Questões do ENEM: Linguagens e Estilística

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42 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 3.

  • 1FC1396D-89

    Literatura

    Estilística
    UFU-MG · 2026Entre para guardar nos favoritos

    Q14.png (640×161)


    LEMBREI de nós. Intérpretes: João Gomes; Mestrinho; Jota.pê. Compositores: Kaique Carneiro; Kinho Compositor; Luizinho Compositor; Rian Luca. In: DOMINGUINHO [S. l.: s. n.], 2025. 1 recurso sonoro em linha, faixa 1.


    Assinale a alternativa que descreve corretamente o efeito das rimas e repetições na letra da canção Lembrei de nós, interpretada por João Gomes, Mestrinho e Jota.pê. 

    Escolha uma alternativa para a questão 1fc1396d-89
  • 1FB09357-89

    Literatura

    Estilística
    UFU-MG · 2026Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
        Quando morei na Lapa, um dia que atravessava o passeio público, ouvi que me chamavam: “Manuel!” Olhei para trás, havia uns vagos sujeitos nos bancos, nenhum veio ter comigo, continuei o meu caminho. Soube muito tempo depois que quem me tinha chamado havia sido ninguém menos do que Mario Quintana, o meu querido e admirado, lido e relido poeta gaúcho Mario Quintana, que nunca tivera a fortuna de “avistar” e não conhecia nem de fotografia. [...]

        "Sapato Florido". Uma história em três linhas. "Uma formiguinha atravessa, em diagonal, a página ainda em branco. Mas ele, aquela noite, não escreveu nada. Para quê? Se por ali já havia passado o frêmito e o mistério da vida…" A poesia, para Quintana, é isso: o frêmito e o mistério da vida. Em todos os quintanares se sente que passou a formiguinha.

        Já transcrevi duas coisas do "Sapato Florido". Poderia transcrever muitas outras, quase todas. É o livro de Quintana em que talvez haja mais o "humour" quintanesco, tão impregnado de ternura, de "far niente", de pueris milagres.


    Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/folha-105-anos/2025/11/manuel-bandeira-escreveu-sobre-a-obra-e-a-timidez-de-marioquintana.shtml. Acesso em: 28 nov. 2025.


    Sobre as expressões em negrito no texto, assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão 1fb09357-89
  • 52A3F174-75

    Literatura

    Estilística
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o capítulo intitulado “A borboleta preta” do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.


        No dia seguinte, como eu estivesse a preparar-me para descer, entrou no meu quarto uma borboleta [...]. A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-me na testa. Sacudi-a, ela foi pousar na vidraça; e, porque eu a sacudisse de novo, saiu dali e veio parar em cima de um velho retrato de meu pai. Era negra como a noite. O gesto brando com que, uma vez posta, começou a mover as asas, tinha um certo ar escarninho, que me aborreceu muito. Dei de ombros, saí do quarto; mas tornando lá, minutos depois, e achando-a ainda no mesmo lugar, senti um repelão dos nervos, lancei mão de uma toalha, bati-lhe e ela caiu.

        Não caiu morta; ainda torcia o corpo e movia as farpinhas da cabeça. Apiedei-me; tomei-a na palma da mão e fui depô-la no peitoril da janela. Era tarde; a infeliz expirou dentro de alguns segundos. Fiquei um pouco aborrecido, incomodado.

         — Também por que diabo não era ela azul? disse comigo.

        E esta reflexão, — uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas, — me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo. Deixei-me estar a contemplar o cadáver, com alguma simpatia, confesso. Imaginei que ela saíra do mato, almoçada e feliz. A manhã era linda. Veio por ali fora, modesta e negra, espairecendo as suas borboletices, sob a vasta cúpula de um céu azul, que é sempre azul, para todas as asas. Passa pela minha janela, entra e dá comigo. Suponho que nunca teria visto um homem; não sabia, portanto, o que era o homem; descreveu infinitas voltas em torno do meu corpo, e viu que me movia, que tinha olhos, braços, pernas, um ar divino, uma estatura colossal. Então disse consigo: “Este é provavelmente o inventor das borboletas.” A ideia subjugou-a, aterrou-a; mas o medo, que é também sugestivo, insinuou-lhe que o melhor modo de agradar ao seu criador era beijá-lo na testa, e beijou-me na testa. Quando enxotada por mim, foi pousar na vidraça, viu dali o retrato de meu pai, e não é impossível que descobrisse meia verdade, a saber, que estava ali o pai do inventor das borboletas, e voou a pedir- -lhe misericórdia.

        Pois um golpe de toalha rematou a aventura. Não lhe valeu a imensidade azul, nem a alegria das flores, nem a pompa das folhas verdes, contra uma toalha de rosto, dois palmos de linho cru. Vejam como é bom ser superior às borboletas! Porque, é justo dizê-lo, se ela fosse azul, ou cor de laranja, não teria mais segura a vida; não era impossível que eu a atravessasse com um alfinete, para recreio dos olhos. Não era. Esta última ideia restituiu-me a consolação; uni o dedo grande ao polegar, despedi um piparote e o cadáver caiu no jardim. Era tempo: aí vinham já as próvidas formigas… Não, volto à primeira ideia; creio que para ela era melhor ter nascido azul.


    (Memórias póstumas de Brás Cubas, 2001.)


    Um traço estilístico marcante da prosa de Machado de Assis é a inclusão do leitor na própria tessitura do texto literário, a exemplo do que ocorre
    Escolha uma alternativa para a questão 52a3f174-75
  • F63AB16C-6E

    Literatura

    Estilística
    UFRGS · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Instrução: Para responder a questão, leia os excertos abaixo, retirados de Mas em que mundo tu vive, de José Falero.


    Eu também poderia contar aqui sobre como os colegas me chamavam, na época em que trabalhei num certo supermercado: macaco branco, babuíno malpassado. Ou, então, poderia falar sobre como o pessoal da Bela Vista, onde trabalhei como porteiro, corria a guardar o celular tão logo botava os olhos em mim.


    Aqui na Lomba do Pinheiro existe uma lenda conhecida como C98, ou Circular Pinheiro. Esse ônibus – que dá mil e uma voltas no bairro pra depois ir morrer de cansado lá no alto do Campus do Vale –, nossa mãe!, o bicho passa quando bem entende. A coisa é tanta que as pessoas nunca sabem dizer com certeza se a linha ainda tá funcionando.
    – Vem cá, e o C98, que nunca mais vi, hein? Será que ainda existe aquilo?
    – Ué, e já existiu mesmo alguma vez? Ouvi falar desse troço aqui e ali, mas ver, ver, que é bom, nunca nem vi.
    Pois o troço existe mesmo. E no ano passado, quando comecei a estudar no Colégio de Aplicação, me dei conta de que o C98 era a linha que melhor me servia na ida da Pinheiro pro campus. 
    A partir das leitura dos excertos e da leitura integral da obra Mas em que mundo tu vive, considere as seguintes afirmações.


    I - A obra contém textos divididos em quatro seções: “Assalariados”, “Em construção”, “Branco é a vó” e “Entre as tripas e a razão”. Nesse conjunto de crônicas, o autor se compromete em denunciar questões como as desigualdades econômica e social e o racismo estrutural.

    II - O projeto literário de Falero revela-se no desejo de assumir-se como voz oriunda da periferia. Tal intenção é reiterada em diferentes passagens de suas crônicas, ainda que não seja enunciada de forma literal, transparecendo tanto na escolha temática quanto na elaboração estilística de seus textos.

    III- O autor das crônicas constrói sua escrita de modo a recriar o ritmo da fala, sobretudo aquela própria da periferia de Porto Alegre, seu lugar de origem. Suas crônicas apresentam, frequentemente, gírias e formas de expressão que rompem com a norma culta padrão.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão f63ab16c-6e
  • 39E7570D-69

    Literatura

    Estilística
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto. 

    No avesso das palavras
    na contrária face
    da minha solidão
    eu te amei
    e acariciei
    o teu imperceptível crescer
    como carne da lua
    nos noturnos lábios entreabertos

    E amei-te sem saberes
    amei-te sem o saber
    amando de te procurar
    amando de te inventar

    No contorno do fogo
    desenhei o teu rosto
    e para te reconhecer
    mudei de corpo
    troquei de noites
    juntei crepúsculo e alvorada

    Para me acostumar
    à tua intermitente ausência
    ensinei às timbilas1
    a espera do silêncio

    (Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)

    1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.
    Dizia Obermann no Senancour: “Eu sinto: eis a única palavra do homem que exige verdades. Eu sinto, eu existo para me consumir em desejos indomáveis, para me embeber na sedução de um mundo fantástico, para viver aterrado com o seu voluptuoso engano.”

    (Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 2022.)

    A citação estabelece uma aproximação do poema de Mia Couto à estética do movimento
    Escolha uma alternativa para a questão 39e7570d-69
  • 141EBAF4-69

    Literatura

    Escolas Literárias
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho do romance O cortiço, de Aluísio Azevedo (1857-1913), para responder à questão.

            Passaram-se semanas. Jerônimo tomava agora, todas as manhãs, uma xícara de café bem grosso, à moda da Ritinha, e tragava dois dedos de parati1 “pra cortar a friagem”.

            Uma transformação, lenta e profunda, operava-se nele, dia a dia, hora a hora, reviscerando-lhe o corpo e alando-lhe os sentidos, num trabalho misterioso e surdo de crisálida. A sua energia afrouxava lentamente: fazia-se contemplativo e amoroso. A vida americana e a natureza do Brasil patenteavam-lhe agora aspectos imprevistos e sedutores que o comoviam; esquecia-se dos seus primitivos sonhos de ambição; para idealizar felicidades novas, picantes e violentas; tornava- -se liberal, imprevidente e franco, mais amigo de gastar que de guardar; adquiria desejos, tomava gosto aos prazeres, e volvia-se preguiçoso resignando-se, vencido, às imposições do sol e do calor, muralha de fogo com que o espírito eternamente revoltado do último tamoio entrincheirou a pátria contra os conquistadores aventureiros. [...]

            E o curioso é que quanto mais ia ele caindo nos usos e costumes brasileiros, tanto mais os seus sentidos se apuravam, posto que em detrimento das suas forças físicas. Tinha agora o ouvido menos grosseiro para a música, compreendia até as intenções poéticas dos sertanejos, quando cantam à viola os seus amores infelizes; seus olhos, dantes só voltados para a esperança de tornar à terra, agora, como os olhos de um marujo, que se habituaram aos largos horizontes de céu e mar, já se não revoltavam com a turbulenta luz, selvagem e alegre, do Brasil, e abriam-se amplamente defronte dos maravilhosos despenhadeiros ilimitados e das cordilheiras sem fim, donde, de espaço a espaço, surge um monarca gigante, que o sol veste de ouro e ricas pedrarias refulgentes e as nuvens tocam de alvos turbantes de cambraia2 , num luxo oriental de arábicos príncipes voluptuosos.

    (O cortiço, 2011.)

    1parati: cachaça.
    2cambraia: tecido fino, branco, de algodão.
    Zoomorfismo é um recurso utilizado pela literatura naturalista, no qual os seres humanos são comparados com animais e os aspectos corpóreos dos personagens são privilegiados, em detrimento de sua racionalidade.

    Configura um exemplo explícito de zoomorfismo a passagem: 
    Escolha uma alternativa para a questão 141ebaf4-69
  • 7E2B3F35-68

    Literatura

    Estilística
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questões.



    Quem diz que Amor é falso ou enganoso,

    ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,

    sem falta1 lhe terá bem merecido

    que lhe seja cruel ou rigoroso.


    Amor é brando2, é doce e é piadoso3.

    Quem o contrário diz não seja crido;

    seja por cego e apaixonado tido,

    e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.


    Se males faz Amor, em mim se veem;

    em mim mostrando todo o seu rigor,

    ao mundo quis mostrar quanto podia.


    Mas todas suas iras são de amor;

    todos estes seus males são um bem,

    que eu por todo outro bem não trocaria.



    (Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)



    1 sem falta: sem dúvida.

    2 brando: manso, meigo.

    3 piadoso: piedoso.

    4 inda: ainda.

    Rimas ricas são aquelas que ocorrem entre palavras de classes gramaticais diferentes. Constitui um exemplo de rima rica a que ocorre entre:
    Escolha uma alternativa para a questão 7e2b3f35-68
  • 7E16596C-68

    Literatura

    Estilística
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questões.



    Quem diz que Amor é falso ou enganoso,

    ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,

    sem falta1 lhe terá bem merecido

    que lhe seja cruel ou rigoroso.


    Amor é brando2, é doce e é piadoso3.

    Quem o contrário diz não seja crido;

    seja por cego e apaixonado tido,

    e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.


    Se males faz Amor, em mim se veem;

    em mim mostrando todo o seu rigor,

    ao mundo quis mostrar quanto podia.


    Mas todas suas iras são de amor;

    todos estes seus males são um bem,

    que eu por todo outro bem não trocaria.



    (Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)



    1 sem falta: sem dúvida.

    2 brando: manso, meigo.

    3 piadoso: piedoso.

    4 inda: ainda.

    Em relação às pessoas que fazem afirmações negativas sobre Amor, o eu lírico propõe
    Escolha uma alternativa para a questão 7e16596c-68
  • 7F525185-08

    Literatura

    Estilística
    Universidade Federal de Itajubá · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO A SEGUIR.


    O táxi

    Gonçalo M. Tavares


    Uma mulher levanta o braço. Está no passeio. Não tem pressa, mas levanta o braço e acena com a mão. O táxi não para. Está vazio, mas não para.


    A mulher veste calças elegantes, castanhas. Tem um lenço ao pescoço.


    De novo, vemos a sua mão levantada a acenar. Outro táxi que não para.


    A mulher está a sorrir. É bonita. Levanta o braço de novo. Estamos sempre a vê-la, a ver o seu entusiasmo sorridente. Mas não, de novo o táxi não para. Também vazio, mas não para.


    O plano agora abre-se mais. Vemos a mulher, sim, as suas calças elegantes castanhas. E, junto aos seus pés, um corpo inerte; provavelmente morto.


    TAVARES, Gonçalo M. Short Movies. Porto Alegre: Dublinense, 2015. (e-book).

    É correto afirmar que, no conto “O táxi”, o escritor português contemporâneo Gonçalo M. Tavares apresenta uma estética marcada pela(o)
    Escolha uma alternativa para a questão 7f525185-08
  • AFDB7596-00

    Literatura

    Escolas Literárias
    UNESP · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos

    Para responder à questão, examine o desenho de Dedé Laurentino, concebido a partir do poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).


    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2025


    (Dedé Laurentino. Você está aqui, 2023. Adaptado.)

    Poucos poemas causaram tanta polêmica na história da literatura brasileira quanto “No meio do caminho”, publicado originalmente em 1928 na Revista de Antropofagia. São características desse poema de Drummond, que o afastam da estética parnasiana, ainda em voga no Brasil no início do século XX:

    Escolha uma alternativa para a questão afdb7596-00
  • 729AB9FF-4A

    Literatura

    Estilística
    Ensino Einstein · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questão.


    Quem diz que Amor é falso ou enganoso,

    ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,

    sem falta1 lhe terá bem merecido

    que lhe seja cruel ou rigoroso.


    Amor é brando2 , é doce e é piadoso3 .

    Quem o contrário diz não seja crido;

    seja por cego e apaixonado tido,

    e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.


    Se males faz Amor, em mim se veem;

    em mim mostrando todo o seu rigor,

    ao mundo quis mostrar quanto podia.


    Mas todas suas iras são de amor;

    todos estes seus males são um bem,

    que eu por todo outro bem não trocaria.



    (Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)



    sem falta: sem dúvida.

    brando: manso, meigo.

    piadoso: piedoso.

    inda: ainda.

    Rimas ricas são aquelas que ocorrem entre palavras de classes gramaticais diferentes. Constitui um exemplo de rima rica a que ocorre entre:
    Escolha uma alternativa para a questão 729ab9ff-4a
  • 38FF343C-03

    Literatura

    Escolas Literárias
    UECE · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto II

    Ismália


    Quando Ismália enlouqueceu,
    Pôs-se na torre a sonhar...
    Viu uma lua no céu,
    Viu outra lua no mar.


    No sonho em que se perdeu,
    Banhou-se toda em luar...
    Queria subir ao céu,
    Queria descer ao mar...


    E, no desvario seu,
    Na torre pôs-se a cantar...
    Estava perto do céu,
    Estava longe do mar...


    E como um anjo pendeu
    As asas para voar...
    Queria a lua do céu,
    Queria a lua do mar...


    As asas que Deus lhe deu
    Ruflaram de par em par...
    Sua alma subiu ao céu,
    Seu corpo desceu ao mar...


    GUIMARAENS, Alphonsus de. Ismália. In: MOISÉS, Massaud. A literatura Brasileira através dos Textos. 2.ed. São Paulo: Cultrix, 1973. p.318-324.
    É correto afirmar que, no poema,
    Escolha uma alternativa para a questão 38ff343c-03
  • AF449567-16

    Literatura

    Estilística
    UNICENTRO · 2023Entre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto, de Luís Vaz de Camões, a seguir.


    Quando o sol encoberto vai mostrando

    Ao mundo a luz quieta e duvidosa,

    Ao longo de 6.jpg (21×20) praia deleitosa

    Vou na minha inimiga imaginando.


    Aqui a vi, os cabelos concertando;

    Ali, co’a mão na face tão, fermosa;

    Aqui falando alegre, ali cuidosa;

    Agora estando queda, agora andando.


    Aqui esteve sentada, ali me viu,

    Erguendo aqueles olhos, tão isentos;

    Aqui movida um pouco, ali segura.


    Aqui se entristeceu, ali se riu.

    E, enfim, nestes cansados pensamentos

    Passo esta vida vã, que sempre dura.


    (CAMÕES, Luis De. Obra completa. Aguilar; 1963. p. 292.)


    A partir da leitura desse soneto, assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão af449567-16
  • DC3A3A19-8B

    Literatura

    Estilística
    UNESP · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Leia o poema “Pneumotórax”, do poeta Manuel Bandeira (1886-1968).


    Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.

    A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

    Tosse, tosse, tosse.


    Mandou chamar o médico:


    — Diga trinta e três.

    — Trinta e três… trinta e três… trinta e três…

    — Respire.

    -----------------------------------------------------------------

    — O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o [pulmão direito infiltrado.

    — Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

    — Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.


    (Manuel Bandeira. Estrela da vida inteira, 1993.)


    No poema, o poeta aborda,
    Escolha uma alternativa para a questão dc3a3a19-8b
  • DBC640BC-8B

    Literatura

    Classificação dos Gêneros Literários
    UNESP · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Leia o soneto “Descreve o que era naquele tempo a cidade da Bahia”, do poeta Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.


    Q9_12.png (252×285)

    (Gregório de Matos. Poemas escolhidos, 2010.)


    1Trazidos sob os pés os homens nobres: na visão de Gregório de Matos, os mulatos em ascensão subjugam com esperteza os verdadeiros “homens nobres”.
    No soneto, verifica-se rima entre palavras de classes gramaticais diferentes
    Escolha uma alternativa para a questão dbc640bc-8b
  • 72945F33-7B

    Literatura

    Estilística
    UFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritos

    Considere o poema de Adélia Prado, do livro Bagagem.



    GRANDE DESEJO



    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2022



    Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, sobre o poema.



    ( ) A semelhança entre as figuras femininas nomeadas no primeiro e no segundo versos é reforçada pela rima.


    ( ) Os versos 2 e 16 representam imagens díspares e inconciliáveis do eu lírico.


    ( ) A voz poética representa a luta das mulheres para se afirmarem como escritoras, em um campo literário predominantemente masculino.


    ( ) O eu lírico se reconhece como mulher do povo e poeta, vivendo com a mesma intensidade o cotidiano e a criação.



    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é 

    Escolha uma alternativa para a questão 72945f33-7b
  • 7283F006-7B

    Literatura

    Estilística
    UFRGS · 2022Entre para guardar nos favoritos

    Leia o soneto abaixo, de Florbela Espanca.



    Fumo*



    Longe de ti são ermos os caminhos,


    Longe de ti não há luar nem rosas;


    Longe de ti há noites silenciosas,


    Há dias sem calor, beirais sem ninhos!



    Meus olhos são dois velhos pobrezinhos


    Perdidos pelas noites invernosas...


    Abertos, sonham mãos cariciosas,


    Tuas mãos doces plenas de carinhos!


    Os dias são Outonos: choram... choram...


    Há crisântemos roxos que descoram...


    Há murmúrios dolentes de segredos...


    Invoco o nosso sonho! Estendo os braços!


    E ele é, ó meu Amor, pelos espaços,


    Fumo leve que foge entre os meus dedos...


    * Fumo: fumaça, vapor.



    Assinale a alternativa correta sobre “Fumo”

    Escolha uma alternativa para a questão 7283f006-7b
  • 9354E704-74

    Literatura

    Estilística
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2022Entre para guardar nos favoritos
    Leia o soneto de Leonor de Almeida Portugal Lorena e Lencastre, também conhecida como Marquesa de Alorna, para responder à questão.



    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2022


    (Sonetos, 2007.)

    1herdade: propriedade rural de dimensões consideráveis; fazenda.
    Verifica-se rima entre palavras de classes gramaticais diferentes em
    Escolha uma alternativa para a questão 9354e704-74
  • BCF9BC00-04

    Literatura

    Estilística
    UFGD · 2021MédioEntre para guardar nos favoritos
    Considere o excerto de Poemas aos homens do nosso tempo, de Hilda Hilst.

    […]
    III

    HOMENAGEM A NATALIA GORBANIEVSKAYA

    Sobre o vosso jazigo
    - Homem político -
    Nem compaixão, nem flores.
    Apenas o escuro grito
    Dos homens.

    Sobre os vossos filhos
    - Homem político -
    A desventura Do vosso nome.

    E enquanto estiverdes
    À frente da Pátria
    Sobre nós, a mordaça.
    E sobre as vossas vidas
    - Homem político -
    Inexoravelmente, nossa morte.
    […]

    Júbilo Memória Noviciado da Paixão (1974) - Poemas aos Homens do nosso Tempo. Poesia: 1959 – 1979 - São Paulo: Quíron; [Brasília]: INL, 1980.

    Sobre o excerto apresentado, assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão bcf9bc00-04
  • BCDEE98C-04

    Literatura

    Estilística
    UFGD · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos
    O FAZEDOR DE AMANHECER

    Manoel de Barros

    Sou leso em tratagens com máquina.
    Tenho desapetite para inventar coisas prestáveis.
    Em toda a minha vida só engenhei
    Três máquinas
    Como sejam:
    Uma pequena manivela para pegar no sono.
    Um fazedor de amanhecer para usamentos de poetas
    E um platinado de mandioca para o fordeco de meu irmão.
    Cheguei de ganhar um prêmio das indústrias automobilísticas pelo Platinado de Mandioca.
    Fui aclamado de idiota pela maioria das autoridades na entrega do prêmio.
    Pelo que fiquei um tanto soberbo.
    E a glória entronizou-se para sempre em minha existência.

    Disponível em: https://poesiaspreferidas.wordpress.com/2015/04/20/ofazedor-de-amanhecer-manoel-de-barros. Acesso em: 10 ago. 2020.

    Com base na leitura do poema, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão bcdee98c-04