextosUNESP · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosExamine a tirinha da cartunista Laerte, publicada em sua conta @laerteminotaura no Instagram em 29.12.2022.

Na construção do sentido de sua tirinha, Laerte explora basicamente
AFB5E200-00 Português
SintaxeUNESP · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.
(Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.2ruço: pelo castanho-claro.3selim: sela para montaria.4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.“Encostando-se à vidraça do Grande Mágico, Nhô Quim sentiu uma coisa!...”Em relação à oração que a sucede, a oração sublinhada expressa ideia deAFB34225-00 Literatura
Escolas LiteráriasUNESP · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.
(Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.2ruço: pelo castanho-claro.3selim: sela para montaria.4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.O estilo cômico e satírico observado em As aventuras de Nhô Quim caracteriza também a seguinte obra do Romantismo brasileiro:AFADE15B-00 Português
Interpretação de TextosUNESP · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.
(Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.2ruço: pelo castanho-claro.3selim: sela para montaria.4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.Com finalidade humorística, o narrador explora abertamente a contraposição do sentido figurado e do sentido literal de uma expressão no trecho:AFAA67F1-00 Português
Interpretação de TextosUNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.
(Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.2ruço: pelo castanho-claro.3selim: sela para montaria.4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.Depreende-se do início do romance ilustrado que a viagem de Nhô Quim à Corte se deveB4DEF806-F9 Português
Interpretação de TextosFaculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosLeia a entrevista a seguir.Entrevistador: Alguns dos seus livros são lidos como narrativas, aproximam a historiografia de um género literário. No entanto, você sempre contestou a ideia, de que não há fronteiras nítidas entre narração de ficção e narração historiográfica…Carlo Ginzburg: Na nossa tradição, a relação entre a narrativa de ficção e a narrativa histórica foi sempre de competição pela representação da realidade, já que a ficção também tem uma relação com a realidade. Procurei trabalhar sobre temas específicos, para mostrar como as técnicas usadas pelos romancistas podem ser interpretadas no plano histórico. Temos de perceber que a narração, e este é o ponto onde quero chegar, é um modo de relação com a realidade e que toda a experiência narrativa, mesmo o espaço em branco, tem implicações e potencialidades cognitivas, pode ser lida como um documento histórico. E o historiador não pode deixar de se interrogar sobre as formas narrativas que utiliza.Adaptado de https://electramagazine.fundacaoedp.pt/editions/edicao-10/carloginzburg-o-historiador-como-detective.Com base na entrevista, assinale a opção que, segundo Carlo Ginzburg, relaciona corretamente História e Literatura.B4D9C606-F9 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionFaculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosRead Text III below and answer the question that follow it.
Text III

From:https://images.baklol.com/08753e49e68e27620affe1eb2c60c1441450870314. JPG
The sentence in the third panel implies that:B4D74D75-F9 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionFaculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosRead Text III below and answer the question that follow it.
Text III

From:https://images.baklol.com/08753e49e68e27620affe1eb2c60c1441450870314. JPG
In the second panel, the phoneB4D4D77A-F9 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionFaculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosRead Text II below and answer the question that follow it.Text II
From: https://cdn.quotesgram.com/img/31/9/1932969763-Thoreau-empathyquote.jpgThe phrasal verb “take place” in this poster means toB4D27256-F9 Inglês
Adjetivos | AdjectivesFaculdade Evangélica Mackenzie do Paraná · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosRead Text II below and answer the question that follow it.Text II
From: https://cdn.quotesgram.com/img/31/9/1932969763-Thoreau-empathyquote.jpgThe opposite of “greater” in this context is