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Instituição

Questões: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) — com gabarito

667 questões de Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), de 2005 a 2021. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 667 questões
  • 13 provas

Resultados: 667 questões

Página 25 de 34

  • Matemática

    Matemática

    A parábola Figura 1 de 2 da questão de Matemática, UNIFESP 2005, Geometria Analítica tem vértice no ponto Figura 2 de 2 da questão de Matemática, UNIFESP 2005, Geometria Analítica O lugar geométrico dos vértices da parábola, quando t varia no conjunto dos números reais, é

    Escolha uma alternativa para a questão d216f044-28
  • Ciências Humanas

    História

    Aproximadamente entre o fim do Estado Novo (1945) e o início do Regime Militar (1964), um político (“rouba mas faz”) e um partido (“de bacharéis”) encarnaram no imaginário cívico paulista e brasileiro duas atitudes opostas: a ausência e a exacerbação de moralismo, ou de ética, na política. Trata-se, respectivamente, de
    Escolha uma alternativa para a questão d2252145-66
  • Linguagens

    Português

    Instrução: Leia o texto para responder às questões.

           Um sarau é o bocado mais delicioso que temos, de telhado
    abaixo. Em um sarau todo o mundo tem que fazer. O
    diplomata ajusta, com um copo de champagne na mão, os
    mais intrincados negócios; todos murmuram, e não há quem
    deixe de ser murmurado. O velho lembra-se dos minuetes e
    das cantigas do seu tempo, e o moço goza todos os regalos da
    sua época; as moças são no sarau como as estrelas no céu;
    estão no seu elemento: aqui uma, cantando suave cavatina,
    eleva-se vaidosa nas asas dos aplausos, por entre os quais
    surde, às vezes, um bravíssimo inopinado, que solta de lá
    da sala do jogo o parceiro que acaba de ganhar sua partida
    no écarté, mesmo na ocasião em que a moça se espicha
    completamente, desafinando um sustenido; daí a pouco vão
    outras, pelos braços de seus pares, se deslizando pela sala e
    marchando em seu passeio, mais a compasso que qualquer
    de nossos batalhões da Guarda Nacional, ao mesmo tempo
    que conversam sempre sobre objetos inocentes que movem
    olhaduras e risadinhas apreciáveis. Outras criticam de uma
    gorducha vovó, que ensaca nos bolsos meia bandeja de doces
    que veio para o chá, e que ela leva aos pequenos que, diz,
    lhe ficaram em casa. Ali vê-se um ataviado dandy que dirige
    mil finezas a uma senhora idosa, tendo os olhos pregados
    na sinhá, que senta-se ao lado. Finalmente, no sarau não é
    essencial ter cabeça nem boca, porque, para alguns é regra,
    durante ele, pensar pelos pés e falar pelos olhos.
            E o mais é que nós estamos num sarau. Inúmeros batéis
    conduziram da corte para a ilha de... senhoras e senhores,
    recomendáveis por caráter e qualidades; alegre, numerosa e
    escolhida sociedade enche a grande casa, que brilha e mostra
    em toda a parte borbulhar o prazer e o bom gosto.
            Entre todas essas elegantes e agradáveis moças, que
    com aturado empenho se esforçam para ver qual delas vence
    em graças, encantos e donaires, certo sobrepuja a travessa
    Moreninha, princesa daquela festa.
    (Joaquim Manuel de Macedo. A Moreninha, 1997.)

    Considerando os papéis desempenhados pelas personagens no texto, é correto afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão d386cfe1-fe
  • Ciências da Natureza

    Química

    INSTRUÇÃO: o texto seguinte refere-se às questões de números 76 a 78.

    Figura 1 de 2 da questão de Química, UNIFESP 2006, Isomeria: Isomeria Espacial: Isomeria Geométrica (cis-trans) e Isomeria Óptica.
    Figura 2 de 2 da questão de Química, UNIFESP 2006, Isomeria: Isomeria Espacial: Isomeria Geométrica (cis-trans) e Isomeria Óptica.

    O ácido graxo classificado como gordura saturada e o ácido graxo que pertence à classe de gordura que, quando consumida em excesso, pode causar o aumento do LDL-colesterol e redução do HDL-colesterol são, respectivamente, os ácidos
    Escolha uma alternativa para a questão d3af1815-66
  • Matemática

    Matemática

    Na figura, o segmento AC é perpendicular à reta r. Sabe- se que o ângulo AÔB, com O sendo um ponto da reta r, será máximo quando O for o ponto onde r tangencia uma circun- ferência que passa por A e B.

    Imagem da questão de Matemática, UNIFESP 2005, Geometria Plana

    Se AB representa uma estátua de 3,6 m sobre um pedestal BC de 6,4 m, a distância OC, para que o ângulo AÔB de visão da estátua seja máximo, é

    Escolha uma alternativa para a questão d4c909ee-28
  • Ciências da Natureza

    Química

    INSTRUÇÃO: o texto seguinte refere-se às questões de números 76 a 78.

    Figura 1 de 2 da questão de Química, UNIFESP 2006, Propriedades Físicas dos Compostos Orgânicos: Polaridade das Ligações e Moléculas, Forças Intermoleculares, Ponto de Fusão e Ponto de Ebulição, Solubilização das Substâncias Orgânicas.
    Figura 2 de 2 da questão de Química, UNIFESP 2006, Propriedades Físicas dos Compostos Orgânicos: Polaridade das Ligações e Moléculas, Forças Intermoleculares, Ponto de Fusão e Ponto de Ebulição, Solubilização das Substâncias Orgânicas.

    Sabe-se que os pontos de fusão dos três ácidos graxos consi- derados são 13 °C, 44 °C e 72 °C. Pode-se afirmar que o ácido de menor e o de maior ponto de fusão são, respectivamente, os ácidos
    Escolha uma alternativa para a questão d53e07d7-66
  • Linguagens

    Português

              O Hatha yoga pradipika, sagrada escritura do hatha
    yoga, escrita no século 15 da era atual, diz que, antes de nos
    aventurarmos na prática de austeridade e códigos morais,
    devemos nos preparar. Autocontrole e disciplina sem preparação
    adequada__________ criar mais problemas mentais
    e de personalidade do que paz de espírito. A beleza dessa
    escritura é que ela resolve o grande problema que todo iniciante
    enfrenta: dominar a mente.
                Devido___________abordagem corporal, o hatha yoga
    ficou conhecido – de modo equivocado – como uma categoria
    de ioga___________trabalha apenas as valências físicas
    (força, flexibilidade, resistência, equilíbrio e outras), quase
    como ginástica oriental. Isso não é verdade.
                                            (Ciência Hoje, julho de 2012. Adaptado.)

    De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, as lacunas do texto devem ser preenchidas, respectivamente, com

    Escolha uma alternativa para a questão d5559103-fe
  • Matemática

    Matemática

    A figura indica algumas das dimensões de um bloco de concreto formado a partir de um cilindro circular oblíquo, com uma base no solo, e de um semicilindro.

    Figura 1 de 2 da questão de Matemática, UNIFESP 2005, Cilindro

    Dado que o raio da circunferência da base do cilindro oblíquo mede 10 cm, o volume do bloco de concreto, em Figura 2 de 2 da questão de Matemática, UNIFESP 2005, Cilindro, é
    Escolha uma alternativa para a questão d59e6adc-28
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNIFESP 2005, Análise sintática Se a personagem fosse enfática e dissesse: “... eu não reconheço o documento, eu não reconheço o documento...”, a oração repetida, de acordo com a norma padrão, assumiria a seguinte forma:

    Escolha uma alternativa para a questão d62bad04-29
  • Linguagens

    Português

    Examine a tira.

    Imagem da questão de Português, UNIFESP 2012, Interpretação de Textos

    Bastante comum na fala coloquial, o modo de se empregar o pronome na fala da personagem – Maneiro encontrar tu! – também ocorre em:

    Escolha uma alternativa para a questão d6412640-fe
  • Ciências da Natureza

    Química

    INSTRUÇÃO: o texto seguinte refere-se às questões de números 76 a 78.

    Figura 1 de 3 da questão de Química, UNIFESP 2006, Química Orgânica
    Figura 2 de 3 da questão de Química, UNIFESP 2006, Química Orgânica

    A figura mostra um diagrama com reações orgânicas X, Y e Z, produtos I, II e III e o ácido oléico como reagente de partida, sob condições experimentais adequadas.

                                                            Figura 3 de 3 da questão de Química, UNIFESP 2006, Química Orgânica

    A reação de saponificação e o éster formado são, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão d6cf4183-66
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema Prece, de Fernando Pessoa.
    Senhor, a noite veio e a alma é vil.
    Tanta foi a tormenta e a vontade!
    Restam-nos hoje, no silêncio hostil,
    O mar universal e a saudade.
    Mas a chama, que a vida em nós criou,
    Se ainda há vida ainda não é finda.
    O frio morto em cinzas a ocultou:
    A mão do vento pode erguê-la ainda.
    Dá o sopro, a aragem – ou desgraça ou ânsia –,
    Com que a chama do esforço se remoça,
    E outra vez conquistaremos a Distância –
    Do mar ou outra, mas que seja nossa!
                                     (Fernando Pessoa. Mensagem, 1995.)

    Extraído do livro Mensagem, o poema pode ser considerado nacionalista, na medida em que o eu lírico

    Escolha uma alternativa para a questão d72bd7b7-fe
  • Linguagens

    Inglês

    Examine o cartum de Caitlin Cass, publicado no Instagram da revista The New Yorker em 10.03.2019.

    Imagem da questão de Inglês, UNIFESP 2021, Interpretação de texto | Reading comprehension
    “You said you’d be home at half a candle.”


    Depreende-se do cartum que a moça
    Escolha uma alternativa para a questão d736506d-72
  • Linguagens

    Português

    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    No texto, a moça
    Escolha uma alternativa para a questão d73e7871-72
  • Linguagens

    Português

    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    Em sua história, a moça incorre em contradição ao tratar
    Escolha uma alternativa para a questão d7434b24-72
  • Linguagens

    Português

    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    O título do conto antecipa seu caráter
    Escolha uma alternativa para a questão d7479805-72
  • Linguagens

    Português

    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    Observa-se o emprego de expressão própria da linguagem coloquial no trecho
    Escolha uma alternativa para a questão d74b3bfc-72
  • Linguagens

    Português

    O entendimento dos contos

        — Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.

        — Pois não — respondeu a moça, que acabara de concluir o mestrado de contador de histórias, e estava com a imaginação na ponta da língua. — Era uma vez um país onde só havia água, eram águas e mais águas, e o governo como tudo mais se fazia em embarcações atracadas ou em movimento, conforme o tempo. Osmundo mantinha uma grande indústria de barcos, mas não era feliz, porque Sertória, objeto dos seus sonhos, se recusava a casar com ele. Osmundo ofereceu-lhe um belo navio embandeirado, que ela recusou. Só aceitaria uma frota de dez caravelas, para si e para seus familiares.

        Ora, ninguém sabia fazer caravelas, era um tipo de embarcação há muito fora de uso. Osmundo apresentou um mau produto, que Sertória não aceitou, enumerando os defeitos, a começar pelas velas latinas, que de latinas não tinham um centavo. Osmundo, desesperado, pensou em afogar-se, o que fez sem êxito, pois desceu no fundo das águas e lá encontrou um cofre cheio de esmeraldas, topázios, rubis, diamantes e o mais que você imagina. Voltou à tona para oferecê-lo à rígida Sertória, que virou o rosto. Nada a fazer, pensou Osmundo; vou transformar-me em satélite artificial. Mas os satélites artificiais ainda não tinham sido inventados. Continuou humilde satélite de Sertória, que ultimamente passeava de uma lancha para outra, levando-o preso a um cordão de seda, com a inscrição “Amor imortal”. Acabou.

        — Mas que significa isso? — perguntou o moço, insatisfeito. — Não entendi nada.

        — Nem eu — respondeu a moça —, mas os contos devem ser contados, e não entendidos; exatamente como a vida.

    (Contos plausíveis, 2012.)
    “— Agora você vai me contar uma história de amor — disse o rapaz à moça. — Quero ouvir uma história de amor em que entrem caravelas, pedras preciosas e satélites artificiais.” (1o parágrafo)

    Ao se transpor esse trecho para o discurso indireto, os termos sublinhados assumem, respectivamente, as seguintes formas:
    Escolha uma alternativa para a questão d7510497-72