Questões do ENEM: Linguagens e nível muito fácil

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690 questões encontradas. Mostrando a página 24 de 35.

  • 86E12FAA-B4

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Federal de Viçosa · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Texto II

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018
    How to make chocolate cookies

    1. Melt chocolate in the microwave, stir until smooth.
    2. Sift together baking powder, flour, cocoa and salt; set aside.
    3. In a bowl, cream butter with brown sugar and white sugar until smooth.
    4. Beat in eggs taking one at a time, then stir in vanilla and coffee granules until well blended.
    5. Using a wooden spoon, stir in melted chocolate.
    6. Then stir in the dry ingredients until it blends well.
    7. Cover, and allow it to stand for half an hour.
    8. Preheat the oven to 350 degrees F.
    9. Place two cookie sheets with parchment paper.
    10. Roll dough into walnut sized balls onto the prepared cookie sheets.
    11. Then, bake it for ten minutes in the preheated oven. Cookies will still be very soft because of the chocolate.
    12. Let the cookies cool for ten minutes before transferring to wire racks to cool completely.

    Fonte: Disponível em:<http://www.indobase.com/recipes/details/chocolate-cookies.php>.Acesso em: 28 set. de 2018. (Adaptado)
    A receita apresentada no texto II refere-se a um tipo de:
    Escolha uma alternativa para a questão 86e12faa-b4
  • 88EF6A7C-B2

    Português

    Interpretação de Textos
    FATEC · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto para responder à questão.

    13 de maio Hoje amanheceu chovendo. É um dia simpatico para mim. É o dia da Abolição. Dia que comemoramos a libertação dos escravos.

        ...Nas prisões os negros eram os bodes espiatorios. [....]

        Continua chovendo. E eu tenho só feijão e sal. A chuva está forte. Mesmo assim, mandei os meninos para a escola. Estou escrevendo até passar a chuva, para eu ir lá no senhor Manuel vender os ferros. Com o dinheiro dos ferros vou comprar arroz e linguiça. A chuva passou um pouco. Vou sair.

        ..Eu tenho tanto dó dos meus filhos. Quando eles vê as coisas de comer eles brada:

        – Viva a mamãe!

        A manifestação agrada-me. Mas eu já perdi o habito de sorrir. Dez minutos depois eles querem mais comida. Eu mandei o João pedir um pouquinho de gordura a Dona Ida. Ela não tinha. Mandei-lhe um bilhete assim:

        – “Dona Ida peço-te se pode me arranjar um pouco de gordura, para eu fazer uma sopa para os meninos. Hoje choveu e eu não pude ir catar papel. Agradeço. Carolina.”

        ...Choveu, esfriou. É o inverno que chega. E no inverno a gente come mais. A Vera começou pedir comida. E eu não tinha. Era a reprise do espetaculo. Eu estava com dois cruzeiros. Pretendia comprar um pouco de farinha para fazer um virado. Fui pedir um pouco de banha a Dona Alice. Ela deu-me a banha e arroz. Era 9 horas da noite quando comemos.

        E assim no dia 13 de maio de 1958 eu lutava contra a escravatura atual – a fome!

        29 de maio [....]

        ...Há de existir alguem que lendo o que eu escrevo dirá...isto é mentira! Mas, as miserias são reais.

    MARIA DE JESUS, Carolina. Quarto de Despejo: Diário de uma favelada. São Paulo: Editora Ática, 2017. Adaptado.

    Considere a charge

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    Comparando a charge ao texto de Carolina Maria de Jesus, conclui-se corretamente que ambos se relacionam à temática

    Escolha uma alternativa para a questão 88ef6a7c-b2
  • 88923E03-B2

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FATEC · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    eia o texto para responder à questão.

    5 Ways to Boost Your Resilience at Work

        Since the pace and intensity of contemporary work culture are not likely to change, it’s more important than ever to build resilience skills to effectively navigate your worklife. While working as a CEO I’ve seen over and over again that the most resilient individuals aren’t the ones that don’t fail, but rather the ones that fail, learn and thrive1 because of it.

        Resilience is built by attitudes, behaviors and social supports that can be adopted and cultivated by anyone. Factors that lead to resilience include optimism and the ability to stay balanced and manage difficult emotions. To build resilience skills at work it’s important to understand and manage some of the factors that cause us to feel so stressed at work. Being hyperconnected and responsive to work anytime, anywhere, can be extremely onerous.

        The current and rising levels of stress in the workplace should be cause for concern, as there is a direct and adverse relationship between negative stress, wellness and productivity. Stress that causes us to experience difficulty or unhealthy strain is a major cause for concern as it directly and adversely affects personal and business success. Here are some tips on how to develop resilience and stay motivated:

        Exercise mindfulness – Turn your attention to mental training practices associated with mindfulness to improve your judgment accuracy and problem solving, job performance and cognitive flexibility.

        Compartmentalize your cognitive load – Create dedicated times in the day to do specific work-related activities and not others.

        Take detachment2 breaks – Step away from work for even a few minutes to reset energy and attention. Balancing work activity can promote greater energy, mental clarity, creativity and focus.

        Develop mental agility – Decenter stress: step back, reflect, shift perspectives, create options and choose wisely.

        Cultivate compassion – Create positive work relationships, increase cooperation and collaboration, happiness and well-being to decrease stress.

    <https://tinyurl.com/ycvtxc4v> Acesso em: 04.03.2018. Adaptado.

    Glossário:
    (1) Thrive: prosperar, desenvolver, ter sucesso.
    (2) Detachment: descolamento, distanciamento, separação.

    Segundo o texto, o crescente nível de estresse no trabalho
    Escolha uma alternativa para a questão 88923e03-b2
  • 2671050C-AF

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    UNEMAT · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

          O setor de Recursos Humanos (RH) de uma empresa torna público o seletivo para uma vaga de assessoria, informando que apenas dois candidatos foram aprovados: um homem e uma mulher.

          Como houve empate de notas, competências, habilidades e idade, o diretor do RH, ao ser questionado sobre os critérios de desempate, atestou:

    - Aprovo o rapaz! Ela é inteligente, mas é mulher.

    Com base na anedota acima, reflita:

          Em Ela é inteligente, mas é mulher, o termo mas é uma conjunção. Do ponto de vista gramatical, a conjunção é uma palavra invariável que conecta orações, alterando o sentido do enunciado, a depender do seu uso. 

    Assinale a alternativa correta, cujo emprego da conjunção não altera o sentido do enunciado em Ela é inteligente, mas é mulher.
    Escolha uma alternativa para a questão 2671050c-af
  • B0899FC6-15

    Português

    Interpretação de Textos
    FGV · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

                           “PIMBA NA GORDUCHINHA”* DATOU


          Empolgação já não basta. Comentaristas usam cada vez mais estatísticas e termos técnicos para traduzir o que acontece em campo.

          Por tradição, a tarefa de comentar uma partida de futebol sempre foi o oposto disso. A “crônica esportiva” pontificada por lendas como Nelson Rodrigues e Armando Nogueira, entre muitos outros, evocava heróis em campo e fazia da genialidade individual, do empenho coletivo e do imponderável instituições que comandavam o jogo. O belo texto valia tanto quanto – ou mais – que a observação de treinos e jogos. “O padrão para falar de futebol no Brasil costumava abordar aspectos como a qualidade individual do jogador e fatores emocionais”, afirma Carlos Eduardo Mansur, do jornal O Globo. “O desafio hoje é estudar o jogo taticamente.” Não havia no passado, obviamente, a ideia nem os recursos técnicos para compilar dados, que hoje sustentam as análises feitas durante os 90 minutos.

          O uso de softwares que ajudam a dissecar partidas em números se difundiu nos clubes e transbordou para as redações. Crescem grupos dedicados à tabulação e análise de dados. Estatísticas individuais e coletivas, como o número de finalizações de um atacante e a média de posse de bola de uma equipe, são dados prosaicos em palestras de treinadores e programas de TV, blogs ou jornais.

          Detratores desse modelo, no entanto, consideram essa tendência um modismo, uma chatice. “Há preconceito de quem ouve e exagero de quem usa”, afirma o comentarista PVC [Paulo Vinícius Coelho]. Excessos ou modismos à parte, não há como fugir da realidade. O uso de dados e estatísticas por clubes europeus para elaborar estratégias e jogadas é antigo e há anos chegou aos brasileiros, com maior ou menor simpatia. Não existe futebol bem jogado, em alto nível, sem isso.

          A tarefa de dissecar o jogo por números e dados ajuda a entender, mas não esgota o futebol, que, por sua dinâmica, segue como um esporte dos mais imprevisíveis.

                                                                    Rafael Oliveira, Época, 29.01.2018. Adaptado.

    * "ripa na chulipa e pimba na gorduchinha": bordão criado pelo narrador de futebol Osmar Santos e popularizado nos anos 1980.  

    Foram empregadas em sentido figurado as seguintes expressões do texto:
    Escolha uma alternativa para a questão b0899fc6-15
  • 74D24C78-51

    Português

    Denotação e Conotação
    UNIFESP · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial do conto “A doida”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão.


          A doida habitava um chalé no centro do jardim maltratado. E a rua descia para o córrego, onde os meninos costumavam banhar-se. Era só aquele chalezinho, à esquerda, entre o barranco e um chão abandonado; à direita, o muro de um grande quintal. E na rua, tornada maior pelo silêncio, o burro que pastava. Rua cheia de capim, pedras soltas, num declive áspero. Onde estava o fiscal, que não mandava capiná-la?

          Os três garotos desceram manhã cedo, para o banho e a pega de passarinho. Só com essa intenção. Mas era bom passar pela casa da doida e provocá-la. As mães diziam o contrário: que era horroroso, poucos pecados seriam maiores. Dos doidos devemos ter piedade, porque eles não gozam dos benefícios com que nós, os sãos, fomos aquinhoa dos. Não explicavam bem quais fossem esses benefícios, ou explicavam demais, e restava a impressão de que eram todos privilégios de gente adulta, como fazer visitas, receber cartas, entrar para irmandades. E isso não comovia ninguém. A loucura parecia antes erro do que miséria. E os três sentiam-se inclinados a lapidar1 a doida, isolada e agreste no seu jardim.

          Como era mesmo a cara da doida, poucos poderiam dizê-lo. Não aparecia de frente e de corpo inteiro, como as outras pessoas, conversando na calma. Só o busto, recortado numa das janelas da frente, as mãos magras, ameaçando. Os cabelos, brancos e desgrenhados. E a boca inflamada, soltando xingamentos, pragas, numa voz rouca. Eram palavras da Bíblia misturadas a termos populares, dos quais alguns pareciam escabrosos, e todos fortíssimos na sua cólera.

          Sabia-se confusamente que a doida tinha sido moça igual às outras no seu tempo remoto (contava mais de sessenta anos, e loucura e idade, juntas, lhe lavraram o corpo). Corria, com variantes, a história de que fora noiva de um fazendeiro, e o casamento uma festa estrondosa; mas na própria noite de núpcias o homem a repudiara, Deus sabe por que razão. O marido ergueu-se terrível e empurrou-a, no calor do bate-boca; ela rolou escada abaixo, foi quebrando ossos, arrebentando-se. Os dois nunca mais se veriam. Já outros contavam que o pai, não o marido, a expulsara, e esclareciam que certa manhã o velho sentira um amargo diferente no café, ele que tinha dinheiro grosso e estava custando a morrer – mas nos racontos2 antigos abusava-se de veneno. De qualquer modo, as pessoas grandes não contavam a história direito, e os meninos deformavam o conto. Repudiada por todos, ela se fechou naquele chalé do caminho do córrego, e acabou perdendo o juízo. Perdera antes todas as relações. Ninguém tinha ânimo de visitá-la. O padeiro mal jogava o pão na caixa de madeira, à entrada, e eclipsava-se. Diziam que nessa caixa uns primos generosos mandavam pôr, à noite, provisões e roupas, embora oficialmente a ruptura com a família
     se mantivesse inalterável. Às vezes uma preta velha arriscava-se a entrar, com seu cachimbo e sua paciência educada no cativeiro, e lá ficava dois ou três meses, cozinhando. Por fim a doida enxotava-a. E, afinal, empregada nenhuma queria servi-la. Ir viver com a doida, pedir a bênção à doida, jantar em casa da doida, passaram a ser, na cidade, expressões de castigo e símbolos de irrisão3.

          Vinte anos de uma tal existência, e a legenda está feita. Quarenta, e não há mudá-la. O sentimento de que a doida carregava uma culpa, que sua própria doidice era uma falta grave, uma coisa aberrante, instalou-se no espírito das crianças. E assim, gerações sucessivas de moleques passavam pela porta, fixavam cuidadosamente a vidraça e lascavam uma pedra. A princípio, como justa penalidade. Depois, por prazer. Finalmente, e já havia muito tempo, por hábito. Como a doida respondesse sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia de um equilíbrio por compensação, que afogava o remorso.

          Em vão os pais censuravam tal procedimento. Quando meninos, os pais daqueles três tinham feito o mesmo, com relação à mesma doida, ou a outras. Pessoas sensíveis l amentavam o fato, sugeriam que se desse um jeito para internar a doida. Mas como? O hospício era longe, os parentes não se interessavam. E daí – explicava-se ao forasteiro que porventura estranhasse a situação – toda cidade tem seus doidos; quase que toda família os tem. Quando se tornam ferozes, são trancados no sótão; fora disto, circulam pacificamente pelas ruas, se querem fazê-lo, ou não, se preferem ficar em casa. E doido é quem Deus quis que ficasse doido... Respeitemos sua vontade. Não há remédio para loucura; nunca nenhum doido se curou, que a cidade soubesse; e a cidade sabe bastante, ao passo que livros mentem.

                                                                                      (Contos de aprendiz, 2012.)

    1 lapidar: apedrejar.

    2 raconto: relato, narrativa.

    3 irrisão: zombaria.

    • “loucura e idade, juntas, lhe lavraram o corpo” (4° parágrafo)

    • “Ninguém tinha ânimo de visitá-la” (4° parágrafo)

    •  “a ideia de um equilíbrio por compensação, que afogava o remorso” (5o parágrafo)


    Os termos sublinhados foram empregados, respectivamente, em sentido

    Escolha uma alternativa para a questão 74d24c78-51
  • 59CDA6C7-0E

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Para que serve a tecnologia

    Computador


    “Com os computadores e a internet, mudei muito. A Lian de hoje é totalmente diferente daquela de antes da informática. Me abriu portas e, além de tudo, fui aceita por pessoas que achava que não iriam me aceitar. Com a internet, viajei o mundo. Fui até Portugal e à África. Eu nem sabia que lá a realidade era tão forte. Perto deles, estamos até muito bem.” – Tânia “Lian” Silva, 26, índia pankararu.


    TV


    “Eu gosto muito de televisão. Assisto às novelas, me divirto muito. Mas, ao mesmo tempo, sei que aquilo tudo que passa lá não é verdade. É tudo uma ilusão.” – Valentina Maria Vieira dos Santos, 89, índia fulni-ô da aldeia Xixi a cla.


    MP3 Player


    “Cuido do meu tocador de MP3 como se fosse um tesouro. É um pen drive simples, mas é muito especial para mim. Nele ouço músicas indígenas e bandas da própria aldeia. Ele vive emprestado porque acaba sendo a diversão da aldeia inteira. Uso até para exibir uns vídeos que baixo da internet. Basta colocar no aparelho de DVD com entrada USB que tenho.” – Jailton Pankararu, 23, índio pankararu.

    Disponível em: www2.uol.com.br. Acesso em: 1 ago. 2012.


    Os depoimentos apresentados no texto retratam o modo como diferentes gerações indígenas relatam suas experiências com os artefatos tecnológicos. Os comentários revelam

    Escolha uma alternativa para a questão 59cda6c7-0e
  • 59C3B423-0E

    Português

    Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
    ENEM · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    bom... o... eu tenho impressão que o rádio provocou uma revolução... no país na medida que:... ahn principalmente o rádio de pilha né? quer dizer o rádio de pilha representou a quebra de um isolamento do homem do campo principalmente quer dizer então o homem do campo que nunca teria condição de ouvir... falar... de outras coisas... de outros lugares... de outras pessoas, entende? através do rádio de pilha... ele pôde se ligar ao resto do mundo saber que existem outros lugares outras pessoas, que existe um governo, que existem atos do governo... de modo que... o rádio, eu acho que tem um papel até... numa certa medida... ele provocou pelo alcance que tem uma revolução até maior do que a televisão... o que significou a quebra do isolamento... entende? de certas pessoas... a gente vê hoje o operário de obra com o rádio de pilha debaixo do braço durante todo o tempo que ele está trabalhando... quer dizer... se esse canal que é o rádio fosse usado da mesma forma como eu mencionei a televisão... num sentido cultural educativo de boas músicas e de... numa linha realmente de crescimento do homem [...] Esses veículos... de telecomunicações se colocassem a serviço da cultura e da educação seria uma beleza, né?

    CASTILHO, A. T.; PRETTI, D. (Org.). A linguagem falada na cidade de São Paulo: materiais para seu estudo. São Paulo: T. A. Queiroz; Fapesp, 1987.


    A palavra comunicação origina-se do latim communicare e significa “tornar comum”, “repartir”. Nessa transcrição de entrevista, reafirma-se esse papel dos meios de comunicação de massa porque o rádio poderia

    Escolha uma alternativa para a questão 59c3b423-0e
  • FF17CDB5-0A

    Português

    Conjunções: Relação de causa e consequência
    UNESP · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho do livro A dança do universo, do físico brasileiro Marcelo Gleiser, para responder a questão.


        Algumas pessoas tornam-se heróis contra sua própria vontade. Mesmo que elas tenham ideias realmente (ou potencialmente) revolucionárias, muitas vezes não as reconhecem como tais, ou não acreditam no seu próprio potencial. Divididas entre enfrentar sua insegurança expondo suas ideias à opinião dos outros, ou manter-se na defensiva, elas preferem a segunda opção. O mundo está cheio de poemas e teorias escondidos no porão.

        Copérnico é, talvez, o mais famoso desses relutantes heróis da história da ciência. Ele foi o homem que colocou o Sol de volta no centro do Universo, ao mesmo tempo fazendo de tudo para que suas ideias não fossem difundidas, possivelmente com medo de críticas ou perseguição religiosa. Foi quem colocou o Sol de volta no centro do Universo, motivado por razões erradas. Insatisfeito com a falha do modelo de Ptolomeu, que aplicava o dogma platônico do movimento circular uniforme aos corpos celestes, Copérnico propôs que o equante fosse abandonado e que o Sol passasse a ocupar o centro do cosmo. Ao tentar fazer com que o Universo se adaptasse às ideias platônicas, ele retornou aos pitagóricos, ressuscitando a doutrina do fogo central, que levou ao modelo heliocêntrico de Aristarco dezoito séculos antes.

        Seu pensamento reflete o desejo de reformular as ideias cosmológicas de seu tempo apenas para voltar ainda mais no passado; Copérnico era, sem dúvida, um revolucionário conservador. Ele jamais poderia ter imaginado que, ao olhar para o passado, estaria criando uma nova visão cósmica, que abriria novas portas para o futuro. Tivesse vivido o suficiente para ver os frutos de suas ideias, Copérnico decerto teria odiado a revolução que involuntariamente causou.

        Entre 1510 e 1514, compôs um pequeno trabalho resumindo suas ideias, intitulado Commentariolus (Pequeno comentário). Embora na época fosse relativamente fácil publicar um manuscrito, Copérnico decidiu não publicar seu texto, enviando apenas algumas cópias para uma audiência seleta. Ele acreditava piamente no ideal pitagórico de discrição; apenas aqueles que eram iniciados nas complicações da matemática aplicada à astronomia tinham permissão para compartilhar sua sabedoria. Certamente essa posição elitista era muito peculiar, vinda de alguém que fora educado durante anos dentro da tradição humanista italiana. Será que Copérnico estava tentando sentir o clima intelectual da época, para ter uma ideia do quão “perigosas” eram suas ideias? Será que ele não acreditava muito nas suas próprias ideias e, portanto, queria evitar qualquer tipo de crítica? Ou será que ele estava tão imerso nos ideais pitagóricos que realmente não tinha o menor interesse em tornar populares suas ideias? As razões que possam justificar a atitude de Copérnico são, até hoje, um ponto de discussão entre os especialistas.


    (A dança do universo, 2006. Adaptado.)

    Em “Mesmo que elas tenham ideias realmente (ou potencialmente) revolucionárias, muitas vezes não as reconhecem como tais, ou não acreditam no seu próprio potencial” (1o parágrafo), a locução conjuntiva sublinhada pode ser substituída, sem prejuízo para o sentido do texto, por:
    Escolha uma alternativa para a questão ff17cdb5-0a
  • 65871627-09

    Português

    Interpretação de Textos
    CEDERJ · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    No fragmento de “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, o uso da primeira pessoa do singular produz o efeito de
    Escolha uma alternativa para a questão 65871627-09
  • 657D42A7-09

    Português

    Por que- porque/ porquê/ por quê
    CEDERJ · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    A grafia do conector sublinhado em “Um ensaio de Benjamin Moser (...) perguntava por que Machado ainda era tão pouco lido nos EUA” (linhas 18-21), com os itens “por” e “que” separados e sem acento, justifica-se por
    Escolha uma alternativa para a questão 657d42a7-09
  • D15CA6D1-F2

    Português

    Figuras de Linguagem
    USP · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2018

    O oxímoro é uma “figura em que se combinam palavras de sentido oposto que parecem excluir‐se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão” (HOUAISS, 2001). No poema “Sonetilho do falso Fernando Pessoa”, o emprego dessa figura de linguagem ocorre em:
    Escolha uma alternativa para a questão d15ca6d1-f2
  • 97A9AA84-E8

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a

    imagem de um vidro mole que fazia uma volta atrás

    de casa.

    Passou um homem e disse: Essa volta que o

    rio faz por trás de sua casa se chama enseada.

    Não era mais a imagem de uma cobra de vidro que

    fazia uma volta atrás de casa.

    Era uma enseada.

    Acho que o nome empobreceu a imagem.

    BARROS, M. O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Best Seller, 2008.


    O sujeito poético questiona o uso do vocábulo “enseada” porque a

    Escolha uma alternativa para a questão 97a9aa84-e8
  • 977EC60D-E8

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    ENEM · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    A imagem da negra e do negro em produtos de

    beleza e a estética do racismo


    Resumo: Este artigo tem por finalidade discutir a representação da população negra, especialmente da mulher negra, em imagens de produtos de beleza presentes em comércios do nordeste goiano. Evidencia-se que a presença de estereótipos negativos nessas imagens dissemina um imaginário racista apresentado sob a forma de uma estética racista que camufla a exclusão e normaliza a inferiorização sofrida pelos(as) negros(as) na sociedade brasileira. A análise do material imagético aponta a desvalorização estética do negro, especialmente da mulher negra, e a idealização da beleza e do branqueamento a serem alcançados por meio do uso dos produtos apresentados. O discurso midiático-publicitário dos produtos de beleza rememora e legitima a prática de uma ética racista construída e atuante no cotidiano. Frente a essa discussão, sugere-se que o trabalho antirracismo, feito nos diversos espaços sociais, considere o uso de estratégias para uma “descolonização estética” que empodere os sujeitos negros por meio de sua valorização estética e protagonismo na construção de uma ética da diversidade.

    Palavras-chave: Estética, racismo, mídia, educação, diversidade.

    SANT’ANA, J. A imagem da negra e do negro em produtos de beleza e a estética do racismo. Dossiê: trabalho e educação básica. Margens Interdisciplinar. Versão digital. Abaetetuba, n.16,jun. 2017 (adaptado).


    O cumprimento da função referencial da linguagem é uma marca característica do gênero resumo de artigo acadêmico. Na estrutura desse texto, essa função é estabelecida pela

    Escolha uma alternativa para a questão 977ec60d-e8
  • D61B5608-CC

    Português

    Interpretação de Textos
    IFN-MG · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 05


    Considere o trecho:


    “Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de dona Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e, conseguintemente, que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: – Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria.” (ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994).


    O trecho é um exemplar:

    Escolha uma alternativa para a questão d61b5608-cc
  • 56B24D77-07

    Inglês

    Advérbios e conjunções | Adverbs and conjunctions
    Centro Universitário São Camilo · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à questão.

    New crab species honors Harry Potter

         A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
        The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
          The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
          Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
         The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
         In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

    (Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
    No trecho do quinto parágrafo “Instead, it has antennae to probe the depths”, o termo em destaque equivale, em português, a
    Escolha uma alternativa para a questão 56b24d77-07
  • 56A89E71-07

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Centro Universitário São Camilo · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à questão.

    New crab species honors Harry Potter

         A recently discovered crab species has been somewhat tenuously named in honor of characters from the magical world of Harry Potter.
        The crab’s official name is Harryplax severus, with the genus Harryplax named after the crab’s collector, the late researcher and former marine Harry Conley, who died from a gunshot in 2002, as well as the protagonist in J. K. Rowling’s novels. Conley dug up many specimens in Guam’s coral reef rubble almost 20 years ago.
          The latter species part of its name is inspired by the character Severus Snape, who “despite being a central character in the series, keeps his background and agenda mysterious until the very end,” the statement announcing the naming said. The authors note this is “just like the present new species, which has eluded discovery until now, nearly 20 years after it was first collected”.
          Even though Conley found the specimen long ago, its status as a new species and genus was only realized recently by Dr Peter Ng and Dr Jose Cristopher E. Mendoza from the National University of Singapore.
         The crab is tiny, measuring just 7.9 by 5.6 millimeters (0.3 by 0.2 inches), and known only to herald from the island of Guam. It’s found deep in coral rubble or under subtidal rocks, and survives at dark depths with reduced eyes, ones that are not used extensively. Instead, it has antennae to probe the depths, and gets around on long thin legs.
         In the statement, Dr Mendoza was said to be a self-confessed “Potterhead”, hence the somewhat unusual moniker. But it’s not the first time Potter has inspired the naming of a new species – The magazine Popular Science notes that a dinosaur species was named after Hogwarts in 2006 (Dracorex hogwartsia), a wasp in Thailand was named Ampulex dementor in 2014, and a spider was named Eriovixia gryffindori last year.

    (Jonathan O’Callaghan. www.iflscience.com, 24.01.17. Adaptado.)
    In the sentence of the third paragraph “despite being a central character”, the word in bold expresses the idea of
    Escolha uma alternativa para a questão 56a89e71-07
  • 6234B82F-76

    Português

    Formas nominais do verbo (particípio, gerúndio, infinitivo)
    Universidade Virtual de São Paulo · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder a questão.

    Trump assina decreto que altera política americana com Cuba

      São Paulo e Washington – O presidente Donald Trump defendeu o embargo econômico dos Estados Unidos contra Cuba e condicionou avanços na relação bilateral a mudanças políticas na ilha na direção de eleições livres, libertação de presos políticos e respeito à liberdade de expressão. “Eu estou cancelando o acordo completamente unilateral da última administração com Cuba”, declarou em discurso realizado nesta sexta-feira, 16, em Miami.
       Apesar da declaração, Trump reviu apenas questões pontuais da política anunciada por Barack Obama no dia 17 de dezembro de 2014. As mudanças acabam com a possibilidade de viagens individuais para a ilha e proíbem gastos em estabelecimentos turísticos controlados pelo Exército e pelos setores de inteligência e segurança do país. “Lucros provenientes do turismo foram diretamente para as forças armadas”, afirmou.
       Além da reversão desses pontos, a grande transformação foi de tom e na sinalização do futuro da relação bilateral. Enquanto Obama defendeu o levantamento do embargo, Trump prometeu reforçá-lo. A agressividade retórica contra o governo de Raúl Castro também indica uma desaceleração do ritmo de normalização das relações bilaterais.
        Um dos objetivos do novo acordo, explicou Trump, é garantir que a população cubana seja beneficiada diretamente. O presidente norte-americano, entretanto, buscou frisar que ‘atrocidades’ cometidas desde o início do regime dos irmãos Castro não serão toleradas e insinuou que o governo de Barack Obama negligenciou a prática de crimes contra a população da ilha.
     <http://tinyurl.com/y8ol93q4> Acesso em: 17/06/2017. Adaptado.
    Sobre o uso do termo cancelando presente em “Eu estou cancelando o acordo completamente unilateral da última administração com Cuba” , pode-se afirmar que trata-se do uso do
    Escolha uma alternativa para a questão 6234b82f-76
  • 1EBCE27D-FD

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2017

    Arnold Hauser, Teorias da arte. Adaptado.

    No trecho “Numa palavra, qualquer gênero de arte que, de fato, nos afete, torna-se, deste modo, arte moderna” (L. 5-6), as expressões sublinhadas podem ser substituídas, sem prejuízo do sentido do texto, respectivamente, por
    Escolha uma alternativa para a questão 1ebce27d-fd
  • 22A6C587-F9

    Português

    Análise sintática
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia a crônica Já não fazem pais como antigamente para responder à questão.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2017


    DIAFÉRIA, Lourenço. Já não se fazem pais como antigamente. In: VERÍSSIMO, Luís Fernando et al. Para gostar de ler: crônicas. São Paulo: Ática, 2002. Adaptado.

    No excerto "A mãe pediu paciência, no dia seguinte viriam os técnicos para instalar o aparelho" [linhas 6 e 7], a estrutura oracional em destaque se apresenta reescrita na sua forma desenvolvida em:
    Escolha uma alternativa para a questão 22a6c587-f9