Questões de Filosofia do ENEM
Questões de Filosofia, da área de Ciências Humanas, com gabarito em cada página.
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410023A6-B2 No período clássico, nenhum dos gregos – sejam eles historiadores ou filósofos – registra uma suposta derivação "oriental" da Filosofia. De fato, a partir do momento em que nasce, ela representa uma nova forma de expressão espiritual, com elementos e inflexão únicos.Sobre o nascimento da filosofia na Grécia e sua relação com o mito, assinale a alternativa INCORRETA.40FCB58D-B2 Filosofia
Aspectos da Filosofia ContemporâneaUFU-MG · 2016MédioEntre para guardar nos favoritosQuero ensinar aos homens o sentido do seu ser: o qual é o super-homem [Übermensch], o raio vindo da negra nuvem homem.NIETZSCHE, F. Assim falou Zaratustra. Tradução de Paulo César de Sousa. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 21.No fragmento, o filósofo propõe algo que possa fazer com que as pessoas ultrapassem as convenções sociais que tornam os homens submissos à moral do escravo e ao espírito de rebanho.Assinale a alternativa que expressa a tarefa a ser realizada para a superação da submissão humana.40F9C4AF-B2 Filosofia
A PolíticaUFU-MG · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos[...] na produção social da própria vida, os homens contraem relações determinadas, necessárias e independentes de sua vontade, relações de produção estas que correspondem a uma etapa determinada de desenvolvimento das suas forças produtivas materiais.MARX, K. Para a crítica da economia política. Tradução de José Arthur Giannotti e Edgar Malagodi. In: ______. Marx, volume 1. São Paulo: Nova Cultural, 1987. p. 1-157. p. 29. Coleção "Os Pensadores".Considerando a afirmação apresentada, assinale a alternativa correta acerca da interpretação do pensamento de Marx.D86DA23D-A6 Filosofia
Conceitos FilosóficosENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritosNão estou mais pensando como costumava pensar. Percebo isso de modo mais acentuado quando estou lendo. Mergulhar num livro, ou num longo artigo, costumava ser fácil. Isso raramente ocorre atualmente. Agora minha atenção começa a divagar depois de duas ou três páginas. Creio que sei o que está acontecendo. Por mais de uma década venho passando mais tempo on-line, procurando e surfando e algumas vezes acrescentando informação à grande biblioteca da internet. A internet tem sido uma dádiva para um escritor como eu. Pesquisas que antes exigiam dias de procura em jornais ou na biblioteca agora podem ser feitas em minutos. Como disse o teórico da comunicação Marshall McLuhan nos anos 60, a mídia não é apenas um canal passivo para o tráfego de informação. Ela fornece a matéria, mas também molda o processo de pensamento. E o que a net parece fazer é pulverizar minha capacidade de concentração e contemplação.
CARR, N. Is Google making us stupid? Disponível em: www.theatlantic.com. Acesso em: 17 fev. 2013 (adaptado).
Em relação à internet, a perspectiva defendida pelo autor ressalta um paradoxo que se caracteriza por
D85CB704-A6 Filosofia
Conceitos FilosóficosENEM · 2016MédioEntre para guardar nos favoritosVi os homens sumirem-se numa grande tristeza. Os melhores cansaram-se das suas obras. Proclamou-se uma doutrina e com ela circulou uma crença: Tudo é oco, tudo é igual, tudo passou! O nosso trabalho foi inútil; o nosso vinho tornou-se veneno; o mau olhado amareleceu-nos os campos e os corações. Secamos de todo, e se caísse fogo em cima de nós, as nossas cinzas voariam em pó. Sim; cansamos o próprio fogo. Todas as fontes secaram para nós, e o mar retirou-se. Todos os solos se querem abrir, mas os abismos não nos querem tragar!
NIETZSCHE, F Assim falou Zaratustra. Rio de Janeiro: Ediouro, 1977.
O texto exprime uma construção alegórica, que traduz um entendimento da doutrina niilista, uma vez que
D7F56708-A6 Filosofia
Conceitos FilosóficosENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritosSer ou não ser — eis a questão.
Morrer — dormir — Dormir! Talvez sonhar. Aí está o obstáculo!
Os sonhos que hão de vir no sono da morte
Quando tivermos escapado ao tumulto vital
Nos obrigam a hesitar: e é essa a reflexão
Que dá à desventura uma vida tão longa.
SHAKESPEARE, W Hamlet. Porto Alegre: L&PM, 2007.
Este solilóquio pode ser considerado um precursor do existencialismo ao enfatizar a tensão entre
D7E4DD9A-A6 Filosofia
Conceitos FilosóficosENEM · 2016MédioEntre para guardar nos favoritosSentimos que toda satisfação de nossos desejos advinda do mundo assemelha-se à esmola que mantém hoje o mendigo vivo, porém prolonga amanhã a sua fome. A resignação, ao contrário, assemelha-se à fortuna herdada: livra o herdeiro para sempre de todas as preocupações.
SCHOPENHAUER, A. Aforismo para a sabedoria da vida. São Paulo: Martins Fontes, 2005.
O trecho destaca uma ideia remanescente de uma tradição filosófica ocidental, segundo a qual a felicidade se mostra indissociavelmente ligada à
CF2BB29F-29 Filosofia
A Experiência do SagradoUNESP · 2016FácilEntre para guardar nos favoritosNão posso dizer o que a alma é com expressões materiais, e posso afirmar que não tem qualquer tipo de dimensão, não é longa ou larga, ou dotada de força física, e não tem coisa alguma que entre na composição dos corpos, como medida e tamanho. Se lhe parece que a alma poderia ser um nada, porque não apresenta dimensões do corpo, entenderá que justamente por isso ela deve ser tida em maior consideração, pois é superior às coisas materiais exatamente por isso, porque não é matéria. É certo que uma árvore é menos significativa que a noção de justiça. Diria que a justiça não é coisa real, mas um nada? Por conseguinte, se a justiça não tem dimensões materiais, nem por isso dizemos que é nada. E a alma ainda parece ser nada por não ter extensão material?
(Santo Agostinho. Sobre a potencialidade da alma, 2015. Adaptado.)
No texto de Santo Agostinho, a prova da existência da alma
CF27B55D-29 Filosofia
A Experiência do SagradoUNESP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritosJamais um homem fez algo apenas para outros e sem qualquer motivo pessoal. E como poderia fazer algo que fosse sem referência a ele próprio, ou seja, sem uma necessidade interna? Como poderia o ego agir sem ego? Se um homem desejasse ser todo amor como aquele Deus, fazer e querer tudo para os outros e nada para si, isto pressupõe que o outro seja egoísta o bastante para sempre aceitar esse sacrifício, esse viver para ele: de modo que os homens do amor e do sacrifício têm interesse em que continuem existindo os egoístas sem amor e incapazes de sacrifício, e a suprema moralidade, para poder subsistir, teria de requerer a existência da imoralidade, com o que, então, suprimiria a si mesma.
(Friedrich Nietzsche. Humano, demasiado humano, 2005. Adaptado.)
A reflexão do filósofo sobre a condição humana apresenta pressupostos
CF238E96-29 Filosofia
A PolíticaUNESP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritosOs ídolos e noções falsas que ora ocupam o intelecto humano e nele se acham implantados não somente o obstruem a ponto de ser difícil o acesso da verdade, como, mesmo depois de superados, poderão ressurgir como obstáculo à própria instauração das ciências, a não ser que os homens, já precavidos contra eles, se cuidem o mais que possam. O homem se inclina a ter por verdade o que prefere. Em vista disso, rejeita as dificuldades, levado pela impaciência da investigação; rejeita os princípios da natureza, em favor da superstição; rejeita a luz da experiência, em favor da arrogância e do orgulho, evitando parecer se ocupar de coisas vis e efêmeras; rejeita paradoxos, por respeito a opiniões vulgares. Enfim, inúmeras são as fórmulas pelas quais o sentimento, quase sempre imperceptivelmente, se insinua e afeta o intelecto.
(Francis Bacon. Novum Organum [publicado originalmente em 1620], 1999. Adaptado.)
Na história da filosofia ocidental, o texto de Bacon preconiza
FB2A4008-06 Filosofia
A PolíticaUNICENTRO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.Habermas defende a tese de que a tolerância religiosa formulada nos séculos XVI contribuiu para o surgimento da democracia e sua legitimação nas sociedades ocidentais. A necessidade de vários credos religiosos ressaltou a importância da tolerância, seja por imperiosidade mercantilista, seja para garantir a lei e a ordem, seja por questões morais e éticas.(VELLOSO, C. M. S.; AGRA, W. M. Elementos de Direito Eleitoral. 4.ed. São Paulo: Saraiva, 2014. p.23-24.)Sobre a aproximação da tolerância religiosa e da democracia, considere as afirmativas a seguir.I. A democracia permite a convivência da diversidade e do mútuo respeito.II. A democracia legitima o ordem social por meio da participação e do debate público.III. A democracia organiza a sociedade e seus valores a partir de liderança carismática.IV. A democracia requer ordem e respeito por coação exercida em nome do Estado.Assinale a alternativa correta.FB2513E0-06 Filosofia
A PolíticaUNICENTRO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.O comunitarismo ético contemporâneo constitui uma réplica ao liberalismo, ou ao menos a certas variantes dele que produzem efeitos consideráveis indesejáveis.(CORTINA, A.; MARTINEZ, E. Ética. Trad. de Silvana Cobucci Leite. São Paulo: Loyola, 2005. p.94.)Com base no texto e nos conhecimentos sobre os aspectos concernentes à crítica que o comunitarismo direciona ao liberalismo, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) Associação política como um bem meramente instrumental.( ) Negligência com os valores comumente partilhados na sociedade.( ) Formação da virtude cívica e solidária dos cidadãos.( ) Exaltação do indivíduo em detrimento do bem viver social.( ) Dimensão afetiva e valorativa dos laços interpessoais.Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.FB1FFF65-06 Filosofia
A PolíticaUNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.A ruptura da relação harmoniosa entre o homem e a natureza é uma marca característica da filosofia moderna. Essa separação foi provocada pela convergência de múltiplos fatores de transformação e de inovação dos quais os mais importantes se situam na esfera da filosofia e da ciência e das descobertas de novas terras.(LANDIM, M. L. P. F. A relação homem-natureza em Tomás de Aquino e na Modernidade. In. STEIN, E. (org.) A cidade dos homens e a cidade de Deus. Porto Alegre: EST Edições, 2007. p.80.)Com base no texto e nos conhecimentos sobre a modernidade, considere as afirmativas a seguir.I. Apresenta a natureza como objeto passível de manipulação.II. Consolida a primazia da epistemologia.III. Estrutura-se com base no antropocentrismo.IV. Orienta-se pela caráter preservacionista da natureza.Assinale a alternativa correta.FB1BF360-06 Filosofia
A PolíticaUNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.O “estado de natureza”, ou “natural”, em que o homem se encontraria, abstração feita da constituição da sociedade organizada e do governo, é o estado de “guerra de todos contra todos”. O homem é “o lobo do homem” e movido por suas paixões e desejos não hesita em matar e destruir o outro, seu semelhante.(MARCONDES, D. Iniciação à História da Filosofia. Dos Pré-Socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Zahar, 2007. p.40.)Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a concepção antropológica de homem, retratada no texto, e o seu defensor.FB180F82-06 Filosofia
Filosofia e a Grécia AntigaUNICENTRO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.O pensamento de Sócrates e dos sofistas deve ser entendido, portanto, tendo como pano de fundo o contexto histórico e sociopolítico de sua época, pois tem um compromisso bastante direto e explícito com essa realidade.(MARCONDES, D. Iniciação à História da Filosofia. Dos Pré-Socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro: Zahar, 2007. p.40.)Sobre o contexto histórico e sociopolítico que marca o debate entre Sócrates e os sofistas, conforme aludido no texto, considere as afirmativas a seguir.I. Debate com atenção voltada para as questões que almejam assegurar os fundamentos da natureza.II. Tematização das questões de ordem metafísica com a pretensão de racionalização do divino.III. O interesse pela problemática ético-política perpassa o debate que marca o contexto de ambos.IV. Compromisso bastante direto, ainda que com posicionamentos distintos, em relação ao exercício da democracia.Assinale a alternativa correta.FB1219D3-06 Filosofia
Aspectos da Filosofia ContemporâneaUNICENTRO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.O conceito de modernização refere-se a um feixe de processos cumulativos que se reforçam mutuamente: a formação de capital e a mobilização de recursos, o desenvolvimento das forças produtivas e o aumento da produtividade do trabalho, o estabelecimento de poderes políticos centralizados e a formação de identidades nacionais, a expansão de direitos de participação política, de formas urbanas de vida e de formação escolar formal, a secularização de valores e normas.(HABERMAS, J. O Discurso Filosófico da Modernidade. Trad. de Ana Maria Bernardo et al. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 1998. p.14.)Sobre o conceito de secularização na constituição da modernização, considere as afirmativas a seguir.I. Alude-se à presença da orientação religiosa nos desígnios desconhecidos que o homem passa a trilhar.II. Infere-se a preservação dos direitos subjetivos à luz dos direitos eternos firmados pela religião.III. Refere-se ao deslocamento dos preceitos normativos religiosos para a subjetividade das pessoas.IV. Trata-se da autonomia que as esferas sociais passaram a ocupar diante dos ditames impostos pela religião.Assinale a alternativa correta.FB0B05D6-06 Filosofia
Aspectos da Filosofia ContemporâneaUNICENTRO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.Se o esclarecimento não acolhe dentro de si a reflexão sobre esse elemento regressivo, ele está selando seu próprio destino. Abandonando a seus inimigos a reflexão sobre o elemento destrutivo do progresso, o pensamento cegamente pragmatizado perde seu caráter superador e, por isso, também sua relação com a verdade.(ADORNO, T.; HORKHEIMER, M. Dialética do Esclarecimento: fragmentos filosóficos. Trad. de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985. p.13.)Com base no texto e nos conhecimentos sobre o esclarecimento, realizado por Adorno e Horkheimer, considere as afirmativas a seguir.I. Esvaziou sua capacidade crítica e reflexiva, transformando-se em meio operacional para atingir fins.II. É um ideal que continua a ser perseguido, visto que somente a razão pode realizar a emancipação.III. Tem sua manifestação plena na ciência moderna, ao assegurar o permanente desenvolvimento tecnológico.IV. Tornou-se um mito, visto que a razão exerce de forma instrumental a dominação social.Assinale a alternativa correta.FB073935-06 Filosofia
A Metafísica de AristótelesUNICENTRO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.Aristóteles substitui o idealismo de Platão pelo empirismo. A teoria ética aristotélica busca seu ideal não em uma ideia universal e inatingível do bem, do belo e verdadeiro, mas numa concepção de felicidade, alcançada pela ação, reflexão e experiência, consubstanciada no conceito de justiça.(FREITAG, B. Itinerários de Antígona. A questão da moralidade. 4.ed. Campinas: Papirus, 2005. p.30.)Com base no texto e nos conhecimentos sobre o conceito de justiça em Aristóteles, assinale a alternativa correta.FB028413-06 Filosofia
O Sujeito ModernoUNICENTRO · 2015FácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.Todo domínio da filosofia pertence exclusivamente à razão; isso significa que a filosofia deve admitir apenas o que é acessível à luz natural e demonstrável apenas por seus recursos. A teologia baseia-se, ao contrário, na revelação, isto é, afinal de contas, na autoridade de Deus.(GILSON, E. A Filosofia na Idade Média. Trad. de Eduardo Brandão. São Paulo: Martins Fontes, 1998. p.655.)Sobre essa dicotomia, o pensamento de Tomás de Aquino, no contexto Escolástico do século XIII, orienta-se pelaFAFDC87D-06 Filosofia
A Metafísica de AristótelesUNICENTRO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.A célebre distinção de Aristóteles entre “virtudes morais” e “virtudes intelectuais” pode ser considerada o capítulo final da longa querela que opôs os Sofistas e Sócrates em torno da ensinabilidade da virtude.(LIMA VAZ, H. C. Escritos de Filosofia Política II. Ética e Cultura. 3.ed. São Paulo: Edições Loyola, 2000. p.16-17.)Com base no texto e nos conhecimentos sobre a distinção apresentada na ética aristotélica, considere as afirmativas a seguir.I. A virtude moral é adquirida pelo hábito, na prática usual dos costumes e valores comumente partilhados.II. A virtude moral é conquistada na medida em que a ação humana imita os exemplos dados pelos deuses.III. A virtude intelectual é oriunda do exercício da razão que concede ao homem autonomia privada em seu agir.IV. A virtude intelectual é fruto do aprendizado e do processo formativo, sendo desenvolvida cognitivamente.Assinale a alternativa correta.