Questões do ENEM: Universidade Estadual do Maranhão

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329 questões encontradas. Mostrando a página 6 de 17.

  • FACB33F2-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos

    A questão toma como base o conto "Um Espinho de Marfim".


    Leia o final do conto "Um Espinho de Marfim".

    "E nesse último dia aproximou a cabeça do seu peito, com suave força, com força de amor empurrando, cravando o espinho de marfim no coração, enfim florido.Quando o rei veio em cobrança da promessa, foi isso que o sol morrente lhe entregou, a rosa de sangue e um feixe de lírios."

    O leitor pode fazer uma interpretação simbólica do dilema vivido pela princesa que decide por
    Escolha uma alternativa para a questão facb33f2-b0
  • FAC81613-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    A questão toma como base o conto "Um Espinho de Marfim".


    Sobre a estilística empregada pela escritora, o emprego de frases nominais, bem pertinentes ao gênero literário de “Um Espinho de Marfim”, está correto na seguinte exemplificação:
    Escolha uma alternativa para a questão fac81613-b0
  • FAC4F3E3-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    A questão toma como base o conto "Um Espinho de Marfim".


    Leia o fragmento para responder à questão.

    “Um dia, indo o rei de manhã cedo visitar a filha em seus aposentos, viu o unicórnio na moita de lírios. Quero esse animal para mim. E imediatamente ordenou a caçada.”.

    COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 2005.

    Em relação às características do rei, recorrendo-se às leis da natureza que se conhecem, de imediato, é sugerida ideia de

    Escolha uma alternativa para a questão fac4f3e3-b0
  • FAC212C2-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos

    O conto a seguir serve de base para responder à questão.

    Entre as folhas do Verde O

        O príncipe acordou contente. Era dia de caçada. Os cachorros latiam no pátio do castelo. Vestiu o colete de couro, calçou as botas. Os cavalos batiam os cascos debaixo da janela. Apanhou as luvas e desceu.

         Lá embaixo parecia uma festa. Os arreios e os pelos dos animais brilhavam ao Sol. Brilhavam os dentes abertos em risadas, as armas, as trompas que deram o sinal de partida.

         Na floresta também ouviram a trompa e o alarido. Todos souberam que eles vinham. E cada um se escondeu como pode.

         Só a moça não se escondeu. Acordou com o som da tropa, e estava debruçada no regato quando os caçadores chegaram.

         Foi assim que o príncipe a viu. Metade mulher, metade corça, bebendo no regato. A mulher tão linda. A corça tão ágil. A mulher ele queria amar, a corça ele queria matar. Se chegasse perto será que ela fugia? Mexeu num galho, ela levantou a cabeça ouvindo. Então o príncipe botou a flecha no arco, retesou a corda, atirou bem na pata direita. E quando a corça-mulher dobrou os joelhos tentando arrancar a flecha, ele correu e a segurou, chamando homens e cães.

         Levaram a corça para o castelo. Veio o médico, trataram do ferimento. Puseram a corça num quarto de porta trancada. Todos os dias o príncipe ia visitá-la. Só ele tinha a chave. E cada vez se apaixonava mais. Mas a corça-mulher só falava a língua da floresta e o príncipe só sabia ouvir a língua do palácio. Então, ficavam horas se olhando calados, com tanta coisa para dizer.

         Ele queria dizer que a amava tanto, que queria casar com ela e tê-la para sempre no castelo, que a cobriria de roupas e joias, que chamaria o melhor feiticeiro do reino para fazê-la virar toda mulher.

         Ela queria dizer que o amava tanto, que queria se casar com ele e levá-lo para a floresta, que lhe ensinaria a gostar dos pássaros e das flores e que pediria à Rainha das Corças para dar-lhe quatro patas ágeis e um belo pelo castanho.

         Mas o príncipe tinha a chave da porta. E ela não tinha o segredo da palavra.

         Todos os dias se encontravam. Agora se seguravam as mãos. E no dia em que a primeira lágrima rolou nos olhos dela, o príncipe pensou ter entendido e mandou chamar o feiticeiro.

         Quando a corça acordou, já não era mais corça. Duas pernas só, e compridas, um corpo branco. Tentou levantar, não conseguiu. O príncipe lhe deu a mão. Vieram as costureiras e a cobriram de roupas. Vieram os joalheiros e a cobriram de joias. Vieram os mestres de dança para ensinar-lhe a andar. Só não tinha a palavra. E o desejo de ser mulher.

         Sete dias ela levou para aprender sete passos. E na manhã do oitavo dia, quando acordou e viu a porta aberta, juntou sete passos e mais sete, atravessou o corredor, desceu a escada, cruzou o pátio e correu para a floresta à procura de sua Rainha.

         O Sol ainda brilhava quando a corça saiu da floresta, só corça, não mais mulher. E se pôs a pastar sob as janelas do palácio.


    COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 2005

    Esse conto nos ajuda a explicar a polaridade entre os gêneros que apontam dicotomias biológicas e psicológicas, ilustrando as diferenças entre macho-fêmea, homem-mulher, visto na vida cotidiana como bem-mal, certo-errado, temática central dos contos de fadas. Pode-se depreender, mais de que uma mera dicotomia, que o tema central do conto revela 
    Escolha uma alternativa para a questão fac212c2-b0
  • FABF122C-B0

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos

    O conto a seguir serve de base para responder à questão.

    Entre as folhas do Verde O

        O príncipe acordou contente. Era dia de caçada. Os cachorros latiam no pátio do castelo. Vestiu o colete de couro, calçou as botas. Os cavalos batiam os cascos debaixo da janela. Apanhou as luvas e desceu.

         Lá embaixo parecia uma festa. Os arreios e os pelos dos animais brilhavam ao Sol. Brilhavam os dentes abertos em risadas, as armas, as trompas que deram o sinal de partida.

         Na floresta também ouviram a trompa e o alarido. Todos souberam que eles vinham. E cada um se escondeu como pode.

         Só a moça não se escondeu. Acordou com o som da tropa, e estava debruçada no regato quando os caçadores chegaram.

         Foi assim que o príncipe a viu. Metade mulher, metade corça, bebendo no regato. A mulher tão linda. A corça tão ágil. A mulher ele queria amar, a corça ele queria matar. Se chegasse perto será que ela fugia? Mexeu num galho, ela levantou a cabeça ouvindo. Então o príncipe botou a flecha no arco, retesou a corda, atirou bem na pata direita. E quando a corça-mulher dobrou os joelhos tentando arrancar a flecha, ele correu e a segurou, chamando homens e cães.

         Levaram a corça para o castelo. Veio o médico, trataram do ferimento. Puseram a corça num quarto de porta trancada. Todos os dias o príncipe ia visitá-la. Só ele tinha a chave. E cada vez se apaixonava mais. Mas a corça-mulher só falava a língua da floresta e o príncipe só sabia ouvir a língua do palácio. Então, ficavam horas se olhando calados, com tanta coisa para dizer.

         Ele queria dizer que a amava tanto, que queria casar com ela e tê-la para sempre no castelo, que a cobriria de roupas e joias, que chamaria o melhor feiticeiro do reino para fazê-la virar toda mulher.

         Ela queria dizer que o amava tanto, que queria se casar com ele e levá-lo para a floresta, que lhe ensinaria a gostar dos pássaros e das flores e que pediria à Rainha das Corças para dar-lhe quatro patas ágeis e um belo pelo castanho.

         Mas o príncipe tinha a chave da porta. E ela não tinha o segredo da palavra.

         Todos os dias se encontravam. Agora se seguravam as mãos. E no dia em que a primeira lágrima rolou nos olhos dela, o príncipe pensou ter entendido e mandou chamar o feiticeiro.

         Quando a corça acordou, já não era mais corça. Duas pernas só, e compridas, um corpo branco. Tentou levantar, não conseguiu. O príncipe lhe deu a mão. Vieram as costureiras e a cobriram de roupas. Vieram os joalheiros e a cobriram de joias. Vieram os mestres de dança para ensinar-lhe a andar. Só não tinha a palavra. E o desejo de ser mulher.

         Sete dias ela levou para aprender sete passos. E na manhã do oitavo dia, quando acordou e viu a porta aberta, juntou sete passos e mais sete, atravessou o corredor, desceu a escada, cruzou o pátio e correu para a floresta à procura de sua Rainha.

         O Sol ainda brilhava quando a corça saiu da floresta, só corça, não mais mulher. E se pôs a pastar sob as janelas do palácio.


    COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 2005

    O trecho cujos verbos revelam simultaneidade de ações na cena relatada é
    Escolha uma alternativa para a questão fabf122c-b0
  • FABC2AEC-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos

    O conto a seguir serve de base para responder à questão.

    Entre as folhas do Verde O

        O príncipe acordou contente. Era dia de caçada. Os cachorros latiam no pátio do castelo. Vestiu o colete de couro, calçou as botas. Os cavalos batiam os cascos debaixo da janela. Apanhou as luvas e desceu.

         Lá embaixo parecia uma festa. Os arreios e os pelos dos animais brilhavam ao Sol. Brilhavam os dentes abertos em risadas, as armas, as trompas que deram o sinal de partida.

         Na floresta também ouviram a trompa e o alarido. Todos souberam que eles vinham. E cada um se escondeu como pode.

         Só a moça não se escondeu. Acordou com o som da tropa, e estava debruçada no regato quando os caçadores chegaram.

         Foi assim que o príncipe a viu. Metade mulher, metade corça, bebendo no regato. A mulher tão linda. A corça tão ágil. A mulher ele queria amar, a corça ele queria matar. Se chegasse perto será que ela fugia? Mexeu num galho, ela levantou a cabeça ouvindo. Então o príncipe botou a flecha no arco, retesou a corda, atirou bem na pata direita. E quando a corça-mulher dobrou os joelhos tentando arrancar a flecha, ele correu e a segurou, chamando homens e cães.

         Levaram a corça para o castelo. Veio o médico, trataram do ferimento. Puseram a corça num quarto de porta trancada. Todos os dias o príncipe ia visitá-la. Só ele tinha a chave. E cada vez se apaixonava mais. Mas a corça-mulher só falava a língua da floresta e o príncipe só sabia ouvir a língua do palácio. Então, ficavam horas se olhando calados, com tanta coisa para dizer.

         Ele queria dizer que a amava tanto, que queria casar com ela e tê-la para sempre no castelo, que a cobriria de roupas e joias, que chamaria o melhor feiticeiro do reino para fazê-la virar toda mulher.

         Ela queria dizer que o amava tanto, que queria se casar com ele e levá-lo para a floresta, que lhe ensinaria a gostar dos pássaros e das flores e que pediria à Rainha das Corças para dar-lhe quatro patas ágeis e um belo pelo castanho.

         Mas o príncipe tinha a chave da porta. E ela não tinha o segredo da palavra.

         Todos os dias se encontravam. Agora se seguravam as mãos. E no dia em que a primeira lágrima rolou nos olhos dela, o príncipe pensou ter entendido e mandou chamar o feiticeiro.

         Quando a corça acordou, já não era mais corça. Duas pernas só, e compridas, um corpo branco. Tentou levantar, não conseguiu. O príncipe lhe deu a mão. Vieram as costureiras e a cobriram de roupas. Vieram os joalheiros e a cobriram de joias. Vieram os mestres de dança para ensinar-lhe a andar. Só não tinha a palavra. E o desejo de ser mulher.

         Sete dias ela levou para aprender sete passos. E na manhã do oitavo dia, quando acordou e viu a porta aberta, juntou sete passos e mais sete, atravessou o corredor, desceu a escada, cruzou o pátio e correu para a floresta à procura de sua Rainha.

         O Sol ainda brilhava quando a corça saiu da floresta, só corça, não mais mulher. E se pôs a pastar sob as janelas do palácio.


    COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 2005

    O conto começa com o relato da felicidade do príncipe porque era um dia de caçada. Ao longo do conto, entretanto, percebe-se que os interesses e a linguagem dos dois personagens da narrativa eram diferentes. O trecho que confirma essa ideia é o seguinte
    Escolha uma alternativa para a questão fabc2aec-b0
  • FAB93BCA-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Nas palavras da autora Marina Colasanti, "Uma ideia toda Azul" é um livro de contos de fadas. Antes que o estudante do Ensino Médio se espante com a temática, “num mundo de avançada tecnologia espacial”, a autora julga importante esclarecer que seu interesse e sua busca se voltam para aquela coisa intemporal chamada inconsciente.

    O Último Rei

        Todos os dias Kublai-Khan, último rei da dinastia Mogul, subia no alto da muralha da sua fortaleza para encontrar-se com o vento.
         O vento vinha de longe e tinha o mundo todo para contar.
        Kublai-Khan nunca tinha saído da sua fortaleza, não conhecia o mundo. Ouvia as palavras do vento e aprendia.
        — A Terra é redonda e fácil, disse o vento. Ando sempre em frente, e passo pelo mesmo lugar de onde saí. Dei tantas voltas na Terra que ela está enovelada no meu sopro.
        Kublai-Khan achou bonito ir e voltar sem nunca se perder.
        Um dia o vento chegou mais frio, vindo das montanhas.
        — Fui pentear a neve, gelou o vento ao pé do ouvido do rei. A neve é pesada e macia. Debaixo do seu silêncio as sementes se aprontam para a primavera. Só flores brancas furam a neve. Só passos brancos marcam a neve. Na neve mora o Rei do Sono.
        Kublai-Khan teve desejo de neve. Então prendeu fios de prata na Lua e a empinou contra o vento. Do alto, espelho do frio, a Lua trouxe a neve para Kublai-Khan. E um sono tranquilo.     Todos os dias o vento contava seus caminhos no alto da muralha.
       Todos os dias os longos cabelos do rei deitavam-se no vento e recolhiam seus sons, como uma harpa. [...]

    COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 2005.

    O rei Kublai-Khan, diariamente, no alto da muralha da sua fortaleza, encontrava-se com o vento.

    Essa cena, metaforicamente, ilustra o poder de sua alteza.

    O trecho em análise, contudo, permite ao leitor afirmar que, apesar desse poder, o soberano revela-se suplantado pelo vento. Na trama narrativa, o vento vivencia um

    Escolha uma alternativa para a questão fab93bca-b0
  • FAB61463-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Clarice Lispector nasceu em uma aldeia na Ucrânia (Antiga União Soviética). Ao chegar ao Brasil, desembarcou em Manaus, quando tinha dois meses de idade, depois se mudou para Recife. Viveu fora do Brasil, fez leituras de grandes brasileiros e de estrangeiros, trazendo inovações, produzindo um estilo que a tornou uma das grandes escritoras de Língua Portuguesa. Leia um fragmento de um dos capítulos de seu primeiro livro. 

    ALEGRIAS DE JOANA

        A liberdade que às vezes sentia. Não vinha de reflexões nítidas, mas de um estado como feito de percepções por demais orgânicas para serem formuladas em pensamentos. Às vezes, no fundo da sensação tremulava uma ideia que lhe dava leve consciência de sua espécie e de sua cor.

        O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade. O próprio pensamento adquiria uma qualidade de eternidade. Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também. A impressão de que se conseguisse manter-se na sensação por mais uns instantes teria uma revelação — facilmente, como enxergar o resto do mundo apenas inclinando-se da terra para o espaço. Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstrato. Sobretudo dava ideia de eternidade a impossibilidade de saber quantos seres humanos se sucederiam após seu corpo, que um dia estaria distante do presente com a velocidade de um bólido. Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente.

        Definir a eternidade como uma quantidade maior que o tempo e maior mesmo do que o tempo que a mente humana pode suportar em ideia também não permitiria, ainda assim, alcançar sua duração. Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.

    LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem: Rio de Janeiro: Rocco, 2019. 
    A adjetivação no título da obra de Lispector, "Perto do Coração Selvagem", apresenta carga semântica que revela
    Escolha uma alternativa para a questão fab61463-b0
  • FAB32006-B0

    Literatura

    Teoria Literária
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Clarice Lispector nasceu em uma aldeia na Ucrânia (Antiga União Soviética). Ao chegar ao Brasil, desembarcou em Manaus, quando tinha dois meses de idade, depois se mudou para Recife. Viveu fora do Brasil, fez leituras de grandes brasileiros e de estrangeiros, trazendo inovações, produzindo um estilo que a tornou uma das grandes escritoras de Língua Portuguesa. Leia um fragmento de um dos capítulos de seu primeiro livro. 

    ALEGRIAS DE JOANA

        A liberdade que às vezes sentia. Não vinha de reflexões nítidas, mas de um estado como feito de percepções por demais orgânicas para serem formuladas em pensamentos. Às vezes, no fundo da sensação tremulava uma ideia que lhe dava leve consciência de sua espécie e de sua cor.

        O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade. O próprio pensamento adquiria uma qualidade de eternidade. Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também. A impressão de que se conseguisse manter-se na sensação por mais uns instantes teria uma revelação — facilmente, como enxergar o resto do mundo apenas inclinando-se da terra para o espaço. Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstrato. Sobretudo dava ideia de eternidade a impossibilidade de saber quantos seres humanos se sucederiam após seu corpo, que um dia estaria distante do presente com a velocidade de um bólido. Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente.

        Definir a eternidade como uma quantidade maior que o tempo e maior mesmo do que o tempo que a mente humana pode suportar em ideia também não permitiria, ainda assim, alcançar sua duração. Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.

    LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem: Rio de Janeiro: Rocco, 2019. 
    Analise os seguintes trechos para responder à questão.

    “O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade.” / ”Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também.”

    Os trechos podem exemplificar a afirmação de críticos consagrados sobre uma das surpreendentes marcas estilísticas de Clarice Lispector. Essa característica se traduz como
    Escolha uma alternativa para a questão fab32006-b0
  • FAB01DD3-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Clarice Lispector nasceu em uma aldeia na Ucrânia (Antiga União Soviética). Ao chegar ao Brasil, desembarcou em Manaus, quando tinha dois meses de idade, depois se mudou para Recife. Viveu fora do Brasil, fez leituras de grandes brasileiros e de estrangeiros, trazendo inovações, produzindo um estilo que a tornou uma das grandes escritoras de Língua Portuguesa. Leia um fragmento de um dos capítulos de seu primeiro livro. 

    ALEGRIAS DE JOANA

        A liberdade que às vezes sentia. Não vinha de reflexões nítidas, mas de um estado como feito de percepções por demais orgânicas para serem formuladas em pensamentos. Às vezes, no fundo da sensação tremulava uma ideia que lhe dava leve consciência de sua espécie e de sua cor.

        O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade. O próprio pensamento adquiria uma qualidade de eternidade. Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também. A impressão de que se conseguisse manter-se na sensação por mais uns instantes teria uma revelação — facilmente, como enxergar o resto do mundo apenas inclinando-se da terra para o espaço. Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstrato. Sobretudo dava ideia de eternidade a impossibilidade de saber quantos seres humanos se sucederiam após seu corpo, que um dia estaria distante do presente com a velocidade de um bólido. Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente.

        Definir a eternidade como uma quantidade maior que o tempo e maior mesmo do que o tempo que a mente humana pode suportar em ideia também não permitiria, ainda assim, alcançar sua duração. Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.

    LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem: Rio de Janeiro: Rocco, 2019. 

    O trecho a seguir, retirado de Alegrias de Joana, serve de base para responder à questão.

    "Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente." 

    Os efeitos semântico-discursivos conseguidos pelo narrador revelam que Joana deixa transparecer a sensação de


    Escolha uma alternativa para a questão fab01dd3-b0
  • FAAD14E9-B0

    Português

    Interpretação de Textos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Clarice Lispector nasceu em uma aldeia na Ucrânia (Antiga União Soviética). Ao chegar ao Brasil, desembarcou em Manaus, quando tinha dois meses de idade, depois se mudou para Recife. Viveu fora do Brasil, fez leituras de grandes brasileiros e de estrangeiros, trazendo inovações, produzindo um estilo que a tornou uma das grandes escritoras de Língua Portuguesa. Leia um fragmento de um dos capítulos de seu primeiro livro. 

    ALEGRIAS DE JOANA

        A liberdade que às vezes sentia. Não vinha de reflexões nítidas, mas de um estado como feito de percepções por demais orgânicas para serem formuladas em pensamentos. Às vezes, no fundo da sensação tremulava uma ideia que lhe dava leve consciência de sua espécie e de sua cor.

        O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade. O próprio pensamento adquiria uma qualidade de eternidade. Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também. A impressão de que se conseguisse manter-se na sensação por mais uns instantes teria uma revelação — facilmente, como enxergar o resto do mundo apenas inclinando-se da terra para o espaço. Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstrato. Sobretudo dava ideia de eternidade a impossibilidade de saber quantos seres humanos se sucederiam após seu corpo, que um dia estaria distante do presente com a velocidade de um bólido. Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente.

        Definir a eternidade como uma quantidade maior que o tempo e maior mesmo do que o tempo que a mente humana pode suportar em ideia também não permitiria, ainda assim, alcançar sua duração. Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.

    LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem: Rio de Janeiro: Rocco, 2019. 
    As três palavras ou expressões que permitem que o leitor reconheça as alegrias de Joana, conforme o fragmento, são as seguintes:
    Escolha uma alternativa para a questão faad14e9-b0
  • FAA9012F-B0

    Português

    Gêneros Textuais
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Clarice Lispector nasceu em uma aldeia na Ucrânia (Antiga União Soviética). Ao chegar ao Brasil, desembarcou em Manaus, quando tinha dois meses de idade, depois se mudou para Recife. Viveu fora do Brasil, fez leituras de grandes brasileiros e de estrangeiros, trazendo inovações, produzindo um estilo que a tornou uma das grandes escritoras de Língua Portuguesa. Leia um fragmento de um dos capítulos de seu primeiro livro. 

    ALEGRIAS DE JOANA

        A liberdade que às vezes sentia. Não vinha de reflexões nítidas, mas de um estado como feito de percepções por demais orgânicas para serem formuladas em pensamentos. Às vezes, no fundo da sensação tremulava uma ideia que lhe dava leve consciência de sua espécie e de sua cor.

        O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade. O próprio pensamento adquiria uma qualidade de eternidade. Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também. A impressão de que se conseguisse manter-se na sensação por mais uns instantes teria uma revelação — facilmente, como enxergar o resto do mundo apenas inclinando-se da terra para o espaço. Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstrato. Sobretudo dava ideia de eternidade a impossibilidade de saber quantos seres humanos se sucederiam após seu corpo, que um dia estaria distante do presente com a velocidade de um bólido. Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente.

        Definir a eternidade como uma quantidade maior que o tempo e maior mesmo do que o tempo que a mente humana pode suportar em ideia também não permitiria, ainda assim, alcançar sua duração. Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.

    LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem: Rio de Janeiro: Rocco, 2019. 
    Em Alegrias de Joana, deve-se compreender que o narrador inicia o texto e o desenvolve, em estilo, no qual predomina a forma  
    Escolha uma alternativa para a questão faa9012f-b0
  • 64E75FC7-B0

    Química

    Cadeias Carbônicas: Características e Classificações do Átomo do Carbono, Tipos de Ligação e Hibridação. Tipos de Cadeias Carbônicas e Fórmulas. Séries: Homóloga, Isóloga e Heteróloga.
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Alcenos são hidrocarbonetos de cadeia aberta, homogênea e insaturada, na qual temos a presença de uma ligação dupla entre dois átomos de carbono. O fato dos alcenos apresentarem a ligação pi favorece as reações de adição, pois ao ser rompida, faz com que seja formado um sítio de ligação em cada um dos carbonos que estavam envolvidos nessa ligação. Um exemplo das adições que os alcenos podem sofrer é a reação de hidratação. Nesse caso, o alceno sofrerá a adição dos componentes de uma molécula de água em sua estrutura. Vale ressaltar que os íons que formam uma molécula de água são o hidrônio (H+) e a hidroxila (OH- ). A necessidade de se conhecer as reações de adição dos alquenos está relacionada com o fato de se tratar de um método de obtenção de álcoois.

    https://mundoeducacao.uol.com.br/quimica/hidratacao-alcenos.htm.

    Para obtenção de um álcool primário, a partir da hidratação de um alceno, é necessário que se tenha um alceno, contendo, apenas, quanto(s) átomo(s) de carbono? 
    Escolha uma alternativa para a questão 64e75fc7-b0
  • 64E4A8B8-B0

    Química

    Soluções e Substâncias Inorgânicas
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    “A abolição da escravatura e a vinda dos imigrantes – sobretudo italianos -, trabalhando em regime de colonato, converteram-se em base tanto para a formação do mercado de trabalho, com fornecimento de mão-de-obra qualificada, quanto para a formação do mercado interno, dando origem às primeiras manufaturas. Ao fim do século XIX, foram instaladas fábricas de sabão, de pólvora, de vidros, de papel, de velas, de ácido sulfúrico, de ácido nítrico, de ácido clorídrico e de cloro. Mas ainda dependíamos da importação de técnicos, juntamente com equipamentos e com processos”.

    http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/outubro2011/quimica_artigos/olhar_hist_quim_brasil_art.pdf. Acessado em 07 de março de 2022. Adaptado.

    Os produtos químicos, destacados no texto, são exemplos de ácidos inorgânicos. A reação de neutralização total de 2 mols de cada um dos ácidos com o hidróxido de sódio, respectivamente, produzirão uma certa quantidade de mols de óxido de hidrogênio.

    Qual a quantidade total do óxido formada, considerando todas as neutralizações? 
    Escolha uma alternativa para a questão 64e4a8b8-b0
  • 64E1AF6E-B0

    Química

    Fórmulas, Balanceamento e Leis ponderais das reações químicas
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    O africano foi o responsável pela introdução da fundição do ferro no Brasil na virada do século XVII para o XVIII. Os ferreiros africanos, além de dominarem técnicas de fundição (maleabilização) e forja do ferro, trouxeram consigo outros atributos de profundo significado cultural.

    A maleabilização é, em princípio, um tratamento térmico ao qual se submetem ferros fundidos com carbono, e que consiste num aquecimento prolongado, em condições previamente estabelecidas de temperatura, de tempo e de meio. O princípio do processo consiste no aquecimento do ferro fundido, em caixas fechadas, num meio oxidante, constituído de minério de ferro. Nessas condições, o carbono do ferro fundido é eliminado sob forma de gás, conforme a reação:

    Fe2O3 + 3 CO → 2 Fe + 3 CO2

    Benite, A.N.C., da Silva, J.P., Alvino, A.C., Ferro, ferreiro e forja: O ensino de Química pela Lei n° 10.693/03. Educ. Foco, Juiz de Fora, V. 21, n° 03, 2016. Adaptado.

    Quanto de ferro maleável, em gramas, pode ser obtido no tratamento de 0,5 Kg do minério de ferro?

    Dados de massa atômica (g/mol): Fe = 56; O = 16; C = 12.
    Escolha uma alternativa para a questão 64e1af6e-b0
  • 64DE974F-B0

    Química

    Transformações Químicas
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Uma equipe multidisciplinar, formada por geólogos, por biólogos e por antropólogos, está revelando uma parte pouco conhecida da História do Brasil, no Rio de Janeiro. A análise dos restos de um cemitério de escravos mostra que os trabalhadores que vinham forçados para o Brasil não vieram todos de uma mesma região, mas de lugares muito diferentes dentro da África.

    Os pesquisadores chegaram a essa conclusão por uma análise química. Eles pegaram o esmalte dos dentes para descobrir mais sobre a origem dos escravos. O esmalte é a camada externa do dente, formada quase exclusivamente por minerais, e essa composição permanece inalterada durante a vida desse dente. Por isso, ela diz muito sobre a infância de uma pessoa. Os pesquisadores escolheram o elemento químico estrôncio para fazer essa leitura. “O estrôncio é um elemento químico que tem grande afinidade com o cálcio”, explicou um dos pesquisadores. O cálcio é um mineral importante na composição dos ossos e dos dentes, logo o estrôncio também é abundante no corpo humano.

    https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/03/analise-quimica-indica-que-escravos-vieram-de-varios-pontos-da-africa.html. Adaptado.

    Considere a seguinte afirmativa: “O estrôncio é um elemento químico que tem grande afinidade com o cálcio”. Essa afinidade se justifica porque
    Escolha uma alternativa para a questão 64de974f-b0
  • 64DB7B28-B0

    Química

    Transformações Químicas
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos
    Durante aproximadamente 400 anos de colonização do continente americano, a produção de açúcar foi a principal e mais rentável atividade agroindustrial. Havia milhares de engenhos espalhados pelas colônias portuguesas, dentre as quais, o Brasil, visto com condições favoráveis para o cultivo da planta.

    A cana produzida aqui era cultivada em monocultura, em grande escala, e tinha o escravismo como base das relações sociais de produção. Os escravos, primeiramente indígenas, e, posteriormente africanos, cultivavam, cortavam e levavam a cana ao engenho, onde ela era moída e o caldo era fervido, até formar uma garapa, para ser cristalizada e dar origem aos torrões de açúcar (sacarose), exportados para a Europa.

    https://www.ecycle.com.br/cana-de-acucar/. Acessado em 15 de fevereiro de 2022.
    Adaptado.

    A classificação da formação, a partir da condensação dos glicídios, dos torrões de açúcar, produzidos aqui, desde o Brasil Colônia, e a sua respectiva justificativa estão contempladas na seguinte opção: 


    Escolha uma alternativa para a questão 64db7b28-b0
  • 64D8790E-B0

    Biologia

    Ecologia e ciências ambientais
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    A tradicional Festa da Juçara que ocorre há mais de 50 anos no Parque da Juçara, localizado no Maracanã, na Ilha de São LuísMA, atrai maranhenses e turistas de várias partes do Brasil. Além da polpa da juçara, o evento conta com diversas atrações culturais, como Bumba-Meu-Boi e Tambor de Crioula, comidas típicas e artesanatos.

    Imagem da questão de Biologia, da prova de 2022
    https://imirante.com/oestadoma/noticias/2019/10/06/tradicional-festa-da-jucara-comeca-hoje-no-maracana/

    Quanto à natureza do pericarpo do fruto da juçara, esse é classificado por fruto
    Escolha uma alternativa para a questão 64d8790e-b0
  • 64D584A4-B0

    Biologia

    Hereditariedade e diversidade da vida
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    Numa pessoa de visão normal, os raios de luz passam pela córnea, que é a primeira lente do olho, e quando chega à outra lente, a retina, eles se juntam, no mesmo ponto, para formar a imagem. No entanto, a pessoa míope tem o globo ocular mais “longo”, o que provoca a formação da imagem antes que a luz chegue até a retina, fazendo com que a pessoa tenha dificuldade de enxergar de longe. A miopia, bem como o albinismo, são exemplos clássicos de herança autossômica recessiva, enquadrando-se, assim, na Primeira Lei de Mendel, por se tratar de heranças com dominância completa, ou seja, o tipo de herança com que Mendel trabalhou e formulou sua primeira lei.

    Ministério da saúde. https://bvsms.saude.gov.br/miopia/

    Qual a probabilidade de um casal ter um filho míope e albino, sabendo que o marido é heterozigoto para miopia e albinismo e que sua esposa é albina e míope?
    Escolha uma alternativa para a questão 64d584a4-b0
  • 64D25BB7-B0

    Biologia

    Identidade dos seres vivos
    Universidade Estadual do Maranhão · 2022MédioEntre para guardar nos favoritos
    A Baixada Maranhense é uma das sete regiões ecológicas do estado do Maranhão, a qual se caracteriza por abrigar um conjunto de inúmeros rios, lagos, estuários, agroecossistemas, além de campos naturais, tornandose assim um ambiente propício para a proliferação de um hospedeiro típico do ciclo de vida da esquistossomose, o caramujo (Biomphalaria sp). Por conta disso, no ano de 2014, o G1 Maranhão publicou um artigo, fazendo uma alerta para o crescente aumento de casos dessa doença nesse estado, especialmente, na Baixada Maranhense.

    Sabe-se, portanto, que, no clico de vida do Schistosoma mansoni, causador da esquistossomose, mais conhecida por barriga d’água, há dois hospedeiros, o caramujo e o ser humano, conforme evidencia a ilustração a seguir
    Imagem da questão de Biologia, da prova de 2022

    G1 Maranhão: “Negligenciada, esquistossomose tem transmissão descontrolada no Maranhão” . https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/2015/07/negligenciadaesquistossomose-tem-transmissao-descontrolada-no-ma.html.

    O caramujo é o hospedeiro intermediário, por abrigar formas
    Escolha uma alternativa para a questão 64d25bb7-b0