Questões do ENEM: Linguagens e nível difícil
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4.735 questões encontradas. Mostrando a página 6 de 237.
0B186194-B1 Texto 01Fake newsNão é de hoje que mentiras são divulgadas como verdades, mas foi com o advento das redes sociais que esse tipo de publicação se popularizou. A imprensa internacional começou a usar com mais frequência o termo fake news durante a eleição de 2016 nos Estados Unidos, na qual Donald Trump tornou-se presidente. Fake news é um termo em inglês e é usado para referir-se a falsas informações divulgadas, principalmente, em redes sociais.Na época em que Trump foi eleito, algumas empresas especializadas identificaram uma série de sites com conteúdo duvidoso. A maioria das notícias divulgadas por esses sites explorava conteúdos sensacionalistas, envolvendo, em alguns casos, personalidades importantes, como a adversária de Trump, Hillary Clinton.Os motivos para que sejam criadas notícias falsas são diversos. Em alguns casos, os autores criam manchetes absurdas com o claro intuito de atrair acessos aos sites e, assim, faturar com a publicidade digital. No entanto, além da finalidade puramente comercial, as fake news podem ser usadas apenas para criar boatos e reforçar um pensamento, por meio de mentiras e da disseminação de ódio. Dessa maneira, prejudicam-se pessoas comuns, celebridades, políticos e empresas.Existem grupos específicos que trabalham espalhando boatos. Porém, não é fácil encontrar as empresas que atuam nesse segmento, pois elas operam na chamada deep web, isto é, uma parte da rede que não é indexada pelos mecanismos de buscas, ficando oculta ao grande público. Para disseminar informações falsas, é criada uma página na internet. Um robô criado pelos programadores desses grupos é o responsável por disseminar o link nas redes. Quanto mais o assunto é mencionado nas redes, mais o robô atua, chegando a disparar informações a cada dois segundos, o que é humanamente impossível. Com tamanho volume de disseminação de conteúdos, pessoas reais ficam vulneráveis às fake news e acabam compartilhando essas informações. Dessa forma, está criada uma rede de mentiras com pessoas reais.Como os responsáveis pelas fake news atuam, geralmente, em uma região da web que é oculta para a grande maioria dos usuários, não é fácil identificá-los e, consequentemente, puni-los. Além disso, essas pessoas usam servidores de fora do país, em lan houses que não exigem identificação.Qualquer tipo de informação falsa, da mais simples à mais descabida, induz as pessoas ao erro. Em vários casos, a notícia contém uma informação falsa cercada de outras verdadeiras. É principalmente nessas situações que estão escondidos os perigos das fake news, e suas consequências podem ser desastrosas.Um caso que ficou conhecido e chegou ao extremo foi o da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, que morreu após ter sido espancada por dezenas de moradores de Guarujá, no litoral de São Paulo, em 2014. A revolta dos moradores foi em virtude de informações publicadas em uma rede social, com um retrato falado de uma possível sequestradora de crianças [...]. A dona de casa foi confundida com a criminosa e acabou linchada por moradores.Outro boato que tomou conta das redes e influenciou diretamente o calendário de vacinação infantil foi o de que algumas vacinas seriam mortais e teriam matado milhares de crianças. O impacto foi tão grande que doenças como o sarampo, do qual o Brasil era considerado livre, voltaram a acometer crianças.Depois da greve dos caminhoneiros em 2018, que durou 11 dias, fechou rodovias de Norte a Sul do país e provocou desabastecimento de diversos produtos, alguns boatos de uma nova greve geraram tumulto nas grandes cidades. Em alguns municípios, filas de carros formaram-se em postos de combustíveis, pois as pessoas temiam o aumento do preço e até mesmo a falta do produto.Em época de eleições, é comum candidatos ou eleitores usarem mentiras para levar vantagem. Com a presença de tantos eleitores nas redes sociais, uma mentira bem plantada pode alterar os rumos de uma eleição, como no caso das eleições de 2016 nos Estados Unidos.Um dado grave que foi constatado pelos pesquisadores do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), nos Estados Unidos, é que a chance de uma notícia falsa ser repassada é consideravelmente maior que a de uma verdadeira. Foram analisadas 126 mil notícias, e percebeu-se que a probabilidade de republicar uma informação falsa é 70% maior do que a de republicar uma notícia verdadeira.Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/curiosidades/fake-news.htm. Acesso em: 15 out. 2023. Adaptado.Com base no trecho “No entanto, além da finalidade puramente comercial, as fake news podem ser usadas apenas para criar boatos e reforçar um pensamento, por meio de mentiras e da disseminação de ódio.”, responda: Das reescritas a seguir, qual provoca alteração no sentido original do trecho?09825E7F-9D Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUFPR · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosO texto a seguir é referência para a questão.7 Tips to Launch Your Product Using a Teaser CampaignAs a small business, there can be a lot of pressure to ensure a product launch goes well. Sometimes the fortunes of the business are directly linked to the successful launch of a new product or service. This can put a lot of pressure on a communications team tasked with getting maximum reach and reward ahead of a launch. In the automotive industry, there’s a long and dubious history behind the protracted teaser campaign. A ‘leak’ is almost always written with inverted commas. And leading publications have a rendering specialist on hand to stitch teased images together into the final product, usually with mixed results. Behind the teaser is the need for the brand to maximize conversation and reach through social engagement. The reality is, some industries are more open to a teaser than others. But the industries that are open to a good teaser campaign may surprise you. Cars, motorcycles, video games, books, films are all pretty obvious candidates for a half decent teaser campaign. How many of us have stayed past the credits at the end of a Marvel film just to see the teaser for the next film? (The Deadpool teaser is still one of my favorites.) You may ask, what do all of these teaser campaigns have in common? The answer is, they have dedicated fans that lap up the intimate details and enjoy the tease that only drip-fed information provides. So if your industry has fans who eagerly await every announcement, no matter how small, then chances are a teaser campaign will work well for your brand. From the outside looking in, some of these teaser campaigns look chaotic. But that’s not the case at all.Disponível em: https://spinsucks.com/marketing/product-launch-teaser-campaign/ . Acesso em 27 jun. 2023.According to the text, we can infer that:B688A0BC-7E Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionEnsino Einstein · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosRead the text to answer question from.Rescuers spotted debris from the tourist submarine Titan on the ocean floor near the wreck of the Titanic on June 22, 2023, indicating that the vessel suffered a catastrophic failure and the five people aboard were killed. Below, Purdue University professor Nina Mahmoudian talks about vehicles for deep ocean research.Nina Mahmoudian: When we talk about water studies, we’re talking about vast areas. And covering vast areas requires tools that can work for extended periods of time, sometimes months. Having people aboard underwater vehicles, especially for such long periods, is expensive and dangerous.One of the tools researchers use is remotely operated vehicles, or ROVs. Basically, there is a cable between the vehicle and operator that allows the operator to command and move the vehicle, and the vehicle can transmit data in real time. ROVs can reach deep ocean — up to a depth of 6,000 meters. It’s also better able to provide the mobility necessary for observing the sea bed and gathering data. Autonomous underwater vehicles provide another opportunity for underwater exploration. They are usually not tied to a ship. They are typically programmed ahead of time to do a specific mission. And while they are underwater they usually don’t have constant communication. At some interval, they surface, relay the data that they have gathered, change the battery or recharge and receive renewed instructions before again submerging.Crewed1 submersibles will be exciting for the public and those involved. However, they will be much more expensive compared with uncrewed explorations because of the required size of the platforms and the need for life-support systems. So, uncrewed vehicles provide better opportunities for exploration at less cost and risk in operating in inhospitable locations. Using remotely operated and autonomous underwater vehicles gives operators the opportunity to perform tasks that are unsafe for humans, like observing under ice and detecting underwater mines.(https://theconversation.com, 23.06.2023. Adapted.)1crewed: carrying or operated by a person or people on board.In the third and fourth paragraphs, the descriptions of the remotely operated vehicle and the autonomous underwater vehicle tell us that they both3476E457-0F Português
Interpretação de TextosUFGD · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritos[...] MARIA LÚCIA – Nossa! Que susto! (ela ouve um interlocutor) O que? Claro. Eu percebi que a luz vermelha acendeu, não sou cega. (pausa) Ah! Não... O senhor não vai me obrigar a abrir toda a minha bagagem, vai? (pausa) Vai. Escuta, eu estou vindo ao Brasil porque, eu sei que o senhor não tem nada a ver com isso, mas é uma emergência. Minha mãe faleceu e eu só consegui passagem para hoje e hoje é enterro, entendeu? (pausa) Morreu, sim... Ah, obrigada. Não, já estava bem idosa, coisa da vida.
[...] SELMA – Em mogno, o senhor não tem nada? (Ela ouve, atenta) Sei... aquele ali, é de que? Cerejeira é? Nem percebi... e olha que mandei fazer os armários lá de casa todinhos em cerejeira. [...] Não, não. Eu queria uma coisa mais simples, acho meio vulgar essas tampas muito entalhadas. (pausa) Como? Claro que não é para mim! Que ideia! Isola! (pausa) Trouxe. Trouxe as medidas, sim. (procura na bolsa. Acha o papel.) O senhor não acha isso um horror? Claro que não... é o seu negócio, não é? A mãe é que é minha.
[...] REGINA – Sabe de uma coisa, Francis? Eu descobri que nunca gostei muito da minha mãe. Pelo menos, não da maneira que as pessoas esperam que a gente goste. Eu tenho investigado essa relação há tanto tempo, mas nunca consegui chegar a nenhuma conclusão satisfatória!
[...] (Luz sobre Laura, noutro ponto. Laura está na redação do jornal, onde trabalha. Ela é a mais fechada, a intelectual da família. Ela está com um telefone nas mãos. Sonoplastia típica da redação de um jornal.)
LAURA – Alô? Alô? Merda! Secretária eletrônica, outra vez. (pausa) Alô, aqui é Laura, novamente. Olha desculpe eu estar incomodando, mas eu preciso de uma declaração sua pra fechar uma matéria ainda hoje. Se você puder ligar aqui pro jornal, eu já deixei o número. Obrigada. (ela desliga e fala com alguém) [...].
FALABELLA, Miguel. A Partilha. Universidade Federal de São João del-Rei. Grupo de Estudos e Pesquisa em Teatro Brasileiro. Cópia digitalizada. São João del Rei – MG, maio, 2011.
Com base na leitura da peça teatral A Partilha, de Miguel Falabella, cujos trechos apresentados suscitam reflexões, é correto afirmar que
34745F80-0F Literatura
Gêneros LiteráriosUFGD · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosA mãe sabia que estivera presa, mas não sabia (não queria saber) o que havia acontecido lá dentro: era demais para o seu coração de mãe, para o seu corpo frágil. Um dia a filha lhe contaria tudo, porque ela acha que as dores têm de ser ditas, que o silêncio é muito perigoso. Ela lhe contaria tudo o que se passou quando esteve presa, mas não hoje, não nesse dia de encontro e despedida, não depois de tanto tempo sem se verem.LEVY, Tatiana Salem. A chave de casa. Rio de Janeiro: Record, 2009. E-book.Tendo como referência o livro A chave de casa, de Tatiana Salem Levy, e analisando mais especificamente o trecho dado, é correto afirmar que esse excerto é parte de uma cena3471C816-0F Português
Interpretação de TextosUFGD · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosXe rohenói eju orendive (Tradução do verso: Nós te chamamos pra revolucionar)
Venha com nós, nessa levada
Xe rohenói eju orendive (Tradução do verso: Nós te chamamos pra revolucionar)
Aldeia unida, mostra a cara
BRÔ MC’S OFICIAL. Brô Mc’s - Eju orendivê | Clipe oficial | Legendado. 6/5/2020. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=sqq1ye9aK0s. Acesso em:
31 out. 2022 (fragmento).

Disponível em: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2022/09/07/apos-darem-o-nome-no-palco-do-rock-in-rio-bro-mcs-fala-de-show-e-da-spoiler-de-proximos-passos.ghtml. Acesso em: 31 out. 2022.
Rememorando o RAP Eju orendive, do Grupo Brô Mcs, estando apresentado o refrão em sua versão oficial, extraído do canal desse Grupo no YouTube, é correto afirmar que
346763A6-0F Português
MorfologiaUFGD · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritos[...]
Orientupis orientupis
Ameriquítalos luso nipo caboclos
Orientupis orientupis
Iberibárbaros indo ciganagôs
[...]
ANTUNES. Arnaldo. Inclassificáveis. Disponível em: https://www.letras.mus.br/ney-matogrosso/1228362/. Acesso em: 05 set. 2022 (fragmento).
Com base no trecho da letra da música Inclassificáveis, composta por Arnaldo Antunes e interpretada por Ney Matogrosso, o compositor recorre ao processo morfológico de formação de palavras chamado
345B155B-0F Inglês
Formação de palavras (prefixos e sufixos) | Word formation (prefix and suffix)UFGD · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritos
Available in: https://www.rd.com/list/animal-cartoons. Access in: 28 Aug. 2022.
Com base no cartum apresentado, é correto afirmar que
B0C1C914-04 Português
Gêneros TextuaisUFGD · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosMETAFICÇÃO HISTORIOGRÁFICA – Caracteriza-se por um uso programático da narração e por uma verdadeira ressurreição da problemática histórica, tratada com uma liberdade nunca conhecida no âmbito da ficção.ROMANCE DE FORMAÇÃO OU BILDUNGSROMAN – Bildungsroman como contributo específico da literatura alemã. O termo foi cunhado em 1803 por K. Morgenstern e por ele desenvolvido como conceito [...]. O protagonista é uma personagem jovem [...] que começa a sua viagem de formação em conflito com o meio em que vive, determinado em afrontá‑lo e recusando uma atitude passiva; deixa‑se marcar pelos acontecimentos e aprende com eles, tem por mestre o mundo e atinge a maturidade integrando no seu carácter as experiências pelas quais vai passando.ROMANCE PICARESCO – A categoria da narrativa mais importante na definição do romance picaresco é a da personagem, pois o protagonista desse tipo de relato é justamente um pícaro. O pícaro é qualificado como uma personagem de condição social humilde, sem ocupação certa, vivendo de expedientes, a maioria dos quais escusos. Conforme González de Gambier aponta (s.d., p. 314), o pícaro – anti-herói por excelência – possui uma filosofia de vida assaz particular: é materialista, primitivo, desleal, manifestando inclinação para a fraude e a vadiagem.REALISMO MÁGICO – Expressão empregada desde os fins dos anos 40 para denominar um tipo de ficção hispano-americana que reagia contra o realismo/naturalismo do século XIX [...]. No mundo acadêmico foi Angel Flores o primeiro a usar o sintagma “realismo mágico” [...]. Observava Flores que a novidade dessa literatura era um tipo de representação em que coexistem fantasia e realidade.ROMANCE POLICIAL – [...] O romance policial pode ser de detective ou de polícia. [...] Como exemplos de detectives, temos Sherlock Holmes, de Conan Doyle [...]. Por outro lado, o romance policial pode ser analítico [...] o crime acontece quase sempre antes de se iniciar a investigação, sendo o enredo um desenrolar lógico de um puzzle para a resolução do qual apenas o herói está à altura [...].Disponível em: https://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia. Acesso em: 02 ago. 2023.Após avaliar os conceitos que permeiam algumas das categorizações do gênero romance propostas por Carlos Ceia, sobre o livro Fazedor de Velhos (2008), de autoria de Rodrigo Lacerda, assinale a alternativa correta.B0BF4159-04 Português
Análise sintáticaUFGD · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosTEXTO IEntre a espada e a rosaQual é a hora de casar, senão aquela em que o coração diz “quero”? A hora que o pai escolhe. Isso descobriu a Princesa na tarde em que o Rei mandou chamá-la e, sem rodeios, lhe disse que, tendo decidido fazer aliança com o povo das fronteiras do Norte, prometera dá-la em casamento ao seu chefe. Se era velho e feio, que importância tinha frente aos soldados que traria para o reino, às ovelhas que poria nos pastos e às moedas que despejaria nos cofres? Estivesse pronta, pois breve o noivo viria buscá-la. De volta ao quarto, a Princesa chorou mais lágrimas do que acreditava ter para chorar. Embotada na cama, aos soluços, implorou ao seu corpo, à sua mente, que lhe fizesse achar uma solução para escapar da decisão do pai. Afinal, esgotada, adormeceu [...].COLASANTI, Marina. Entre a espada e a rosa. In: Mais de 100 histórias maravilhosas. São Paulo: Global, 2015 (fragmento).TEXTO IIEstrutura de uma narrativa
Em termos de estrutura, o conflito, via de regra, determina as partes do enredo:1. Exposição: (ou introdução ou apresentação) coincide geralmente com o começo da história, no qual são apresentados os fatos iniciais, os personagens, às vezes o tempo e o espaço. Enfim, é a parte na qual se situa o leitor diante da história que irá ler.2. Complicação: (ou desenvolvimento) é a parte do enredo na qual se desenvolve o conflito (ou os conflitos) – na verdade pode haver mais de um conflito numa narrativa.3. Clímax: é o momento culminante da história, isto quer dizer que é o momento de maior tensão, no qual o conflito chega a seu ponto máximo. O clímax é o ponto de referência para as outras partes do enredo, que existem em função dele.4. Desfecho: (desenlace ou conclusão) é a solução dos conflitos, boa ou má, vale dizer configurando-se num final feliz ou não. Há muitos tipos de desfecho: surpreendente, feliz, trágico, cômico etc.GANCHO, Cândida Vilares. Como analisar narrativas. São Paulo: Editora Ática, 2006.Com base nas informações contidas nos textos de apoio, assinale a alternativa que contempla uma análise coerente sobre a estrutura narrativa do conto Entre a espada e a rosa, da escritora Marina Colasanti.B0BC8E78-04 Português
Figuras de LinguagemUFGD · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosConstruçãoComeu feijão com arroz como se fosse um príncipeBebeu e soluçou como se fosse um náufragoDançou e gargalhou como se ouvisse músicaE tropeçou no céu como se fosse um bêbadoE flutuou no ar como se fosse um pássaroE se acabou no chão feito um pacote flácidoBUARQUE, Chico. Construção. In: Construção. Rio de Janeiro: Philips/Phonogram, 1971(fragmento). [Disco de Vinil e Capa].Assinale a alternativa que faz referência correta a esse trecho da música Construção, de Chico Buarque de Holanda.B0B9EBB6-04 Português
Interpretação de TextosUFGD · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritos1984– Detesto a pureza, odeio a bondade. Não quero virtude em lugar nenhum. Quero que todo mundo seja devasso até os ossos.– Bom, então acho que você vai gostar de mim, querido. Sou devassa até os ossos.– Você gosta de fazer isso? Não me refiro apenas a estar comigo; falo da coisa em si.– Adoro.Acima de tudo, era o que Winston queria ouvir. Não apenas o amor por uma pessoa, mas o instinto animal, o desejo simples e indiferenciado: essa era a força capaz de estraçalhar o Partido. Deitou-a sobre a relva, entre os jacintos caídos. Dessa vez não houve nenhuma dificuldade. Pouco depois, o movimento ascendente e descendente dos peitos dos dois se regularizou e, numa espécie de abandono prazeroso, separaram-se. O sol parecia ter ficado mais quente. Estavam ambos sonolentos. Winston estendeu o braço para apanhar os dois macacões jogados no chão e usou-os para cobrir parcialmente o corpo de Júlia. Pegaram no sono quase de imediato e dormiram por cerca de meia hora.ORWELL, George. 1984 - edição especial. Trad. Heloisa Jahn e Alexandre Hubner. São Paulo: Companhia das Letras, 2019 (fragmento).Considerando o trecho da obra 1984, de George Orwel, assinale a alternativa correta.B0AFB09F-04 Português
Interpretação de TextosUFGD · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosA Declaração Universal dos Direitos Humanos foi elaborada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), no contexto de um mundo traumatizado com as barbáries da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).Com base em sua leitura e na interpretação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, assinale V para verdadeiro e F para falso nas afirmações a seguir.[ ] Apesar de a Declaração Universal dos Direitos Humanos ser bastante detalhada, é fácil para uma nação, por meio de um tribunal sem independência e parcial, seguir todos os seus termos sem, de fato, promover mudanças. A falta de artigos que deixem clara a não aceitação de medidas que busquem “burlar” os Direitos Humanos é uma das principais fragilidades da Declaração.[ ] A Declaração Universal dos Direitos Humanos diz que toda pessoa pode ser arbitrariamente privada de sua propriedade desde que isso seja feito por um bem maior.[ ] A existência de um sistema de patentes justo e eficiente colabora para o cumprimento de um dos artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.[ ] A pena de morte é direta e expressamente proibida na Declaração Universal dos Direitos Humanos.Considerando as afirmativas de cima para baixo, assinale a alternativa correta.43A9F043-03 Português
Interpretação de TextosUECE · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosTexto 2
(BANDEIRA, Manuel. Estrela da Tarde. Rio de Janeiro: Nova Fronteira [1963], 2007, p. 268)A escolha vocabular do autor, ao apresentar a Lua, ao longo do texto 2, sinaliza0312A03E-03 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUECE · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosT E X T
Social Media Use Is Linked to Brain Changes in Teens, Research Finds
The effect of social media use on children is a fraught area of research, as parents and policymakers try to ascertain the results of a vast experiment already in full swing. Successive studies have added pieces to the pu zzle, fleshing out the implications of a nearly constant stream of virtual interactions beginning in childhood.
A new study by neuroscientists at the University of North Carolina tries something new, conducting successive brain scans of middle schoolers between the ages of 12 and 15, a period of especially rapid brain development.
The researchers found that children who habitually checked their social media feeds at around age 12 showed a distinct trajectory, with their sensitivity to social rewards from peers heightening over time. Teenagers with less engagement in social media followed the opposite path, with a declining interest in social rewards.
The study has important limitations, the authors acknowledge. Because adolescence is a period of expanding social relationships, the brain differences could reflect a natural pivot toward peers, which could be driving more frequent social media use.
“We can’t make causal claims that social media is changing the brain,” said Eva H. Telzer, an associate professor of psychology and neuroscience at the University of North Carolina, Chapel Hill, and one of the authors of the study.
But, she added, “teens who are habitually checking their social media are showing these pretty dramatic changes in the way their brains are responding, which could potentially have long-term consequences well into adulthood, sort of setting the stage for brain development over time.”
A team of researchers studied an ethnically diverse group of 169 students in the sixth and seventh grades from a middle school in rural North Carolina, splitting them into groups according to how often they reported checking Facebook, Instagram and Snapchat feeds.
At around age 12, the students already showed distinct patterns of behavior. Habitual users reported checking their feeds 15 or more times a day; moderate users checked between one and 14 times; nonhabitual users checked less than once a day.
The subjects received full brain scans three times, at approximately one-year intervals, as they played a computerized game that delivered rewards and punishment in the form of smiling or scowling peers. While carrying out the task, the frequent checkers showed increasing activation of three brain areas: reward-processing circuits, which also respond to experiences like winning money or risk-taking behavior; brain regions that determine salience, picking out what stands out in the environment; and the prefrontal cortex, which helps with regulation and control.
The results showed that “teens who grow up checking social media more often are becoming hypersensitive to feedback from their peers,” Dr. Telzer said. Social sensitivity could be adaptive, showing that the teenagers are learning to connect with others; or it could lead to social anxiety and depression if social needs are not met.
“They are showing that the way you use it at one point in your life does influence the way your brain develops, but we don’t know by how much, or whether it’s good or bad,” said Jeff Hancock, the founding director of the Stanford Social Media Lab, who was not involved in the study. He said that many other variables could have contributed to these changes. He described the paper as “a very sophisticated piece of work,” contributing to research that has emerged recently showing that sensitivity to social media varies from person to person.
Over the last decade, social media has remapped the central experiences of adolescence, a period of rapid brain development. Researchers have documented a range of effects on children’s mental health. Some studies have linked use of social media with depression and anxiety, while others found little connection.
Without more information about other aspects of the students’ lives, “it is challenging to discern how specific differences in brain development are to social media checking,” said Adriana Galvan, a specialist in adolescent brain development at the University of California Los Angeles, who was not involved in the study.
Dr. Telzer, one of the study’s authors, described the rising sensitivity to social feedback as “neither good nor bad.” “It’s helping them connect to others and obtain rewards from the things that are common in their social world, which is engaging in social interactions online,” she said. This is the new norm,” she added. “Understanding how this new digital world is influencing teens is important. It may be associated with changes in the brain, but that may be for good or for bad. We don’t necessarily know the long-term implications yet.”
Adapted from: https://www.nytimes.com/2023/01/03/
Although this new study has found some important aspects, itB46C06D4-4C Português
Interpretação de TextosENEM · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosÉ vantajoso que as crianças possam entender o funcionamento por trás da tecnologia que está presente em diversos aspectos da vida cotidiana, aproveitando a curiosidade infantil como impulso inicial. A computação ajuda a desenvolver o raciocínio, a melhorar a comunicação e a trabalhar a capacidade de resolver problemas. Os computadores executam tarefas por meio de comandos dados em uma programação. Essa, por sua vez, é feita com linguagens próprias, que funcionam como uma espécie de “idioma”, por meio do qual o programador se comunica com as máquinas.Porém, mais do que dominar essas linguagens, o programador precisa empregar a lógica computacional. O programador precisa expressar em seu código as condições e seus efeitos, como “se acontecer A, faça B, a não ser que haja X, então faça C”. A escrita de um algoritmo é repleta de condições interconectadas, do tipo “se”, “então”, “senão”, “ou”, “até que”, “enquanto” etc. Por isso, para programar, é necessário compreender esse tipo de raciocínio. Para as crianças, isso é tarefa fácil; afinal elas têm uma capacidade incrível de assimilar informações novas.Disponível em: https://catracalivre.com.br. Acesso em: 25 nov. 2021.Esse texto promove uma reflexão sobre o ensino de programação na infância. A defesa da proposta está ancorada na caracterização da programação com base na sua
60EC14AF-49 Português
Interpretação de TextosENEM · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosO sucesso das redes sociais é fruto da combinação inteligente da capacidade de interagir dentro de uma mesma página da internet e do uso de sistemas de avaliação. Existem duas dinâmicas psicossociais legitimando tais recursos de avaliação. Na primeira, alguém produz conteúdo e é recompensado com essas reações. Já na segunda dinâmica, a produção de conteúdo serve de balão de ensaio para a vida off-line.Prazer e aprendizado são, portanto, as duas promessas originais das redes sociais (anteriores à monetização), nas quais os algoritmos de recomendação prometem reduzir o tempo e a energia para encontrar aquilo que interessa a cada um, no mar de opções disponibilizadas, levando a situação a outro patamar, pela exposição reiterada dos usuários aos conteúdos que agravam sua ansiedade.Assim, por exemplo, pessoas que estão insatisfeitas com o seu corpo fazem buscas que refletem esse desconforto, procurando postagens relacionadas a essa temática. O algoritmo, então, passa a recomendar cada vez mais conteúdos nessa linha e, o que é pior, a convergir para os mais extremos, já que estes tendem a fixar mais a atenção. Em pouco tempo, o usuário “desconfortável” está sendo bombardeado por vídeos que elevam em muito o seu pessimismo e que muitas vezes servem de caminho à anorexia, à bulimia e à depressão.DIAS, A. M. Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 5 nov. 2021 (adaptado).As sociedades têm evoluído concomitantemente ao desenvolvimento de tecnologias que buscam, cada vez mais, automatizar a gestão das informações. No texto, uma consequência negativa desse processo é o fato de ele
60A4C013-49 Português
Interpretação de TextosENEM · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosFoi o caso que um homenzinho, recém-aparecido na cidade, veio à casa do Meu Amigo, por questão de vida e morte, pedir providências. Meu Amigo sendo de vasto saber e pensar, poeta, professor, ex-sargento de cavalaria e delegado de polícia. Por tudo, talvez, costumava afirmar: — “A vida de um ser humano, entre outros seres humanos, é impossível. O que vemos é apenas milagre; salvo melhor raciocínio.” Meu Amigo sendo fatalista.Na data e hora, estava-se em seu fundo de quintal, exercitando ao alvo, com carabinas e revólveres, revezadamente. Meu Amigo, a bom seguro que, no mundo, ninguém, jamais, atirou quanto ele tão bem — no agudo da pontaria e rapidez em sacar arma; gastava nisso, por dia, caixas de balas. Estava justamente especulando: — “Só quem entendia de tudo eram os gregos. A vida tem poucas possibilidades”. Fatalista como uma louça, o Meu Amigo. Sucedeu nesse comenos que o vieram chamar, que o homenzinho o procurava.ROSA, J. G. Primeiras estórias. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1967.Os procedimentos de construção conferem originalidade ao estilo do autor e produzem, no fragmento, efeito de sentido apoiado na609E63CB-49 Português
Interpretação de TextosENEM · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosSaúde aprova implantação de 82 academias em praças públicas na PBSetenta e oito municípios paraibanos deverão receber 82 unidades das Academias da Saúde, que são espaços apropriados para a prática de atividades físicas. Os equipamentos são montados ao ar livre, e a população tem orientação gratuita sobre o uso dos aparelhos para se exercitar. A implantação das academias faz parte de um plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis, cuja meta é reduzir as mortes prematuras em 2% ao ano. O objetivo é alcançar melhorias em indicadores relacionados ao tabagismo, ao álcool, ao sedentarismo, à alimentação inadequada e à obesidade.Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: 11 nov. 2011 (adaptado).No texto, a atividade física é associada à prevenção de doenças crônicas, à redução da mortalidade e à promoção da saúde. A partir de uma perspectiva ampliada e crítica sobre o conceito de saúde, interpretada como resultado de múltiplos fatores, o textoA061A002-AB Português
Interpretação de TextosENEM · 2023DifícilEntre para guardar nos favoritosA escravidãoEsses meninos que aí andam jogando peteca não viram nunca um escravo... Quando crescerem, saberão que já houve no Brasil uma raça triste, votada à escravidão e ao desespero; e verão nos museus a coleção hedionda dos troncos, dos vira-mundos e dos bacalhaus; e terão notícias dos trágicos horrores de uma época maldita: filhos arrancados ao seio das mães, virgens violadas em pranto, homens assados lentamente em fornos de cal, mulheres nuas recebendo na sua mísera nudez desvalida o duplo ultraje das chicotadas e dos olhares do feitor bestial. [...]Mas a sua indignação nunca poderá ser tão grande como a daqueles que nasceram e cresceram em pleno horror, no meio desse horrível drama de sangue e lodo, sentindo dentro do ouvido e da alma, numa arrastada e contínua melopeia, o longo gemer da raça mártir — orquestração satânica de todos os soluços, de todas as impressões, de todos os lamentos que a tortura e a injustiça podem arrancar a gargantas humanas.BILAC, O. Disponível em: www.escritas.org. Acesso em: 29 out. 2021.Publicado em 1902, o texto de Olavo Bilac enfatiza as mazelas da escravidão no Brasil ao