Questões de Literatura do ENEM
Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.
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F3BF3A36-30 Para responder à questão, leia o poema “Aproximação do terror”, de Murilo Mendes, escrito entre 1943 e 1945, mas publicado originalmente em 1947 no livro Poesia Liberdade.1Dos braços do poetaPende a ópera do mundo(Tempo, cirurgião do mundo): —O abismo bate palmas,A noite aponta o revólver.Ouço a multidão, o coro do universo,O trote das estrelasJá nos subúrbios da caneta:As rosas perderam a fala.Entrega-se a morte a domicílio.Dos braços…Pende a ópera do mundo.2Tenho que dar de comer ao poema.Novas perturbações me alimentam:Nem tudo o que penso agoraPosso dizer por papel e tinta.O poeta já nasce conscrito,Atento às fascinantes inclinações do erro,Já nasce com as cicatrizes da liberdade.O ouvido soprando sua trompaPercebe a galopeA marcha do número 666.Palpo1 a Quimera2.O tremorE os jasmins da palavra “jamais”.3Dos telhados abstratosVejo os limites da pele,Assisto crescerem os cabelos dos minutosNo instante da eternidade.Vejo ouvindo, ouço vendo.Considero as tatuagens dos peixes,O astro monossecular.Os rochedos colocam-se máscaras contra[pássaros asfixiantes.A grande Babilônia ergue o corpo de dólares.Ruído surdo, o tempo oco a tombar…A espiral das gerações cresce.(Murilo Mendes. Antologia poética, 2014.)1palpar: apalpar.2Quimera: monstro mitológico com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente.Ao explorar reiteradamente imagens insólitas e oníricas, o poema revela uma influência marcante da vanguarda8CD3D6AE-0E Literatura
Modernismo: Tendências contemporâneasUFPR · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosO sol na cabeça, composto de treze contos, é o livro de estreia de Geovani Martins, publicado em 2018. Com base na leitura integral do livro e do conto “Espiral”, assinale a alternativa correta.8CD1217C-0E Literatura
Teoria LiteráriaUFPR · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa que traz a afirmação correta sobre um personagem do romance O drible, de Sérgio Rodrigues.8CCE90AC-0E Literatura
Modernismo: Tendências contemporâneasUFPR · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritosConsidere o seguinte texto:Eu deixei o leito as 3 da manhã porque quando a gente perde o sono começa pensar nas miserias que nos rodeia […] Deixei o leito para escrever. Enquanto escrevo vou pensando que resido num castelo cor de ouro que reluz na luz do sol. Que as janelas são de prata e as luzes de brilhantes. Que a minha vista circula no jardim e eu contemplo as flores de todas as qualidades […] É preciso criar este ambiente de fantasia, para esquecer que estou na favela.Fiz o café e fui carregar agua. Olhei o céu, a estrela Dalva já estava no céu. Como é horrível pisar na lama.Jesus, C. M. de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014. p. 58.Com base na leitura desse fragmento de Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, e na integralidade da leitura do livro, assinale a alternativa correta.8CCB708B-0E Literatura
ArcadismoUFPR · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritosA respeito de Liras de Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, analise as afirmativas a seguir:1. A publicação das liras em Minas Gerais inspirou o anseio de liberdade política, tendo colaborado para a deflagração da Inconfidência Mineira.2. A voz poética de todas as liras é a do pastor Dirceu, que foge do amor por Marília até ser vencido pelo deus do amor, Cupido.3. Os versos metrificados, especialmente os de 5 e 7 sílabas, dão às liras um ritmo frequente na tradição da poesia de língua portuguesa.4. As características árcades das liras se apresentam sobretudo no referencial bucólico presente nos poemas, reconhecível no mundo pastoril ali retratado.Assinale a alternativa correta.8CC8826A-0E Literatura
Escolas LiteráriasUFPR · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosA narrativa de A Falência, publicada por Júlia Lopes de Almeida em 1904, traz à tona algumas tensões e desigualdades que caracterizam o Brasil após a Abolição e a Proclamação da República. Considere as seguintes afirmativas sobre as marcas dessas tensões nos personagens e no espaço:1. O embate entre o dinheiro conquistado com o trabalho e o capital alcançado por meio da especulação financeira acompanha a trajetória de Francisco Teodoro.2. A violência contra a mulher se inscreve no passado de D. Joana, personagem que sofreu maus-tratos do falecido marido, e no de Capitão Rino, cuja mãe foi assassinada por adultério.3. As condições desiguais de moradia são percebidas no contraste entre as casas luxuosas de bairros como Botafogo e a descrição da miséria dos morros.4. A luta por direitos trabalhistas é ilustrada pelas primeiras reivindicações dos empregados dos armazéns de café de Francisco Teodoro.Assinale a alternativa correta.8CC5D115-0E Literatura
Escolas LiteráriasUFPR · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosConsidere o seguinte texto:
O homem está na cidade
como uma coisa está em outra
e a cidade está no homem
que está em outra cidade
mas variados são os modos
como uma coisa
está em outra coisa:
o homem, por exemplo, não está na cidade
como uma árvore está
em qualquer outra
nem como uma árvore
está em qualquer uma de suas folhas
(mesmo rolando longe dela)
O homem não está na cidade
como uma árvore está num livro
quando um vento ali a folheia.
Gullar, F. Poema sujo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1983. p. 102.
Com base na leitura desse fragmento, extraído da parte final de Poema sujo, de Ferreira Gullar, e na leitura da integralidade do poema, assinale a alternativa correta.
A92681B7-04 Literatura
Gênero Épico ou NarrativoUFGD · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTendo como referência que o poema é um gênero literário composto, principalmente, por versos, métrica, estrofes, rimas e ritmo, leia o texto I e o trecho do poema Tabacaria (texto II), de 1933, de autoria de Álvaro de Campos, heterônimo do poeta Fernando Pessoa.
TEXTO I
Como expressão linguística, um poema tende a organizar-se em frases ritmadas, com base na entonação, no número de sílabas, na distribuição mais ou menos regular, ou irregular, das sílabas acentuadas, constituindo-se desta maneira numa série de versos. [...] Na atividade poética formal de construção de um poema, exploram-se as possibilidades da linguagem em geral e da língua específica, em particular: a) no material sonoro; b) nas palavras; c) nas associações de ideias; d) nas construções frasais, utilizando-se o ritmo, a harmonia imitativa, a rima, a assonância, a aliteração, as figuras de palavras, as figuras de pensamento, as figuras de sintaxe [...].
Disponível em: https://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia/poema. Acesso em: 01 jul. 2024.
TEXTO II
Tabacaria
[...] Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
Disponível em: http://arquivopessoa.net/textos/163. Acesso em: 01 jul. 2024 (fragmento).
Assinale a alternativa correta a respeito dos elementos estruturais e simbólicos que constituem o poema Tabacaria.
3901CB81-03 Literatura
Escolas LiteráriasUECE · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosTexto IIIsmáliaQuando Ismália enlouqueceu,Pôs-se na torre a sonhar...Viu uma lua no céu,Viu outra lua no mar.No sonho em que se perdeu,Banhou-se toda em luar...Queria subir ao céu,Queria descer ao mar...E, no desvario seu,Na torre pôs-se a cantar...Estava perto do céu,Estava longe do mar...E como um anjo pendeuAs asas para voar...Queria a lua do céu,Queria a lua do mar...As asas que Deus lhe deuRuflaram de par em par...Sua alma subiu ao céu,Seu corpo desceu ao mar...GUIMARAENS, Alphonsus de. Ismália. In: MOISÉS, Massaud. A literatura Brasileira através dos Textos. 2.ed. São Paulo: Cultrix, 1973. p.318-324.Analise as seguintes assertivas sobre o texto II:I. A presença da lua no poema é um símbolo central, a partir do qual se desenvolvem outros aspectos, como a noite propulsora de um ambiente sombrio e o misticismo.II. A sugestão à morte é uma característica do Simbolismo que, no poema, não se relaciona com a loucura de Ismália, mas apenas ao desejo pela lua, que culmina em uma tragédia acidental.III. Ismália é tratada, no poema, de forma pejorativa, uma vez que, explicitamente, somente a partir da loucura lhe é permitido sonhar.É correto o que se afirma somente em38FF343C-03 Literatura
Escolas LiteráriasUECE · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTexto IIIsmáliaQuando Ismália enlouqueceu,Pôs-se na torre a sonhar...Viu uma lua no céu,Viu outra lua no mar.No sonho em que se perdeu,Banhou-se toda em luar...Queria subir ao céu,Queria descer ao mar...E, no desvario seu,Na torre pôs-se a cantar...Estava perto do céu,Estava longe do mar...E como um anjo pendeuAs asas para voar...Queria a lua do céu,Queria a lua do mar...As asas que Deus lhe deuRuflaram de par em par...Sua alma subiu ao céu,Seu corpo desceu ao mar...GUIMARAENS, Alphonsus de. Ismália. In: MOISÉS, Massaud. A literatura Brasileira através dos Textos. 2.ed. São Paulo: Cultrix, 1973. p.318-324.É correto afirmar que, no poema,38FC52EB-03 Literatura
Escolas LiteráriasUECE · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTexto IIIsmáliaQuando Ismália enlouqueceu,Pôs-se na torre a sonhar...Viu uma lua no céu,Viu outra lua no mar.No sonho em que se perdeu,Banhou-se toda em luar...Queria subir ao céu,Queria descer ao mar...E, no desvario seu,Na torre pôs-se a cantar...Estava perto do céu,Estava longe do mar...E como um anjo pendeuAs asas para voar...Queria a lua do céu,Queria a lua do mar...As asas que Deus lhe deuRuflaram de par em par...Sua alma subiu ao céu,Seu corpo desceu ao mar...GUIMARAENS, Alphonsus de. Ismália. In: MOISÉS, Massaud. A literatura Brasileira através dos Textos. 2.ed. São Paulo: Cultrix, 1973. p.318-324.Atente para o que se diz a seguir sobre o poema Ismália e assinale a afirmação verdadeira.5DD145FA-D8 Literatura
Escolas LiteráriasENEM · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos— Eu lhe juro, Aurélia. Estes lábios nunca tocaram a face de outra mulher, que não fosse minha mãe. Meu primeiro beijo de amor, guardei-o para minha esposa, para ti...[...]— Ou de outra mais rica! — disse ela, retraindo-se para fugir ao beijo do marido, e afastando-o com a ponta dos dedos. A voz da moça tomara o timbre cristalino, eco da rispidez e aspereza do sentimento que lhe sublevava o seio, e que parecia ringir-lhe nos lábios como aço.— Aurélia! Que significa isto?— Representamos uma comédia, na qual ambos desempenhamos o nosso papel com perícia consumada. Podemos ter este orgulho, que os melhores atores não nos excederiam. Mas é tempo de pôr termo a esta cruel mistificação, com que nos estamos escarnecendo mutuamente, senhor. Entremos na realidade por mais triste que ela seja; e resigne-se cada um ao que é, eu, uma mulher traída; o senhor, um homem vendido.— Vendido! — exclamou Seixas ferido dentro d’alma.— Vendido, sim: não tem outro nome. Sou rica, muito rica; sou milionária; precisava de um marido, traste indispensável às mulheres honestas. O senhor estava no mercado; comprei-o. Custou-me cem contos de réis, foi barato; não se fez valer. Eu daria o dobro, o triplo, toda a minha riqueza por este momento.ALENCAR, J. Senhora. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 2003.Ao tematizar o casamento, esse fragmento reproduz uma concepção de literatura romântica evidenciada na5DBEC055-D8 Literatura
Teoria LiteráriaENEM · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosData veniaConheci Bentinho e Capitu nos meus curiosos e antigos quinze anos. E os olhos de água da jovem de Matacavalos atraíram-me, seduziram-me ao primeiro contato. Aliados ao seu jeito de ser, flor e mistério. Mas tomou-me também a indignação diante do narrador e seu texto, feito de acusação e vilipêndio. Sem qualquer direito de defesa. Sem acesso ao discurso, usurpado, sutilmente, pela palavra autoritária do marido, algoz, em pele de cordeiro vitimado. Crudelíssimo e desumano: não bastasse o que faz com a mulher, chega a desejar a morte do próprio filho e a festejá-la com um jantar, sem qualquer remorso. No fundo, uma pobre consciência dilacerada, um homem dividido, que busca encontrar-se na memória, e acaba faltando-se a si mesmo. Retomei inúmeras vezes a triste história daquele amor em desencanto. Familiarizei-me, ao longo do tempo, com a crítica do texto; poucos, muito poucos, escapam das bem traçadas linhas do libelo condenatório; no mínimo concedem à ré o beneplácito da dúvida: convertem-na num enigma indecifrável, seu atributo consagrador.Eis que, diante de mais um retorno ao romance, veio a iluminação: por que não dar voz plena àquela mulher, brasileira do século XIX, que, apesar de todas as artimanhas e do maquiavelismo do companheiro, se converte numa das mais fascinantes criaturas do gênio que foi Machado de Assis?A empresa era temerária, mas escrever é sempre um risco. Apoiado no espaço de liberdade em que habita a Literatura, arrisquei-me.O resultado: este livro em que, além-túmulo, como Brás Cubas, a dona dos olhos de ressaca assume, à luz do mistério da arte literária e do próprio texto do Dr. Bento Santiago, seu discurso e sua verdade.PROENÇA FILHO, D. Capitu: memórias póstumas. Rio de Janeiro: Atrium, 1998.Para apresentar a apropriação literária que faz da obra de Machado de Assis, o autor desse texto5DB3BE3A-D8 Literatura
Teoria LiteráriaENEM · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos— Vá para o inferno, Gondim. Você acanalhou o troço. Está pernóstico, está safado, está idiota. Há lá ninguém que fale dessa forma!Azevedo Gondim apagou o sorriso, engoliu em seco, apanhou os cacos da sua pequenina vaidade e replicou amuado que um artista não pode escrever como fala. — Não pode?— perguntei com assombro. E por quê? Azevedo Gondim respondeu que não pode porque não pode.— Foi assim que sempre se fez. A literatura é a literatura, seu Paulo. A gente discute, briga, trata de negócios naturalmente, mas arranjar palavras com tinta é outra coisa. Se eu fosse escrever como falo, ninguém me lia.RAMOS, G. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 2009.Nesse fragmento, a discussão dos personagens traz à cena um debate acerca da escrita queEE695124-7B Literatura
Teoria LiteráriaUFRGS · 2023Entre para guardar nos favoritosInstrução: Leia os excertos abaixo, retirados, respectivamente da canção “Ai! Que saudades da Amélia”, de Ataulfo Alves e Mário Lago, e do poema “alcachofra”, de Angélica Freitas, para responder à questão.Você só pensa em luxo e riquezaTudo o que você vê você querAi, meu Deus, que saudade da AméliaAquilo sim é que era mulher.Amélia não tinha a menor vaidadeAmélia é que era a mulher de verdadeAmélia não tinha a menor vaidadeAmélia é que era a mulher de verdadealcachofraamélia que era a mulher de verdadefugiu com a mulher barbadabarbaridadeforam morar num pequeno barracoàs margens do rio arroio macacoem pedra lascada, rsprimeiro a solidão foi imensaas duas não tinham visitasnem televisorpassavam os dias se catandopois tinham pegado piolhoe havia pulgas no lugarAssinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre esses excertos, considerando, também, a leitura integral da obra Um útero é do tamanho de um punho.( ) A primeira estrofe do poema de Freitas relaciona-se intertextualmente com as estrofes da canção de Alves e Lago, sobretudo no que se refere à similar condição feminina dos dois excertos.( ) A “mulher de verdade” de Alves e de Lago é resignada e submissa, se comparada à outra mulher, altiva e exigente, a quem o eu-lírico se refere e se relaciona no presente.( ) A amélia no poema de Freitas desconstrói, no segundo verso, a imagem da Amélia da canção, revelando uma relação homoafetiva.( ) Freitas aborda a condição feminina, apresentando amplo panorama de mulheres que problematizam as desigualdades de gênero.A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, éEE63EE2C-7B Literatura
Classificação dos Gêneros LiteráriosUFRGS · 2023Muito fácilEntre para guardar nos favoritosNo bloco superior abaixo, estão listados os títulos de alguns contos da obra Deixe o quarto como está, de Amílcar Bettega; no inferior, trechos correspondentes a eles.Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.1 - A visita2 - Crocodilo I3 - Exílio4 - A cura( ) É evidente que no início foi difícil, inclusive fiz muitos movimentos em vão. Só depois, quando o braço foi se soltando, comecei a sentir um lento calor tomando conta do meu corpo. Deve ter sido aí que acertei a primeira. Depois acertei mais duas muito boas, e o outro caiu. Então ficou fácil.( ) Não sabemos, e talvez jamais saibamos, o que veio primeiro: se foi o vírus que aqui se instalou e causou toda a degradação, ou se foi a degradação, a insalubridade do nosso meio que gerou o vírus. São dúvidas que nos assaltam, mas não cabe a nós esclarecê-las.( ) Não fazia a mínima ideia de que horas eram, mas a noite estava gorda e sem estrelas. Eu ainda tinha muita noite pela frente, numa longa viagem, mas era quase certo que estaria de volta a tempo de abrir a loja pela manhã.( ) Comecei a ver que muitos homens e mulheres que passavam apressados, metidos em seus ternos e tailleurs e carregando suas pastas ou dirigindo seus automóveis sabe-se lá para onde, muitos deles levavam às costas um gato, um cachorro, às vezes uma pomba.A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, éEE61575F-7B Literatura
Classificação dos Gêneros LiteráriosUFRGS · 2023Entre para guardar nos favoritosInstrução: Considere os fragmentos de texto, respectivamente, dos romances Iracema, de José de Alencar, e A terra dos mil povos, de Kaká Werá Jecupé, para responder à questão.I.Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.II.As tradições do Sol, da Lua e da Grande Mãe ensinam que tudo se desdobra de uma fonte única, formando uma trama sagrada de relações e inter-relações, de modo que tudo se conecta a tudo. O pulsar de uma estrela na noite é o mesmo do coração. Homens, árvores, serras, rios e mares são um corpo, com ações interdependentes. Esse conceito só pode ser compreendido por meio do coração, ou seja, da natureza interna de cada um. Quando o humano das cidades petrificadas largarem as armas do intelecto, essa contribuição será compreendida. Nesse momento entraremos no Ciclo da Unicidade, e a Terra sem Males se manifestará no reino humano.Assinale a alternativa correta sobre os fragmentos acima, considerando, também, a leitura integral da obra A terra dos mil povos.EE5ED1EF-7B Literatura
Gênero LíricoUFRGS · 2023Entre para guardar nos favoritosNo bloco superior abaixo, estão listados títulos de algumas canções do álbum Construção, de Chico Buarque; no inferior, excertos a elas relacionadas.Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.1 - Construção2 - Cotidiano3 - Deus lhe pague4 - Samba de Orly5 - Valsinha( ) Todo dia ela faz tudo sempre igual Me sacode às seis horas da manhã Me sorri um sorriso pontual E me beija com a boca de hortelã.( ) Um dia ele chegou tão diferente Do seu jeito de sempre chegar Olhou-a de um jeito muito mais quente Do que sempre costumava olhar E não maldisse a vida tanto Quanto era seu jeito de sempre falar E nem deixou-a só num canto Pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar.( ) Pede perdão Pela duração dessa temporada Mas não diga nada Que me viu chorando E pros da pesada Diz que eu vou levando Vê como é que anda Aquela vida à toa E se puder me manda Uma notícia boa( ) Amou daquela vez como se fosse a última Beijou sua mulher como se fosse a última E cada filho seu como se fosse o único E atravessou a rua com seu passo tímidoA sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, éEE59A771-7B Literatura
Classificação dos Gêneros LiteráriosUFRGS · 2023Entre para guardar nos favoritosNo bloco superior abaixo, estão listados os nomes de importantes obras do teatro brasileiro; no inferior, características gerais dessas obras.Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.1 - Álbum de família2 - Auto da Compadecida3 - Dois perdidos numa noite suja4 - O pagador de promessas5 - O santo e a porca( ) A obra de Nélson Rodrigues apresenta o casal de primos, Jonas e Senhorinha, que tem desejos voltados somente aos filhos: o mais velho, Nonô, enlouquece de desejo pela mãe; o do meio, Edmundo, volta para casa, pois não deseja a esposa, já que é apaixonado pela mãe; Guilherme, o mais jovem, no seminário, mutila-se por não suportar o desejo pela irmã; Glória, a adolescente, é desejada pelo pai, que desvirgina as mocinhas das redondezas pensando ser a caçula.( ) A história acompanha Zé-do-burro e sua mulher Rosa. Zé vê seu melhor amigo, o burro Nicolau, ser atingido por um raio e decide fazer uma promessa para Santa Bárbara, correspondente à Iansã no Candomblé, em um terreiro para salvar o animal. Sua promessa consiste em atravessar sete léguas, carregando uma cruz, até cumpri-la em uma igreja, o que não lhe foi permitido realizar por causa da intolerância da igreja católica, representada pelo padre Olavo.( ) A peça de Plínio Marcos concentra as ações num quarto de pensão, em cujo espaço dois homens, Tonho e Paco, conversam sobre a dureza de suas vidas e duelam continuamente entre golpes físicos e ataques verbais, mostrando a intensidade de suas posições, que, às vezes, são trocadas, pois são de mundos distintos. Aos poucos, o diálogo adquire contornos grotescos e violentos, até culminar no assassinato de Tonho por Paco.( ) João Grilo e Chicó são amigos inseparáveis que protagonizam a história vivida no sertão nordestino; são assolados pela fome, pela aridez, pela seca, pela violência e pela pobreza, e sobrevivem num ambiente hostil e miserável, valendo-se de sagacidade e da perspicácia para contornarem suas adversidades. Essa peça de Ariano Suassuna é marcada pela linguagem oral, e a maioria das personagens é corrompida pelo dinheiro, inclusive os religiosos.A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, éEE56DD29-7B Literatura
Escolas LiteráriasUFRGS · 2023Entre para guardar nos favoritosInstrução: Considere os dois trechos abaixo – respectivamente, de Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez e de Água funda, de Ruth Guimarães – e a leitura integral dessas duas obras para responder à questão.I. Choveu durante quatro anos, onze meses e dois dias. Houve épocas de garoa em que todo mundo vestiu suas roupas de ver o bispo e armou uma cara de convalescente para celebrar a estiagem, mas logo todos se acostumaram a interpretar as pausas como anúncios de recrudescimento. O céu desabava numas tempestades de estropício, e o norte mandava uns furacões que destrambelhavam tetos e derrubavam paredes, e desenterravam pela raiz os últimos pés de plantações.II. Se era boa? Tão boa quanto mel de jati. É que a Mãe de Ouro tinha enfeitiçado o homem. A Mãe de Ouro mora no outro lado da serra. Pra lá fica Juruna, no Itaparica, e é um estirão de mais de cem vezes a distância de Nossa Senhora dos Olhos D’ Água a Maria da Fé. Pois ele bateu a pé, moço, bateu a pé, com o sapicuá de farinha nas costas. Água não era preciso. Água dá à toa por aí, brota do chão, e nenhum filho de Deus nega água a quem tem sede. Mas é melhor contar do começo.Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre os trechos acima.( ) Os dois trechos permitem identificar o realismo mágico. No primeiro, isso é percebido, também, por meio do longo período ininterrupto de chuva sobre Macondo; no segundo, a personagem mítica Mãe de Ouro assume o formato de bola de fogo ou de uma bela mulher.( ) A formação de Macondo e da família Buendía, na obra de García Márquez, ocorre de maneira sobreposta. A sequência de nascimentos e de mortes dessa família são os únicos dados que possibilitam ao leitor o entendimento do enredo.( ) O livro de Guimarães está ambientado na Fazenda Olhos D´Água. O enredo organiza-se em dois principais momentos: a história de Sinhá Carolina, dona da fazenda ao fim da época escravagista, e a história de amor entre Curiango e Joca, que se apaixona pela moça ao vê-la pela primeira vez.( ) A linguagem aproxima-se do tom coloquial e da oralidade na obra de Guimarães, em tom de conversa. A variação interiorana que compõe o relato, tanto na fala do narrador quanto no modo de expressão das personagens, abarca expressões e vocábulos rurais da sociedade campestre.A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é