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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

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Resultados: 10.965 questões

Página 59 de 549

  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder a questão


        Ricardo agarrou o cálice com delicadeza e respeito, levou-o aos lábios e foi como se todo ele bebesse o licor nacional.

    — Está bom, hein?— indagou o major.

    — Magnífico — fez Ricardo, estalando os lábios.

    — É de Angra. Agora tu vais ver que magnífico vinho do Rio Grande temos… Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…

        E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” — rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.

        Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor… Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas1 , manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias — flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes2 , como aquelas que ele tinha ali.

        Ricardo ainda uma vez concordou e os dois entraram na sala, quando o crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente3 e a sua deliquescência4 .

        Mal foi aceso o gás, o mestre de violão empunhou o instrumento, apertou as cravelhas, correu a escala, abaixando-se sobre ele como se o quisesse beijar. Tirou alguns acordes, para experimentar; e dirigiu-se ao discípulo, que já tinha o seu em posição:

    — Vamos ver. Tire a escala, major.

    (Triste fim de Policarpo Quaresma, 2010.)


    1 lutulento: lamacento, lodoso.

    2 olente: cheiroso, perfumado.

    3 dolente: lamentosa, queixosa.

    4 deliquescência: propriedade que certas substâncias têm de extrair água.


    No contexto em que está inserido, o trecho sublinhado expressa um tempo em:
    Escolha uma alternativa para a questão 1f6806ee-76
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder a questão


        Ricardo agarrou o cálice com delicadeza e respeito, levou-o aos lábios e foi como se todo ele bebesse o licor nacional.

    — Está bom, hein?— indagou o major.

    — Magnífico — fez Ricardo, estalando os lábios.

    — É de Angra. Agora tu vais ver que magnífico vinho do Rio Grande temos… Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…

        E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” — rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.

        Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor… Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas1 , manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias — flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes2 , como aquelas que ele tinha ali.

        Ricardo ainda uma vez concordou e os dois entraram na sala, quando o crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente3 e a sua deliquescência4 .

        Mal foi aceso o gás, o mestre de violão empunhou o instrumento, apertou as cravelhas, correu a escala, abaixando-se sobre ele como se o quisesse beijar. Tirou alguns acordes, para experimentar; e dirigiu-se ao discípulo, que já tinha o seu em posição:

    — Vamos ver. Tire a escala, major.

    (Triste fim de Policarpo Quaresma, 2010.)


    1 lutulento: lamacento, lodoso.

    2 olente: cheiroso, perfumado.

    3 dolente: lamentosa, queixosa.

    4 deliquescência: propriedade que certas substâncias têm de extrair água.


    “Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…” (4o parágrafo)


    Mantendo a correção gramatical e o sentido original do texto, a palavra sublinhada pode ser substituída por:

    Escolha uma alternativa para a questão 1f6ac3c6-76
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, para responder a questão


        Ricardo agarrou o cálice com delicadeza e respeito, levou-o aos lábios e foi como se todo ele bebesse o licor nacional.

    — Está bom, hein?— indagou o major.

    — Magnífico — fez Ricardo, estalando os lábios.

    — É de Angra. Agora tu vais ver que magnífico vinho do Rio Grande temos… Qual Borgonha! Qual Bordeaux! Temos no Sul muito melhores…

        E o jantar correu assim, nesse tom. Quaresma exaltando os produtos nacionais: a banha, o toucinho e o arroz; a irmã fazia pequenas objeções e Ricardo dizia: “É, é, não há dúvida” — rolando nas órbitas os olhos pequenos, franzindo a testa diminuta que se sumia no cabelo áspero, forçando muito a sua fisionomia miúda e dura a adquirir uma expressão sincera de delicadeza e satisfação.

        Acabado o jantar foram ver o jardim. Era uma maravilha; não tinha nem uma flor… Certamente não se podia tomar por tal míseros beijos-de-frade, palmas-de-santa-rita, quaresmas lutulentas1 , manacás melancólicos e outros belos exemplares dos nossos campos e prados. Como em tudo o mais, o major era em jardinagem essencialmente nacional. Nada de rosas, de crisântemos, de magnólias — flores exóticas; as nossas terras tinham outras mais belas, mais expressivas, mais olentes2 , como aquelas que ele tinha ali.

        Ricardo ainda uma vez concordou e os dois entraram na sala, quando o crepúsculo vinha devagar, muito vagaroso e lento, como se fosse um longo adeus saudoso do sol ao deixar a terra, pondo nas coisas a sua poesia dolente3 e a sua deliquescência4 .

        Mal foi aceso o gás, o mestre de violão empunhou o instrumento, apertou as cravelhas, correu a escala, abaixando-se sobre ele como se o quisesse beijar. Tirou alguns acordes, para experimentar; e dirigiu-se ao discípulo, que já tinha o seu em posição:

    — Vamos ver. Tire a escala, major.

    (Triste fim de Policarpo Quaresma, 2010.)


    1 lutulento: lamacento, lodoso.

    2 olente: cheiroso, perfumado.

    3 dolente: lamentosa, queixosa.

    4 deliquescência: propriedade que certas substâncias têm de extrair água.


    “e foi como se todo ele bebesse o licor nacional” (1o parágrafo)


    Nessa frase, o verbo sublinhado tem um objeto direto — “o licor nacional” —, isto é, o verbo tem um complemento e é ligado a ele diretamente, sem a presença de uma preposição.


    O verbo sublinhado tem também um objeto direto em:

    Escolha uma alternativa para a questão 1f6d9bf8-76
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do conto “A caligrafia de Deus”, de Márcio Souza.



        Na loucura da Zona Franca, o povo era tão afável na sua ironia que chamava aquilo de bairro. Em dez anos, aquelas colinas suaves cortadas por um igarapé viram desaparecer os buritizais e a mata quase cerrada, as chácaras e os banhos, para dar lugar a um conjunto habitacional do BNH e às adesões provocadas pela iniciativa particular dos ribeirinhos que chegavam com a anual subida das águas. O conjunto habitacional nunca ficaria pronto, e era um inferno de calor e poeira ao meio-dia, uma geladeira tropical de umidade e bruma durante a noite. Nada mais restava da antiga mata e o deserto estendia-se pelo lado das casas dos ribeirinhos. Nos meses de chuva formava-se um atoleiro que era um verdadeiro nirvana para os porcos; nos meses sem chuva, uma paisagem marcada com todo o charme de um barro avermelhado que empoava as crianças e as galinhas.


    (Márcio Souza. A caligrafia de Deus, 2007.)



    O ambiente apresentado, em que vive o “povo” referido no início do trecho, colabora no conto para estabelecer

    Escolha uma alternativa para a questão 1f701eee-76
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.


    O chamado da arte


        Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.

        As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.

        Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?

        Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.

        A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”


    (A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)

    De acordo com o texto, a explicação correta para o desaparecimento de grande quantia de dinheiro das lojas era:
    Escolha uma alternativa para a questão 1f72ee90-76
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.


    O chamado da arte


        Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.

        As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.

        Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?

        Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.

        A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”


    (A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)

    A característica das lojas de suvenires que as fazia semelhantes a “barracas de limonada” (2o parágrafo) era que as lojas
    Escolha uma alternativa para a questão 1f762c99-76
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.


    O chamado da arte


        Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.

        As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.

        Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?

        Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.

        A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”


    (A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)

    “Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão” (3o parágrafo)


    Ao se transpor a oração centrada no verbo sublinhado para a voz passiva, esse verbo assume a forma:

    Escolha uma alternativa para a questão 1f78b0d6-76
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto de Dan Ariely, traduzido por Ivo Korytowski, para responder à questão.


    O chamado da arte


        Em abril de 2011, o programa de rádio This American Life apresentou uma matéria sobre Dan Weiss, um jovem universitário que trabalhava no Centro John F. Kennedy de Artes Cênicas, em Washington. Sua função era cuidar do estoque das lojas de suvenires do centro, onde uma equipe de 300 voluntários bem-intencionados — em sua maioria, aposentados que adoravam teatro e música — vendia as mercadorias aos visitantes.

        As lojas de suvenires eram administradas como barracas de limonada. Não havia caixas registradoras, apenas caixas de papel onde os voluntários depositavam o dinheiro e de onde pegavam o troco. As lojinhas eram um ótimo negócio, com mais de 400 mil dólares em vendas de mercadorias anualmente. Mas tinham um grande problema: daquela quantia, uns 150 mil dólares desapareciam a cada ano.

        Quando foi promovido a gerente, Dan assumiu a tarefa de capturar o ladrão. Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco. Contratou um detetive para montar uma operação e, numa noite de fevereiro, armaram a cilada. Dan colocou notas marcadas na caixa de papel e partiu. Depois, ele e o detetive se esconderam atrás de umas árvores ali por perto, aguardando pelo suspeito. Quando acabou o expediente e o membro suspeito da equipe foi embora, eles o abordaram e acharam algumas das notas marcadas no seu bolso. Caso encerrado, certo?

        Não exatamente, como se constatou depois. O jovem empregado furtou apenas 60 dólares naquela noite, e, mesmo após sua demissão, o dinheiro e as mercadorias continuaram desaparecendo. O próximo passo de Dan foi criar um sistema de estoque com listas de preços e registros de vendas. Ele orientou os aposentados a anotarem o que era vendido e o que recebiam, e os furtos cessaram. O problema não era um único ladrão, mas a multidão de voluntários idosos, bem-intencionados, amantes das artes que se apropriavam dos produtos e do dinheiro que estavam ali de bobeira.

        A moral dessa história não é nada edificante. Nas palavras de Dan: “Nós vamos nos apropriar de coisas que não nos pertencem se tivermos uma chance. (...) Muitas pessoas precisam de alguma forma de controle para fazerem a coisa certa.”


    (A (honesta) verdade sobre a desonestidade, 2021. Adaptado.)

    “Começou a suspeitar de outro jovem funcionário cujo trabalho era levar o dinheiro ao banco.” (3o parágrafo)


    Suponha que o trecho sublinhado seja substituído por “era destinada a tarefa de levar o dinheiro ao banco”. Para manter a correção gramatical, na nova frase a palavra “cujo” deve ser substituída por:

    Escolha uma alternativa para a questão 1f7b7f0b-76
  • Linguagens

    Português

        Eu já quis ser bióloga marinha, internacionalista, advogada e, claro, jornalista. O que nunca me ocorreu é que, para todos esses cargos, eu teria que ser uma coisa antes: estagiária.

        Nem uma trabalhadora por completo, nem só uma estudante. Alguma coisa no meio disso. O estágio é uma experiência peculiar, e cada um tem uma história diferente, com realidades que variam de bolsas generosas a valores simbólicos, de jornadas presenciais a regimes remotos, com ou sem benefícios.

        Essas divergências têm uma origem comum: a Lei do Estágio, de 2008, que o definiu como uma atividade educativa ligada a determinado curso. Estudantes já trabalhavam antes em modelos similares, é claro – mas foi a primeira vez que se estabeleceram os limites e as responsabilidades entre a empresa, o aluno e a instituição de ensino.

        A lei dividiu os estágios em duas categorias: obrigatório (uma disciplina prática, muitas vezes na própria faculdade e sem remuneração) e não obrigatório, em geral feito numa empresa, que deve garantir bolsa, recesso remunerado e auxílio-transporte. A jornada é de até seis horas diárias e 30 horas semanais. O contrato pode durar, no máximo, dois anos.

        Tudo isso, na teoria, visa garantir o equilíbrio entre estudo e trabalho, impedir a exploração e evitar o vínculo empregatício – afinal, o estágio não se enquadra na CLT. Na prática, não é bem assim.

        “Se observarmos como o estágio realmente se desenvolve no dia a dia, todos os elementos típicos de um emprego estão presentes: a pessoalidade [o contrato diz respeito a uma única pessoa física], a habitualidade [é uma atividade constante] e a subordinação”, diz Júlia Lenzi Silva, professora doutora do Departamento de Direito do Trabalho e da Seguridade Social da Faculdade de Direito da USP.

        Além disso, a Lei do Estágio é uma “lei órfã” em termos de fiscalização: não está claro quem deve garantir o seu cumprimento. Nem o Ministério do Trabalho nem o da Educação dispõem de estrutura voltada para fazer isso de forma ativa.

        Então, temos: uma legislação pouco específica, desatualizada e sem braço para fiscalização.


    Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/a-culpa-e-do-estagiario-so-que-nao/. Acesso em: 6 dez. 2025.


    A articulação de diferentes perspectivas ao longo do texto permite inferir um direcionamento argumentativo que busca 
    Escolha uma alternativa para a questão 1f9a59c2-89
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UFU-MG 2026, Denotação e Conotação

    Disponível em: https://cartum.folha.uol.com.br/charges/2025/12/06/marilia-marz.shtml. Acesso em: 8 dez. 2025.



    A presença da flor sob uma redoma estabelece um diálogo intertextual com representações ficcionais em que esse objeto simboliza proteção ou encantamento. Na charge, esse diálogo contribui para a construção do sentido de que o Estado  

    Escolha uma alternativa para a questão 1f9e33f5-89
  • Linguagens

    Português

    O que fez você ter vontade de ser uma das 154 jovens que se inscreveram para ter a chance de ocupar essa posição?


    Ninguém se torna ativista climática por escolha. É um pouco por obrigação e um pouco por necessidade. Eu comecei a acompanhar as conferências do clima por causa do racismo ambiental no meu território, e eu entendia a importância da participação da juventude, não só assistindo, mas também contribuindo para a solução à crise do clima. Vi a construção do cargo de Campeão da Juventude a partir das COPs 27 e 28, acompanhei o mandato da COP29. Então, fiquei mais animada em poder construir e contribuir. Não fazia ideia se eu ia fazer isso bem, mas achava que, enquanto uma jovem mulher negra do Brasil, com um time de pessoas de todos os biomas, talvez fosse possível construir uma narrativa em torno da justiça climática dentro e fora dos espaços da COP. E não fui só eu que tive essa ideia, outras pessoas também se candidataram. Mas fizemos um acordo de que, independentemente de quem fosse a pessoa nomeada, teríamos esse time de jovens de todos os biomas do Brasil.


    MARASCIULO, M. “Precisamos de caminhos para as próximas gerações não terem que repetir o óbvio”. Entrevista a Marcele Oliveira. Galileu, São Paulo, p. 18–32, 1 dez. 2025.


    O emprego das expressões em negrito na resposta da entrevistada contribui para a construção do sentido do texto ao 
    Escolha uma alternativa para a questão 1fa2bf1a-89
  • Linguagens

    Português

        Parem as máquinas porque o momento chegou e o hype é real. A CCXP25 está batendo na porta e... vamos ser sinceras? O maior evento de cultura pop do planeta finalmente entendeu que o nosso mundinho asiático não é nicho, é potência global! O Palco Universe retorna consolidadíssimo como o espaço para quem respira cultura pop do leste e sudeste asiático. De 04 a 07 de dezembro, o São Paulo Expo vai virar o nosso playground com debates, batalhas de fandom e aquela energia caótica e maravilhosa que a gente ama.

        E o plot twist que a gente precisava? A curadoria afiadíssima saiu do óbvio! A CCXP expandiu a visão para muito além do eixo tradicional japonês, abraçando com força as narrativas da Coreia, Tailândia e China. A responsável por esse upgrade cultural é Carol Pardini, do Na Coreia Tem - NCT Lab, que assinou uma curadoria focada na pluralidade das narrativas asiáticas. Como a própria organização destaca, o público brasileiro já provou que consome (e muito!) essas potências globais do entretenimento, e o palco deste ano nasce para valorizar exatamente essa força. É sobre representatividade e aclamação.

        Agora, segura esse spoiler de milhões: eu vou estar lá brilhando! Marquem na agenda: sexta-feira, 05/12, às 13h00, eu subo ao palco para o painel “A revolução da literatura e dos webtoons coreanos”. Eu e um time de peso vamos discutir como a produção coreana, dos clássicos aos webtoons que viram k-dramas de sucesso, está renovando a narrativa contemporânea e conectando tradição com tecnologia.


    Disponível em: https://uol.com.br/splash/noticias/2025/12/01/nao-e-mais-nicho-e-potencia-cultura-asiatica-cresce-na-ccxp-2025.htm. Acesso em: 3 dez. 2025.


    Os diferentes termos em negrito no texto evidenciam um uso da língua que se caracteriza por 
    Escolha uma alternativa para a questão 1fa5d432-89
  • Linguagens

    Português

        [...] me fizeram pensar no que realmente significa inclusão digital. O mundo vive uma revolução sem sirene — nem passeata, nem panelaço —, mas que muda tudo, em silêncio, por meio de códigos e telas que reorganizam o trabalho, a comunicação e o poder. É a revolução da inteligência artificial. E, como toda revolução, ela também escolhe quem participa — e quem fica para trás. No Brasil, essa fronteira tem um nome antigo: o CEP.

         Enquanto as máquinas aprendem em velocidade exponencial, muita gente desaprende a sonhar. Discutimos automação de empregos, mas milhões ainda lutam por uma conexão que não caia, um celular que não trave e uma formação que vá além do “arrasta pra cima”. É o retrato de um país que importa chips de ponta, mas exporta gente desinformada. O risco é criar um novo apartheid: a favela digital, onde milhões se tornam invisíveis para os algoritmos que decidem o futuro.


    Disponível em: https://oglobo.globo.com/opiniao/preto-zeze/coluna/2025/10/ia-tem-de-ser-democratizada.ghtml. Acesso em: 29 nov. 2025.


    Considerando o trecho em negrito no texto, o recurso expressivo empregado corresponde a
    Escolha uma alternativa para a questão 1fa89fdd-89
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNICENTRO 2012, Interpretação de Textos

    A leitura do texto permite afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 1faa9b92-09
  • Linguagens

    Português

        Hoje falaremos de “Ponta a Ponta”, EP da Funmilayo Afrobeat Orquestra, que se vale da sonoridade do afrobeat com influências de rap, reggae e música popular brasileira. Uma de suas maiores forças é que se trata de um grupo integrado só por mulheres, plenas em sua negritude [...]. Engajadas na luta pelos direitos das mulheres, elas vieram ao mundo para serem o que bem desejarem… e viver, amar e cantar. Quando tocam, são possuídas por tal arrebatamento que faz da música uma mensagem sagrada do que pensam e professam. Instrumentistas virtuosas, seus solos, tanto instrumentais quanto vocais, reacendem a força das deusas e deuses das águas, matas e florestas. [...]

         "O Encanto e a Maquinária" (Jasper Okan) se vale do sintetizador para antecipar a entrada dos metais que vêm com tudo. Arrepiante! A percussão atiça o clima. O pau quebra! Logo os versos chamam a atenção do ouvinte para a questão do racismo ambiental, aquele que aponta como "aceitáveis" os desastres ambientais desde que atinjam mais os pobres do que os ricos.

        “Ponta a Ponta” (Sthe Araujo) trata dos desafios de viver numa cidade múltipla como São Paulo. A letra de Araujo revela sua vivência de mulher negra que cresceu no extremo sul da cidade e circulou em busca do sonho de se realizar como artista. O arranjo é poderoso: a cara da Funmilayo. O grave do sax barítono se destaca no naipe dos metais. Soando adequada à harmonia, a melodia vem com tudo. Meu Deus!

        Enquanto o grito libertário soa impulsionado pelo talento de vozes e acordes iluminados, energéticas, as canções demonstram plena noção de sua força, envoltas que estão por uma profunda fé na vida.


    Disponível em: https://immub.org/noticias/a-orquestra-das-mulheres-fantasticas. Acesso em: 10 dez. 2025.


    O texto configura-se como um(a)  
    Escolha uma alternativa para a questão 1fab570b-89
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    Português

        A Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher (11ª edição) mostra ser três vezes mais comum mulheres fora da força de trabalho sofrerem violência doméstica (12%) do que as brasileiras empregadas (4%). O estudo traz ainda que 66% das mulheres que já sofreram agressões recebem até 2 salários mínimos.

        “Quando cruzamos esses dados socioeconômicos com os indicadores de violência, vemos com mais nitidez como a desigualdade molda o risco e a permanência das mulheres em ciclos de agressão. Isso mostra que a autonomia econômica não é apenas uma condição desejável, mas uma política estratégica de enfrentamento”, ressalta a diretora executiva da Associação Gênero e Número, Vitória Régia da Silva.

         Segundo a líder de Políticas Públicas pelo Fim da Violência Contra Mulheres e Meninas no Instituto Natura, a pesquisa deixa clara a necessidade de implementação de políticas públicas que promovam a independência financeira e qualificação profissional das mulheres.

         “O que precisamos é de políticas integrais, que articulem segurança pública, saúde, assistência, educação e renda, e que ofereçam respostas reais que dialoguem com demandas e vulnerabilidades diversas. Não podemos continuar transferindo para as mulheres a tarefa de superar, sozinhas, estruturas que são coletivas”, disse.


    Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-11/mulher-fora-do-trabalho-tem-3-vezes-mais-chancesde-sofrer-violencia. Acesso em: 28 nov. 2025.


    Assinale a alternativa em que o termo em negrito introduz uma informação que, de acordo com a gramática normativa, restringe e limita o sentido do termo antecedente a que se refere.  
    Escolha uma alternativa para a questão 1fadf7ac-89
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    Português

    Texto I


        Atualmente, estamos enfrentando a questão das inteligências artificiais (IAs), particularmente em seu uso como companheiras digitais ou como mediadoras de psicoterapias.

        Em um curto período, já podemos perceber seu impacto, transformando a maneira pela qual os jovens aprendem e se relacionam. IAs podem oferecer suporte imediato, auxiliar na organização de informações e até servir como uma ponte para a expressão emocional de jovens em sofrimento psíquico ou com dificuldades de socialização.


    Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/o-dilema-das-companhias-artificiais-na-adolescencia/. Acesso em: 13 nov. 2025. 


    Texto II 


        Alicie Camargo, publicitária de 27 anos, conta que usa o ChatGPT em momentos de ansiedade. Ela avalia que a interação é em geral positiva — por exemplo quando a ferramenta a ajuda a acertar o tom de uma mensagem que deseja enviar a alguém e não sabe como, quando indica exercícios de respiração em momentos de crise e quando aponta algo que ela não enxergaria sozinha em uma situação.

        "Mas eu entendo as limitações", diz ela, citando sugestões oferecidas pela IA que não condizem com a sua personalidade. "Se o problema for cobrar alguém, óbvio que ele [ChatGPT] vai dar a solução de cobrar a atitude, mas emocionalmente eu não estaria pronta para isso. Então o conselho não me serviu de nada." [...]

        L., jornalista e redatora publicitária de 21 anos que não quis se identificar, conta que conseguiu contornar o problema das respostas genéricas da tecnologia de forma prática [...] ela diz que desenvolveu técnicas para aprimorar os comandos e, consequentemente, as respostas do robô.

         A jovem começou a usar o chatbot para suporte emocional durante um período de luto, após a psicóloga com quem se consultava havia cinco anos morrer. Ela diz ser consciente dos riscos que a IA pode trazer, mas conta que na época foi o único recurso que se via capaz de utilizar, já que não conseguia procurar outro terapeuta. Depois de quatro meses usando a ferramenta, L. diz que se sentiu bem o suficiente para procurar tratamento psicológico e psiquiátrico, retomado há três meses.


    Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/01/pessoas-buscam-inteligencia-artificial-para-conversar-e-aliviarsofrimento-psiquico.shtml. Acesso em: 6 jan. 2026. 


    Considerando o uso de estratégias argumentativas, assinale a alternativa que evidencia a correta relação entre os textos. 
    Escolha uma alternativa para a questão 1fb32f10-89
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    Português

        Comecei a escrever muito cedo, menina. A escrita pra mim sempre foi um suporte para lidar com o mundo e, ao mesmo tempo, também colocar um questionamento para o mundo. Muitas das minhas perguntas de infância, de adolescência, foram respondidas ou aprofundadas através da escrita e da leitura. Todas as minhas questões da adolescência, aquelas dúvidas, eu só aguentei com a ajuda da escrita. Além das perguntas da adolescência, pelas quais todo mundo passa nessa fase da vida, também foi marcante o momento em que percebi as questões raciais. Eu como menina negra. O que havia de estranho nisso tudo, notar a questão racial, a pobreza em que a gente vivia. Naquele momento eu já sabia que queria alguma coisa, só não sabia o quê. Mas uma coisa eu tinha certeza: que aquela vida que eu tinha não podia ser eterna. Eu tinha a certeza que aquela vida não era justa. Eu não sabia se a escrita poderia ser um caminho para mim, mas a escrita já era uma necessidade. Já era um alento e ao mesmo tempo também um local de tormento, um lugar onde eu colocava todas as minhas dúvidas. [...]

        Eu digo que tudo que escrevo, seja de um ponto de vista crítico, como pesquisadora, ou de um ponto de vista da criação literária, é profundamente marcado pela minha condição de mulher negra na sociedade brasileira. O que tenho percebido é o seguinte: essa “escrevivência” tem ajudado outras mulheres a se perceberem. Percebo cada vez mais que, na medida em que essas mulheres se encontram nos meus textos e encontram os meus textos, elas se apossam da vida com muito mais certeza. Acho que a minha escrita tem possibilitado que essas mulheres acreditem mais em si mesmas, que se reconheçam, que sabemos ser muito difícil. A literatura que nós conhecemos, essa literatura canônica, ela não nos representa e quando nos representa é sempre de uma maneira limitada, de uma maneira estereotipada. Então o meu texto é um lugar onde as mulheres se sentem em casa, se sentem reconhecidas de verdade.


    Disponível em: https://medium.com/mulheres-que-escrevem/mulheres-que-escrevem-entrevista-conceicao-evaristo-fa243ff84284. Acesso em: 6 jan. 2026.


    Na entrevista, a escritora, poetisa, professora e pesquisadora brasileira Conceição Evaristo usa o termo “escrevivência” para se referir ao processo de  
    Escolha uma alternativa para a questão 1fb5ca7e-89
  • Linguagens

    Português

    Texto I


        Filho (para os homens-coiotes, objetivo): Vamos.

        Os homens-coiotes atravessam a pequena praça junto com o filho do verdugo. Quando estão saindo, um foco de luz violenta incide sobre as mãos dos homens-coiotes. As mãos estão cruzadas na altura dos rins, e deve ser visto claramente que são patas de lobo com grandes garras.


    HILST, H. O verdugo seguido de A morte do patriarca. Porto Alegre: L&PM Pocket, p. 70. (Teatro Completo, v. 2).


    Texto II


        Hilst também consegue desenhar um tom poético em suas didascálias, [...] ou seja, opera indicações subjetivas, tanto para o leitor quanto para o ator/diretor [...] transforma as indicações em algo muito particular, pois é a imaginação, a sensação, a criação imagética da autora transposta poeticamente na indicação das didascálias.


    Disponível em: https://periodicosonline.uems.br/REV/article/view/3143. Acesso em: 11 dez. 2025.


    A didascália do texto I apresenta uma função poética, conforme descrito no texto II, pois 
    Escolha uma alternativa para a questão 1fbe4eb6-89