Questões do ENEM: Linguagens e Tipologia Textual

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161 questões encontradas. Mostrando a página 6 de 9.

  • 1AF227E7-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos

                       Imagem da questão de Português, da prova de 2014

    O adjetivo “convencionais” − em “Para falar com franqueza, o número de anos assim positivo e a data de São Pedro são convencionais” − sugere que:
    Escolha uma alternativa para a questão 1af227e7-96
  • 1AE4BA0E-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos

                       Imagem da questão de Português, da prova de 2014

    O texto corresponde a uma autodescrição de Paulo Honório, protagonista de São Bernardo, romance de Graciliano Ramos. São elementos linguísticos que caracterizam uma sequência autodescritiva:
    Escolha uma alternativa para a questão 1ae4ba0e-96
  • 00928100-39

    Português

    Grafia e Emprego de Iniciais Maiúsculas
    PUC - RJ · 2014FácilEntre para guardar nos favoritos
    Um projeto liderado por um senador brasileiro quer colocar em prática uma nova reforma ortográfica nos países falantes da língua portuguesa. Dentre as mudanças propostas, estão a extinção da letra “h” no início de palavras e a troca de “ch” por “x”.

    A respeito disso um linguista – Carlos A. Faraco – publicou um artigo no qual manifesta seu ponto de vista sobre o fato. As frases abaixo são excertos do artigo do linguista. Avalie a relação proposta entre ambas, depois marque a alternativa CORRETA.

    A) É vandalismo ortográfico o que propõem os “simplificadores” da ortografia que contam com a simpatia de senadores da Comissão de Educação do Senado.

                                                                                    PORQUE

    B) (...) tal reforma, que afeta um volume grande de palavras, teria custos astronômicos (pense-se só na adaptação de um dicionário como o Houaiss) e efeitos educacionais e culturais desagregadores.

    I. A frase A indica que o linguista é contrário à proposta, mas B não serve de argumento para a defesa dessa tese.

    II. A frase A revela que o linguista é contrário à proposta, e a frase B serve de argumento para justificar o ponto de vista que ele defende.

    III. A frase A denota que o linguista é contrário à reforma, por isso ela funciona como argumento para defesa do ponto de vista apresentado em B.
    Assinale a alternativa CORRETA.

    Escolha uma alternativa para a questão 00928100-39
  • EB285AB9-08

    Português

    Colocação Pronominal
    UniCEUB · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto para responder a questão.

                            Diálogo de todo o dia

    - Alô, quem fala?
    - Ninguém. Quem fala é você que está perguntando quem fala.
    - Mas eu preciso saber com quem estou falando.
    - E eu preciso saber antes a quem estou respondendo.
    - Assim não dá. Me faz o obséquio de dizer quem fala?
    - Todo mundo fala, meu amigo, desde que não seja mudo.
    - Isso eu sei, não precisava me dizer como novidade. Eu queria saber é quem está no aparelho.
    - Ah, sim. No aparelho não está ninguém.
    - Como não está, se você está me respondendo?
    - Eu estou fora do aparelho. Dentro do aparelho não cabe ninguém.
    - Engraçadinho. Então, quem está fora do aparelho?
    - Agora melhorou. Estou eu, para servi-lo.
    - Não parece. Se fosse para me servir já teria dito quem está falando.
    - Bem, nós dois estamos falando. Eu de cá, você de lá. E um não  conhece o outro.
    - Se eu conhecesse não estava perguntando.
    - Você é muito perguntador. Pois se fui eu que telefonei.
    - Não perguntei nem vou perguntar. Não estou interessado em conhecer outras pessoas.
    - Mas podia estar interessado pelo menos em responder a quem telefonou.
    - Estou respondendo.
    - Pela última vez, cavalheiro, e em nome de Deus: quem fala?
    - Pela última vez, e em nome da segurança, por que eu sou obrigado a dar esta informação a um desconhecido?
    - Bolas!
    - Bolas digo eu. Bolas e carambolas. Por acaso você não pode dizer com quem deseja falar, para eu lhe responder se essa pessoa está ou não aqui, mora ou não mora neste endereço? Vamos, diga
    de uma vez por todas: com quem deseja falar?
    …Silêncio.
    - Vamos, diga: com quem deseja falar?
    - Desculpe, a confusão é tanta que eu nem sei mais. Esqueci.
    Tchau!

                                                                                                                                Carlos Drummond de Andrade
    Assinale a alternativa que contém assertivas verdadeiras.
    I - É predominante, em toda a crônica, o discurso direto.
    II - Em “Me faz o obséquio de dizer quem fala?”, a forma correta, de acordo com a norma culta, seria “Faça-me o obséquio de dizer quem fala?”
    III -Em “Bolas digo eu. Bolas e carambolas.”, há o emprego da linguagem denotativa.
    Escolha uma alternativa para a questão eb285ab9-08
  • 9818A5DB-7C

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2014MédioEntre para guardar nos favoritos
    O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.

    ROSA, J . G. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.

    No romance Grande sertão: veredas, o protagonista Riobaldo narra sua trajetória de jagunço. A leitura do trecho permite identificar que o desabafo de Riobaldo se aproxima de um(a)
    Escolha uma alternativa para a questão 9818a5db-7c
  • 984A5825-E0

    Português

    Interpretação de Textos
    Centro universitário FAG · 2013Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Tradicionalmente, a redação de um texto de tipo dissertativo está estruturada em partes complementares. Qual das alternativas abaixo traz a designação comum destas partes?
    Escolha uma alternativa para a questão 984a5825-e0
  • 4C40F73B-D7

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2013

    Entre as técnicas narrativas que entram na composição do excerto encontra-se


    I o emprego dos discursos direto, indireto e indireto livre;

    II o foco da narração incidindo primeiramente sobre a vida mental e de relação, mas bem situado em contexto histórico-social determinado;

    III o narrador onisciente, que, no entanto, constitui as personagens principalmente a partir da disseminação de indícios e de sugestões, demandando a perspicácia do leitor.


    Está correto o que se afirma em 

    Escolha uma alternativa para a questão 4c40f73b-d7
  • 3FAE117E-B0

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    Pneumotórax

    Manuel Bandeira
    Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.
    A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
    Tosse, tosse, tosse.

    Mandou chamar o médico:

    – Diga trinta e três.
    – Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
    – Respire.

    ...............................................................................................................................

    – O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
    – Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
    – Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.

    BANDEIRA, Manuel. Libertinagem & Estrela da manhã. 4. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1993, p. 30.
    I. O verbo “poder”, embora formalmente no imperfeito do indicativo, indica hipótese, possibilidade.
    II. O uso do discurso direto tem como efeito conferir ao poema um tom prosaico.
    III. A conjunção “e”, no segundo verso, tem valor adversativo.


    Tendo em conta as afirmativas acima, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 3fae117e-b0
  • 9B6AC441-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    PUC-MINAS · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
    “Vais encontrar o mundo”, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. “Coragem para a luta.” Bastante experimentei depois a verdade deste aviso, que me despia, num gesto, das ilusões de criança educada exoticamente na estufa de carinho que é o regime do amor doméstico, diferente do que se encontra fora, tão diferente, que parece o poema dos cuidados maternos um artifício sentimental, com a vantagem única de fazer mais sensível a criatura à impressão rude do primeiro ensinamento, têmpera brusca da vitalidade na influência de um novo clima rigoroso. Lembramo-nos, entretanto, com saudade hipócrita, dos felizes tempos; como se a mesma incerteza de hoje, sob outro aspecto, não nos houvesse perseguido outrora e não viesse de longe a enfiada das decepções que nos ultrajam.
    (POMPEIA, Raul. O ateneu. São Paulo, FTD, 1992).

    Em relação à estruturação da narrativa, o texto apresenta:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b6ac441-b0
  • D44AB3FF-96

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos
                                                        Infância

         
    Uma noite, depois do café, meu pai me mandou buscar um livro que deixara na cabeceira da cama. Novidade: meu velho nunca se dirigia a mim. E eu, engolido o café, beijava-lhe a mão, porque isto era praxe, mergulhava na rede e adormecia. Espantado, entrei no quarto, peguei com repugnância o antipático objeto e voltei à sala de jantar. Aí recebi ordem para me sentar e abrir o volume. Obedeci engulhando, com a vaga esperança de que uma visita me interrompesse. Ninguém nos visitou naquela noite extraordinária.

          Meu pai determinou que eu principiasse a leitura. Principiei. Mastigando as palavras, gaguejando, gemendo uma cantilena medonha, indiferente à pontuação, saltando linhas e repisando linhas, alcancei o fim da página, sem ouvir gritos. Parei surpreendido, virei a folha, continuei a arrastar-me na gemedeira, como um carro em estrada cheia de buracos.

          Com certeza o negociante recebera alguma dívida perdida: no meio do capítulo pôs-se a conversar comigo, perguntou-me se eu estava compreendendo o que lia. Explicou-me que se tratava de uma história, um romance, exigiu atenção e resumiu a parte já lida. Um casal com filhos andava numa floresta, em noite de inverno, perseguido por lobos, cachorros selvagens. Depois de muito correr, essas criaturas chegavam à cabana de um lenhador. Era ou não era? Traduziu-me em linguagem de cozinha diversas expressões literárias. Animei-me a parolar. Sim, realmente havia alguma coisa no livro, mas era difícil conhecer tudo.

          Alinhavei o resto do capítulo, diligenciando penetrar o sentido da prosa confusa, aventurando-me às vezes a inquirir. E uma luzinha quase imperceptível surgia longe, apagava-se, ressurgia, vacilante, nas trevas do meu espírito.

          Recolhi-me preocupado: os fugitivos, os lobos e o lenhador agitaram-me o sono. Dormi com eles, acordei com eles. As horas voaram. Alheio à escola, aos brinquedos de minhas irmãs, à tagarelice dos moleques, vivi com essas criaturas de sonho, incompletas e misteriosas.

          À noite meu pai me pediu novamente o volume, e a cena da véspera se reproduziu: leitura emperrada, mal-entendidos, explicações.

            Na terceira noite fui buscar o livro espontaneamente, mas o velho estava sombrio e silencioso. E no dia seguinte, quando me preparei para moer a narrativa, afastou-me com um gesto, carrancudo.

          Nunca experimentei decepção tão grande. Era como se tivesse descoberto uma coisa muito preciosa e de repente a maravilha se quebrasse. E o homem que a reduziu a cacos, depois de me haver ajudado a encontrá-la, não imaginou a minha desgraça. A princípio foi desespero, sensação de perda e ruína, em seguida uma longa covardia, a certeza de que as horas de encanto eram boas demais para mim e não podiam durar.


                                                     RAMOS, Graciliano. Infância. São Paulo: Record, 1995. p.187-191.

    A afirmativa em que se associa adequadamente o estilo do escritor Graciliano Ramos à temática desenvolvida no trecho lido é:
    Escolha uma alternativa para a questão d44ab3ff-96
  • CFACEB26-94

    Português

    Figuras de Linguagem
    UERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2013

    Ele está fazendo noventa anos. É uma idade respeitável, e não são muitos que chegam lá, mas − quanto tempo ele pode ainda viver? (l. 14-15)

    No contexto, a pergunta feita pelo narrador está diretamente ligada à informação acerca da idade do pai de Matilda.

    No entanto, entre a informação e a pergunta, o narrador enuncia duas ponderações que possuem a função de:

    Escolha uma alternativa para a questão cfaceb26-94
  • CFA27793-94

    Português

    Interpretação de Textos
    UERJ · 2013FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2013

    Apesar de enunciado em primeira pessoa, o texto inclui, implícita ou explicitamente, outras vozes.

    Um exemplo da presença explícita da fala de outro personagem no texto é:

    Escolha uma alternativa para a questão cfa27793-94
  • CF892EFD-94

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UERJ · 2013MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2013

    Ao longo da reportagem, observa-se o uso de uma linguagem informal, registro que estaria mais próximo do usado pelo leitor.

    Um claro exemplo desse registro informal da linguagem está em:

    Escolha uma alternativa para a questão cf892efd-94
  • DE02C32B-24

    Português

    Interpretação de Textos
    SENAC-SP · 2013DifícilEntre para guardar nos favoritos
          Mas, lá pelo meio do pagode, a baiana caíra na imprudência de derrear-se toda sobre o português e soprar-lhe um segredo, requebrando os olhos. Firmo, de um salto, aprumou-se então defronte dele, medindo-o de alto a baixo com um olhar provocador e atrevido. Jerônimo, também posto de pé, respondeu altivo com um gesto igual. Os instrumentos calaram-se logo. Fez-se um profundo silêncio. Ninguém se mexeu do lugar em que estava. E, no meio da grande roda, iluminados amplamente pelo capitoso luar de abril, os dois homens, perfilados defronte um do outro, olhavam-se em desafio. 

                                          (AZEVEDO, Aluísio. trecho de O cortiço. São Paulo, Ed. Hartra, 2009. p. 106-107) 



    Está correto o que se afirma em:
    Escolha uma alternativa para a questão de02c32b-24
  • 011B23FD-96

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2013Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    imagem-062.jpg

    CURY, C. Disponível em: http:tftirasnacionais.btogspot.com
    Acesso em; 13 nov. 2011.
    A tirinha denota a postura assumida por seu produtor frente ao uso sociai da tecnologia para fins de interação e de informação. Tal posicionamento é expresso, de forma argumentativa, por meio de uma atitude

    Escolha uma alternativa para a questão 011b23fd-96
  • E87386C7-DD

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2012

    Assinale a alternativa correta sobre o Texto I.
    Escolha uma alternativa para a questão e87386c7-dd
  • 70CDBE48-E0

    Português

    Interpretação de Textos
    FATEC · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
    O labirinto dos manuais

    Há alguns meses, troquei meu celular. Um modelo lindo, pequeno, prático. Segundo a vendedora, era capaz de tudo e mais um pouco. Fotografava, fazia vídeos, recebia e-mails e até servia para telefonar. Abri o manual, entusiasmado. “Agora eu aprendo”, decidi, folheando as 49 páginas. Já na primeira, tentei executar as funções. Duas horas depois, eu estava prestes a roer o aparelho. O manual tentava prever todas as possibilidades. Virou um labirinto de instruções! Na semana seguinte, tentei baixar o som da campainha. Só aumentava. Buscava o vibracall, não achava. Era só alguém me chamar e todo mundo em torno saía correndo, pensando que era o alarme de incêndio! Quem me salvou foi um motorista de táxi.

    - Manual só confunde - disse didaticamente. - Dá uma de curioso. Insisti e finalmente descobri que estava no vibracall há meses! O único problema é que agora não consigo botar a campainha de volta!

    Atualmente, estou de computador novo. Fiz o que toda pessoa minuciosa faria. Comprei um livro. Na capa, a promessa: “Rápido e fácil” - um guia prático, simples e colorido! Resolvi: “Vou seguir cada instrução, página por página. Do que adianta ter um supercomputador se não sei usá-lo?”. Quando cheguei à página 20, minha cabeça latejava. O livro tem 342! Cada vez que olho, dá vontade de chorar! Não seria melhor gastar o tempo relendo Guerra e Paz*?

    Tudo foi criado para simplificar. Mas até o micro-ondas ficou difícil. A não ser que eu queira fazer pipoca, que possui sua tecla própria. Mas não posso me alimentar só de pipoca! Ainda se emagrecesse... E o fax com secretária eletrônica? O anterior era simples. Eu apertava um botão e apagava as mensagens. O atual exige que eu toque em um, depois em outro para confirmar, e de novo no primeiro! Outro dia, a luzinha estava piscando. Tentei ouvir a mensagem. A secretária disparou todas as mensagens, desde o início do ano!

    Eu sei que para a garotada que está aí tudo parece muito simples. Mas o mundo é para todos, não é? Talvez alguém dê aulas para entender manuais! Ou o jeito seria aprender só aquilo de que tenho realmente necessidade, e não usar todas as funções. É o que a maioria das pessoas acaba fazendo! Entre as características que definem uma crônica, estão presentes no texto de Walcyr Carrasco:
    Escolha uma alternativa para a questão 70cdbe48-e0
  • 6D21D7CE-E0

    Português

    Interpretação de Textos
    FATEC · 2012MédioEntre para guardar nos favoritos
    O labirinto dos manuais

    Há alguns meses, troquei meu celular. Um modelo lindo, pequeno, prático. Segundo a vendedora, era capaz de tudo e mais um pouco. Fotografava, fazia vídeos, recebia e-mails e até servia para telefonar. Abri o manual, entusiasmado. “Agora eu aprendo”, decidi, folheando as 49 páginas. Já na primeira, tentei executar as funções. Duas horas depois, eu estava prestes a roer o aparelho. O manual tentava prever todas as possibilidades. Virou um labirinto de instruções! Na semana seguinte, tentei baixar o som da campainha. Só aumentava. Buscava o vibracall, não achava. Era só alguém me chamar e todo mundo em torno saía correndo, pensando que era o alarme de incêndio! Quem me salvou foi um motorista de táxi.

    - Manual só confunde - disse didaticamente. - Dá uma de curioso. Insisti e finalmente descobri que estava no vibracall há meses! O único problema é que agora não consigo botar a campainha de volta!

    Atualmente, estou de computador novo. Fiz o que toda pessoa minuciosa faria. Comprei um livro. Na capa, a promessa: “Rápido e fácil” - um guia prático, simples e colorido! Resolvi: “Vou seguir cada instrução, página por página. Do que adianta ter um supercomputador se não sei usá-lo?”. Quando cheguei à página 20, minha cabeça latejava. O livro tem 342! Cada vez que olho, dá vontade de chorar! Não seria melhor gastar o tempo relendo Guerra e Paz*?

    Tudo foi criado para simplificar. Mas até o micro-ondas ficou difícil. A não ser que eu queira fazer pipoca, que possui sua tecla própria. Mas não posso me alimentar só de pipoca! Ainda se emagrecesse... E o fax com secretária eletrônica? O anterior era simples. Eu apertava um botão e apagava as mensagens. O atual exige que eu toque em um, depois em outro para confirmar, e de novo no primeiro! Outro dia, a luzinha estava piscando. Tentei ouvir a mensagem. A secretária disparou todas as mensagens, desde o início do ano!

    Eu sei que para a garotada que está aí tudo parece muito simples. Mas o mundo é para todos, não é? Talvez alguém dê aulas para entender manuais! Ou o jeito seria aprender só aquilo de que tenho realmente necessidade, e não usar todas as funções. É o que a maioria das pessoas acaba fazendo! Pelos comentários feitos pelo narrador, pode-se concluir corretamente que
    Escolha uma alternativa para a questão 6d21d7ce-e0
  • DE6FF905-FE

    Português

    Interpretação de Textos
    UNIFESP · 2012DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem 015.jpg

    No plano formal, o poema é marcado por

    Escolha uma alternativa para a questão de6ff905-fe