Questões de Literatura do ENEM
Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.
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F6200E47-6E Instrução: Para responder a questão, leia os excertos abaixo, retirados de Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf.Ela e Sally vinham mais atrás. Então ocorreu o momento mais requintado de toda a sua vida, ao passarem por uma floreira de pedra. Sally parou; colheu uma flor; beijou-a nos lábios. Foi como se o mundo virasse de ponta-cabeça! Os outros haviam sumido; estava sozinha com Sally. E sentiu ter recebido um presente, embrulhado, com a recomendação de que o guardasse, sem olhá-lo – um diamante, algo extremamente precioso que, enquanto caminhavam (de um lado para outro, de um lado para outro), ela então desembrulhava, ou era traspassada pela radiância, pela revelação, pelo sentimento religioso! – até que se viram diante do velho Joseph e de Peter.Havia muito de Dalloway, daquela mentalidade da classe governante do Império Britânico, de seu espírito cívico, de seu reformismo tarifário, que se arraigara nela, como costuma ocorrer. Com o dobro da inteligência do marido, era obrigada a ver as coisas pelos olhos de Dalloway – uma das tragédias da vida matrimonial. Mesmo com opiniões próprias, sempre citava Richard – como se a gente não pudesse saber o que pensava Richard pela leitura matinal do Morning Post!A partir da leitura dos excertos e da leitura integral da obra Mrs. Dalloway, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.( ) O primeiro excerto exemplifica um instante epifânico de Clarissa Dalloway ao rememorar o beijo que trocou com Sally no passado, na mocidade.( ) Sally Selton, em idade avançada, mantém o espírito livre e rebelde de outrora, negando-se às obrigações socialmente impostas às mulheres: matrimônio e maternidade.( ) Peter Walsh, ao se casar com Elisabeth Dalloway, no presente da narrativa, sofre as perturbações do estresse pós-traumático em decorrência da luta na Primeira Guerra Mundial.( ) O segundo excerto revela que, mesmo Mrs. Dalloway tendo consciência de sua superioridade intelectual sobre o marido, a esposa era obrigada a conformar-se ao pensamento machista do matrimônio.A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, éF61D81A3-6E Literatura
Escolas LiteráriasUFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritosInstrução: Para responder a questão, leia o excerto abaixo, retirado de O navio negreiro, de Castro Alves.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre esse excerto do poema.( ) O poema Navio negreiro, relacionado à militância abolicionista, é uma manifestação que mostra o horror do tráfico negreiro.( ) A expressão “sonho dantesco” remete a uma realidade, que, de tão horrível, parece infernal e onírica.( ) Os sons musicais (tinir, estalar, orquestra...) entram em harmonia com a natureza, em contraste com o horror da cena.( ) Castro Alves, pertencente à 3ª geração da poesia romântica, faz de seus versos um libelo contra a escravidão.A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, éF61A98FA-6E Literatura
Escolas LiteráriasUFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritosInstrução: Para responder a questão, leia o excerto abaixo, retirado de Quincas Borba, de Machado de Assis.
Queria dizer aqui o fim do Quincas Borba, que adoeceu também, ganiu infinitamente, fugiu desvairado em busca do dono e amanheceu morto na rua, três dias depois. Mas, vendo a morte do cão narrada em capítulo especial, é provável que me perguntes se ele, se o seu defunto homônimo é que dá o título ao livro, e por que antes um que outro – questão prenhe de questões, que nos levariam longe... Eia! Chora os dois recentes mortos, se tens lágrimas. Se só tens riso, ri-te! É a mesma coisa. O Cruzeiro, que a linda Sofia não quis fitar, como lhe pedia Rubião, está assaz alto para não discernir os risos e as lágrimas dos homens.
A partir da leitura do excerto e da leitura integral da obra Quincas Borba, assinale a alternativa correta.F617F923-6E Literatura
Escolas LiteráriasUFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritosLeia as afirmações a seguir sobre O demônio familiar, de José de Alencar.I - O demônio familiar, do título da peça, refere-se a Pedro, escravizado, pois ele “perturba a paz doméstica”, como diz Eduardo, no último ato.II - Eduardo, jovem médico, defende a abolição da escravidão e faz da alforria de Pedro um ato político para criticar as leis do Império.III- Azevedo, depois do retorno da França, critica a escravidão brasileira, pois seria uma vergonha nacional.Quais estão corretas?39E7570D-69 Literatura
EstilísticaEnsino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto.No avesso das palavrasna contrária faceda minha solidãoeu te ameie acaricieio teu imperceptível crescercomo carne da luanos noturnos lábios entreabertosE amei-te sem saberesamei-te sem o saberamando de te procuraramando de te inventarNo contorno do fogodesenhei o teu rostoe para te reconhecermudei de corpotroquei de noitesjuntei crepúsculo e alvoradaPara me acostumarà tua intermitente ausênciaensinei às timbilas1a espera do silêncio(Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.Dizia Obermann no Senancour: “Eu sinto: eis a única palavra do homem que exige verdades. Eu sinto, eu existo para me consumir em desejos indomáveis, para me embeber na sedução de um mundo fantástico, para viver aterrado com o seu voluptuoso engano.”(Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 2022.)A citação estabelece uma aproximação do poema de Mia Couto à estética do movimento39E2848A-69 Literatura
Gênero LíricoEnsino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto.No avesso das palavrasna contrária faceda minha solidãoeu te ameie acaricieio teu imperceptível crescercomo carne da luanos noturnos lábios entreabertosE amei-te sem saberesamei-te sem o saberamando de te procuraramando de te inventarNo contorno do fogodesenhei o teu rostoe para te reconhecermudei de corpotroquei de noitesjuntei crepúsculo e alvoradaPara me acostumarà tua intermitente ausênciaensinei às timbilas1a espera do silêncio(Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.A situação amorosa descrita pelo eu lírico envolve141EBAF4-69 Literatura
Escolas LiteráriasEnsino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritosLeia o trecho do romance O cortiço, de Aluísio Azevedo (1857-1913), para responder à questão.Passaram-se semanas. Jerônimo tomava agora, todas as manhãs, uma xícara de café bem grosso, à moda da Ritinha, e tragava dois dedos de parati1 “pra cortar a friagem”.Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos, num trabalho misterioso e surdo de crisálida. A sua energia afrouxava lentamente: fazia-se contemplativo e amoroso. A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam-lhe agora aspectos imprevistos e sedutores que o comoviam; esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição; para idealizar felicidades novas, picantes e violentas; tornava- -se liberal, imprevidente e franco, mais amigo de gastar que de guardar; adquiria desejos, tomava gosto aos prazeres, e volvia-se preguiçoso resignando-se, vencido, às imposições do sol e do calor, muralha de fogo com que o espírito eternamente revoltado do último tamoio entrincheirou a pátria contra os conquistadores aventureiros. [...]E o curioso é que quanto mais ia ele caindo nos usos e costumes brasileiros, tanto mais os seus sentidos se apuravam, posto que em detrimento das suas forças físicas. Tinha agora o ouvido menos grosseiro para a música, compreendia até as intenções poéticas dos sertanejos, quando cantam à viola os seus amores infelizes; seus olhos, dantes só voltados para a esperança de tornar à terra, agora, como os olhos de um marujo, que se habituaram aos largos horizontes de céu e mar, já se não revoltavam com a turbulenta luz, selvagem e alegre, do Brasil, e abriam-se amplamente defronte dos maravilhosos despenhadeiros ilimitados e das cordilheiras sem fim, donde, de espaço a espaço, surge um monarca gigante, que o sol veste de ouro e ricas pedrarias refulgentes e as nuvens tocam de alvos turbantes de cambraia2 , num luxo oriental de arábicos príncipes voluptuosos.(O cortiço, 2011.)1parati: cachaça.2cambraia: tecido fino, branco, de algodão.Zoomorfismo é um recurso utilizado pela literatura naturalista, no qual os seres humanos são comparados com animais e os aspectos corpóreos dos personagens são privilegiados, em detrimento de sua racionalidade.Configura um exemplo explícito de zoomorfismo a passagem:1419EE52-69 Literatura
Escolas LiteráriasEnsino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritosO __________ lançou-se contra o passado e sonhou uma superliteratura no século da “velocidade”; o __________ via a destruição do mundo, mas sabendo que do caos se organizaria uma estrutura superior, que era a verdadeira beleza. Para o __________ , entretanto, não havia passado, nem futuro: o que havia era a guerra, o nada; e a única coisa que restava ao artista era produzir uma antiarte, uma antiliteratura.(Gilberto Mendonça Telles. Vanguarda europeia e modernismo brasileiro, 2022. Adaptado.)Os movimentos de vanguarda, com suas propostas de rompimento com o academicismo e busca por novas experiências artísticas, foram essenciais para a consolidação do Modernismo no Brasil.As lacunas do excerto são preenchidas, respectivamente, por:7E2B3F35-68 Literatura
EstilísticaEnsino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritosLeia o soneto de Luís de Camões para responder à questões.
Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,
sem falta1 lhe terá bem merecido
que lhe seja cruel ou rigoroso.
Amor é brando2, é doce e é piadoso3.
Quem o contrário diz não seja crido;
seja por cego e apaixonado tido,
e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.
Se males faz Amor, em mim se veem;
em mim mostrando todo o seu rigor,
ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de amor;
todos estes seus males são um bem,
que eu por todo outro bem não trocaria.
(Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)
1 sem falta: sem dúvida.
2 brando: manso, meigo.
3 piadoso: piedoso.
4 inda: ainda.
Rimas ricas são aquelas que ocorrem entre palavras de classes gramaticais diferentes. Constitui um exemplo de rima rica a que ocorre entre:7E16596C-68 Literatura
EstilísticaEnsino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritosLeia o soneto de Luís de Camões para responder à questões.
Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,
sem falta1 lhe terá bem merecido
que lhe seja cruel ou rigoroso.
Amor é brando2, é doce e é piadoso3.
Quem o contrário diz não seja crido;
seja por cego e apaixonado tido,
e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.
Se males faz Amor, em mim se veem;
em mim mostrando todo o seu rigor,
ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de amor;
todos estes seus males são um bem,
que eu por todo outro bem não trocaria.
(Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)
1 sem falta: sem dúvida.
2 brando: manso, meigo.
3 piadoso: piedoso.
4 inda: ainda.
Em relação às pessoas que fazem afirmações negativas sobre Amor, o eu lírico propõe7DF78166-68 Literatura
Escolas LiteráriasEnsino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritosNo ____________________, a rima nunca foi abandonada. Mas os poetas adquiriram grande liberdade no seu tratamento. O uso do verso livre, com ritmos muito mais pessoais, po dendo aceitar todas as inflexões do poeta, permitiu deixá-la de lado. No verso metrificado, ela foi usada ou não, e pela primeira vez pôde se observar na poesia o verso branco em metros curtos. A poética sempre se ocupou dos tipos de rima e do modo de combiná-la, distinguindo diversas modalidades e estabelecendo regras. Essas regras formais chegaram ao máximo de exigência com os __________________________.(Antonio Candido. O estudo analítico do poema, 2006. Adaptado.)As lacunas do texto são preenchidas, respectivamente, por:4B4057C6-2D Literatura
Escolas LiteráriasCentro Universitário Padre Albino - UNIFIPA · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosEnquanto rejeitam o herói, essas obras demoram-se em retratar as cenas do cotidiano. Nesse contexto, bem e mal, belo e feio, em vez de se contraporem estilizados, misturam-se, ou melhor, revelam-se em sua convivência magmática. Buscam- -se a verdade expressiva, a pintura fiel de situações, personagens concretos e a objetividade da descrição, recusando-se a impor o selo do próprio julgamento do autor. Enfatizam-se o ambiente, a raça, o momento e o “contexto”.(Luciana Stegagno Picchio. História da literatura brasileira, 2024. Adaptado.)Tendo em vista as características elencadas, as obras referidas no texto vinculam-se à estética93709661-23 Literatura
Escolas LiteráriasFUVEST · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
Francisco Ruiz Gijón (1683-1720), Santíssimo Cristo da Expiação, popularmente conhecido como Cristo Cachorro. Escultura em madeira, 1682 (detalhe).A partir da comparação entre a escultura Cristo Cachorro, de Francisco Ruiz Gijón, e o livro O Cristo cigano, de Sophia de Mello Breyner Andresen, inspirado por ela, depreende-se:931445A6-23 Literatura
Teoria LiteráriaFUVEST · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosA jornada das mulheres pela igualdade de direitos no Brasil, como em outras partes do mundo, sempre envolveu lutas sociais, políticas e jurídicas, com marcos importantes como a Lei Geral de 1827, que permitiu o acesso das mulheres à educação, e a Constituição de 1934, que garantiu o direito ao voto feminino. A partir da década de 1960, houve avanços significativos, como o Estatuto da Mulher Casada (1962), que eliminou a necessidade de receber autorização do marido para diversas atividades, e, na década de 1970, a Lei do Divórcio (1977) e o fortalecimento dos movimentos feministas. As obras Caminho de pedras, de Rachel de Queiroz, e As meninas, de Lygia Fagundes Telles, discutem questões relativas aos direitos das mulheres e sua relação com a política ao longo do século XX no Brasil. Sobre esses romances, é correto afirmar:7F525185-08 Literatura
EstilísticaUniversidade Federal de Itajubá · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.
O táxi
Gonçalo M. Tavares
Uma mulher levanta o braço. Está no passeio. Não tem pressa, mas levanta o braço e acena com a mão. O táxi não para. Está vazio, mas não para.
A mulher veste calças elegantes, castanhas. Tem um lenço ao pescoço.
De novo, vemos a sua mão levantada a acenar. Outro táxi que não para.
A mulher está a sorrir. É bonita. Levanta o braço de novo. Estamos sempre a vê-la, a ver o seu entusiasmo sorridente. Mas não, de novo o táxi não para. Também vazio, mas não para.
O plano agora abre-se mais. Vemos a mulher, sim, as suas calças elegantes castanhas. E, junto aos seus pés, um corpo inerte; provavelmente morto.
TAVARES, Gonçalo M. Short Movies. Porto Alegre: Dublinense, 2015. (e-book).
É correto afirmar que, no conto “O táxi”, o escritor português contemporâneo Gonçalo M. Tavares apresenta uma estética marcada pela(o)7F4D1B15-08 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Federal de Itajubá · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosA QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.
Os Sapos
Manuel Bandeira
Enfunando os papos,
Saem da penumbra,
Aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
— “Meu pai foi à guerra!”
— “Não foi!” — “Foi!” — “Não foil!?.
O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguado,
Diz: — “Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.
[...]
Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é
Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo cururu
Da beira do rio...
Disponível em: https://www.escritas.org/PT/t/4814/os-sapos. Acesso em: 11 set. 2025.
É correto afirmar que, nesse poema, Manuel Bandeira critica os poetas parnasianos pelo(a)B0095DD7-00 Literatura
Escolas LiteráriasUNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosAnalise o excerto do romance Esaú e Jacó, de Machado de Assis, publicado originalmente em 1904.— Mas o que é que há? perguntou Aires.— A república está proclamada.— Já há governo?— Penso que já; mas diga-me V. Ex.a: ouviu alguém acusar-me jamais de atacar o governo? Ninguém. Entretanto... Uma fatalidade! Venha em meu socorro. Excelentíssimo. Ajude-me a sair deste embaraço. A tabuleta está pronta, o nome todo pintado. — “Confeitaria do Império”, a tinta é viva e bonita. O pintor teima em que lhe pague o trabalho, para então fazer outro. Eu, se a obra não estivesse acabada, mudava de título, por mais que me custasse, mas hei de perder o dinheiro que gastei? V. Ex.a crê que, se ficar “Império”, venham quebrar-me as vidraças?— Isso não sei.— Realmente, não há motivo; é o nome da casa, nome de trinta anos, ninguém a conhece de outro modo.— Mas pode por “Confeitaria da República”...— Lembrou-me isso, em caminho, mas também me lembrou que, se daqui a um ou dous meses, houver nova reviravolta, fico no ponto em que estou hoje, e perco outra vez o dinheiro.(Machado de Assis. Obra completa, 1986.)O excerto mostra um diálogo do proprietário de uma confeita ria com outro personagem, o Conselheiro Aires. No diálogo, o dono da confeitaria expressaAFDB7596-00 Literatura
Escolas LiteráriasUNESP · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosPara responder à questão, examine o desenho de Dedé Laurentino, concebido a partir do poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).

(Dedé Laurentino. Você está aqui, 2023. Adaptado.)
Poucos poemas causaram tanta polêmica na história da literatura brasileira quanto “No meio do caminho”, publicado originalmente em 1928 na Revista de Antropofagia. São características desse poema de Drummond, que o afastam da estética parnasiana, ainda em voga no Brasil no início do século XX:AFC32975-00 Literatura
Teoria LiteráriaUNESP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosPara responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.Não creias, Lídia, que nenhum estio1Por nós perdido possa regressarOferecendo a florQue adiamos colher.Cada dia te é dado uma só vezE no redondo círculo da noiteNão existe piedadePara aquele que hesita.Mais tarde será tarde e já é tarde.O tempo apaga tudo menos esseLongo indelével rasto2Que o não-vivido deixa.Não creias na demora em que te medes.Jamais se detém Kronos3 cujo passoVai sempre mais à frenteDo que o teu próprio passo.(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)1 estio: verão.2 rasto: rastro.3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.Depreende-se das reflexões do eu lírico uma visão de mundo influenciada, sobretudo, pelaAFBBA88F-00 Literatura
Gêneros LiteráriosUNESP · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosPara responder a questão, leia o primeiro poema da seção intitulada “Homenagem a Ricardo Reis”, da poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004), publicado originalmente em 1972 no livro Dual.Não creias, Lídia, que nenhum estio1Por nós perdido possa regressarOferecendo a florQue adiamos colher.Cada dia te é dado uma só vezE no redondo círculo da noiteNão existe piedadePara aquele que hesita.Mais tarde será tarde e já é tarde.O tempo apaga tudo menos esseLongo indelével rasto2Que o não-vivido deixa.Não creias na demora em que te medes.Jamais se detém Kronos3 cujo passoVai sempre mais à frenteDo que o teu próprio passo.(Sophia de Mello Breyner Andresen. Coral e outros poemas, 2018.)1 estio: verão.2 rasto: rastro.3Kronos: do grego khrónos, “tempo”. Na mitologia grega, titã do tempo.Logo na estrofe inicial do poema, o eu lírico ressalta o caráter