História
- História Geral
- Prova de 2010
- UECE
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 7F2F858E-C6
Disciplina · Ciências Humanas
Questões de História, da área de Ciências Humanas, com gabarito em cada página.

“Um dos traços mais admiráveis do Iluminismo é o seu caráter cosmopolita. Os filósofos ilustrados queriam que suas idéias e suas obras, concebidas como um instrumento para o esclarecimento dos povos e para a libertação das amarras da ignorância, não fossem úteis apenas à França, ou mesmo à Europa, mas também pudessem contribuir para o progresso de todas as nações do mundo.” (Adaptado de: NASCIMENTO, Milton M.; NASCIMENTO, Maria das Graças. Iluminismo: a revolução das luzes. São Paulo: Ática, 1988, p. 61).
Com base no texto e em seus conhecimentos sobre as idéias dos pensadores iluministas e a influência delas no Brasil Colônia, analise as assertivas e marque a alternativa correta.
I- Os ideais iluministas influenciaram vários movimentos contrários ao domínio português no Brasil colonial, como a Inconfidência Mineira e a Conjuração Baiana, inspiraram, também, os argumentos de muitos abolicionistas, na luta pelo fim da escravidão no Brasil.
II- Voltaire, em sua obra Discurso sobre a origem e o fundamento da desigualdade entre os homens, afirmava que a soberania do povo é intransferível e não poderia ser delegada a ninguém, propunha, como forma de governo, a democracia direta.
III- As idéias dos pensadores iluministas caracterizavam-se pela primazia dada à razão. Partidários da idéia do progresso rejeitavam as tradições, procuravam uma explicação racional para tudo. Atacavam as injustiças, a intolerância religiosa e os privilégios.
IV- Mesmo as autoridades coloniais brasileiras proibindo o comércio de livros
franceses considerados subversivos, fato que impossibilitou a leitura de
obras como O contrato social e a Enciclopédia, seu conteúdo foi conhecido
pela minoria culta, através das informações repassadas por aqueles que
foram fazer seus estudos na Europa e retornaram à Colônia, inspirando as
denúncias contra a tirania e o despotismo da monarquia.
As décadas de 1950 e 1980 foram marcadas por uma polarização global entre duas formas de pensar e organizar o mundo, conhecida como Guerra Fria.
Analise cada proposição sobre os acontecimentos e processos que contribuem para o entendimento desse período e assinale (V) para verdadeira ou (F) para falsa.
( ) A emergência da União da República Socialista Soviética – URSS, após a Segunda Guerra, como uma das grandes potências militares e políticas do mundo, alarmou os países capitalistas, sobretudo diante do avanço do comunismo na Europa.
( ) A Doutrina Truman foi o ponto de partida para a Guerra Fria; o Plano Marshall, que dela fez parte, foi proposto pelos Estados Unidos com a intenção de conter a expansão socialista, mantendo os países europeus sob influência norte-americana.
( ) O bloqueio de Berlim, em 1948, foi o primeiro grande conflito entre os dois blocos; mais tarde a construção de um muro separando as duas partes da cidade tornaria o Muro de Berlim o principal símbolo da Guerra Fria.
( ) A crise dos mísseis foi um dos momentos mais críticos da Guerra Fria.
( v) A Guerra Fria significou ações que iam da ameaça militar à coação política, econômica e ideológica. A hostilidade gerada por estas ações colocava no horizonte a possibilidade de uma guerra nuclear, gerando um clima de medo que se espraiou para todo o mundo, nesse período.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.
Leia a notícia abaixo.
“França proíbe o uso do véu islâmico em locais públicos – Projeto de lei veta traje que cobre todo o corpo e/ou deixa só olhos à mostra. A França está prestes a entrar para o grupo de países europeus que decidiu proibir o uso do véu islâmico em locais públicos. A Câmara Baixa francesa aprovou, com 335 votos a favor e um contra, o projeto de lei que proíbe o uso da burca (cobre todo o corpo e rosto) ou o niqab (deixa apenas os olhos à mostra). O texto foi aprovado na última segunda-feira pelos deputados da maioria conservadora da União por Movimento Popular (UMP), sem a presença dos socialistas, que já haviam alertado que não participariam da votação. O projeto segue para o voto no Senado em setembro, onde se espera que passe facilmente. A medida conta com o apoio da população francesa, segundo pesquisas divulgadas nas últimas semanas, mas atrai críticas do mundo muçulmano.”
(Disponível em: http://www.clicrbs.com.br/especial/rs/donna/19,206,2970 825,Franca-proibe-o-uso-do-veu-islamico-em-locaispublicos.html)

Leia o texto a seguir.
Os camponeses que viviam nessas terras já não eram homens livres [...]. Eles pertenciam à terra que o rei tinha atribuído a um senhor ou às terras que um nobre já possuía. [...] Esses camponeses eram chamados “servos”. Não eram considerados cidadãos do reino. Nem tinham direito de se deslocar conforme quisessem, nem de decidir se estavam ou não dispostos a cultivar. [...] Esses homens sem liberdade não eram exatamente escravos, pois pertenciam à terra, que por sua vez pertencia ao rei, mesmo que ele a cedesse a um nobre. O nobre ou príncipe não tinha direito de vendê-los nem de matá-los, ao contrário do que acontecia com os donos de escravos de antes. Fora isso, tinha direito de exigir deles o que quisesse. Sempre que ordenasse, os servos tinham de cultivar suas terras e trabalhar para ele. Eram obrigados a lhe fornecer regularmente pão e carne para sua alimentação, pois o nobre não trabalhava no campo. No máximo ia à caça, quando tinha vontade. O domínio que o rei lhe cedera, chamado “feudo”, era sua propriedade, e ele a transmitia ao filho por herança, a não ser que cometesse faltas graves para com o rei. Em troca do feudo, o senhor se comprometia com o rei a custear a formação de um exército com seus camponeses e outros senhores e a lutar pelo rei quando houvesse guerra. Ora, guerras havia com freqüência.
(GOMBRICH, E. H. Breve história do mundo. São Paulo: Martins Fontes, 2001. p. 160-161.)
De acordo com o texto e com os conhecimentos sobre a sociedade feudal europeia, é correto afirmar: