Disciplina · Linguagens
Questões de Literatura do ENEM
Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.
- 1.323 questões
- 24 assuntos
- LinguagensInstrução: Para responder a questão, leia o poema abaixo, retirado de Pau-Brasil, de Oswald de Andrade.o capoeira— Qué apanhá sordado?— O quê?— Qué apanhá?Pernas e cabeças na calçadaAssinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre o poema de Oswald de Andrade.( ) A linguagem sintética está relacionada à poética Pau-Brasil.( ) O poema reconstrói, com apenas quatro versos, uma cena do passado colonial brasileiro.( ) A presença do eu poético se mostra na indignação com que condena a escravidão brasileira.( ) O poema recupera nostalgicamente uma cena do passado colonial brasileiro.A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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Instrução: Para responder a questão, leia os excertos abaixo, retirados de Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf.Ela e Sally vinham mais atrás. Então ocorreu o momento mais requintado de toda a sua vida, ao passarem por uma floreira de pedra. Sally parou; colheu uma flor; beijou-a nos lábios. Foi como se o mundo virasse de ponta-cabeça! Os outros haviam sumido; estava sozinha com Sally. E sentiu ter recebido um presente, embrulhado, com a recomendação de que o guardasse, sem olhá-lo – um diamante, algo extremamente precioso que, enquanto caminhavam (de um lado para outro, de um lado para outro), ela então desembrulhava, ou era traspassada pela radiância, pela revelação, pelo sentimento religioso! – até que se viram diante do velho Joseph e de Peter.Havia muito de Dalloway, daquela mentalidade da classe governante do Império Britânico, de seu espírito cívico, de seu reformismo tarifário, que se arraigara nela, como costuma ocorrer. Com o dobro da inteligência do marido, era obrigada a ver as coisas pelos olhos de Dalloway – uma das tragédias da vida matrimonial. Mesmo com opiniões próprias, sempre citava Richard – como se a gente não pudesse saber o que pensava Richard pela leitura matinal do Morning Post!A partir da leitura dos excertos e da leitura integral da obra Mrs. Dalloway, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.( ) O primeiro excerto exemplifica um instante epifânico de Clarissa Dalloway ao rememorar o beijo que trocou com Sally no passado, na mocidade.( ) Sally Selton, em idade avançada, mantém o espírito livre e rebelde de outrora, negando-se às obrigações socialmente impostas às mulheres: matrimônio e maternidade.( ) Peter Walsh, ao se casar com Elisabeth Dalloway, no presente da narrativa, sofre as perturbações do estresse pós-traumático em decorrência da luta na Primeira Guerra Mundial.( ) O segundo excerto revela que, mesmo Mrs. Dalloway tendo consciência de sua superioridade intelectual sobre o marido, a esposa era obrigada a conformar-se ao pensamento machista do matrimônio.A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é - Linguagens
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Instrução: Para responder a questão, leia o excerto abaixo, retirado de O navio negreiro, de Castro Alves.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre esse excerto do poema.( ) O poema Navio negreiro, relacionado à militância abolicionista, é uma manifestação que mostra o horror do tráfico negreiro.( ) A expressão “sonho dantesco” remete a uma realidade, que, de tão horrível, parece infernal e onírica.( ) Os sons musicais (tinir, estalar, orquestra...) entram em harmonia com a natureza, em contraste com o horror da cena.( ) Castro Alves, pertencente à 3ª geração da poesia romântica, faz de seus versos um libelo contra a escravidão.A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é - Linguagens
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Instrução: Para responder a questão, leia o excerto abaixo, retirado de Quincas Borba, de Machado de Assis.
Queria dizer aqui o fim do Quincas Borba, que adoeceu também, ganiu infinitamente, fugiu desvairado em busca do dono e amanheceu morto na rua, três dias depois. Mas, vendo a morte do cão narrada em capítulo especial, é provável que me perguntes se ele, se o seu defunto homônimo é que dá o título ao livro, e por que antes um que outro – questão prenhe de questões, que nos levariam longe... Eia! Chora os dois recentes mortos, se tens lágrimas. Se só tens riso, ri-te! É a mesma coisa. O Cruzeiro, que a linda Sofia não quis fitar, como lhe pedia Rubião, está assaz alto para não discernir os risos e as lágrimas dos homens.
A partir da leitura do excerto e da leitura integral da obra Quincas Borba, assinale a alternativa correta. - Linguagens
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Leia as afirmações a seguir sobre O demônio familiar, de José de Alencar.I - O demônio familiar, do título da peça, refere-se a Pedro, escravizado, pois ele “perturba a paz doméstica”, como diz Eduardo, no último ato.II - Eduardo, jovem médico, defende a abolição da escravidão e faz da alforria de Pedro um ato político para criticar as leis do Império.III- Azevedo, depois do retorno da França, critica a escravidão brasileira, pois seria uma vergonha nacional.Quais estão corretas? - Linguagens
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Para responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto.No avesso das palavrasna contrária faceda minha solidãoeu te ameie acaricieio teu imperceptível crescercomo carne da luanos noturnos lábios entreabertosE amei-te sem saberesamei-te sem o saberamando de te procuraramando de te inventarNo contorno do fogodesenhei o teu rostoe para te reconhecermudei de corpotroquei de noitesjuntei crepúsculo e alvoradaPara me acostumarà tua intermitente ausênciaensinei às timbilas1a espera do silêncio(Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.Dizia Obermann no Senancour: “Eu sinto: eis a única palavra do homem que exige verdades. Eu sinto, eu existo para me consumir em desejos indomáveis, para me embeber na sedução de um mundo fantástico, para viver aterrado com o seu voluptuoso engano.”(Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 2022.)A citação estabelece uma aproximação do poema de Mia Couto à estética do movimento - Linguagens
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Para responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto.No avesso das palavrasna contrária faceda minha solidãoeu te ameie acaricieio teu imperceptível crescercomo carne da luanos noturnos lábios entreabertosE amei-te sem saberesamei-te sem o saberamando de te procuraramando de te inventarNo contorno do fogodesenhei o teu rostoe para te reconhecermudei de corpotroquei de noitesjuntei crepúsculo e alvoradaPara me acostumarà tua intermitente ausênciaensinei às timbilas1a espera do silêncio(Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.A situação amorosa descrita pelo eu lírico envolve - Linguagens
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Leia o trecho do romance O cortiço, de Aluísio Azevedo (1857-1913), para responder à questão.Passaram-se semanas. Jerônimo tomava agora, todas as manhãs, uma xícara de café bem grosso, à moda da Ritinha, e tragava dois dedos de parati1 “pra cortar a friagem”.Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos, num trabalho misterioso e surdo de crisálida. A sua energia afrouxava lentamente: fazia-se contemplativo e amoroso. A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam-lhe agora aspectos imprevistos e sedutores que o comoviam; esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição; para idealizar felicidades novas, picantes e violentas; tornava- -se liberal, imprevidente e franco, mais amigo de gastar que de guardar; adquiria desejos, tomava gosto aos prazeres, e volvia-se preguiçoso resignando-se, vencido, às imposições do sol e do calor, muralha de fogo com que o espírito eternamente revoltado do último tamoio entrincheirou a pátria contra os conquistadores aventureiros. [...]E o curioso é que quanto mais ia ele caindo nos usos e costumes brasileiros, tanto mais os seus sentidos se apuravam, posto que em detrimento das suas forças físicas. Tinha agora o ouvido menos grosseiro para a música, compreendia até as intenções poéticas dos sertanejos, quando cantam à viola os seus amores infelizes; seus olhos, dantes só voltados para a esperança de tornar à terra, agora, como os olhos de um marujo, que se habituaram aos largos horizontes de céu e mar, já se não revoltavam com a turbulenta luz, selvagem e alegre, do Brasil, e abriam-se amplamente defronte dos maravilhosos despenhadeiros ilimitados e das cordilheiras sem fim, donde, de espaço a espaço, surge um monarca gigante, que o sol veste de ouro e ricas pedrarias refulgentes e as nuvens tocam de alvos turbantes de cambraia2 , num luxo oriental de arábicos príncipes voluptuosos.(O cortiço, 2011.)1parati: cachaça.2cambraia: tecido fino, branco, de algodão.Zoomorfismo é um recurso utilizado pela literatura naturalista, no qual os seres humanos são comparados com animais e os aspectos corpóreos dos personagens são privilegiados, em detrimento de sua racionalidade.Configura um exemplo explícito de zoomorfismo a passagem: - Linguagens
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O __________ lançou-se contra o passado e sonhou uma superliteratura no século da “velocidade”; o __________ via a destruição do mundo, mas sabendo que do caos se organizaria uma estrutura superior, que era a verdadeira beleza. Para o __________ , entretanto, não havia passado, nem futuro: o que havia era a guerra, o nada; e a única coisa que restava ao artista era produzir uma antiarte, uma antiliteratura.(Gilberto Mendonça Telles. Vanguarda europeia e modernismo brasileiro, 2022. Adaptado.)Os movimentos de vanguarda, com suas propostas de rompimento com o academicismo e busca por novas experiências artísticas, foram essenciais para a consolidação do Modernismo no Brasil.As lacunas do excerto são preenchidas, respectivamente, por: - Linguagens
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Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questões.
Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,
sem falta1 lhe terá bem merecido
que lhe seja cruel ou rigoroso.
Amor é brando2, é doce e é piadoso3.
Quem o contrário diz não seja crido;
seja por cego e apaixonado tido,
e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.
Se males faz Amor, em mim se veem;
em mim mostrando todo o seu rigor,
ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de amor;
todos estes seus males são um bem,
que eu por todo outro bem não trocaria.
(Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)
1 sem falta: sem dúvida.
2 brando: manso, meigo.
3 piadoso: piedoso.
4 inda: ainda.
Rimas ricas são aquelas que ocorrem entre palavras de classes gramaticais diferentes. Constitui um exemplo de rima rica a que ocorre entre: - Linguagens
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Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questões.
Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,
sem falta1 lhe terá bem merecido
que lhe seja cruel ou rigoroso.
Amor é brando2, é doce e é piadoso3.
Quem o contrário diz não seja crido;
seja por cego e apaixonado tido,
e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.
Se males faz Amor, em mim se veem;
em mim mostrando todo o seu rigor,
ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de amor;
todos estes seus males são um bem,
que eu por todo outro bem não trocaria.
(Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)
1 sem falta: sem dúvida.
2 brando: manso, meigo.
3 piadoso: piedoso.
4 inda: ainda.
Em relação às pessoas que fazem afirmações negativas sobre Amor, o eu lírico propõe - Linguagens
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No ____________________, a rima nunca foi abandonada. Mas os poetas adquiriram grande liberdade no seu tratamento. O uso do verso livre, com ritmos muito mais pessoais, po dendo aceitar todas as inflexões do poeta, permitiu deixá-la de lado. No verso metrificado, ela foi usada ou não, e pela primeira vez pôde se observar na poesia o verso branco em metros curtos. A poética sempre se ocupou dos tipos de rima e do modo de combiná-la, distinguindo diversas modalidades e estabelecendo regras. Essas regras formais chegaram ao máximo de exigência com os __________________________.(Antonio Candido. O estudo analítico do poema, 2006. Adaptado.)As lacunas do texto são preenchidas, respectivamente, por: - Linguagens
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No texto intitulado Tarsila, a pesquisadora Aracy Amaral transcreve um trecho das impressões de Tarsila do Amaral sobre a viagem às cidades históricas coloniais mineiras, que realizara em 1924 com o grupo modernista, liderado por Mário de Andrade: “(...) As decorações murais de um modesto corredor de hotel; o forro das salas, feito de taquarinhas coloridas e trançadas; as pinturas das igrejas, simples e comoventes, executadas com amor e devoção por artistas anônimos; o Aleijadinho, nas suas estátuas e nas linhas geniais da sua arquitetura religiosa, tudo era motivo para as nossas exclamações admirativas. Encontrei em Minas as cores que adorava em criança. Ensinaram-me depois que eram feias e caipiras. Segui o ramerrão do gosto apurado... Mas depois vinguei-me da opressão passando-as para as minhas telas: azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo, verde cantante, tudo em gradações mais ou menos fortes, conforme a mistura de branco. Pintura limpa, sobretudo, sem medo de cânones convencionais. Liberdade e sinceridade, uma certa estilização que a adaptava à época moderna.”
Considerando a obra O Mamoeiro, de Tarsila do Amaral, qual é o principal elemento que caracteriza a influência do movimento modernista brasileiro na pintura? - Linguagens
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Leia os trechos das obras Marília de Dirceu e Romanceiro da Inconfidência:Lira VII (Parte II)“Meu prezado Glauceste,Se fazes o conceitoQue, bem que réu, abrigoA cândida Virtude no meu peito;Se julgas, digo, que mereço aindaDa tua mão socorro;Ah! Vem dar-mo agora,Agora, sim, que morro!Não quero que, montadoNo Pégaso fogoso,Venhas com dura lançaAo monstro infame traspassar, raivoso.Deixa que viva a pérfida calúnia,E forje o meu tormento:Com menos, meu Glauceste,Com menos me contento.”Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu.Romance LXVI ou De Outros Maldizentes“- Que fica, na fortaleza,daquele poeta Gonzaga?- Um par de esporas, somente.Um par de esporas de prata.(...)Dizem que tinha um cavaloque Pégaso se chamava.Não pisava neste mundo,mas nos planaltos da Arcádia!”Cecília Meireles. Romanceiro da Inconfidência.Considerando o substantivo Pégaso, presente nos dois excertos, é correto afirmar: - Linguagens
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Mais de uma vez, o brasileiro Machado de Assis e o português Eça de Queirós foram aproximados porque traçaram linhas de compreensão das suas respectivas sociedades, em um mesmo tempo historicamente situado. Os protagonistas Rubião, de Quincas Borba (1891), e Gonçalo, de A Ilustre Casa de Ramires (1900), - Linguagens
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Carlos Drummond de Andrade foi o criador de uma obra lírica que, ao mesmo tempo, se aproxima e se afasta do Modernismo de 1922, propondo, a partir de traços desse movimento, uma poética original. Com base no exposto, em Alguma poesia (1930), - Linguagens
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“São os ratos!... Vai escutar com atenção, a respiração meio parada. Hão de ser muitos: há várias fontes daquele guinchinho, e de quando em quando, no forro, em vários pontos, o rufar...A casa está cheia de ratos...”Dyonélio Machado. Os ratos.A obra Os ratos (1935), de Dyonélio Machado, narra o dia em que Naziazeno saiu pela cidade de Porto Alegre no intuito de conseguir dinheiro para pagar a conta do leiteiro. Os animais que dão título à narrativa apenas aparecem em seus últimos capítulos e ocupam o tempo reservado para o descanso do protagonista. É possível, então, afirmar: - Linguagens
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Os quadrinhos a seguir são parte da obra Dois irmãos, de Fábio Moon e Gabriel Bá (2015), uma adaptação do romance Dois irmãos, de Milton Hatoum, para o universo das novelas gráficas (graphic novels).
Considerando as características visuais dos quadrinhos e os traços narrativos do romance Dois irmãos, de Milton Hatoum, é correto afirmar: - Linguagens
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- Escolas Literárias
- Prova de 2024
- Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo
- Código da questão: D38A35E9-75
Imaginação, sentimento, emoção prevalecem sobre a razão. É o triunfo do individualismo e do subjetivismo. Idealiza-se a realidade, foge-se do mundo pelo sonho; angústia e pessimismo preponderam; pratica-se o culto da morte, do passado e da natureza. Grandes temas dominam toda a poesia: saudade, Indianismo, “mal do século”, natureza brasileira, “exaltação nacionalista” e causas sociais (abolicionismo). Descartam-se as imposições da arte poética clássica.(Paul Teyssier. Dicionário de literatura brasileira, 2003.)O texto trata do movimento - Linguagens
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Instrução: Leia os excertos abaixo, retirados, respectivamente da canção “Ai! Que saudades da Amélia”, de Ataulfo Alves e Mário Lago, e do poema “alcachofra”, de Angélica Freitas, para responder à questão.Você só pensa em luxo e riquezaTudo o que você vê você querAi, meu Deus, que saudade da AméliaAquilo sim é que era mulher.Amélia não tinha a menor vaidadeAmélia é que era a mulher de verdadeAmélia não tinha a menor vaidadeAmélia é que era a mulher de verdadealcachofraamélia que era a mulher de verdadefugiu com a mulher barbadabarbaridadeforam morar num pequeno barracoàs margens do rio arroio macacoem pedra lascada, rsprimeiro a solidão foi imensaas duas não tinham visitasnem televisorpassavam os dias se catandopois tinham pegado piolhoe havia pulgas no lugarAssinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre esses excertos, considerando, também, a leitura integral da obra Um útero é do tamanho de um punho.( ) A primeira estrofe do poema de Freitas relaciona-se intertextualmente com as estrofes da canção de Alves e Lago, sobretudo no que se refere à similar condição feminina dos dois excertos.( ) A “mulher de verdade” de Alves e de Lago é resignada e submissa, se comparada à outra mulher, altiva e exigente, a quem o eu-lírico se refere e se relaciona no presente.( ) A amélia no poema de Freitas desconstrói, no segundo verso, a imagem da Amélia da canção, revelando uma relação homoafetiva.( ) Freitas aborda a condição feminina, apresentando amplo panorama de mulheres que problematizam as desigualdades de gênero.A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é