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Prova

Prova de 2018: Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário — questões com gabarito

272 questões da prova de 2018 de Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário, em Português, Geografia, História, Inglês e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 272 questões

Resultados: 272 questões

Página 12 de 14

  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2


    A “A língua dos índios é muito rudimentar”


    Assim como outros mitos, esse aqui já começa completamente equivocado. Sua formulação já é, de saída, imprópria: não há uma “língua dos índios”. Há, na verdade, diversas línguas indígenas, faladas por diferentes comunidades indígenas. E nenhuma dessas línguas é “rudimentar”, em qualquer sentido que se possa pensar. As línguas indígenas são extremamente complexas – tão complexas quanto qualquer outra língua natural, como o português, o francês, o chinês ou o japonês.

    Para tentar desconstruir a primeira parte deste mito (sobre haver apenas uma única “língua dos índios”), precisamos falar um pouco sobre a variedade linguística reinante entre as populações indígenas brasileiras.

    Hoje, no Brasil, são faladas cerca de 180 línguas indígenas, por cerca de 220 povos indígenas. Por trás desse número, devo fazer algumas ressalvas. Em primeiro lugar, todo e qualquer método de contagem de línguas é impreciso por natureza, já que os limites entre língua e dialeto são corredios. O critério normalmente utilizado para afirmar que determinada língua é, de fato, uma língua e não um dialeto de uma outra – não é um critério de natureza estritamente linguística, mas de viés marcadamente político. Daí por que, entre os sociolinguistas, se diz que “uma língua é um dialeto com um exército e uma marinha”.

    Além de o critério de contagem das línguas, em especial o de línguas indígenas, não ser preciso e uniforme, há ainda a questão que envolve a destruição das culturas indígenas, e, consequentemente, o desaparecimento de suas línguas. Se hoje temos cerca de 180 línguas indígenas faladas no Brasil, estima-se que, em 1500, à época da chegada portuguesa em terras brasileiras, o número era de 1.270 línguas, ou seja, um número sete vezes maior. Além de o número total de línguas ter sido drasticamente reduzido – e, com isso, o número de populações indígenas – todas as línguas indígenas brasileiras podem hoje ser consideradas línguas ameaçadas.

    Isso significa que, a cada ano que passa, podemos perder uma língua no país. É uma perda terrível, não só para a linguística, mas para o patrimônio mundial cultural e humano. Quando uma língua deixa de existir, perdemos mais do que um sistema de comunicação complexo e estruturado; perdemos uma maneira de ver e de compreender o mundo.

    Gabriel de Ávila Othero. Mitos de Linguagem. São Paulo: Editora Parábola, 2017, p. 109-111. (Adaptado). 

    O problema tratado no Texto 2 recebe uma abordagem mais ampla, mais relevante e mais humana, pois considera que:
    Escolha uma alternativa para a questão 8e05316c-d5
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 2


    A “A língua dos índios é muito rudimentar”


    Assim como outros mitos, esse aqui já começa completamente equivocado. Sua formulação já é, de saída, imprópria: não há uma “língua dos índios”. Há, na verdade, diversas línguas indígenas, faladas por diferentes comunidades indígenas. E nenhuma dessas línguas é “rudimentar”, em qualquer sentido que se possa pensar. As línguas indígenas são extremamente complexas – tão complexas quanto qualquer outra língua natural, como o português, o francês, o chinês ou o japonês.

    Para tentar desconstruir a primeira parte deste mito (sobre haver apenas uma única “língua dos índios”), precisamos falar um pouco sobre a variedade linguística reinante entre as populações indígenas brasileiras.

    Hoje, no Brasil, são faladas cerca de 180 línguas indígenas, por cerca de 220 povos indígenas. Por trás desse número, devo fazer algumas ressalvas. Em primeiro lugar, todo e qualquer método de contagem de línguas é impreciso por natureza, já que os limites entre língua e dialeto são corredios. O critério normalmente utilizado para afirmar que determinada língua é, de fato, uma língua e não um dialeto de uma outra – não é um critério de natureza estritamente linguística, mas de viés marcadamente político. Daí por que, entre os sociolinguistas, se diz que “uma língua é um dialeto com um exército e uma marinha”.

    Além de o critério de contagem das línguas, em especial o de línguas indígenas, não ser preciso e uniforme, há ainda a questão que envolve a destruição das culturas indígenas, e, consequentemente, o desaparecimento de suas línguas. Se hoje temos cerca de 180 línguas indígenas faladas no Brasil, estima-se que, em 1500, à época da chegada portuguesa em terras brasileiras, o número era de 1.270 línguas, ou seja, um número sete vezes maior. Além de o número total de línguas ter sido drasticamente reduzido – e, com isso, o número de populações indígenas – todas as línguas indígenas brasileiras podem hoje ser consideradas línguas ameaçadas.

    Isso significa que, a cada ano que passa, podemos perder uma língua no país. É uma perda terrível, não só para a linguística, mas para o patrimônio mundial cultural e humano. Quando uma língua deixa de existir, perdemos mais do que um sistema de comunicação complexo e estruturado; perdemos uma maneira de ver e de compreender o mundo.

    Gabriel de Ávila Othero. Mitos de Linguagem. São Paulo: Editora Parábola, 2017, p. 109-111. (Adaptado). 

    O Texto 2 aborda um tema que tem implicações interdisciplinares, como se mostra a seguir. Interessa à:
    Escolha uma alternativa para a questão 8e00943e-d5
  • Linguagens

    Português

    TEXTO 1


    A realidade da saúde no Brasil.


    (1) A crise da saúde no Brasil vem de longa data e continua presente. Frequentemente, nos deparamos com notícias de filas de pacientes nos hospitais públicos, além da falta de leitos, equipamentos etc. E, no meio da crise, está a população que precisa de atendimento, e estão os médicos que, quase sempre, atuam em condições precárias.
    (2) Independente do jogo de empurra-empurra, há escassez de recursos financeiros, materiais e humanos, para manter os serviços de saúde operando com eficiência. Problemas, como atraso no repasse dos pagamentos do Ministério da Saúde, baixos valores pagos pelo SUS aos procedimentos médico-hospitalares consolidam o entrave no setor. O mundo econômico da saúde é cruel. Segundo estatísticas oficiais, são gastos R$ 31 bilhões para cuidar de 35 milhões de segurados, enquanto todo o SUS, para suprir o direito à saúde de mais de 145 milhões de brasileiros, gasta quase a mesma quantia. Por essas razões, nos encontramos no 124º lugar no ranking da OMS em qualidade de saúde.
    (3) É difícil para qualquer especialista apontar apenas um motivo para tal crise. Mesmo com a evolução do contexto político-social pelo qual o Brasil passou, pouco mudou. Na realidade, em 500 anos de Brasil, independentemente do regime vigente, a saúde nunca ocupou lugar de destaque. Só se olhou atentamente para o setor quando certas epidemias representaram eminentes ameaças à sociedade.
    (4) É assim desde o Brasil Colônia, quando o país não dispunha de um modelo de atenção à saúde e nem mesmo do interesse em criá-lo, por parte do governo colonizador. As noções empíricas (a cargo dos curandeiros) eram a opção. Com a vinda da família real ao Brasil, se fez necessária a organização de uma estrutura sanitária mínima, capaz de dar suporte ao poder que se instalava no Rio de Janeiro. A carência de médicos no Brasil Colônia e no Brasil Império era enorme. Para se ter uma ideia, no Rio, em 1789, só existiam quatro médicos exercendo a profissão. Em outros estados, eram mesmo inexistentes, o que fez com que proliferassem pelo país os Boticários, a quem cabia a manipulação das fórmulas prescritas pelos médicos.
    (5) Veio a República, e o Brasil continuou o mesmo. No início do século passado, a cidade do Rio apresentava um quadro sanitário caótico, com doenças graves que acometiam a população, como varíola, malária e febre amarela. Isso gerou sérias consequências tanto para a saúde coletiva quanto para o comércio exterior, já que navios estrangeiros evitavam atracar no porto do Rio. Poderíamos escrever muito mais sobre o tema e chegaríamos à mesma conclusão: em pleno século XXI, no Brasil, pouco se evoluiu em política de saúde.
    (6) Dados do Conselho Federal de Medicina revelam que a má distribuição de médicos no país ainda persiste. São 65,9% deles atuando nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentra apenas cerca de 25% da população.
    (7) É a saúde continuando um sistema embrionário e contraditório, pois nos destacamos mundialmente por nossas pesquisas pioneiras, no combate a Aids, por exemplo, mas não conseguimos dar atendimento básico à maioria do povo.
    Disponível em: https://www.boletimjuridico.com.br/doutrina/artigo/1466/a-realidadesaude-brasil.
    A coesão entre segmentos do texto acontece graças a recursos que criam sua continuidade semântica. A esse propósito, analise os comentários em relação ao seguinte trecho: “É assim desde o Brasil Colônia, quando o país não dispunha de um modelo de atenção à saúde e nem mesmo do interesse em criálo, por parte do governo colonizador.”


    1) Os termos em destaque têm sua compreensão dependente de informações dadas em segmentos anteriores do texto.
    2) Em: “o país não dispunha de um modelo de atenção à saúde e nem mesmo do interesse em criá-lo”, o pronome ‘lo’ retoma a referência a ‘pais’.
    3) Há uma continuidade semântica entre os termos ‘Brasil Colônia’ e ‘governo colonizador’.
    4) O trecho em análise ilustra o princípio de que a arrumação sintática das palavras é fundamental à sua interpretação semântica.


    Estão corretas:
    Escolha uma alternativa para a questão 8dfaa24b-d5
  • Ciências Humanas

    Geografia

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estabeleceu uma hierarquia urbana, considerando os diferentes níveis de polarização das cidades. Com referência a essa hierarquia urbana, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão b24d56ce-05
  • Ciências Humanas

    História

    Em dezembro de 1940, o presidente Getúlio Vargas inaugurou o porto de Maceió, uma aspiração antiga dos alagoanos e que se integrava ao conjunto de obras inauguradas durante o governo de Osman Loureiro. Também marcaram o governo desse interventor
    Escolha uma alternativa para a questão b2300e40-05
  • Linguagens

    Inglês

    Read the graph below and answer the following question.


    Imagem da questão de Inglês, Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário 2018, Interpretação de texto | Reading comprehension


    According to the graph above we can assert that

    Escolha uma alternativa para a questão b218720b-05
  • Linguagens

    Inglês

    Read the text below and answer the following question.

    Is it time you went on a social media detox?

        In today's world, social media is central to our lives. It helps us to stay in touch with our friends, promote our work, and follow the latest news. How do these networks impact our mental and physical health?
        A number of studies have linked social media use with increased levels of depression, anxiety, and isolation.
        Social media lovers have twice the risk of depression, compared with their less enthusiastic peers.
        Research has revealed that younger and older users alike are in danger of breaking under the pressure of unachievable standards of beauty and success.
        Among young adult users, social media notably increases the incidence of anxiety and depression, according to the results of a sizeable study conducted in 2016.
      In fact, the researchers saw that users who frequently checked their accounts had a more than twice as high a risk of depression than their less social media-oriented peers.
        This may partly be due to the fact that social networks create an artificial need to be available 24/7, to respond to messages and emoji reactions instantly. But this attitude creates an unnecessary amount of low-key stress that takes its toll on our emotional well-being.
        And, despite the fact that such platforms are supposed to enhance our sense of connectedness with other people, research has found that they actually have the opposite effect: they render dedicated users lonelier and more isolated.
         However, this shouldn't really surprise us. The hyperconnectedness takes place at a superficial level, eliminating all of the extra elements that make communication more valuable and psychologically constructive.
       Such elements include eye contact, body language, the possibility of listening for changes in our interlocutor's tone of voice, or the possibility of physical touch.
        An over-active social media presence can leave its mark not just on our mental health, but also on our physical health — particularly by altering our sleep patterns.
       Lastly, researchers have proven that our commitment to social media platforms can negatively affect our commitment to our own creative and professional lives in complex ways.

    Adaptado de: < https://www.medicalnewstoday.com/articles/321498.php?sr> Acessado em 19 de outubro de 2018.
    Not so enthusiastic social media users
    Escolha uma alternativa para a questão b20e7335-05
  • Linguagens

    Inglês

    Read the text below and answer the following question.

    Is it time you went on a social media detox?

        In today's world, social media is central to our lives. It helps us to stay in touch with our friends, promote our work, and follow the latest news. How do these networks impact our mental and physical health?
        A number of studies have linked social media use with increased levels of depression, anxiety, and isolation.
        Social media lovers have twice the risk of depression, compared with their less enthusiastic peers.
        Research has revealed that younger and older users alike are in danger of breaking under the pressure of unachievable standards of beauty and success.
        Among young adult users, social media notably increases the incidence of anxiety and depression, according to the results of a sizeable study conducted in 2016.
      In fact, the researchers saw that users who frequently checked their accounts had a more than twice as high a risk of depression than their less social media-oriented peers.
        This may partly be due to the fact that social networks create an artificial need to be available 24/7, to respond to messages and emoji reactions instantly. But this attitude creates an unnecessary amount of low-key stress that takes its toll on our emotional well-being.
        And, despite the fact that such platforms are supposed to enhance our sense of connectedness with other people, research has found that they actually have the opposite effect: they render dedicated users lonelier and more isolated.
         However, this shouldn't really surprise us. The hyperconnectedness takes place at a superficial level, eliminating all of the extra elements that make communication more valuable and psychologically constructive.
       Such elements include eye contact, body language, the possibility of listening for changes in our interlocutor's tone of voice, or the possibility of physical touch.
        An over-active social media presence can leave its mark not just on our mental health, but also on our physical health — particularly by altering our sleep patterns.
       Lastly, researchers have proven that our commitment to social media platforms can negatively affect our commitment to our own creative and professional lives in complex ways.

    Adaptado de: < https://www.medicalnewstoday.com/articles/321498.php?sr> Acessado em 19 de outubro de 2018.
    The use of social media
    Escolha uma alternativa para a questão b20a392d-05
  • Linguagens

    Inglês

    Read the text below and answer the following question.


    Can Cellular Agriculture Feed the World?


        Within 20 years, there will be 2 billion more people than today — over 9 billion people in total. The impact to the environment could be severe. Just feeding that population using current methods is problematic.

        On average, cattle ranchers need 100 times more land than corn growers to produce a gram of food. So, if that hungry world continues to eat meat like we do, the demand for land — and fresh water — will be alarming, not to mention the environmental impact of raising so many animals. Meat production aside, the large-scale monoculture of crops like corn usually results in damaging terrestrial pollution from pesticides and soil depletion. The impact to the oceans is equally perilous.

       Instead of farming animals, fish and plants, cellular agriculture grows the proteins and nutrients we consume from a culture, cell by cell. With this alternative approach, the consumable meat and plant tissues produced don’t need to be harvested from animals or plants. It’s food production on an industrial scale.

      The technology to do this is not new. Growing meat from a scaffold embedded in growth culture is no different in theory than making bread from yeast. The vast majority of insulin for diabetics is already manufactured by genetically engineered bacteria, as is the rennet used to culture cheese. In the past 10 years, this approach has been pioneered with a variety of foodstuffs: milk, eggs, beef, chicken, fish — even coffee.

        To succeed, cellular agriculture must overcome 6,000 years of established dependence on traditional agriculture, and it has to do so via one of the most finicky human senses: taste. No one will eat manufactured meat or fish if it doesn’t have the same sensual satisfaction generated by the grown version. So, in addition to all the technical challenges in creating edible tissues from cultures, the startups pioneering this approach are working diligently to make their products tasty.

       The possibilities for cellular agriculture are seemingly limitless; it may be possible to grow human organs for transplant using the method. But it is still early days.


    Adaptado de: <https://earth911.com/business-policy/cellular-agriculture/> Acessado em 19 de outubro de 2018.

    One of the things that makes cellular culture hard to succeed is
    Escolha uma alternativa para a questão b2033d32-05
  • Linguagens

    Português

    Nós, os brasileiros.


        Uma editora europeia me pede que traduza poemas de autores estrangeiros sobre o Brasil.

        Como sempre, eles falam da floresta amazônica, uma floresta muito pouco real, aliás. Um bosque poético, com “mulheres de corpos alvíssimos espreitando entre os troncos das árvores e olhos de serpentes hirtas acariciando esses corpos como dedos amorosos”. Não faltam flores azuis, rios cristalinos e tigres mágicos. Traduzo os poemas por dever de ofício, mas com uma secreta – e nunca realizada – vontade de inserir ali um grãozinho de realidade.

         Nas minhas idas ao Exterior, onde convivi, sobretudo com escritores, professores e estudantes universitários – portanto, gente razoavelmente culta –, fui invariavelmente surpreendida com a profunda ignorância a respeito de quem, como e o que somos.

        – A senhora é brasileira? Comentaram espantados alunos de uma Universidade americana famosa: – Mas a senhora é loira!

         Depois de ler, num Congresso de escritores em Amsterdã, um trecho de um de meus romances traduzidos em inglês, ouvi de um senhor, dono de um antiquário famoso, que segurou comovido minhas duas mãos:

         – Que maravilha! Nunca imaginei que no Brasil houvesse pessoas cultas!

         Pior ainda, no Canadá, alguém exclamou incrédulo:

         – Escritora brasileira? Ué, mas no Brasil existem editoras?

        A culminância foi a observação de uma crítica berlinense, num artigo sobre um romance meu editado por lá, acrescentando, a alguns elogios, a grave restrição: “porém não parece livro brasileiro, pois não fala nem de plantas, nem de índios, nem de bichos.”

       Diante dos três poemas sobre o Brasil, esquisitos para qualquer brasileiro, pensei mais uma vez que esse desconhecimento não se deve apenas à natural alienação estrangeira quanto ao geograficamente fora de seus interesses, mas também é culpa nossa. Pois o que mais exportamos de nós é o exótico e o folclórico.

        Em uma feira do livro de Frankfurt, no espaço brasileiro, o que se via eram livros (não muito bem arrumados), muita caipirinha na mesa, e televisões mostrando carnaval, futebol, praias e ... matos.

        E eu, mulher essencialmente urbana, escritora das geografias interiores de meus personagens neuróticos, me senti tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais. Mesmo que tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era tão brasileira quanto qualquer negra de origem africana vendendo acarajé nas ruas de Salvador. Porque o Brasil é tudo isso.

        E nem a cor de meu cabelo e olhos, nem meu sobrenome, nem os livros que li na infância, nem o idioma que falei naquele tempo, além do português, me fazem menos nascida e vivida nesta terra de tão surpreendentes misturas: imensa, desaproveitada, instigante e (por que ter medo da palavra?) maravilhosa!


    (Lya Luft. Pensar é transgredir. Rio de Janeiro: Record, 2009, p. 49-51) 

    Frente aos comentários que ouvia em seus diferentes contatos, o sentimento que a autora revela é de:

    1) inconformidade; executa seu ofício mas com uma oculta disposição para “inserir ali um grãozinho de realidade”.
    2) desilusão; “mesmo se tentasse explicar, ninguém acreditaria que eu era brasileira”.
    3) um certo desapontamento: “me senti tão deslocada quanto um macaco em uma loja de cristais”.
    4) deslumbramento; “nesta terra de tão surpreendentes misturas!”

    Estão corretas as alternativas:
    Escolha uma alternativa para a questão b1e23a87-05
  • Ciências da Natureza

    Física

    Assinale a alternativa correta com respeito às leis de Newton que determinam o movimento de partículas.
    Escolha uma alternativa para a questão 84778d59-05
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Os domínios Archaea, Bacteria e Eukaria representam categorias taxonômicas acima da categoria Reino, formadas por grupos de organismos originados a partir de diferentes linhagens celulares ao longo da evolução. Para classificá-los filogeneticamente, pode ser utilizado o ribossomo celular. Isto seria possível porque o RNA ribossomal funcionaria como “relógio evolutivo”, uma vez que:

    1) apresenta informação genética que sofreu poucas alterações ao longo da evolução.
    2) está presente tanto em organismos procariontes quanto nos eucariontes.
    3) é produto da transcrição do DNA e, portanto, está diretamente envolvido na decodificação do código genético em proteínas.

    Está(ão) correta(s):
    Escolha uma alternativa para a questão 83c4f7fb-05
  • Ciências da Natureza

    Física

    Um paciente com massa M = 80 kg encontra-se na enfermaria de traumatologia de um hospital. Uma perna dele está com um fixador externo com massa m = 1,00 kg. O fixador está pendurado, amarrado a uma tira de gaze que passa por uma polia, como mostra a figura a seguir. A perna está praticamente na horizontal, mas não toca a cama. Supondo que não há atrito na polia e que toda a massa da perna deva ser considerada, calcule a tração que a tira de gaze exerce no ponto P da figura. Considere a aceleração da gravidade g = 10,0 m/s2 e que a massa da perna é 15% da massa do corpo. Dados: sen(60°) = 0,870, cos(60°) = 0,500 e tg(60°) = 1,73.

    Imagem da questão de Física, Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário 2018, Dinâmica
    Escolha uma alternativa para a questão bc3a6908-d5
  • Matemática

    Matemática

    Alguns testes médicos envolvem a injeção de material radioativo, como o tecnécio. Uma ressonância hepatobiliar de uma vesícula biliar envolve uma injeção de 0,5 ml (equivalente a um décimo de uma colher de chá) de tecnécio, que tem uma meia-vida de 6 horas. Em outras palavras, após t horas da injeção, restam no organismo do paciente 0,5∙2-t/6 ml de tecnécio. Quando a quantidade de tecnécio no organismo atingir 0,03125 ml, não poderá mais causar riscos ao paciente. Em quantas horas após a injeção, o nível do material radioativo atingirá este valor?
    Escolha uma alternativa para a questão bc3026da-d5
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    A diabetes é uma doença que acomete, no Brasil, 13 milhões de pessoas. Considerando diabéticos que apresentam deficiência na produção de insulina, é correto afirmar que a ingestão de alimentos ricos em carboidratos provoca:
    Escolha uma alternativa para a questão bbcf7811-d5
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Acerca da Doença-de-Chagas, causada por Trypanosoma cruzi, uma patologia cuja incidência é alta em comunidades rurais do Nordeste brasileiro, podemos afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão bbc0dce6-d5
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Duas bactérias vivas, uma com cápsula (A) e outra sem cápsula (B), são adicionadas em um tubo de ensaio rico em nutrientes. Após alguns dias de crescimento, uma amostra observada ao microscópio aponta somente a existência de bactérias com cápsula. Considerando mecanismos de recombinação genética bacterianos, é possível que:
    Escolha uma alternativa para a questão bba015f0-d5
  • Ciências Humanas

    Sociologia

    Se a Sociologia é uma disciplina cujo estudo ajuda a melhor compreender a sociabilidade, enquanto exigência natural do ser humano, conclui-se que essa ciência:
    Escolha uma alternativa para a questão 97b81472-d5
  • Ciências da Natureza

    Química

    As reações redox fazem parte de muitos processos presentes no nosso dia a dia, como: respiração dos seres vivos, estocagem de energia em baterias, corrosão de metais, combustão de combustíveis fósseis, fotossíntese etc. A reação abaixo exemplifica uma reação redox:

    a KMnO4 + b Na2SO3 + c H2O → d MnO2 + e Na2SO4 + f KOH


    A soma dos coeficientes estequiométricos a, b, c, d, e e f, que tornam a equação corretamente balanceada, deve ser:
    Escolha uma alternativa para a questão 97990a8a-d5
  • Ciências da Natureza

    Física

    Um automóvel se desloca em movimento uniformemente variado numa estrada retilínea ao longo do eixo x. Observe o sentido do seu movimento na figura a seguir. No instante t = 0 mostrado na figura, sua posição é x = 0, sua velocidade possui módulo igual a 20 m/s, e o seu movimento é acelerado com o módulo da aceleração igual a 2,0 m/s2 . A equação horária da sua posição x (em metros) em função do tempo t (em segundos) é dada por:

    Imagem da questão de Física, Centro de Estudos Superiores de Maceió - Centro Universitário 2018, Cinemática
    Escolha uma alternativa para a questão 97708d42-d5