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Prova

Prova de 2014: Fundação Getulio Vargas (FGV) — questões com gabarito

268 questões da prova de 2014 de Fundação Getulio Vargas (FGV), em Matemática, Português, Inglês. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 268 questões

Resultados: 268 questões

Página 4 de 14

  • Matemática

    Matemática

    O valor de mercado de um carro modelo A, daqui a t semestres é V1 = 50 000e-0,08t e o valor de mercado de outro carro modelo B, daqui a t semestres é V2 = 50 000e-0,10t . Após quantos semestres, contados a partir de hoje, os valores se igualarão?

    Use para resolver a seguinte tabela:

    x 1 2 3 4 5
    ln(x) 0 0,69 1,10 1,39 1,61
    Escolha uma alternativa para a questão 2db53e8f-d8
  • Matemática

    Matemática

    O sistema de equações nas incógnitas x, y e z dado pela equação matricial

    Imagem da questão de Matemática, FGV 2014, Matrizes
    Escolha uma alternativa para a questão 2dc5bc51-d8
  • Matemática

    Matemática

    Uma prova consta de 6 testes de múltipla escolha, com 3 alternativas cada um e apenas uma correta.

    Se um aluno “chutar” as respostas de cada teste, isto é, escolher como correta uma alternativa ao acaso em cada teste, a probabilidade de que acerte ao menos um teste é:

    Escolha uma alternativa para a questão 2dd7bf8a-d8
  • Linguagens

    Português

    Sem aspas na língua


        De início, o que me incomodava era o peso desproporcional que as aspas dão à palavra. Se escrevo mouse pad, por exemplo, suscito em seu pensamento apenas o quadradinho discreto que vive ao lado do teclado, objeto não mais notável na economia do cotidiano do que as dobradiças da janela ou o porta-escova de dentes. Já "mouse pad" parece grafado em neon, brilha diante de seus olhos como o luminoso de uma lanchonete americana. Desequilibra.
        Tá legal, eu aceito o argumento: não se pode exigir do leitor que saiba outra língua além do português. Se encasqueto em ornar meu texto com "dramblys" ou "haveloos" - termos em lituano e holandês para elefante e mulambento, respectivamente -, as aspas surgem para acalmar quem me lê, como se dissessem: "Queridão, os termos discriminados são coisa doutras terras e doutra gente, nada que você devesse conhecer".
        Pois é essa discriminação o que, agora sei, mais me incomoda. Vejo por trás das aspas uma pontinha de xenofobia, como se para circular entre nós a palavra estrangeira precisasse andar com o passaporte aberto, mostrando o carimbo na entrada e na saída.
        Ora, por quê? Será que "blackberries" rolando livremente por nossa terra poderiam frutificar e, como ervas daninhas, roubar os nutrientes da graviola, da mangaba e do cajá? "Samplers", sem as barrinhas duplas de proteção, acabariam poluindo o português com "beats" exógenos, condenando-o a uma versão "remix"? Caso recebêssemos "blowjobs" sem o supracitado preservativo gráfico, doenças venéreas se espalhariam por nosso exposto vernáculo?
        Bobagem, pessoal. Livremos as nossas frases desses arames farpados, desses cacos de vidro. A língua é viva: quanto mais línguas tocar, mais sabores irá provar e experiências poderá acumular.


                                Antônio Prata, Folha de S. Paulo, 22/05/2013. Adaptado

    O título do texto resulta de um trocadilho com a frase feita de origem popular “não ter papas na língua”. Comparados título e frase feita, pode-se afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 2ddbeb1f-d8
  • Linguagens

    Português

    A exaltação do indivíduo como representante dos mais elevados valores humanos que esta sociedade produziu, combinada ao achatamento subjetivo sofrido pelos sujeitos sob os apelos monolíticos da sociedade de consumo, produz este estranho fenômeno em que as pessoas, despojadas ou empobrecidas em sua subjetividade, dedicam-se a cultuar a imagem de outras, destacadas pelos meios de comunicação como representantes de dimensões de humanidade que o homem comum já não reconhece em si mesmo. Consome-se a imagem espetacularizada de atores, cantores, esportistas e alguns (raros) políticos, em busca do que se perdeu exatamente como efeito da espetacularização da imagem: a dimensão, humana e singular, do que pode vir a ser uma pessoa, a partir do singelo ponto de vista de sua história de vida.

                    Eugênio Bucci e Maria R. Kehl, Videologias: ensaios sobre televisão. São Paulo: Boitempo, 2004.
    Depreende-se da leitura do texto que
    Escolha uma alternativa para a questão 2df261ff-d8
  • Linguagens

    Português

        Depois de uma parte de concerto, que foi como descanso reparador, seguiu-se a oferta do busto. Teve a palavra o Professor Venâncio.
    (...)
    O orador acumulou paciente todos os epítetos de engrandecimento, desde o raro metal da sinceridade até o cobre dúctil, cantante das adulações. Fundiu a mistura numa fogueira de calorosas ênfases, e sobre a massa bateu como um ciclope, longamente, até acentuar a imagem monumental do diretor.
        Aristarco depois do primeiro receio esquecia-se na delícia de uma metamorfose. Venâncio era o seu escultor.
        A estátua não era mais uma aspiração: batiam-na ali. Ele sentia metalizar-se a carne à medida que o Venâncio falava. Compreendia inversamente o prazer de transmutação da matéria bruta que a alma artística penetra e anima: congelava-lhe os membros uma frialdade de ferro; à epiderme, nas mãos, na face, via, adivinhava reflexos desconhecidos de polimento. Consolidavam-se as dobras das roupas em modelagem resistente e fixa. Sentia-se estranhamente maciço por dentro, como se houvera bebido gesso. Parava-lhe o sangue nas artérias comprimidas. Perdia a sensação da roupa; empedernia-se, mineralizava-se todo. Não era um ser humano: era um corpo inorgânico, rochedo inerte, bloco metálico, escória de fundição, forma de bronze, vivendo a vida exterior das esculturas, sem consciência, sem individualidade, morto sobre a cadeira, oh, glória! Mas feito estátua.
        “Coroemo-lo!” bradou de súbito Venâncio.

                                                   Raul Pompeia, O Ateneu

    Considere os seguintes pares de palavras retirados do texto:

    I     “metamorfose” – “transmutação”; 
    II     “dúctil” – “inerte”;
    III    “empedernia” – “mineralizava”.


    Tendo em vista as relações de sentido estabelecidas no texto, é correto afirmar que pode ser lido como sinônimo apenas o par indicado em

    Escolha uma alternativa para a questão 2df6887c-d8
  • Linguagens

    Português

        Depois de uma parte de concerto, que foi como descanso reparador, seguiu-se a oferta do busto. Teve a palavra o Professor Venâncio.
    (...)
    O orador acumulou paciente todos os epítetos de engrandecimento, desde o raro metal da sinceridade até o cobre dúctil, cantante das adulações. Fundiu a mistura numa fogueira de calorosas ênfases, e sobre a massa bateu como um ciclope, longamente, até acentuar a imagem monumental do diretor.
        Aristarco depois do primeiro receio esquecia-se na delícia de uma metamorfose. Venâncio era o seu escultor.
        A estátua não era mais uma aspiração: batiam-na ali. Ele sentia metalizar-se a carne à medida que o Venâncio falava. Compreendia inversamente o prazer de transmutação da matéria bruta que a alma artística penetra e anima: congelava-lhe os membros uma frialdade de ferro; à epiderme, nas mãos, na face, via, adivinhava reflexos desconhecidos de polimento. Consolidavam-se as dobras das roupas em modelagem resistente e fixa. Sentia-se estranhamente maciço por dentro, como se houvera bebido gesso. Parava-lhe o sangue nas artérias comprimidas. Perdia a sensação da roupa; empedernia-se, mineralizava-se todo. Não era um ser humano: era um corpo inorgânico, rochedo inerte, bloco metálico, escória de fundição, forma de bronze, vivendo a vida exterior das esculturas, sem consciência, sem individualidade, morto sobre a cadeira, oh, glória! Mas feito estátua.
        “Coroemo-lo!” bradou de súbito Venâncio.

                                                   Raul Pompeia, O Ateneu
    Considerada no contexto de O Ateneu, a cena em que Aristarco se vê, simbolicamente, convertido em estátua de metal representa o resultado ou a consumação das motivações principais da personagem, a saber, a
    Escolha uma alternativa para a questão 2dfa0c2c-d8
  • Linguagens

    Português

        Depois de uma parte de concerto, que foi como descanso reparador, seguiu-se a oferta do busto. Teve a palavra o Professor Venâncio.
    (...)
    O orador acumulou paciente todos os epítetos de engrandecimento, desde o raro metal da sinceridade até o cobre dúctil, cantante das adulações. Fundiu a mistura numa fogueira de calorosas ênfases, e sobre a massa bateu como um ciclope, longamente, até acentuar a imagem monumental do diretor.
        Aristarco depois do primeiro receio esquecia-se na delícia de uma metamorfose. Venâncio era o seu escultor.
        A estátua não era mais uma aspiração: batiam-na ali. Ele sentia metalizar-se a carne à medida que o Venâncio falava. Compreendia inversamente o prazer de transmutação da matéria bruta que a alma artística penetra e anima: congelava-lhe os membros uma frialdade de ferro; à epiderme, nas mãos, na face, via, adivinhava reflexos desconhecidos de polimento. Consolidavam-se as dobras das roupas em modelagem resistente e fixa. Sentia-se estranhamente maciço por dentro, como se houvera bebido gesso. Parava-lhe o sangue nas artérias comprimidas. Perdia a sensação da roupa; empedernia-se, mineralizava-se todo. Não era um ser humano: era um corpo inorgânico, rochedo inerte, bloco metálico, escória de fundição, forma de bronze, vivendo a vida exterior das esculturas, sem consciência, sem individualidade, morto sobre a cadeira, oh, glória! Mas feito estátua.
        “Coroemo-lo!” bradou de súbito Venâncio.

                                                   Raul Pompeia, O Ateneu
    Tendo em vista que a cena aqui reproduzida representa o ápice da solenidade bienal de distribuição dos prêmios aos colegiais, confirma-se o paradoxo de que o colégio Ateneu tem como objetivo primordial
    Escolha uma alternativa para a questão 2dfdacd4-d8
  • Linguagens

    Português

        Depois de uma parte de concerto, que foi como descanso reparador, seguiu-se a oferta do busto. Teve a palavra o Professor Venâncio.
    (...)
    O orador acumulou paciente todos os epítetos de engrandecimento, desde o raro metal da sinceridade até o cobre dúctil, cantante das adulações. Fundiu a mistura numa fogueira de calorosas ênfases, e sobre a massa bateu como um ciclope, longamente, até acentuar a imagem monumental do diretor.
        Aristarco depois do primeiro receio esquecia-se na delícia de uma metamorfose. Venâncio era o seu escultor.
        A estátua não era mais uma aspiração: batiam-na ali. Ele sentia metalizar-se a carne à medida que o Venâncio falava. Compreendia inversamente o prazer de transmutação da matéria bruta que a alma artística penetra e anima: congelava-lhe os membros uma frialdade de ferro; à epiderme, nas mãos, na face, via, adivinhava reflexos desconhecidos de polimento. Consolidavam-se as dobras das roupas em modelagem resistente e fixa. Sentia-se estranhamente maciço por dentro, como se houvera bebido gesso. Parava-lhe o sangue nas artérias comprimidas. Perdia a sensação da roupa; empedernia-se, mineralizava-se todo. Não era um ser humano: era um corpo inorgânico, rochedo inerte, bloco metálico, escória de fundição, forma de bronze, vivendo a vida exterior das esculturas, sem consciência, sem individualidade, morto sobre a cadeira, oh, glória! Mas feito estátua.
        “Coroemo-lo!” bradou de súbito Venâncio.

                                                   Raul Pompeia, O Ateneu
    No excerto, diz o narrador que Aristarco “mineralizava-se todo”, via-se mudado, de ser vivo, em elemento mineral. Processos de mineralização são também centrais na caracterização da principal personagem feminina do romance
    Escolha uma alternativa para a questão 2e011ce0-d8
  • Linguagens

    Português

        Depois de uma parte de concerto, que foi como descanso reparador, seguiu-se a oferta do busto. Teve a palavra o Professor Venâncio.
    (...)
    O orador acumulou paciente todos os epítetos de engrandecimento, desde o raro metal da sinceridade até o cobre dúctil, cantante das adulações. Fundiu a mistura numa fogueira de calorosas ênfases, e sobre a massa bateu como um ciclope, longamente, até acentuar a imagem monumental do diretor.
        Aristarco depois do primeiro receio esquecia-se na delícia de uma metamorfose. Venâncio era o seu escultor.
        A estátua não era mais uma aspiração: batiam-na ali. Ele sentia metalizar-se a carne à medida que o Venâncio falava. Compreendia inversamente o prazer de transmutação da matéria bruta que a alma artística penetra e anima: congelava-lhe os membros uma frialdade de ferro; à epiderme, nas mãos, na face, via, adivinhava reflexos desconhecidos de polimento. Consolidavam-se as dobras das roupas em modelagem resistente e fixa. Sentia-se estranhamente maciço por dentro, como se houvera bebido gesso. Parava-lhe o sangue nas artérias comprimidas. Perdia a sensação da roupa; empedernia-se, mineralizava-se todo. Não era um ser humano: era um corpo inorgânico, rochedo inerte, bloco metálico, escória de fundição, forma de bronze, vivendo a vida exterior das esculturas, sem consciência, sem individualidade, morto sobre a cadeira, oh, glória! Mas feito estátua.
        “Coroemo-lo!” bradou de súbito Venâncio.

                                                   Raul Pompeia, O Ateneu
    Por perceber na mineralização (da personagem) um processo de reificação (coisificação) do ser, recusa-se expressamente a converter-se em mineral a personagem
    Escolha uma alternativa para a questão 2e04f3fc-d8
  • Linguagens

    Português

    Esse livro representa a fase intensa, mas breve, de uma esperança que nasceu sob a resistência do mundo livre à fúria nazifacista, mas que logo se retraiu com o advento da guerra fria.
    As indicações presentes na afirmação acima permitem concluir que o livro nela mencionado é 
    Escolha uma alternativa para a questão 2e082838-d8
  • Linguagens

    Português

    NOSSO TEMPO


    (...)
                                     V
    Escuta a hora formidável do almoço
    na cidade. Os escritórios, num passe, esvaziam-se. 
    As bocas sugam um rio de carne, legumes e tortas vitaminosas. 
    Salta depressa do mar a bandeja de peixes argênteos! 
    Os subterrâneos da fome choram caldo de sopa, 
    olhos líquidos de cão através do vidro devoram teu osso. 
    Come, braço mecânico, alimenta-te, mão de papel, é tempo de comida, 
    mais tarde será o de amor. 
    Lentamente os escritórios se recuperam, e os negócios, forma indecisa, evoluem. 


    O esplêndido negócio insinua-se no tráfego. 
    Multidões que o cruzam não veem. É sem cor e sem cheiro. 
    Está dissimulado no bonde, por trás da brisa do sul, 
    vem na areia, no telefone, na batalha de aviões, 
    toma conta de tua alma e dela extrai uma porcentagem. 
    (...) 

                                                     Carlos Drummond de Andrade, Poesia completa.

    Tanto esse trecho de Drummond quanto o romance O cortiço, de Aluísio Azevedo, apresentam a figuração de coletivos humanos em ação. Embora em proporções diferentes, em ambas as obras esses coletivos são movidos sobretudo por forças de caráter
    Escolha uma alternativa para a questão 2e0b763b-d8
  • Linguagens

    Português

    NOSSO TEMPO


    (...)
                                     V
    Escuta a hora formidável do almoço
    na cidade. Os escritórios, num passe, esvaziam-se. 
    As bocas sugam um rio de carne, legumes e tortas vitaminosas. 
    Salta depressa do mar a bandeja de peixes argênteos! 
    Os subterrâneos da fome choram caldo de sopa, 
    olhos líquidos de cão através do vidro devoram teu osso. 
    Come, braço mecânico, alimenta-te, mão de papel, é tempo de comida, 
    mais tarde será o de amor. 
    Lentamente os escritórios se recuperam, e os negócios, forma indecisa, evoluem. 


    O esplêndido negócio insinua-se no tráfego. 
    Multidões que o cruzam não veem. É sem cor e sem cheiro. 
    Está dissimulado no bonde, por trás da brisa do sul, 
    vem na areia, no telefone, na batalha de aviões, 
    toma conta de tua alma e dela extrai uma porcentagem. 
    (...) 

                                                     Carlos Drummond de Andrade, Poesia completa.

    A representação de um processo generalizado de alienação social só NÃO é realizada, no poema, pela figuração
    Escolha uma alternativa para a questão 2e0fd729-d8
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, FGV 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension
    According to the information in the article,
    Escolha uma alternativa para a questão 2e1e8398-d8