Questões do ENEM 2025

Questões aplicadas na prova de 2025, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

1.905 questões encontradas. Mostrando a página 27 de 96.

  • 3A126FBA-69

    Biologia

    Hereditariedade e diversidade da vida
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos

    A figura mostra o idiograma que representa o conjunto de cromossomos identificado em uma célula somática de uma espécie de planta.


    27.jpg (267×221)

    (http://basicgenetics.ansci.cornell.edu. Adaptado.)


    A análise desse idiograma revela que essa planta é

    Escolha uma alternativa para a questão 3a126fba-69
  • 3A0FBF15-69

    Geografia

    Energia
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Em novembro de 2024, o Brasil alcançou um marco significativo na geração de energia eólica. No dia 3 de novembro, às 23h, foi registrado um recorde de “geração média horária”, atingindo 23 699 megawatts médios (MWmed). Esses resultados destacam o avanço da energia eólica como fonte essencial para a matriz energética do país, indicador do papel crucial dessa tecnologia no fornecimento de energia.

    (www.gov.br. Adaptado.)

    As turbinas eólicas aproveitam uma fonte de energia
    Escolha uma alternativa para a questão 3a0fbf15-69
  • 3A0D16DC-69

    Geografia

    Cartografia
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos

    Antimeridiano de Greenwich


    25.jpg (290×251)

    (https://revistagalileu.globo.com)


    Resultado de uma convenção internacional, a linha destacada determina

    Escolha uma alternativa para a questão 3a0d16dc-69
  • 3A0A4BC3-69

    Atualidades

    Política
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    A Conferência das Partes (COP) é uma convenção anual criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 21 de março de 1994 para prevenir, por meio de ações, as intervenções humanas perigosas ao sistema climático mundial. Assim, a COP é o local onde o mundo se reúne para chegar a um acordo sobre as formas de lidar com a crise climática, como limitar o aumento da temperatura global a 1,5 grau Celsius, ajudar as comunidades vulneráveis a se adaptarem aos efeitos das mudanças climáticas, atingir emissões líquidas zero (diferença entre as emissões e as compensações relacionadas aos gases do efeito estufa) até 2050, entre outras medidas.

    (www.nationalgeographicbrasil.com, 12.11.2024. Adaptado.)

    Considerando as atuais condições climáticas do mundo, a dificuldade para atingir as medidas mencionadas no excerto tem como causa
    Escolha uma alternativa para a questão 3a0a4bc3-69
  • 3A0557D3-69

    Português

    Interpretação de Textos
    Ensino Einstein · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Analise as manchetes publicadas pelo jornal de notícias BBC News Brasil.

    “Parece leite, mas não é”: como crise “empobreceu” a fórmula dos produtos lácteos do Brasil.
    (13.08.2022.)

    Azeite: por que fraudes são tão comuns — e como escolher o mais saudável. (18.09.2022.)

    A verdade sobre o “café fake”: por dentro do “parece, mas não é” que se espalha pelos supermercados.
    (10.02.2025.)

    As manchetes apresentam um processo comum nos últimos anos, em que o desenvolvimento técnico e científico ofereceu alternativas às indústrias, modificando a cadeia produtiva, da indústria ao produto final. No contexto do modelo capitalista de produção, as manchetes apontam para o interesse em
    Escolha uma alternativa para a questão 3a0557d3-69
  • 3A02F0CD-69

    Sociologia

    Cidadania e movimentos sociais
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    O termo “geração roubada” se refere a milhares de crianças aborígenes que foram separadas à força de suas famílias de 1910 até a década de 1970, e levadas para instituições ou famílias brancas com fins de assimilação. Muitas vítimas nunca voltaram a encontrar seus pais ou irmãos. Em 1997, um relatório intitulado “Levados de casa”, resultado de uma investigação nacional, reconheceu que os direitos destas crianças foram violados e recomendou uma série de medidas de apoio. Uma das propostas do relatório era que a Austrália apresentasse um pedido nacional de desculpas, o que já foi realizado.

    (www.rfi.fr)

    A ação que resultou na chamada “geração roubada”, mencionada no excerto, consistiu
    Escolha uma alternativa para a questão 3a02f0cd-69
  • 3A007A4C-69

    História

    História do Brasil
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos

    Analise a charge de Augusto Bandeira, publicada no Correio da Manhã em 03.10.1962, que retrata o presidente brasileiro João Goulart.


    20.jpg (339×211)


    (apud: Rodrigo Patto Sá Motta. Jango e o golpe de 1964 na caricatura, 2006.)


    A charge representa o presidente

    Escolha uma alternativa para a questão 3a007a4c-69
  • 39FE1012-69

    Geografia

    Migrações
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Na América Latina, a porcentagem de camponeses se reduziu à metade em vinte anos na Colômbia (1951-1973), no México (1960-1980) e — quase — no Brasil (1960-1980). Caiu em dois terços, ou quase isso, na República Dominicana (1960-1981), Venezuela (1961-1981) e Jamaica (1953- 1981). Em todos esses países — com exceção da Venezuela —, no fim da Segunda Guerra Mundial os camponeses formavam metade, ou a maioria absoluta da população ocupada. Mas já em 1970 não havia na América Latina — fora dos mini-Estados da tripa de terra centro-americana e do Haiti — um único país em que os camponeses não fossem minoria.

    (Eric Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991, 1995. Adaptado.)

    Ao avaliar a variação demográfica em países latino-americanos na segunda metade do século XX, o excerto atesta
    Escolha uma alternativa para a questão 39fe1012-69
  • 39FBA699-69

    História

    História do Brasil
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    [...] historicamente, os quilombos foram comunidades dinâmicas forjadas não fora, mas dentro da sociedade escravista; comunidades que simultaneamente transformaram o mundo no qual todos viviam. As geografias insurgentes [...] foram claramente baseadas na existência de laços e práticas econômicas forjadas dentro da escravidão e motivadas por camaradagem, medo ou oportunismo. Nenhum deles expressou uma explícita ideologia antiescravista, mas suas ações desestabilizaram a escravidão por dentro. Para os quilombolas, abandonar seus senhores e trabalhar como pessoas livres diante dos olhos dos proprietários foi uma forma de rejeitar a escravidão.

    (Yuko Miki. “Fugir para a escravidão: as geografias insurgentes dos quilombolas brasileiros, 1880-1881”. In: Flávio Gomes e Petrônio Domingues (orgs.). Políticas da raça: experiências e legados da abolição e da pós-emancipação no Brasil, 2014.)

    O excerto caracteriza a ação dos quilombos no Brasil pré-abolição como
    Escolha uma alternativa para a questão 39fba699-69
  • 39F941C0-69

    História

    Construção de Estados e o Absolutismo
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    A importância das cortes está ligada à formação do Estado moderno, lento processo que produz a concentração de poder à volta de um rei ou de um grande príncipe. A constituição dos novos Estados não se dá sem conflitos: contra os senhores feudais, que se valem da fragmentação política e econômica; mas também entre reis e grandes senhores, que lutam por hegemonia ou mesmo pelo trono.

    (Renato Janine Ribeiro. A etiqueta no Antigo Regime: do sangue à doce vida, 1987.)

    A “concentração de poder” descrita no excerto marca uma transformação social e política decisiva na Europa. Tal transformação
    Escolha uma alternativa para a questão 39f941c0-69
  • 39F6B35E-69

    História

    Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
            [...] as colônias cartaginesas só poderiam comprar e vender produtos com os mercadores de Cartago. Todas as embarcações de povos estrangeiros eram consideradas intrusas, e algumas delas chegaram a ser afundadas pela forte marinha cartaginesa.

            A preocupação em não deixar que gregos, romanos e outros povos atravessassem suas rotas comerciais tinha suas razões. Além do rico comércio do Mediterrâneo, estudos arqueológicos indicam que os cartagineses conseguiram estabelecer relações comerciais com povos do Sudão e passaram a negociar o ouro que vinha de lá. Alguns estudiosos acreditam que tropas cartaginesas mantiveram contato com grupos que viviam na África Subsaariana.

    (Ynaê Lopes dos Santos. História da África e do Brasil afrodescendente, 2017.)

    O excerto demonstra que a importância de Cartago nos séculos VI e V a.C. devia-se, principalmente, a 
    Escolha uma alternativa para a questão 39f6b35e-69
  • 39F4489E-69

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos

    Read the informational guide provided by Biosphere 2.


    15.jpg (344×318)


    The guide informs potential visitors to the Biosphere 2 project about

    Escolha uma alternativa para a questão 39f4489e-69
  • 39F1E555-69

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    texto_11-14.jpg (343×192)       

            In the middle of the vast Arizona desert, in the United States, there’s a structure that seems taken straight out of the pages of science fiction. Inside a massive complex of glass pyramids and towers, spread across 1.2 hectares, stands a tropical rainforest topped by a 7.6-meter-high waterfall, a savannah and a fog desert. It’s seemingly a little capsule of Earth, which is why the structure is called Biosphere 2 — named after our own planet, Biosphere 1.

            The scenery forms the perfect background for the futuristic experiment that once took place here. In the early 1990s, eight people locked themselves inside, sealed off from the outside world for two years, to explore the challenges of living in a self-contained system — a prerequisite for building colonies in outer space. They fed themselves from the crops they grew, they recycled their own wastewater and they cared for the plants that produced their oxygen.

            In terms of sustaining human life, the experiment did not go well. Oxygen levels fell significantly, making the inhabitants sick, while carbon dioxide (CO2) levels increased. Countless animals died, including the pollinators the plants needed to reproduce. And although the “biospherians” did survive on their homegrown food, they lost weight to the point where they became a case study for calorie restriction. When supplementary oxygen needed to be brought in, commentators blamed the project as a failure, calling it a “new-age silliness masquerading as science”. In recent years, however, many experts have come to see the Biosphere 2 experiment in a new light, with valuable lessons about ecology, atmospheric science and importantly, the irreplaceability of our own planet.

    (Katarina Zimmer. www.bbc.com, 05.07.2025. Adapted.)
    According to the third paragraph, one major ecological imbalance that compromised human habitability in Biosphere 2 was the
    Escolha uma alternativa para a questão 39f1e555-69
  • 39EEEE83-69

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    texto_11-14.jpg (343×192)       

            In the middle of the vast Arizona desert, in the United States, there’s a structure that seems taken straight out of the pages of science fiction. Inside a massive complex of glass pyramids and towers, spread across 1.2 hectares, stands a tropical rainforest topped by a 7.6-meter-high waterfall, a savannah and a fog desert. It’s seemingly a little capsule of Earth, which is why the structure is called Biosphere 2 — named after our own planet, Biosphere 1.

            The scenery forms the perfect background for the futuristic experiment that once took place here. In the early 1990s, eight people locked themselves inside, sealed off from the outside world for two years, to explore the challenges of living in a self-contained system — a prerequisite for building colonies in outer space. They fed themselves from the crops they grew, they recycled their own wastewater and they cared for the plants that produced their oxygen.

            In terms of sustaining human life, the experiment did not go well. Oxygen levels fell significantly, making the inhabitants sick, while carbon dioxide (CO2) levels increased. Countless animals died, including the pollinators the plants needed to reproduce. And although the “biospherians” did survive on their homegrown food, they lost weight to the point where they became a case study for calorie restriction. When supplementary oxygen needed to be brought in, commentators blamed the project as a failure, calling it a “new-age silliness masquerading as science”. In recent years, however, many experts have come to see the Biosphere 2 experiment in a new light, with valuable lessons about ecology, atmospheric science and importantly, the irreplaceability of our own planet.

    (Katarina Zimmer. www.bbc.com, 05.07.2025. Adapted.)
    In the excerpt from the second paragraph “The scenery forms the perfect background for the futuristic experiment that once took place here”, the underlined term refers to
    Escolha uma alternativa para a questão 39eeee83-69
  • 39EC6F57-69

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    texto_11-14.jpg (343×192)       

            In the middle of the vast Arizona desert, in the United States, there’s a structure that seems taken straight out of the pages of science fiction. Inside a massive complex of glass pyramids and towers, spread across 1.2 hectares, stands a tropical rainforest topped by a 7.6-meter-high waterfall, a savannah and a fog desert. It’s seemingly a little capsule of Earth, which is why the structure is called Biosphere 2 — named after our own planet, Biosphere 1.

            The scenery forms the perfect background for the futuristic experiment that once took place here. In the early 1990s, eight people locked themselves inside, sealed off from the outside world for two years, to explore the challenges of living in a self-contained system — a prerequisite for building colonies in outer space. They fed themselves from the crops they grew, they recycled their own wastewater and they cared for the plants that produced their oxygen.

            In terms of sustaining human life, the experiment did not go well. Oxygen levels fell significantly, making the inhabitants sick, while carbon dioxide (CO2) levels increased. Countless animals died, including the pollinators the plants needed to reproduce. And although the “biospherians” did survive on their homegrown food, they lost weight to the point where they became a case study for calorie restriction. When supplementary oxygen needed to be brought in, commentators blamed the project as a failure, calling it a “new-age silliness masquerading as science”. In recent years, however, many experts have come to see the Biosphere 2 experiment in a new light, with valuable lessons about ecology, atmospheric science and importantly, the irreplaceability of our own planet.

    (Katarina Zimmer. www.bbc.com, 05.07.2025. Adapted.)
    In the fragment from the first paragraph “It’s seemingly a little capsule of Earth”, the underlined expression means 
    Escolha uma alternativa para a questão 39ec6f57-69
  • 39EA2D21-69

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    texto_11-14.jpg (343×192)       

            In the middle of the vast Arizona desert, in the United States, there’s a structure that seems taken straight out of the pages of science fiction. Inside a massive complex of glass pyramids and towers, spread across 1.2 hectares, stands a tropical rainforest topped by a 7.6-meter-high waterfall, a savannah and a fog desert. It’s seemingly a little capsule of Earth, which is why the structure is called Biosphere 2 — named after our own planet, Biosphere 1.

            The scenery forms the perfect background for the futuristic experiment that once took place here. In the early 1990s, eight people locked themselves inside, sealed off from the outside world for two years, to explore the challenges of living in a self-contained system — a prerequisite for building colonies in outer space. They fed themselves from the crops they grew, they recycled their own wastewater and they cared for the plants that produced their oxygen.

            In terms of sustaining human life, the experiment did not go well. Oxygen levels fell significantly, making the inhabitants sick, while carbon dioxide (CO2) levels increased. Countless animals died, including the pollinators the plants needed to reproduce. And although the “biospherians” did survive on their homegrown food, they lost weight to the point where they became a case study for calorie restriction. When supplementary oxygen needed to be brought in, commentators blamed the project as a failure, calling it a “new-age silliness masquerading as science”. In recent years, however, many experts have come to see the Biosphere 2 experiment in a new light, with valuable lessons about ecology, atmospheric science and importantly, the irreplaceability of our own planet.

    (Katarina Zimmer. www.bbc.com, 05.07.2025. Adapted.)
    The text is mainly about
    Escolha uma alternativa para a questão 39ea2d21-69
  • 39E7570D-69

    Literatura

    Estilística
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto. 

    No avesso das palavras
    na contrária face
    da minha solidão
    eu te amei
    e acariciei
    o teu imperceptível crescer
    como carne da lua
    nos noturnos lábios entreabertos

    E amei-te sem saberes
    amei-te sem o saber
    amando de te procurar
    amando de te inventar

    No contorno do fogo
    desenhei o teu rosto
    e para te reconhecer
    mudei de corpo
    troquei de noites
    juntei crepúsculo e alvorada

    Para me acostumar
    à tua intermitente ausência
    ensinei às timbilas1
    a espera do silêncio

    (Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)

    1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.
    Dizia Obermann no Senancour: “Eu sinto: eis a única palavra do homem que exige verdades. Eu sinto, eu existo para me consumir em desejos indomáveis, para me embeber na sedução de um mundo fantástico, para viver aterrado com o seu voluptuoso engano.”

    (Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira, 2022.)

    A citação estabelece uma aproximação do poema de Mia Couto à estética do movimento
    Escolha uma alternativa para a questão 39e7570d-69
  • 39E5166A-69

    Português

    Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação
    Ensino Einstein · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto. 

    No avesso das palavras
    na contrária face
    da minha solidão
    eu te amei
    e acariciei
    o teu imperceptível crescer
    como carne da lua
    nos noturnos lábios entreabertos

    E amei-te sem saberes
    amei-te sem o saber
    amando de te procurar
    amando de te inventar

    No contorno do fogo
    desenhei o teu rosto
    e para te reconhecer
    mudei de corpo
    troquei de noites
    juntei crepúsculo e alvorada

    Para me acostumar
    à tua intermitente ausência
    ensinei às timbilas1
    a espera do silêncio

    (Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)

    1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.
    Em um processo de formação de palavras, uma palavra pode mudar de classe gramatical sem sofrer alteração em sua forma. A este processo de enriquecimento vocabular pela mudança de classe das palavras chama-se derivação imprópria.

    (Celso Cunha e Luís F. Lindley Cintra. Nova Gramática do Português Contemporâneo, 2007. Adaptado.)

    A palavra sublinhada que é um exemplo de derivação imprópria é:
    Escolha uma alternativa para a questão 39e5166a-69
  • 39E2848A-69

    Literatura

    Gênero Lírico
    Ensino Einstein · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o poema “Desencontro (2)”, de Mia Couto. 

    No avesso das palavras
    na contrária face
    da minha solidão
    eu te amei
    e acariciei
    o teu imperceptível crescer
    como carne da lua
    nos noturnos lábios entreabertos

    E amei-te sem saberes
    amei-te sem o saber
    amando de te procurar
    amando de te inventar

    No contorno do fogo
    desenhei o teu rosto
    e para te reconhecer
    mudei de corpo
    troquei de noites
    juntei crepúsculo e alvorada

    Para me acostumar
    à tua intermitente ausência
    ensinei às timbilas1
    a espera do silêncio

    (Mia Couto. Poemas Escolhidos, 2016.)

    1timbila: instrumento musical de percussão, do tipo xilofone, tradicional de Moçambique.
    A situação amorosa descrita pelo eu lírico envolve
    Escolha uma alternativa para a questão 39e2848a-69
  • 39E01761-69

    Português

    Adjetivos
    Ensino Einstein · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia um trecho da obra Ideias para adiar o fim do mundo, uma adaptação de duas palestras e uma entrevista realizadas com o autor Ailton Krenak.

            O fim do mundo talvez seja uma breve interrupção de um estado de prazer extasiante que a gente não quer perder. Parece que todos os artifícios que foram buscados pelos nossos ancestrais e por nós têm a ver com essa sensação. Quando se transfere isso para a mercadoria, para os objetos, para as coisas exteriores, se materializa no que a técnica desenvolveu, no aparato todo que se foi sobrepondo ao corpo da mãe Terra. Todas as histórias antigas chamam a Terra de Mãe, Pacha Mama, Gaia. Uma deusa perfeita e infindável, fluxo de graça, beleza e fartura. Veja-se a imagem grega da deusa da prosperidade, que tem uma cornucópia1 que fica o tempo todo jorrando riqueza sobre o mundo… Noutras tradições, na China e na Índia, nas Américas, em todas as culturas mais antigas, a referência é de uma provedora maternal. Não tem nada a ver com a imagem masculina ou do pai. Todas as vezes que a imagem do pai rompe nessa paisagem é sempre para depredar, detonar e dominar.

            O desconforto que a ciência moderna, as tecnologias, as movimentações que resultaram naquilo que chamamos de “revoluções de massa”, tudo isso não ficou localizado numa região, mas cindiu o planeta a ponto de, no século XX, termos situações como a Guerra Fria, em que você tinha, de um lado do muro, uma parte da humanidade, e a outra, do lado de lá, na maior tensão, pronta para puxar o gatilho para cima dos outros. Não tem fim do mundo mais iminente do que quando você tem um mundo do lado de lá do muro e um do lado de cá, ambos tentando adivinhar o que o outro está fazendo. Isso é um abismo, isso é uma queda. Então a pergunta a fazer seria: “Por que tanto medo assim de uma queda se a gente não fez nada nas outras eras senão cair?”.

            Já caímos em diferentes escalas e em diferentes lugares do mundo. Mas temos muito medo do que vai acontecer quando a gente cair. Sentimos insegurança, uma paranoia da queda porque as outras possibilidades que se abrem exigem implodir essa casa que herdamos, que confortavelmente carregamos em grande estilo, mas passamos o tempo inteiro morrendo de medo. Então, talvez o que a gente tenha de fazer é descobrir um paraquedas. Não eliminar a queda, mas inventar e fabricar milhares de paraquedas coloridos, divertidos, inclusive prazerosos. Já que aquilo de que realmente gostamos é gozar, viver no prazer aqui na Terra. Então, que a gente pare de despistar essa nossa vocação e, em vez de ficar inventando outras parábolas, que a gente se renda a essa principal e não se deixe iludir com o aparato da técnica.

    (Ideias para adiar o fim do mundo, 2020.) 1   cornucópia: vaso em forma de chifre, com frutas e flores que dele extravasam profusamente, antigo símbolo da fertilidade, riqueza, abundância.
    Tem valor adjetivo a expressão sublinhada no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão 39e01761-69