Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2022
- UEMG
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 37C61C44-9C
Instituição
716 questões de Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), de 2010 a 2025. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.
Texto I

Laerte.
Disponível em: https://www.instagram.com/p/CWtk14SFixR/. Acesso em 19 jan. 2022.
Texto II
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Luiz Vaz de Camões
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/2513/mudam-se-ostempos-mudam-se-as-vontades. Acesso em 17 jan. 2022.
Glossário:
Soía: costumava
Texto I

Laerte.
Disponível em: https://www.instagram.com/p/CWtk14SFixR/. Acesso em 19 jan. 2022.
Texto II
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Luiz Vaz de Camões
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.
O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já coberto foi de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.
E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.
Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/2513/mudam-se-ostempos-mudam-se-as-vontades. Acesso em 17 jan. 2022.
Glossário:
Soía: costumava
Analise o excerto a seguir, extraído do Texto II, e assinale a alternativa INCORRETA.
“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Muda-se o ser, muda-se a confiança;”.
No plano, o sistema
representa um par de retas
Ao respeitável público
Chegou meu dia.Todo cronista tem seu dia em que não tendo nada a escrever, fala da falta de assunto. Chegou meu dia. Que bela tarde para não escrever! Esse calor que arrasa tudo; esse carnaval que está perto, que aí vem no fim da semana; esses jornais lidos e relidos na minha mesa, sem nada interessante; esse cigarro que fumo sem prazer; essas cartas na gaveta onde ninguém me conta nada que possa me fazer mal ou bem; essa perspectiva morna do dia de amanhã; essa lembrança aborrecida do dia de ontem; e outra vez, e sempre, esse calor, esse calor, esse calor... Portanto, meu distinto leitor, portanto, minha encantadora leitora, queiram ter a fineza de retirar os olhos dessa coluna. Não leiam mais. Fiquem sabendo que eu secretamente os odeio a todos; que vocês todos são pessoas aborrecidas e irritantes; que eu desejo sinceramente que todos tenham péssimo carnaval, uma horrível quaresma, um infelicíssimo ano de 1934, uma vida toda atrapalhada, uma morte estúpida!.
(BRAGA, Rubem 1980 Literatura Comentada. São Paulo: Abril Educação, 1980, p.13)
Todas as afirmativas se referem ao titulo do texto, exceto:
Leia a crônica publicada em um jornal no século XIX sobre o carnaval carioca:
O Carnaval de rua foi o que costuma ser todos os anos. Grupos de zé-pereiras a zabumbarem por aí além; dominós em quantidade e mudos como frades de pedra; homens vestidos de mulher; mulheres vestidas de homens; sujos a dar com o pau. Repetiu-se este ano a brincadeira de mau gosto que hoje quase faz parte integrante do Carnaval do Rio de Janeiro – a guerra às cartolas, da qual muitas vezes são vítimas os cidadãos que passeiam com suas famílias.
(In: CUNHA, M. C. P. Ecos da folia: uma história social do Carnaval carioca entre 1880 e 1920. SP: Companhia das Letras, 2001. p. 50.)
De acordo com imprensa carioca, o carnaval do Rio no século XIX

(MERRICK, T.; GRAHAM, D. População e Desenvolvimento Econômico no Brasil. RJ: Jorge Zahar, 1979. p. 125. Adaptado.)
Analisando-se o papel do imigrante no Brasil durante a Primeira República indicado na
tabela, deduz-se que

