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Questões do ENEM: nível difícil

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Resultados

9.777 questões encontradas. Mostrando a página 360 de 489.

  • 700821F9-D8

    Biologia

    Moléculas, células e tecidos
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Após intoxicações alimentares, medicamentosas ou excesso de bebida, analisando em nível celular, quais organelas estariam atuando especificamente nos mecanismos de reparo dos danos provocados?
    Escolha uma alternativa para a questão 700821f9-d8
  • 6FEA79C3-D8

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o poema abaixo, de Manoel de Barros, e, sobre ele, assinale a alternativa incorreta.


    Deus disse: Vou ajeitar a você um dom:
    Vou pertencer você para uma árvore.
    E pertenceu-me.
    Escuto o perfume dos rios.
    Sei que a voz das águas tem sotaque azul.
    Sei botar cílio nos silêncios.
    Para encontrar o azul eu uso pássaros.
    Só não desejo cair em sensatez.
    Não quero a boa razão das coisas.
    Quero o feitiço das palavras.

    (O retrato do artista quando coisa, 5. ed., Editora Record, Rio de Janeiro: 2007, p.61)
    Escolha uma alternativa para a questão 6fea79c3-d8
  • 6FE635D8-D8

    Literatura

    Escolas Literárias
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O faz-pés, que dá título ao conto de Rui Guilherme, é:
    Escolha uma alternativa para a questão 6fe635d8-d8
  • 6FD97C06-D8

    Português

    Funções morfossintáticas da palavra QUE
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A solidão essencial

    O amor que nos resolve a vida é uma promessa enganosa

    Acho que foi um professor de cursinho quem contou em classe o mito dos andróginos. Parte homem e parte mulher, esses seres eram tão completos e tão felizes que despertaram a inveja de Zeus. Irado, o patriarca do Olimpo disparou raios que separaram em duas cada uma das criaturas perfeitas. Desde então, elas vagam pelo mundo em busca de sua metade. São solitárias e incompletas. Somos nós.

    Não sei o que os gregos queriam dizer ao criar essa lenda, mas a maneira como nós a interpretamos, modernamente, é muito clara: existe alguém lá fora que nasceu para nós. Enquanto não acharmos essa metade (o amor verdadeiro), jamais seremos felizes.

    Muitos de nós acreditamos nisso o tempo todo. Outros acreditam apenas de vez em quando. Raro é encontrar alguém totalmente imune a essa espécie de esperança (ou seria armadilha?) romântica.

    Mas eu às vezes me pergunto se essa é uma ideia construtiva. É saudável imaginar que a nossa felicidade não depende de nós, mas, sim, de outra pessoa qualquer? Mesmo sem tomar o mito dos andróginos ao pé da letra, milhões de pessoas adiam o futuro diariamente à espera de que a vida lhes traga um grande amor, aquele que vai colocar tudo nos eixos.

    Eu pergunto de novo: essa é uma ideia saudável?

    Há um livro do qual eu gosto muito que trata dessa questão – a ideia do amor romântico – como nenhum outro. Chama-se “Sem fraude nem favor, estudos sobre o amor romântico” e foi escrito pelo psiquiatra e psicanalista pernambucano Jurandir Freire Costa, uma das pessoas que melhor fala dos sentimentos e das emoções no mundo real (que é o contrário do mundo idealizado no qual a gente, sem perceber, passa a maior parte da nossa vida).

    Nesse livro, Jurandir afirma que o amor romântico – ao contrário de tudo que nos dizem – não é natural e universal, não é incontrolável e nem é condição essencial à felicidade humana. Isso seriam apenas coisas em que se acredita.

    Não vou reproduzir os argumentos minuciosos e nem a prosa erudita do escritor, mas essencialmente ele afirma que o amor exaltado, sublime e raro que nós endeusamos é uma invenção social (como a música) e uma crença (como a religião) que pode perfeitamente ser questionada e modificada. Não existe um jeito eterno e imutável de amar, diz ele. O amor e a forma de encará-lo sempre variaram ao longo da história. Se nosso jeito atual de amar nos parece opressivo, antiquado ou insatisfatório, que tal tentar outra forma de amar?

    É estranho pensar no amor dessa maneira, não? Estamos acostumados a vê-lo como algo imutável, quase sagrado, que as pessoas têm ou não têm, conseguem ou não conseguem. Mas claramente não é assim. Ao redor de nós existem pessoas que tratam o amor de forma muito diferente entre si. Fulano é muito romântico, quase tonto, enquanto fulana é de um pragmatismo inquietante: sabe exatamente o que deseja e vai atrás. Essas são diferenças reais, que mostram que o bicho amor não é exatamente o mesmo para todo o mundo.

    Quando se compara o nosso modo de agir e pensar com o das outras culturas, as diferenças ficam ainda mais óbvias.

    Nos últimos dias, eu tenho pensado muito em um aspecto particular da nossa ideologia do amor, aquele que diz que é impossível ser feliz sozinho. Não é só a música de Tom Jobim que afirma isso. Tudo que nos circunda brada a mesma mensagem. Ela está nos filmes, nas novelas, nas conversas. Ausência de parceiro é sinônimo de infelicidade, fracasso ou esquisitice. Ou tudo isso junto. Talvez seja verdade que a maioria das pessoas sem parceiros tendem a serem menos felizes, mas o contrário certamente é falso: estar com alguém, ter alguém, não é garantia de felicidade. A gente sabe disso, a gente vive isso, mas, socialmente, a gente não divide essa informação. Para todos os efeitos públicos, vale o seguinte combinado: se a pessoa está casada, ou tem um namorado bacana, sua vida está “resolvida”. Mas isso é falso, não? 

    Namorei uma vez uma moça cujo pai, um sujeito espetacular, casado com uma mulher encantadora, estava há meses numa terrível depressão. Eu olhava para o sujeito e não entendia. Ele tinha mulher, filhos, casa, profissão, amigos e... tinha desmoronado. Os motivos íntimos da derrocada talvez nem ele soubesse, mas a lição para mim foi clara: nossas questões interiores não se resolvem com a parceria amorosa, nem mesmo com a família.

    Não adianta nos cercamos de um cenário de propaganda de margarina (mulher, filhos, cachorro, condomínio) porque, ao final, nossa felicidade depende de nós, das forças interiores que nós somos capazes de mobilizar. As pessoas que amamos nos ajudam, mas elas não substituem nosso amor próprio, nossa motivação e a nossa estabilidade. Precisamos das pessoas, mas precisamos ainda mais de nós mesmos.

    É por isso que a promessa de felicidade amorosa às vezes me incomoda. Ela é falsa. Ela é uma forma de propaganda enganosa. Ele conduz as pessoas numa procura inútil por alguém que as faça sentir inteiras e completas, quando, na verdade, essa sensação de inteireza talvez seja inalcançável.

    Se a gente olhar de novo para o mito do andrógino, talvez haja nele outra sabedoria a ser extraída: a de que nós, homens e mulheres, somos criaturas intrinsecamente solitárias. Vivemos em grupo, precisamos do grupo e buscamos conforto na intimidade do outro, no amor. Mas talvez seja da nossa natureza jamais nos sentirmos inteiros e completos.

    Talvez haja em nós uma inquietação inextinguível e uma angústia que advêm da nossa própria consciência e que nos torna humanos. O amor seria então um alento, um consolo, uma fogueira que nos protege do frio. Mas o frio está lá. E a melhor medida da felicidade talvez seja a forma como lidamos com ele. Como indivíduos, não como casais.

    (Ivan Martins. Época on line, 06/01/2010.)
    A alternativa, em cujo vocábulo o que se equivale morfossintaticamente ao utilizado em "Acho que foi um professor de cursinho ...” (1º parágrafo), é:
    Escolha uma alternativa para a questão 6fd97c06-d8
  • 6FCBAD77-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A solidão essencial

    O amor que nos resolve a vida é uma promessa enganosa

    Acho que foi um professor de cursinho quem contou em classe o mito dos andróginos. Parte homem e parte mulher, esses seres eram tão completos e tão felizes que despertaram a inveja de Zeus. Irado, o patriarca do Olimpo disparou raios que separaram em duas cada uma das criaturas perfeitas. Desde então, elas vagam pelo mundo em busca de sua metade. São solitárias e incompletas. Somos nós.

    Não sei o que os gregos queriam dizer ao criar essa lenda, mas a maneira como nós a interpretamos, modernamente, é muito clara: existe alguém lá fora que nasceu para nós. Enquanto não acharmos essa metade (o amor verdadeiro), jamais seremos felizes.

    Muitos de nós acreditamos nisso o tempo todo. Outros acreditam apenas de vez em quando. Raro é encontrar alguém totalmente imune a essa espécie de esperança (ou seria armadilha?) romântica.

    Mas eu às vezes me pergunto se essa é uma ideia construtiva. É saudável imaginar que a nossa felicidade não depende de nós, mas, sim, de outra pessoa qualquer? Mesmo sem tomar o mito dos andróginos ao pé da letra, milhões de pessoas adiam o futuro diariamente à espera de que a vida lhes traga um grande amor, aquele que vai colocar tudo nos eixos.

    Eu pergunto de novo: essa é uma ideia saudável?

    Há um livro do qual eu gosto muito que trata dessa questão – a ideia do amor romântico – como nenhum outro. Chama-se “Sem fraude nem favor, estudos sobre o amor romântico” e foi escrito pelo psiquiatra e psicanalista pernambucano Jurandir Freire Costa, uma das pessoas que melhor fala dos sentimentos e das emoções no mundo real (que é o contrário do mundo idealizado no qual a gente, sem perceber, passa a maior parte da nossa vida).

    Nesse livro, Jurandir afirma que o amor romântico – ao contrário de tudo que nos dizem – não é natural e universal, não é incontrolável e nem é condição essencial à felicidade humana. Isso seriam apenas coisas em que se acredita.

    Não vou reproduzir os argumentos minuciosos e nem a prosa erudita do escritor, mas essencialmente ele afirma que o amor exaltado, sublime e raro que nós endeusamos é uma invenção social (como a música) e uma crença (como a religião) que pode perfeitamente ser questionada e modificada. Não existe um jeito eterno e imutável de amar, diz ele. O amor e a forma de encará-lo sempre variaram ao longo da história. Se nosso jeito atual de amar nos parece opressivo, antiquado ou insatisfatório, que tal tentar outra forma de amar?

    É estranho pensar no amor dessa maneira, não? Estamos acostumados a vê-lo como algo imutável, quase sagrado, que as pessoas têm ou não têm, conseguem ou não conseguem. Mas claramente não é assim. Ao redor de nós existem pessoas que tratam o amor de forma muito diferente entre si. Fulano é muito romântico, quase tonto, enquanto fulana é de um pragmatismo inquietante: sabe exatamente o que deseja e vai atrás. Essas são diferenças reais, que mostram que o bicho amor não é exatamente o mesmo para todo o mundo.

    Quando se compara o nosso modo de agir e pensar com o das outras culturas, as diferenças ficam ainda mais óbvias.

    Nos últimos dias, eu tenho pensado muito em um aspecto particular da nossa ideologia do amor, aquele que diz que é impossível ser feliz sozinho. Não é só a música de Tom Jobim que afirma isso. Tudo que nos circunda brada a mesma mensagem. Ela está nos filmes, nas novelas, nas conversas. Ausência de parceiro é sinônimo de infelicidade, fracasso ou esquisitice. Ou tudo isso junto. Talvez seja verdade que a maioria das pessoas sem parceiros tendem a serem menos felizes, mas o contrário certamente é falso: estar com alguém, ter alguém, não é garantia de felicidade. A gente sabe disso, a gente vive isso, mas, socialmente, a gente não divide essa informação. Para todos os efeitos públicos, vale o seguinte combinado: se a pessoa está casada, ou tem um namorado bacana, sua vida está “resolvida”. Mas isso é falso, não? 

    Namorei uma vez uma moça cujo pai, um sujeito espetacular, casado com uma mulher encantadora, estava há meses numa terrível depressão. Eu olhava para o sujeito e não entendia. Ele tinha mulher, filhos, casa, profissão, amigos e... tinha desmoronado. Os motivos íntimos da derrocada talvez nem ele soubesse, mas a lição para mim foi clara: nossas questões interiores não se resolvem com a parceria amorosa, nem mesmo com a família.

    Não adianta nos cercamos de um cenário de propaganda de margarina (mulher, filhos, cachorro, condomínio) porque, ao final, nossa felicidade depende de nós, das forças interiores que nós somos capazes de mobilizar. As pessoas que amamos nos ajudam, mas elas não substituem nosso amor próprio, nossa motivação e a nossa estabilidade. Precisamos das pessoas, mas precisamos ainda mais de nós mesmos.

    É por isso que a promessa de felicidade amorosa às vezes me incomoda. Ela é falsa. Ela é uma forma de propaganda enganosa. Ele conduz as pessoas numa procura inútil por alguém que as faça sentir inteiras e completas, quando, na verdade, essa sensação de inteireza talvez seja inalcançável.

    Se a gente olhar de novo para o mito do andrógino, talvez haja nele outra sabedoria a ser extraída: a de que nós, homens e mulheres, somos criaturas intrinsecamente solitárias. Vivemos em grupo, precisamos do grupo e buscamos conforto na intimidade do outro, no amor. Mas talvez seja da nossa natureza jamais nos sentirmos inteiros e completos.

    Talvez haja em nós uma inquietação inextinguível e uma angústia que advêm da nossa própria consciência e que nos torna humanos. O amor seria então um alento, um consolo, uma fogueira que nos protege do frio. Mas o frio está lá. E a melhor medida da felicidade talvez seja a forma como lidamos com ele. Como indivíduos, não como casais.

    (Ivan Martins. Época on line, 06/01/2010.)
    Sobre as informações contidas no 1º parágrafo do texto, pode-se afirmar:


    I. Uma das causas da ira de Zeus veio em consequência da felicidade dos andróginos.

    II. A expressão patriarca do Olimpo substitui o vocábulo Zeus.

    III. Os andróginos eram criaturas perfeitas por serem parte homem e parte mulher.

    IV. Os andróginos são retratados no texto em dois momentos distintos: um momento antes e um momento depois da ira de Zeus.
    Escolha uma alternativa para a questão 6fcbad77-d8
  • 6FC59404-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Pará · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A solidão essencial

    O amor que nos resolve a vida é uma promessa enganosa

    Acho que foi um professor de cursinho quem contou em classe o mito dos andróginos. Parte homem e parte mulher, esses seres eram tão completos e tão felizes que despertaram a inveja de Zeus. Irado, o patriarca do Olimpo disparou raios que separaram em duas cada uma das criaturas perfeitas. Desde então, elas vagam pelo mundo em busca de sua metade. São solitárias e incompletas. Somos nós.

    Não sei o que os gregos queriam dizer ao criar essa lenda, mas a maneira como nós a interpretamos, modernamente, é muito clara: existe alguém lá fora que nasceu para nós. Enquanto não acharmos essa metade (o amor verdadeiro), jamais seremos felizes.

    Muitos de nós acreditamos nisso o tempo todo. Outros acreditam apenas de vez em quando. Raro é encontrar alguém totalmente imune a essa espécie de esperança (ou seria armadilha?) romântica.

    Mas eu às vezes me pergunto se essa é uma ideia construtiva. É saudável imaginar que a nossa felicidade não depende de nós, mas, sim, de outra pessoa qualquer? Mesmo sem tomar o mito dos andróginos ao pé da letra, milhões de pessoas adiam o futuro diariamente à espera de que a vida lhes traga um grande amor, aquele que vai colocar tudo nos eixos.

    Eu pergunto de novo: essa é uma ideia saudável?

    Há um livro do qual eu gosto muito que trata dessa questão – a ideia do amor romântico – como nenhum outro. Chama-se “Sem fraude nem favor, estudos sobre o amor romântico” e foi escrito pelo psiquiatra e psicanalista pernambucano Jurandir Freire Costa, uma das pessoas que melhor fala dos sentimentos e das emoções no mundo real (que é o contrário do mundo idealizado no qual a gente, sem perceber, passa a maior parte da nossa vida).

    Nesse livro, Jurandir afirma que o amor romântico – ao contrário de tudo que nos dizem – não é natural e universal, não é incontrolável e nem é condição essencial à felicidade humana. Isso seriam apenas coisas em que se acredita.

    Não vou reproduzir os argumentos minuciosos e nem a prosa erudita do escritor, mas essencialmente ele afirma que o amor exaltado, sublime e raro que nós endeusamos é uma invenção social (como a música) e uma crença (como a religião) que pode perfeitamente ser questionada e modificada. Não existe um jeito eterno e imutável de amar, diz ele. O amor e a forma de encará-lo sempre variaram ao longo da história. Se nosso jeito atual de amar nos parece opressivo, antiquado ou insatisfatório, que tal tentar outra forma de amar?

    É estranho pensar no amor dessa maneira, não? Estamos acostumados a vê-lo como algo imutável, quase sagrado, que as pessoas têm ou não têm, conseguem ou não conseguem. Mas claramente não é assim. Ao redor de nós existem pessoas que tratam o amor de forma muito diferente entre si. Fulano é muito romântico, quase tonto, enquanto fulana é de um pragmatismo inquietante: sabe exatamente o que deseja e vai atrás. Essas são diferenças reais, que mostram que o bicho amor não é exatamente o mesmo para todo o mundo.

    Quando se compara o nosso modo de agir e pensar com o das outras culturas, as diferenças ficam ainda mais óbvias.

    Nos últimos dias, eu tenho pensado muito em um aspecto particular da nossa ideologia do amor, aquele que diz que é impossível ser feliz sozinho. Não é só a música de Tom Jobim que afirma isso. Tudo que nos circunda brada a mesma mensagem. Ela está nos filmes, nas novelas, nas conversas. Ausência de parceiro é sinônimo de infelicidade, fracasso ou esquisitice. Ou tudo isso junto. Talvez seja verdade que a maioria das pessoas sem parceiros tendem a serem menos felizes, mas o contrário certamente é falso: estar com alguém, ter alguém, não é garantia de felicidade. A gente sabe disso, a gente vive isso, mas, socialmente, a gente não divide essa informação. Para todos os efeitos públicos, vale o seguinte combinado: se a pessoa está casada, ou tem um namorado bacana, sua vida está “resolvida”. Mas isso é falso, não? 

    Namorei uma vez uma moça cujo pai, um sujeito espetacular, casado com uma mulher encantadora, estava há meses numa terrível depressão. Eu olhava para o sujeito e não entendia. Ele tinha mulher, filhos, casa, profissão, amigos e... tinha desmoronado. Os motivos íntimos da derrocada talvez nem ele soubesse, mas a lição para mim foi clara: nossas questões interiores não se resolvem com a parceria amorosa, nem mesmo com a família.

    Não adianta nos cercamos de um cenário de propaganda de margarina (mulher, filhos, cachorro, condomínio) porque, ao final, nossa felicidade depende de nós, das forças interiores que nós somos capazes de mobilizar. As pessoas que amamos nos ajudam, mas elas não substituem nosso amor próprio, nossa motivação e a nossa estabilidade. Precisamos das pessoas, mas precisamos ainda mais de nós mesmos.

    É por isso que a promessa de felicidade amorosa às vezes me incomoda. Ela é falsa. Ela é uma forma de propaganda enganosa. Ele conduz as pessoas numa procura inútil por alguém que as faça sentir inteiras e completas, quando, na verdade, essa sensação de inteireza talvez seja inalcançável.

    Se a gente olhar de novo para o mito do andrógino, talvez haja nele outra sabedoria a ser extraída: a de que nós, homens e mulheres, somos criaturas intrinsecamente solitárias. Vivemos em grupo, precisamos do grupo e buscamos conforto na intimidade do outro, no amor. Mas talvez seja da nossa natureza jamais nos sentirmos inteiros e completos.

    Talvez haja em nós uma inquietação inextinguível e uma angústia que advêm da nossa própria consciência e que nos torna humanos. O amor seria então um alento, um consolo, uma fogueira que nos protege do frio. Mas o frio está lá. E a melhor medida da felicidade talvez seja a forma como lidamos com ele. Como indivíduos, não como casais.

    (Ivan Martins. Época on line, 06/01/2010.)
    Ao ler o texto, pode-se inferir que:

    I. Nem sempre, segundo a opinião do autor, encontrar alguém que se acredita parceiro ideal resolve os problemas de toda vida.

    II. Segundo o mito dos andróginos, na vida, só seremos felizes após encontrarmos nossa carametade.

    III. Todos acreditamos na necessidade de se encontrar um parceiro.
    Escolha uma alternativa para a questão 6fc59404-d8
  • F8DA11A5-D8

    Conhecimentos Gerais

    Política
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    O governo do presidente norte americano, John Fitzgerald Kennedy (1961-1963), em relação à política externa, foi marcado pela busca em deter o avanço soviético no mundo. Para tal, mais do que apenas aumentar o potencial bélico e militar de seu país, procurou fortalecer as alianças com seus principais aliados. Para a América Latina, isso representou
    Escolha uma alternativa para a questão f8da11a5-d8
  • F8D4400E-D8

    Conhecimentos Gerais

    Economia
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A partir dos anos 1960, o incrível crescimento verificado na economia do Japão passou a ser denominado de “milagre japonês”. A respeito das condições para que se realizasse tal fenômeno, considere as afirmações I, II e III.

    I. Após a Segunda Guerra, os EUA iniciaram um projeto de reconstrução do país a fim de que o Japão se transformasse em um pólo industrial na região do Pacífico e um pilar capitalista na Ásia.
    II. Os Zaibatsus, conglomerados empresariais de base familiar, que haviam sido a base da industrialização do país durante o período Meiji, continuaram a comandar o cenário econômico japonês no pós-guerra.
    III. Para conquistar mercados externos, principalmente o norte-americano, além de oferecer produtos de qualidade, o Japão adotou uma política de desvalorização do iene, possibilitando que suas mercadorias fossem mais competitivas.

    Então,
    Escolha uma alternativa para a questão f8d4400e-d8
  • F8CBFED5-D8

    Conhecimentos Gerais

    Política
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Conhecimentos Gerais, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2011, Política

    As fotos acima são, respectivamente, de dois ex-presidentes que governaram o Brasil, Jânio Quadros (1960-1961) e Fernando Collor de Melo (1990-1992). Além do fato de terem sido flagrados em imagem pública, sob um mesmo ângulo, suas trajetórias políticas no país apresentaram aspectos semelhantes, a saber:
    Escolha uma alternativa para a questão f8cbfed5-d8
  • F8701535-D8

    Química

    Cadeias Carbônicas: Características e Classificações do Átomo do Carbono, Tipos de Ligação e Hibridação. Tipos de Cadeias Carbônicas e Fórmulas. Séries: Homóloga, Isóloga e Heteróloga.
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Utilizado para inibir o apetite e ajudar no emagrecimento, o cloridrato de sibutramina pode trazer riscos ao coração e ao sistema nervoso central, segundo afirmação de técnicos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), em audiência pública realizada em 23/02/2011.

    Imagem da questão de Química, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2011, Cadeias Carbônicas: Características e Classificações do Átomo do Carbono, Tipos de Ligação e Hibridação. Tipos de Cadeias Carbônicas e Fórmulas. Séries: Homóloga, Isóloga e Heteróloga.

    A fórmula estrutural do cloridrato de sibutramina está representada acima e, a respeito da mesma, considere as afirmações:

    I. Existe um átomo de carbono terciário com hibridização sp2.
    II. Sua fórmula molecular é C17H25NCℓ.
    III. Possui 6 elétrons pi ressonantes.
    IV. Apresenta os grupos funcionais haleto orgânico e amida.

    Estão corretas, somente,
    Escolha uma alternativa para a questão f8701535-d8
  • F852276E-D8

    Atualidades

    Guerras, Conflitos e Terrorismo na Atualidade
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A crise no mundo Árabe
    “... Nos últimos dois meses, um furacão de revoltas populares varreu boa parte do norte da África e do Oriente Médio, com o olho do monstro tocando baixo na Tunísia e depois no Egito, pegando ritmo na parte inferior da Península Árabe, no Iêmen, e nem mesmo poupando o pequeno reino do Golfo Pérsico do Bahrein. As repercussões desta tempestade chegaram, até mesmo, a países periféricos, como a Jordânia e a Síria.”
    (Fonte: S. Hesam Houryaband - 25 de março de 2011 à Carta Capital)

    O analista diplomático iraniano, S. Hesam Houryaband, elucida a ação da coalizão internacional no país árabe de acordo com os interesses de cada país envolvido nela. Ciente da importância do tema para a geopolítica mundial, identifique, abaixo, a alternativa que situa, corretamente, nos mapas, os países citados no texto acima.

    Imagem da questão de Atualidades, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2011, Guerras, Conflitos e Terrorismo na Atualidade
    (Fonte: Mapas Mudos Geografiaparatodos.com.br)
    Escolha uma alternativa para a questão f852276e-d8
  • F84EB528-D8

    Matemática

    Potência
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Considere todos os possíveis telefones celulares, com números de 8 algarismos e primeiro algarismo 9. Mantido o primeiro algarismo 9, se os telefones passarem a ter 9 algarismos, haverá um aumento de
    Escolha uma alternativa para a questão f84eb528-d8
  • F839DEF8-D8

    Matemática

    Geometria Analítica
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Seja t a reta bissetriz dos ângulos agudos formados pelas retas (r) √3 x + y – 5 = 0 e (s) √3 x – y – 2 = 0. Considere um ponto B ∈ t, cuja a distância à reta s seja 3. Dessa forma, a distância da intersecção das retas r e s à projeção de B sobre r é
    Escolha uma alternativa para a questão f839def8-d8
  • F83208E4-D8

    Inglês

    Verbos | Verbs
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    THE P I L O T ’S W A T C H
    No other watch is engineered quite like a Rolex. The GMT-Master, introduced in 1955, __( I )__ in collaboration with Pan Am to meet the needs of their international pilots. The GMT-Master II __( II )__ to be even more invaluable as it features a rotatable 24-hour graduated bezel that allows those who travel the world to read three different time zones. Two simultaneously. The 40 mm GMT-Master II __( III )__ with a virtually scratch-resistant black Cerachrom disc and is presented here in Rolex signature Rolesor, a unique combination of 904L steel and 18 ct yellow gold.
    ________ THE G M T – M A S T E R I I _________

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2011, Verbos | Verbs
    The right forms of the verbs develop, prove and fit which appropriately complete blanks I, II and III in the advertisement are:
    Escolha uma alternativa para a questão f83208e4-d8
  • F8224918-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2011, Interpretação de texto | Reading comprehension

    HOW EFFECTIVE IS YOUR TEACHERESE?
    By Stephan Hughes
        Why is it that most of our students whine that they are able to almost fully understand what we say in the classroom but when faced with English in a real-life situation, the level of comprehension falls to near bottom, leading to their puzzlement, frustration and despair (in that order)?
        Some reasons for the phenomenon: teachers use a special language called teacherese. It is tailored form of the English language, which allows students to follow and obtain at least a global comprehension of what is being uttered. The speed is toned down somewhat, the lexis is full of Portuguese-like cognates so as to help students make necessary associations and/or simultaneous translations. Its linguistic variation is limited, especially at lower proficiency levels.
        __( I )__ what is most noteworthy of teacherese is that its inability to stretch students’ listening skills may lie more in the fact that teachers, non-native in particular, barely use the rich idiomatic language that is used in magazines, newspapers, TV shows, movies, songs – in short, in real life situations that they usually face. The lexis may not necessarily be second nature to ELT professionals, __( II )__ its absence in everyday use in the classroom.
        Another reason: apart from using teacherese, most teachers don’t have any legitimate speaking opportunities outside of the classroom, __( III )__ reducing their oral skills to instructional and explanatory phrases or typical fixed expressions prescribed in the course book. Giving these educators opportunities to use the language naturally – be it in conversational settings arranged by the institutions or with native speakers in loco or online – may be crucial to whittle away at the problem.
        A third and final reason: familiarity breeds ease, which in turn breeds comprehension. The more time students stay with a said teacher, the easier it might be for them to understand them and get used to their accent, intonation, lexical choice and pace. This is a point that cannot be ignored and is worth looking into.
        __( IV )__ the question we need to ask ourselves is: how effective is the language we use in the classroom and to what extent this effectiveness plays a vital role in helping our students understand the world around them in English? __( V )__, in a communicative context, the teacher is but should not be the ultimate language model for the students, so students should not gauge their listening competence by the teacher. The catch is exposing students to more and more real language in the classroom and fostering effective listening strategies.
    Braz-Tesol Newsletter
    According to teacher Stephan Hughes,
    Escolha uma alternativa para a questão f8224918-d8
  • F81E8A28-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    The Murders in the Rue Morgue 
    By Edgar Allan Poe
    Imagem da questão de Inglês, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2011, Interpretação de texto | Reading comprehension
        “…The apartment was in the wildest disorder - the furniture broken and thrown about in all directions. There was only one bedstead; and from this the bed had been removed, and thrown into the middle of the floor. On a chair lay a razor, besmeared with blood. On the hearth were two or three long and thick tresses of grey human hair, also dabbled in blood, and seeming to have been pulled out by the roots. Upon the floor were found four Napoleons, an ear-ring of topaz, three large silver spoons, three smaller of métal d’Alger, and two bags, containing nearly four thousand francs in gold. The drawers of a bureau, which stood in one corner, were open, and had been, apparently, rifled, although many articles still remained in them. A small iron safe was discovered under the bed (not under the bedstead). It was open, with the key still in the door. It had no contents beyond a few old letters, and other papers of little consequence.
        Of Madame L’Espanaye no traces were here seen; but an unusual quantity of soot being observed in the fire-place, a search was made in the chimney, and (horrible to relate!) the corpse of the daughter, head downward, was dragged therefrom; it having been thus forced up the narrow aperture for a considerable distance. The body was quite warm. Upon examining it, many excoriations were perceived, no doubt occasioned by the violence with which it had been thrust up and disengaged. Upon the face were many severe scratches, and, upon the throat, dark bruises, and deep indentations of finger nails, as if the deceased had been throttled to death.
        After a thorough investigation of every portion of the house, without farther discovery, the party made its way into a small paved yard in the rear of the building, where lay the corpse of the old lady, with her throat so entirely cut that, upon an attempt to raise her, the head fell off. The body, as well as the head, was fearfully mutilated - the former so much so as scarcely to retain any semblance of humanity.
        To this horrible mystery there is not as yet, we believe, the slightest clew…”
    Edgar Allan Poe – The Murders in the Rue Morgue
    The bodies found in the Rue Morgue,
    Escolha uma alternativa para a questão f81e8a28-d8
  • F81A31E9-D8

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    The Murders in the Rue Morgue 
    By Edgar Allan Poe
    Imagem da questão de Inglês, Universidade Presbiteriana Mackenzie 2011, Interpretação de texto | Reading comprehension
        “…The apartment was in the wildest disorder - the furniture broken and thrown about in all directions. There was only one bedstead; and from this the bed had been removed, and thrown into the middle of the floor. On a chair lay a razor, besmeared with blood. On the hearth were two or three long and thick tresses of grey human hair, also dabbled in blood, and seeming to have been pulled out by the roots. Upon the floor were found four Napoleons, an ear-ring of topaz, three large silver spoons, three smaller of métal d’Alger, and two bags, containing nearly four thousand francs in gold. The drawers of a bureau, which stood in one corner, were open, and had been, apparently, rifled, although many articles still remained in them. A small iron safe was discovered under the bed (not under the bedstead). It was open, with the key still in the door. It had no contents beyond a few old letters, and other papers of little consequence.
        Of Madame L’Espanaye no traces were here seen; but an unusual quantity of soot being observed in the fire-place, a search was made in the chimney, and (horrible to relate!) the corpse of the daughter, head downward, was dragged therefrom; it having been thus forced up the narrow aperture for a considerable distance. The body was quite warm. Upon examining it, many excoriations were perceived, no doubt occasioned by the violence with which it had been thrust up and disengaged. Upon the face were many severe scratches, and, upon the throat, dark bruises, and deep indentations of finger nails, as if the deceased had been throttled to death.
        After a thorough investigation of every portion of the house, without farther discovery, the party made its way into a small paved yard in the rear of the building, where lay the corpse of the old lady, with her throat so entirely cut that, upon an attempt to raise her, the head fell off. The body, as well as the head, was fearfully mutilated - the former so much so as scarcely to retain any semblance of humanity.
        To this horrible mystery there is not as yet, we believe, the slightest clew…”
    Edgar Allan Poe – The Murders in the Rue Morgue
    The excerpt, from The Murders in the Rue Morgue by Edgar Allan Poe, is describing
    Escolha uma alternativa para a questão f81a31e9-d8
  • F81603F7-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão

    01 O essencial é saber ver,
    02 Saber ver sem estar a pensar,
    03 Saber ver quando se vê,
    04 E nem pensar quando se vê,
    05 Nem ver quando se pensa.

    06 Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!)
    07 Isso exige um estudo profundo,
    08 Uma aprendizagem de desaprender [...].
    Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa
    Considere os seguintes aspectos da poesia de Caeiro: a liberdade formal, o vocabulário simples e a tendência ao discurso redundante. No contexto da obra do poeta esses traços
    Escolha uma alternativa para a questão f81603f7-d8
  • F811527C-D8

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Presbiteriana Mackenzie · 2011DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Texto para a questão

    01 O essencial é saber ver,
    02 Saber ver sem estar a pensar,
    03 Saber ver quando se vê,
    04 E nem pensar quando se vê,
    05 Nem ver quando se pensa.

    06 Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!)
    07 Isso exige um estudo profundo,
    08 Uma aprendizagem de desaprender [...].
    Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa
    As estrofes confirmam a ideia de que, para Caeiro, o homem deve estabelecer com o mundo uma relação eminentemente
    Escolha uma alternativa para a questão f811527c-d8